A Filha de Cronos

22 Capítulo 21 - O Conselho dos Deuses no Verão


Notas iniciais
Meu momento depressão passou.
Não vou abandonar a fic. Enquanto tiver um leitor/leitora eu vou escrever.

No Capítulo Anterior...

"- Não estava pensando em sair daqui tão cedo. — eu falei rindo e depois de um tempo, caindo no sono."


Capítulo 21 — O Conselho dos Deuses no Verão

Os meses se passaram e já estávamos no final do ano. (N/A: O ano letivo acaba em junho ou julho. Não lembro agora.) Apolo tinha conseguido superar o ciúmes idiota que sentia por causa do Zack e os dois conseguiram ficar amigos. Peter, o sátiro, tinha se tornado o melhor amigo de Zack e agora os dois andavam pela escola juntos e só as vezes se juntavam comigo e com o Apolo.

Nesses 7 meses que se passaram não tivemos nenhuma notícia do Olimpo ou do Acampamento novamente, mas tinha alguma coisa errada. Em abril, parecia que o céu ia desabar sobre New York e em maio, tivemos um terremoto atrás do outro em média dois por semana e às vezes até mais. Alguma coisa estava errada em casa. Poseidon e Zeus não estavam felizes por algum motivo.


Voltamos para o Olimpo prontos para uma guerra ou coisa assim, mas nem eu e nem Apolo estávamos preparados para ver o que vimos no Olimpo, para ser mais exata, na Sala dos Tronos.


Poseidon e Hades, isso mesmo HADES, discutiam com Zeus em grego. O que significava, que as coisas estavam realmente muito ruins.

Hades estava no Olimpo e eles estavam discutindo em grego. Essa foi a primeira coisa anormal.

Todos os deuses estavam ali. Hermes, Dionísio e Héstia também. Segunda coisa anormal.

Depois Ártemis apareceu e começou a gritar com o Zeus. Terceira coisa anormal.

Depois Athena entrou no meio da confusão e apoiou Poseidon. Isso mesmo ATHENA APOIOU POSEIDON.

O Olimpo estava perdido.

Eu e Apolo ficamos apenas olhando para aqueles deuses doidos de boca aberta e sem falar nada, deixei minha forma de humana e incorporei a forma de três metros de altura, sendo seguida por Apolo e ficando no meio dos Três Grandes, antes que eles se matassem.

– O QUÊ ESTÁ ACONTECENDO AQUI? — eu gritei fazendo todos se calarem.

Todos olharam para mim alarmados e ficaram parados feito estátuas.

– E então? Alguém pode me responder ou essa pergunta é muito difícil? — perguntei cínica.

Novamente, nenhuma resposta.

– Cada um sente em seu trono e vamos começar um conselho, já que pelo jeito o problema é realmente sério. — eu falei ficando irritada.

Todos me obedeceram em silêncio.

– Ótimo. Agora, O QUÊ ESTAVA ACONTECENDO AQUI? — eu voltei a gritar e dessa vez, obtive uma resposta.

– Nosso querido irmão quebrou o juramento. — Hades e Poseidon disseram juntos e entre dentes.

– Zeus? — eu perguntei me virando para ele.

Ele abaixou a cabeça e olhou para Hera com um olhar arrependido.

– Resposta suficiente Zeus. — eu falei.

– Ele quebrou juramento Samantha. — Hades gritou. — Eu e Poseidon também podemos quebrar.

– Não é assim Hades. — eu falei me virando para o deus dos mortos.

– Então nos explique como deve ser. — Poseidon pediu irritado.

– Zeus, há quanto tempo? — eu perguntei me virando novamente para este.

– Em março. — ele respondeu com um sussurro.

Agora estava explicado o motivo das tempestades e depois dos terremotos.

– Samantha, você conhece a profecia. Sabe muito bem que temos que matar essa criança antes que ela chegue na idade. — Poseidon falou e Hades murmurou concordando.

