A Filha de Cronos
31 Capítulo 28 - Semideusa?
Notas iniciais
Tive mil e um problemas em casa, mas o capítulo já estava pronto.
Quando eu vim postar, duas semana atrás a internet não quis cooperar comigo e não queria abrir, depois eu fui descobrir que o cabo estava mal conectado.
Depois semana passada eu ia postar, mas como era semana de prova minha mãe me proibiu de mexer no computador, mil desculpas mesmo.
Capítulo 28 — Semideusa?
POV Roberta
Eu estava com uma cara horrível quando acordei. Ok, isso é por culpa do sonho terrível que eu tive durante a noite.
Sabem, sonhar que a garota que está dormindo ao seu lado está quase morrendo sufocada por um minotauro não é o melhor sonho que você pode ter e eu, sinceramente, estava torcendo para que esse meu sonho não se realizasse.
Não falei nada para a Liv porque provavelmente ela entraria em pânico ou coisa assim. Não falamos nada enquanto íamos até o orfanato. Combinamos que eu só chamaria Samantha quando já estivéssemos na frente do orfanato. Liv não falou nada, só balançou a cabeça e eu apertei a pedra que estava no centro do anel que Samantha tinha me dado quando paramos em frente a porta.
Alguns segundos depois o ar ao nosso redor ficou mais denso e a deusa apareceu à nossa frente.
– Olá, queridas. — ela falou.
– Lady Samantha. — Liv respondeu.
– Samantha precisamos tirar Alexia daqui ainda hoje. — eu falei com um pouco de urgência na minha voz. Ela já deveria estar sabendo do meu sonho, porque concordou com a cabeça.
– Muito bem, venham comigo. — ela falou entrando no orfanato.
Parecia que ela já tinha estado ali, porque foi direto para a sala da diretora, pensei em perguntar como ela sabia chegar ali mas me lembrei de quem estávamos falando.
Ela cumprimentou a diretora como se já se conhecessem e começaram a conversar. Me desliguei um pouco da sala e fiquei pensando no que passaríamos com a Alexia até chegarmos ao Acampamento, voltei para a sala quando ouvi a porta abrindo e vi Alexia parada ali, segurando uma bolsa pequena. Ela olhou para cada pessoa na sala e então sorriu ao nos ver e ver uma mulher desconhecida.
– Vocês voltaram mesmo! — ela falou vindo até nós.Samantha assinava algum papel, então ela se levantou e veio até nós.
– Olá, Alexia. — ela falou.
– Oi.
– Sou Samantha Olympus. Bem vinda à família. — ela se apresentou e observava a filha com os olhos brilhando.
– Obrigada. Obrigada por me tirar daqui também. Fico feliz em poder ficar junto com a Roberta e com a Liv. — ela falou sorrindo.
De repente, os olhos da Samantha ficaram um pouco mais escuros e escutei a voz dela na minha cabeça.
– Agora é com vocês, eu não posso mais fazer nada. Cuidado! Seu sonho vai se realizar em 4 horas, e vocês só chegarão no Acampamento daqui 4 dias. Tomem cuidado! – foi o que eu escutei na minha cabeça.
– Eu preciso ir agora, tenho que ir para o trabalho. Roberta, Liv, cuidem da Alexia para mim. Nos vemos depois, queridas. — ela falou saindo da sala com passos rápidos, sem nos dar tempo de responder.
– Ela é sempre assim? — Alexia perguntou se virando para mim.
– Ela é bem ocupada, mas sempre tem tempo para a gente. — eu respondi rindo.
– Vamos, temos um bom caminho até em casa. — eu falei.
– Roberta, olhe um sua bolsa. Tem uma presilha com o meu símbolo dentro dela. Entregue para a Alexia. – a voz da Samantha soou novamente na minha cabeça. — É a arma dela.
Fiz o que a Samantha mandou e entreguei a presilha para a Alexia. Era uma presilha linda, e eu fiquei imaginando no que ela iria se transformar.
– É mesmo para mim? — ela perguntou várias vezes antes de pegar.
