A Filha de Dois Mundos

4 Vamos Ser Melhores Amigos.


Notas iniciais
Eu pediria desculpas pela demora pra postar mas... não to a fim jajajajaja

PERCY

Percy estava meio confuso. Ele não sabia exatamente o pôrque, mas havia simpatizado com aquela garota imediatamente. Não era do mesmo jeito que ele gostava de Thalia, Piper ou Hazel e, definitivamente, não era do mesmo jeito que ele gostava de Annabeth. Era diferente, Percy sentia a necessidade de proteger aquela garota, mesmo que já tivesse ficado claro para ele que ela não precisava ser protegida. Ele leva Martt’s para falar com Quíron, mas claro que faz isso pelo caminho mais comprido. Ele mostra tudo a ela, desde os campos de morango até a praia, passando pela arena, pela parede de escalada e até pelo celeiro dos pégassos. Finalmente eles chegam até os chalés.

— E aqui ficam os chalés, cada semideus fica no chalé designado ao seu pai ou mãe divino. Você já sabe onde vai ficar.

— É eu acho que sim, mas não tenho como saber se vou poder ficar lá...

— Como assim? – Percy olha para ela confuso, sem entender o que poderia fazer com que um semideus não tivesse permissão para ficar no chalé de seu pai ou mãe olimpiano.

— Bem, me disseram que antigamente os semideuses indeterminados ficavam no chalé de Hermes, mas que isso não é mais assim, então não sei ao certo onde vou ficar. Qual é o seu chalé? – Pergunta ela tentando mudar de assunto.

— Ah não se preocupe quanto a isso. Agora os deuses meio que são obrigados a reconhecer seus filhos quando fazem doze ou treze anos, logo você vai saber onde vai ficar. – Percy dá um sorriso carismático. Por algum motivo ele torce para que ela ficasse no mesmo chalé que ele, Percy adoraria ter uma irmã. Mas logo ele para de pensar nisso ao perceber a cara desanimada da garota.

— Meu pai não vai fazer isso, mas tudo bem. Você não me mostrou qual é o seu chalé. – Ela força um sorriso.

— É aquele ali. – Percy aponta para a construção. – O chalé numero três, de Poseidon o deus dos mares.

— Ele é lindo. – Percy percebe uma certa melancolia nos olhos de Martt’s, será que...? Não isso era loucura. – Acho que você já me mostrou o acampamento inteiro, já esta na hora de eu ir falar com Quíron.

— Tem razão. Vamos, você vai adorar o Quíron ele é um cara muito legal! – Percy a leva até a Casa Grande.

Eles entram na Casa Grande. Quíron e o Senhor D. Estavam tomando cafezinho na sala de estar. Percy se aproxima deles.

— Quíron, senhor D., temos uma campista nova. – Ele aponta para a garota que se aproxima vagarosamente.

— Seja bem-vinda! – Quíron aproxima a cadeira de rodas da garota e fala sorrindo. – Eu sou Quíron, diretor de atividades do acampamento, e este rabugento aqui – Quíron aponta a cabeça para Dionísio que encarava a garota de cara fechada – é Dionísio, o diretor da acampamento, mas ele prefere que os campistas o chamem de senhor D.

— Você não devia ser um centauro? – A garota pergunta confusa. Percy não consegue evitar uma risadinha.

— É uma cadeira de rodas mágica. – Quíron explica pacientemente. – Eu geralmente a uso quando quero me misturar aos mortais, ou quando não quero ocupar muito espaço...

— E que espaço... Quer dizer, é uma boa explicação. – Martt’s fala rindo.

— Não fique enrolando e comece a dizer como descobriu o acampamento – Percy não gostou muito do tom que o senhor D estava falando, parecia que ele estava bravo com Martt’s. Percy estava prestes e se meter no assunto, mas a garota o encarou de uma forma que deixou Percy apreensivo.

— Eu esbarrei na fronteira. – Ela da de ombros e sorri friamente.

— Você tem uma bela espada na cintura... – Dionísio se levanta e começa a andar na direção dela.

— Esbarrei nela também. – Martt’s continuou com a mesma expressão. Percy não estava gostando nada daquilo, ele sabia quer o senhor D. odiava ser desafiado, então ele se colocou entre os dois.

— Martt’s tem quase certeza de que não vai ser reclamada tão cedo... – Ele se vira para Quíron como que pedindo ajuda. – Podemos coloca-la no chalé de Hermes, como era feito antigamente, não é mesmo?

Quíron fica pensativo, ele e o senhor D se afastam um pouco e começam a conversar baixinho. Percy aproveita que eles se afastaram e cochicha no ouvido de Martt’s.

— É melhor não fazer inimizade com o senhor D, assim logo de cara.

— Não se preocupe. – Ela da um sorrisinho. – Eu tenho a sensação de que ele me odiaria de qualquer forma, então que seja ao menos por algum motivo. – Ela parecia estar se divertindo bastante com aquela situação.

Quíron volta para onde os dois estava, mas o senhor D continua de longe. Encarando Martt’s com cara de poucos amigos. Quíron olha com ternura para Martt’s.

— Eu e o senhor D decidimos que você pode ficar no chalé de Hermes por uma ou duas noites no máximo, enquanto espera que seu pai ou mãe Olimpiano a reclame.

— E se eu não for reclamada? Meu pai não fará isso, tenho certeza disso.

— Não seja tão pessimista, criança. Os deuses sempre acabam reclamando seus filhos, você vai descobrir de que deus descende mais cedo ou mais tarde e... – Quíron a encara. – Mas você já sabe, não sabe?

— Não me chame de criança! – É a única coisa que ela responde. Percy decide que esta na hora de interferir de novo.

— Tudo bem, então vou leva-la até o chalé de Hermes. Ela tem que estar instalada no chalé antes do jantar e do jogo da captura da bandeira. – Percy começa a caminhar, puxando ela pela mão.

Quando já estão na metade do caminho Percy se vira para ela e a encara de cara fechada.

— O que você pensa que estava fazendo? Não pode sair por ai brigando com o senhor D e com Quíron! Você mal chegou e já quer ser expulsa do acampamento?

— Me desculpe, não queria ser grossa com Quíron, mas... – Ela parecia realmente triste. – Não gosto da maneira como ele me chamou, me traz uma sensação ruim. E Dionísio, não fui com a cara dele.

— Isso não é motivo. – Percy suspira. – Vem. Vou te apresentar aos lideres do chalé 11, Connor e Travis Stoll.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.