A Filha do Mar
61 Capitulo 50
Notas iniciais
Dois dias depois do fim do verão eu estava no apartamento de Percy para comemorar seu aniversário junto com Sally, seu namorado Paul, Tyson e Apolo. Nem quis saber como Apolo surgiu aqui, talvez ele soubesse ou Percy tivesse feito de proposito, de qualquer forma quando cheguei com Tyson e Percy, ele já nos esperava no saguão do apartamento. Subimos e fomos recebidos por Sally que arrumava a casa, decidi ajuda-la na cozinha enquanto Percy e Tyson foram para o quarto e Apolo começou a conversar com Paul.
– Obrigada pela ajuda Marina, eu realmente me atrasei com tudo.
– Capaz, eu quase nunca posso cozinhar. – eu olho para trás para ver se Paul consegue nos ouvir, Apolo percebe e nega com a cabeça – Quando eu era menor, por volta dos oito anos, pedi para que Quiron me ensinasse a cozinhar, e mesmo com 3 mil anos ele não conseguiu fazer isso, aprendi um pouco sozinha, Dionísio era sempre a cobaia dos meus experimentos na cozinha.
– Você fala dos deuses de uma forma tão natural... Se dirige a eles como família mesmo.
– São minha família, eu não conheci outra vida, não conheci minha mãe. Fui criada por uma grande família, mas só passei a ter uma ligação de sangue quando Percy surgiu e agora percebo o quanto isso é forte.
– Você fez muito pelo meu filho, ele me conta, ele te admira.
– E eu o admiro muito, e o invejo por seu defeito mortal ser algo tão nobre.
– Ele também me falou sobre isso, Lady Atena contou a ele.
– sim, mas eu já conhecia o defeito dele, identifico fácil o defeito dos outros e por incrível que pareça não conheço o meu.
Ela sorri para mim e limpa as mãos no avental.
– Bom vamos lá levar algo para eles comerem.
Caminhamos para a sala e chamamos Percy e Tyson, vou para o lado de Apolo que envolve minha cintura com seus braços quentes. Me aconchego ao seu corpo fechando os olhos por um segundo.
– Minha princesa do mar como é bom tê-la em meus braços. – ele sussurra para que somente eu escute.
– Vamos acender as velas? – Sally fala mais alto chamando minha atenção ao mesmo tempo em que a campanhia toca. – Horas mas quem seria?
– Ah não. – Apolo fala alto e todos olham para ele enquanto ele tira a mão da minha cintura e pega minha mão.
– O que foi? – pergunto baixo para ele enquanto Sally vai até a porta.
– Seu pai...
– Ele não... – E Sally abre a porta.
– Ele veio ver os filhos, sim ele viria, são tempos perigosos para ele e ele precisa estar presente na vida dos seus filhos. – Apolo explica.
Poseidon então passa pela porta examinando a sala, todos estavam calados até mesmo Apolo. Foi Paul quem quebrou o silencio e se apresentou a Poseidon.
– Oi, sou Paul Bayck...
– Poseidon... – Disse papai apertando a mão de Paul.
– Que nome interessante... – Analisa Paul.
– Sim, me chamam de muitas formas e essa é minha preferida.
– Como o deus dos mares! – ressalta Paul.
– Bem como ele. – Responde papai sarcasticamente.
– Bem! Que bom que você pode vir... – ela então olhou para Paul – Paul, este é o pai de Percy!
– Ah, sim bom, claro – Respondeu ele nada contente.
Poseidon atravessou a sala até Percy.
– Ah meu garoto, ai está você. – ele disse abraçando Percy que retribuiu desajeitadamente o abraço. Então papai foi a Tyson – E Tyson como está grande, meu filho.
– Oi papai.
E então Poseidon olhou para mim que automaticamente tentei soltar a mão de Apolo que não permitiu. Até que Poseidon falasse.
– E você minha linda princesa do mar. – ele fala e vem me abraçar.
– Papai ... – Digo retribuindo o abraço, mas ele sussurra no meu ouvido para que somente eu e Apolo escutemos.
– Vocês dois tem muito que me explicar!
– E nós iremos. – Responde Apolo estendendo a mão para ele.
– Apolo. Como é bom vê-lo! – meu pai diz segurando as aparências.
Todos ficam olham em volta sem um lugar fixo e novamente Paul quebra o silencio.
– Tyson e marina?
– Irmão de Percy mas não são meus.
– Eu não podia perder a festa do decimo quinto aniversário de Percy! – Falou Poseidon.
– É claro, afinal se fosse em esparta hoje estaria se tornando um homem. – Completou Apolo recebendo um olha rígido do meu pai.
– Verdade... Eu costumada ensinar história antiga. Meus mitos favoritos não sobre os gêmeos Apolo e Artemis e sobre a deusa Héstia. – Disse Paul.
Eu engasguei e Apolo riu.
– Bom gosto o seu... – disse Apolo ainda rindo – Meu pai e minha mãe também gostavam muito de Apolo e Artemis.
– E eles tiveram a sorte de ter um casal de gêmeos. – Comentou Poseidon. – Isso somos nós, História antiga. Percy podemos ter um minuto?
E então papai e Percy foram até a cozinha.
Sentei-me no sofá e Apolo me segurou.
– Você está bem amor?
– O que aconteceu com ela? – Pergunta Sally.
– Mana... – Tyson diz surgindo ao meu lado.
– Tudo bem... Só uma tontura.
Apolo coloca a mão em minha testa e depois pousa em meu rosto puxando-me para ele.
– Não fique tão nervosa, eu já pretendia falar com seu pai mesmo, só queria falar umas coisas com você antes.
Ele me beija calmamente e sinto as sombras se afastarem de mim novamente, sendo que eu nem havia percebido que ela haviam me envolvido.
– Viu? Fique calma meu amor, tudo terminará bem.
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