Já mencionei o quanto gosto dos sons vindo da natureza? O quando os sons dos pássaros, e o vento batendo em meu rosto me acalmam?

Nesse momento é tudo que consigo ouvir e sentir. Por um breve momento pensei que sentiria dor ou somente um vazio e escuridão, mais ao abrir os olhos tudo que vejo é a tão conhecida floresta de La Push, com suas imensas árvores verdes e úmida. Olho ao redor tentando intender como vim parar aqui. — Devo estar sonhando — Falo enquanto ando em direção à praia, quanto mais eu andava mais longe parecia que a praia estava.

—Perdida? — Olho para minha direita ao ouvir uma voz estranha de mulher. Ela é morena, cabelos lisos até a cintura, olhos castanhos, vestia um vestido branco comprido de mangas. Algo nela mim era familiar, mas não sei dizer o que era. — Então? — Franzo a testa ao ouvir sua pergunta.

—Não. Eu só estou indo para praia — Respondo confusa. Ela sorrir dando dois passos em minha direção — Quem é você? — Pergunto dando passos para trás a olhando com atenção. Aquele sorriso era tão familiar

—Estar indo para o lado errado. A praia é para o outro lado — Ela fala divertida apontando para trás dela — Está muito longe de casa não acha, Sarah? — Como ela sabe meu nome? Questiono erguendo a sobrancelha direita. E como posso estar indo para o lado errado?

—Eu estou em casa — Respondo mesmo achando tudo isso confuso de mais — Quem é você e como sabe meu nome?

—Está? Quer ir à praia, mas não sabe a direção. Está perdida

—Isso por acaso é algum tipo de charada? Porque se for pode parar — Falo irritada dando dois passos em sua direção, mas ela não se moveu ou pareceu ficar com medo, apenas sorrio carinhosa.

—Diziam que meus filhos se parecem comigo — Rosno irritada a olhando com raiva por não dizer logo quem era. — Vamos, você é uma menina esperta. Aposto que se olhar bem

—Seja quem for, não devia estar aqui — Falo lhe dando as costas, começo a anda mais paro ao ouvir sua voz

—A praia é por aqui, querida — Viro a olhando, a mesma estava de lado apontando para trás dela. Sem esperar que eu fale algo ela começa a andar sem olhar para trás. Suspiro a seguindo, a escuto dá uma risada.

Fico a olhando por um tempo, tentando lembram de onde a conheço — Vovô costumava fala que você adora um mistério — Falo baixo parando de anda. — Você está diferente da foto — Volto a falar sorrindo constrangida, ao lembra da foto de cabeceira do vovô, onde estava os dois jovens no dia do casamento.

—Eu disse que era esperta. Parece seu pai — Sarah Black fala sorrindo, abrindo os abraços mim chamando para um abraço. Sem pensa vou até ela a abraçando apertado pela cintura, sinto seus braços passarem pelos meus ombros enquanto me dá um beijo nos cabelos — Minha neta

—Vovó — Sussurro a apertando mais — Por que está aqui? — Pergunto a olhando confusa

—Os anciões precisavam te falar algo, mas acharam que você não ouviria se outro viesse, então cá estou — Enquanto ela fala sua mão direita passa pelos meus cabelos

—Anciões?

—Sim. Ephraim, Taha Aki Black; Levi Uley e Harry Clearwater e eu — Fico a olhando perdida, tentando intender

—Falar o que? — Pergunto com medo da resposta. Ela solta um suspiro segurando minhas mãos. Olho ao redor quando um vento forte começa voltando a olhá-la assustada.

—Está tudo bem. Você só precisa estar em outro lugar agora — Sarah fala sorrindo levando a mão direita ao meu rosto colocando a franja atrás dar orelha — Quando chegar o momento lembra-se quem realmente é Sarah Black — Ela fala tocando meu peito do lado esquerdo bem em cima do meu coração. Antes que eu conseguisse pergunta o que significava isso o vento fica mais forte e ela some. Acabo fechando os olhos pelo vento forte, ao abri-lo eu não estava mais em La Push, mais sim na baixa da floresta de Nova Orleans perto do rio.

—Sarah? O que está fazendo aqui? Não devia estar aqui — Olho para frente ao ouvir a voz conhecida, sua voz estava desesperada e ao mesmo tempo confusa

—Mamãe — Falo correndo na direção dela a abraçando apertado sem mim importa com suas perguntas — Mamãe — Sussurro sem acreditar que ela estava mesmo ali, sentindo seus braços ao meu redor.

—Não devia estar aqui — Ela sussurra ainda me mantendo em seus braços, fecho os olhos sentido seus beijos em meus cabelos — O que ouvir?

