A Filha de Zeus
5 Capítulo 5 – Sobre eu ter irmãos: Louco
Na manhã seguinte me mudei para o chalé 1. O qual já estava ocupado, Jason Grace um dos sete da profecia que eu conheci no dia anterior estava sentado na sua cama.
– Oi. – eu disse.
Ele pareceu impressionado, depois se levantou e me abraçou.
– Eu acho que ganhei outra irmã. – ele disse.
Fiquei vermelha. Ele disse que eu podia ficar com qualquer cama que eu quisesse (e só haviam três). Optei pela perto da janela.
– Então. Sua mãe também teve um caso com o deus do céu? É meio esquisito já que ele fez uma promessa de não ter mais filhos depois de Thalia.
– Thalia? Ela é sua irmã? – perguntei.
– Sim. Por parte de mãe e pai. Só que eu sou filho de Júpiter.
– Como?
– Júpiter é Zeus na forma romana.
– A então você é romano?
– Sim. Sua mãe ela já era casada com seu pai quando teve você?
– Era. Mas ela nunca me falou sobre deuses e essas coisas esquisitas assim, sem ofensas.
– Não. Tudo bem. Vai ver Zeus não havia falado para ela disso. Às vezes acontece.
– E Thalia, ela mora aqui?
– Não. Ela é caçadora de Ártemis, e sempre que vem para o acampamento fica no chalé das caçadoras.
– Então o chalé era só seu até eu chegar?
– Era. Mas acho bem melhor quando tem uma irmã para dividir ele.
Eu sorri e arrumei a única peça de roupa que tinha. Meu cardigã preto e minha calça jeans.
– Eu vou tomar café da manhã agora. Quer vir comigo?
Assenti. Fomos para o pavilhão juntos. Ele me contou sobre a namorada dele. Sobre a entrada secreta que tinha no chalé 1. Eu comi ovos com bacon e um suco de laranja, tudo estava ótimo. Depois Jason foi visitar a namorada dele e eu me sentei na porta do chalé 1.
Fiquei pensando na minha família. E no que eles estariam fazendo agora, se já tinham dado falta de min, ou se nem tinham percebido. Comecei a pensar o fato de Zeus ter uma filha com um mortal sendo que havia feito uma promessa. Se bem que eu havia certa semelhança com Jason, olhos azuis e cabelos loiros, mas por aí a semelhança acabava.
Um grupo de campistas filhos de Ares passou gritando em frente ao chalé. Nem de conta quando Dylan apareceu na minha frente.
– Ei? Está aí?
Eu olhei para cima e vi aqueles olhos azuis me observando.
– Sim?
– Posso sentar?
Assenti. Ele se sentou ao meu lado.
– Então como é o chalé 1? É tudo aquilo que falam mesmo?
– É bem legal até, mas nada comparado a minha casa.
– Você vai poder visita-la. Mas primeiro precisa estar treinada.
– Eu não entendo isso. Eu matei uma dracaenae no meu primeiro dia, porque eu não posso ir pra casa e perguntar sobre a minha vida?
– Matar uma dracaenae é fácil.
– Falou o filho do deus da guerra. Você é bem calmo para ser filho dele né?
– Por quê?
– A sua irmã, Clarisse La Rue. Ela parece bem estressada.
– É mais eu não sou meu pai. Não sou meus irmãos. E não sou a Clarisse. – ele falou secamente.
– Tudo bem, desculpa.
Um silêncio se seguiu. Eu comecei a pensar na minha família de novo, e cai no choro.
– Ai que droga. – eu disse enxugando as lágrimas.
– Ei. Calma, não precisa ficar assim. – ele disse passando a mão nos meus ombros.
Eu acho que ele não era muito de demonstrar carinho, ainda, mas pela garota que recém entrou no acampamento.
– Então. – ele disse – Que tal eu te ensinar a lutar com uma espada. Talvez depois eu possa te dar uma. Você parece melhor com espada do que com lança, arco ou adaga.
– Tá. Pode ser. – eu disse tentando controlar o choro.
Dylan disse para min esperar ele perto da praia. Logo depois voltou com duas espadas. Ele me jogou uma.
– Gosto de treinar ao ar livre. Sinto-me melhor. – disse.
Começamos de vagar. Com apenas encontro das duas espadas.
– Então. Você não me contou na sua família. – perguntei.
– Não gosto de falar muito dela.
– Eu falei da minha. Olha eu nem sei seu sobrenome e eu estou treinando com você!
– Meu pai é Ares. E por causa de ser filho do deus da guerra, na escola eu era muito encrenqueiro. Certa vez um garoto da minha sala me chamou de esquisito por causa do déficit de atenção. Eu bati nele tanto que quebrei uma costela sua.
Ele atacou e eu desferi.
– Déficit de atenção, eu tenho bem pouco, mas tenho. – eu disse.
Eu ataquei, mas pareceu fácil para ele tirar a espada da minha mão.
– Sorte sua. Depois dessa briga eu fui obrigado a fazer um acompanhamento psiquiátrico, por ser muito esquentadinho. E fugi da casa da minha mãe aos 10 anos. Por causa desse mesmo assunto. E fui morar com a minha tia.
– Porque você fugiu assim? Você ainda era uma criança.
Ele me entregou a espada.
– Ela não me suportava. Foi isso que ela disse. Então eu fugi.
– Você veio para o acampamento com que idade?
Ele atacou mais eu revidei e ataquei-o. Minha espada foi jogada longe.
– 12 anos e meio.
– E agora você tem?
– 17.
Busquei a espada e começamos de novo. Eu ataquei ele revidou. Ele atacou e eu revidei.
– Então, estou pronta para ver minha família agora? – eu disse.
– Não, você ainda é uma criança. – ele disse rindo.
Encarei aquilo como um desafio.
Ataquei-o de todas as formas, e ele revidou de todas. Quando tirou a espada da minha mão eu chutei seu peito e ele caiu.
– Muito bem. Mas forte da próxima vez, criança.
Aquilo me irritou de certa forma. Ele me devolveu a espada.
Ele atacou eu revidei. Eu o empurrei. Ele me segurou pelo braço e praticamente me abraçou por trás. Dei uma cotovelada em seu peito, ele cambaleou para trás. Correu para me atacar e coloquei a espada em seu pescoço. Por segundos ficamos nos olhando, depois ele atacou com a espada.
Não sei como, aquela mesma força que senti na hora que decapitei a dracaenae eu senti nessa hora. Tirei a espada de sua mão e as posicionei atrás de seu pescoço e em seu peito. Ele pareceu admirado. Sentia sua respiração perto da minha. Voltei as espadas para min e o empurrei para trás com o pé.
– Você tem muito força, filha de Zeus. Espero que a use bem em batalhas.
– Eu vou usar. – eu disse.
– Eu acho que deu por hoje. Te vejo no jantar, talvez.
Ele tirou as espadas da minha mão e saiu andando.
Fale com o autor