Liv fez uma pergunta muda para mim e eu assenti.
– Onde vocês moram? — Alexia perguntou depois de colocar a presilha.
– Em Long Island. — eu respondi.
– E vieram até Washington? — ela perguntou com a voz um pouco aguda.
– Tem muita coisa que você não sabe, Alexia. — Liv falou parecendo muito mais velha do que ela era.
Antes que qualquer uma de nós pudesse falar qualquer outra coisa, três mulheres que estavam passando do nosso lado pularam em cima de nós, literalmente. Eu não entendi logo de cara, mas então vi as pernas delas, nunca tinha visto nenhuma, mas já tinha lido muito sobre elas, empousas.
Liv foi incrível! Ela conseguiu, de alguma forma, tirar a espada da bolsa e só não fez a empousa virar pó porque ela desviou. Levei minha mão até meu pescoço e puxei meu colar que imediatamente se transformou em um arco e a aljava de flechas apareceu nas minhas costas. Consegui dar um chute na que me segurava e me levantei e mirei na que tinha me agarrado e que agora estava indo na direção da Alexia, acertei bem na cabeça dela. Menos uma.
Liv conseguiria se virar com a outra, mas a Alexia parecia estar em pânico e iria morrer um segundos se eu não matasse a vaca que estava em cima dela. Eu não conseguiria matá-la de primeira, então atirei uma flecha no braço dela e quando ela olhou para mim eu atirei outra, bem na cabeça. Outra a menos e muito pó em cima da Alexia.
Olhei para trás para ver como a Liv estava e ela estava tirando o pó da roupa dela. Fui até Alexia que ainda não tinha nem se mexido e ajudei ela se levantar, logo ela sairia do estado de choque e começaria a gritar.
Dito e feito.
– QUE MERDA FOI AQUILO? — ela gritou olhando para mim.
Olhei para a Liv buscando ajuda mas ela só fez um aceno com a cabeça indicando que era para mim falar. Ótimo! Obrigada pela ajuda, Liv.
– Alexia, para começar, se acalma. — eu falei segurando os ombros dela e a sacudindo um pouco. Quando ela parou de gritar eu voltei a falar. — Agora, em primeiro lugar nós vamos procurar algum lugar seguro para conversarmos. Depois pensamos no que vamos fazer. — eu falei pegando meu arco no chão, que estava novamente em forma de colar, e o colocando novamente.
– Vamos Alexia, temos que sair daqui. — Liv falou puxando a garota.
Fomos até uma rua que parecia estar meio abandonada para conversarmos com Alexia sobre os deuses e essas coisas. Nesse ponto, ela já estava bem mais calma. Nos sentamos na calçada, ela ficando entre nós duas.
– Alexia, o que você sabe sobre os deuses gregos? — eu perguntei na lata.
– Você está falando de Zeus, Poseidon, Hades entre outros? — ela perguntou.
– Exato! O que você sabe sobre eles? — Liv perguntou.
– Não muita coisa. — ela respondeu indiferente.
– Tá legal. Alexia, se nós te falássemos que todas as histórias sobre os deuses gregos e até sobre os monstros são reais, você acreditaria em nós? — eu perguntei.
– Eu sei que eles existem. — ela falou me deixando sem fala.
– Co-como assim? Você sabe? — Liv perguntou aturdida.
– Sei que eles existem. Sei que os semideuses são reais. Não me pergunte como, ok? É complicado. — ela falou abaixando a cabeça.
Eu e Liv nos encaramos antes de falarmos qualquer coisa.
– Alexia, você é uma semideusa. — Liv soltou a bomba sem esperar.
– LIV! — eu gritei.
– O quê? Ela já sabe sobre os semideuses, mas não sabe que é uma, acho que ela precisa saber, né? — ela retrucou.
– OK. Você tem razão.
– Para onde vocês duas estão me levando? — Alexia perguntou erguendo a cabeça para nos encarar.
– Para o Acampamento Meio Sangue. — eu respondi.