Fico olhando em seus olhos quando a mesma se afasta, sem acreditar que ela estava mesmo ali na minha frente — Como você estar aqui? Eu não intendo — Falo tentando assimilar tudo

—O que importa aqui é como você está aqui — Sua voz sai preocupada. Suspiro a contando o que eu fiz — Ah querida, eu sinto muito

—Eu não. Ela vai ficar bem — Falo sorrindo de leve. Levo minha mão direita ao seu rosto ainda sem acreditar que eu estava ali a tocando — E eu também — Completo ao ver seu olhar triste _ Claro que vai. Sinto muito por não estar lá quando acorda

—Está aqui agora — Falo voltando a abraçá-la, e dessa vez as lagrimas veio sem aviso. Era tão bom está ali em seus braços, sentir seu calor. — Eu sei que tenho pouco tempo, preciso saber de uma coisa — Falo ao lembra da briga no pântano. Passo a mão direita no rosto secando as lagrimas

—O que é? — Mamãe pergunta alisando meu rosto com carinho, me olhando como se decorasse cada parte do meu rosto.

—O que sabe sobre um lobisomem chamado Chris? — Seu rosto muda para surpresa, e raiva em segundos

—É um crescente. Namoramos por um tempo, até ele colocar na cabeça que queria ser o Alfa dos lobisomens. Quando descobrir que era por isso que ele estava comigo eu o deixei. Eu nunca quis ser a Alfa, mas todos mim respeitava até mesmo Oscar que era o Alfa. Não por ter medo, mais porque eu era da família e eles sabiam que independe do que acontecesse eu nunca os machucaria. — Ela fala tudo olhando em outra direção, como se falar aqui a deixa-se mal — O que ele fez?

—Você o amava, não é? — Pergunto mesmo sabendo a resposta. Ela apenas me olha concordando de leve com a cabeça — Ele atacou os Crescente noite passada com alguns vampiros —Respondo a olhando com atenção.

—Fique longe dele, está bem? — Fico a olhando com os olhos em fendas tombando a cabeça de lado dando um passo atrás — Não vai obedecer, não é? — Discordo com a cabeça sorrindo de leve

—Davina e Freya sonharam com o Vincent? — Falo a deixando surpresa — Ele disse a elas que algo grande vai acontecer e que as bruxas estão com medo. Acha que tem a ver com minha transformação?

—Eu não sei querida. Não tenho contato com as bruxas mortas do Quartel — Mamãe fala segurando minhas mãos outra vez, e olha para os lados — Você sabe, elas não gostam muito de vampiros — Concordo com a cabeça ao intender — Mais vou tentar descobrir algo e te falo em sonhos. Lembre-se que somos bruxas, e mortas ou vivas sempre vamos estar conectadas. E eu amo você, nunca se esqueça disso. Sempre e para sempre. — Ao falar isso ela me puxa para seus braços beijando meus cabelos.

—Eu também te amo mamãe, sempre e para sempre — Falo a apertando em meus braços quando o vento começa a ficar forte. — Como faço para controlar a sede de sague?

—Não pense muito nela, foque em outras coisas, coisas que te liga a sua humanidade. Mais quando ela vier lembre-se quem é você, e é você que a controla e não o contrário — Sua voz ficar apenas um sussurro em meu ouvido quando um claro acerta meus olhos.

—Sarah, graças a Deus! — Fecho os olhos quando o claro me incomoda, levando as mãos aos ouvidos tentando abafar os sons alto — Calma está tudo bem — Abro os olhos olhando para Zack confusa, os fechando em seguida com força ao ouvir o som alto da buzina do carro.

—Muito barulho — Sussurro me levantando do sofá, mais as mãos de Zack me pega antes que eu caísse, todo meu corpo estava fraco — O que está acontecendo comigo? — Questiono o olhando perdida

—Melhor ficar sentada aqui, está em transição, vai ficar fraca até se alimenta de sangue — Zack fala preocupado me sentando no sofá com cuidado. Quando eu ia dizer que intendi meu celular toca fazendo meu ouvido lateja — É o Jacob

Suspiro o olhando, estendo a mão direita em sua direção em seguida. Preciso saber se a Claire está bem. — Claire está bem? — Pergunto ao atender a chamada, tentando foca em outra coisa a não ser nos barulhos.

—Ela está — Sua voz sai falha, meio engasgada —Como você está filha? Me diz se está bem — Prendo a respiração ao ouvir sua pergunta. Eu ouvia vozes do outro lado da linha, vozes preocupadas

—E o bebê? — Volto a pergunta sem ligar para sua pergunta. Eu não queria falar de mim, Claire era minha preocupação no momento.

—Também está bem. Agora preciso saber como você está, Sarah — Sem respondê-lo desligo o celular o deixando no sofá, logo depois ele liga mais uma vez, mais não atendo. Acabo sorrindo feliz por ter dado certo.

—Aqui, precisa beber — Ergo a cabeça ao ouvir Zack falar o vendo com um copo de sangue na mão. Fico encarando aquele líquido vermelho sentindo meu estomago revirar, a loba que a semanas estava estável dentro de mim se agitar tentando se soltar — Precisa beber — Ele fala quando me afasto escorando a costa no sofá olhando com nojo para o copo, e ali o sague Quileute fala mais alto.

Desvio o olhar do copo para o celular que volta a tocar e dessa vez não era Jacob ou tia Rachel ou qualquer outro que já ligou antes, mas ele, o homem que a semanas tento deixar fora dos meus pensamentos, que me controlo para não ir vê-lo com feitiço de projeção astral como fiz nas primeiras semanas, até eu perceber que isso só mim deixava pior. Era ele, meu Nathan.