– "Um meio-sangue, dos deuses antigos filho,

Chegará aos dezesseis apesar de empecilhos

Da ajuda do tempo irá precisar,

Para sua missão conseguir completar

Num sono profundo sem fim o mundo estará

E a alma do herói, a lâmina maldita ceifará

Uma escolha seus dias vai encerrar

O Olimpo preservar ou arrasar." – Apolo nos lembrou da profecia.

– Obrigada Apolo. — agradeci.

– Então Samantha. Nós precisamos matar a criança. — Hades insistiu.

– "Da ajuda do tempo irá precisar..." – eu murmurei. — Eu ou Cronos.

– Como? — Zeus, Poseidon e Hades perguntaram juntos.

– Desde o momento em que ficamos conhecendo a profecia, não tentamos em nenhum momento interpretá-la. — eu falei. — Os dois primeiros versos são bem claros. Um filho ou filha, de algum de vocês três que tomará essa iniciativa. — eu falei apontando para os três.

– O terceiro e o quarto, podem estar falando sobre você ou seu pai. — Athena continuou por mim. — Se o semideus em questão, escolher lutar por nós, ele vai precisar da sua ajuda. — ela disse apontando para mim. — Mas se ele escolher lutar contra nós, ele vai precisar da ajuda de Cronos e também vai precisar ajudá-lo.

– O quinto e sexto verso, não é muito fácil. "Num sono profundo sem fim o mundo estará / E a alma do herói a lâmina maldita ceifará". — Apolo recitou. — O que significa? — ele perguntou olhando para mim e Athena.

– Num sono profundo e sem fim, poderia significar morte, mas o mundo estará? Acho um pouco complicado. — Athena falou pensativa.

– Concordo com você Athena. E a alma do herói a lâmina maldita ceifará. — eu murmurei. — Temos mais de um sentido nesse verso. Mas nenhum é muito claro.

– A penúltima também é sem sentido para nós agora. Que escolha? — Ártemis murmurou e eu e Athena concordamos.

– Mas a última é bem clara. — Hermes falou e logo depois recitou o último verso. — "O Olimpo preservar ou arrasar."

– Todos nós sabemos o significado disso. — Deméter falou.

Depois de um tempo em silêncio, Hades voltou a falar.

– E então, vamos ou não matar a criança? — ele perguntou.

– Não. — eu respondi surpreendendo a todos.

– Samantha, essa criança poderá ser nosso fim. — Afrodite falou.

– Eu sei. Mas vamos cuidar para que ela não faça escolhas erradas, ficaremos de olho nela. Caso ela estiver nos oferecendo um risco grande demais então a mataremos. — eu falei com uma frieza incrível. — Conselho encerrado. — falei me levantando e saindo da Sala dos Tronos.

Apolo me alcançou minutos depois quando eu já estava perto de meu palácio.

– Samantha, você tem certeza que este é o certo a fazer? — ele perguntou.

– Eu não sei Apolo, mas acho que no momento é o melhor que nós podemos fazer. — eu respondi sem muita certeza. — Vamos ter que esperar e ver no que vai dar.

– Mal chegamos no Olimpo e já tivemos que participar de um conselho. — ele falou me abraçando e rindo.

– É porque nós fazemos muita falta aqui no Olimpo. — eu falei rindo antes dele me beijar.

...

Até o final daquelas férias, Poseidon ficou mais ali, no Olimpo do que nos mares. Milena, minha filha com ele chegou a ir ao Olimpo procurando por ele.

Poseidon e Zeus brigavam constantemente e havia se tornado impossível ficar na Sala dos Tronos por mais de 10 minutos.

Finalmente chegou o último dia das férias e, pela primeira vez desde que Apolo me colocou na maldita aposta com o Hermes, eu agradeci por estar voltando à escola.

Notas finais
Eu fiz uma pequena mudança na Grande Profecia...
Espero que tenham gostado.
Esse era o último capítulo que eu tinha escrito, então eu acho que eu vá demorar um pouco para postar o próximo.