– Aquela mulher, a que me tirou do orfanato, ela é uma deusa não é? — Alexia perguntou olhando para frente para depois olhar para mim.
– Sim, ela é. — Liv respondeu.
Olhei no relógio, já tinha se passado 3 horas. Tínhamos mais uma hora antes de sermos atacadas pelo minotauro.
– Meninas, eu não quero apressá-las. Mas nós temos que ir andando. — eu falei batendo um dedo no relógio.
– Tudo bem. Vamos. — Liv falou se levantando prontamente. — Venha Alexia. — ela falou estendendo a mão para a menina.
Paramos para comer em um fast-food e continuamos andando a caminho do aeroporto. Querem saber por que simplesmente não pegavámos um táxi? Eu respondo. Era melhor deixar o dinheiro que ainda tínhamos para mais tarde. Tipo, para quando chegássemos em NY. As passagens de avião, nós já tínhamos, agora era só chegar até o aeroporto vivas.
Olhei novamente no relógio, cinco minutos. Coloquei minha mão sobre meu colar e pelo canto do olho, vi Liv colocar a mão sobre a espada dela. Ela também deveria ter recebido algum aviso da Samantha.
Querem saber o que aconteceu depois?
Em um momento nós estávamos andando pelas belas ruas de Washington e no momento seguinte, estávamos em um parque. Quem estava na nossa frente? 20 dracmas para quem respondeu Minotauro. Eu já tinha visto desenhos, pinturas e até esculturas desse monstro.
Quando eu pensei que Alexia fosse recomeçar a gritar, ela fez a única coisa que eu não esperava.
Ela ergueu a mão até a cabeça, tirou a presilha e a segurou bem firme. Em um segundo era a presilha, no outro, era uma espada de bronze celestial e ferro estígio, eu acho. O minotauro urrou ao ver a espada dela.
Eu e Liv tiramos nossas armas e nos postamos a frente dela; eu com meu arco pronto e Liv com as duas espadas que ela quase nunca usava. Sempre era só uma.
Não tem como explicar o que aconteceu depois. O minotauro nos atacou, nós nos defendemos e revidamos. E em algum momento depois de vários minutos fazendo isso, ele me acertou e caí no chão, derrubando meu arco. Aquele filho de uma p*** pisou bem em cima dele. O que aconteceu? Meu arco partiu no meio, e no mesmo segundo voltou a ser um colar mas totalmente destroçado.
Me levantei e arranquei a pulseira que era o arco que tinha ganhado de meu pai e de minha tia. Falem e pensem o que quiserem, mas eu comecei a lançar flechas na direção do minotauro tamanha foi minha raiva.
Em um segundo eu estava ganhando do monstro, no outro, ele apertava a garganta de Liv e ela já estava sufocando. Não vi de onde a Alexia saiu, mas ela conseguiu atravessar o peito do minotauro com aquela espada estranha dela. Consequência? Ele virou pó e a Liv caiu no chão igual a uma boneca que é jogada no chão pela dona.
Fui correndo até onde ela caiu e Alexia também. Me agachei ao lado da cabeça da Liv e o pescoço dela estava bem vermelho, ficaria roxo em breve.
– Ela está bem? — Alexia perguntou se abaixando ao meu lado.
– Não, mas vai ficar. — eu falei abrindo minha bolsa e tirando um pedaço minúsculo de ambrosia.
Semideuses não podem comer ambrosia em excesso, nem tomar o néctar em excesso. Os sátiros e as ninfas, podem comer bem menos do que nós. Ou seja, era uma lasca de ambrosia e um gole de néctar.
– Alexia, precisamos sair daqui. Temos que ir para um lugar seguro onde Liv possa descansar. — eu falei tentando me levantar e levantar Liv junto. Alexia passou o outro braço de Liv pelo seu ombro e a levantamos. Agora era só encontrar um lugar para ficar.
Notas finais
O que acharam?
Reviews, recomendações, qualquer um dos dois está bom para mim.
O próximo capítulo já está sendo escrito.
Fale com o autor