A Filha de Ares
2 Mateus
Notas iniciais
Mateus
O coração de Mateus quase saiu pela boca quando seu amigo, Rafael, disse que era um sátiro.
–S-s-sátiro? –Gaguejou ele- Tipo o cara-bode da mitologia grega?
–Sim, ah, olha ali o aeroporto.
–Eu não creio que a gente tenha dinheiro suficiente para comprar duas passagens de avião.
–Tudo bem, eu arranjo um pouco.
Tudo estava acontecendo muito rápido para ele, seu cérebro estava a mil, eram tantas perguntas, mas logo quando ele ia começar a falar um bilhão de coisas eles chegaram ao aeroporto. Eles correram para o check-in da Gol e o Rafael disse:
–Af̱tós eínai énas i̱mítheos kai prépei na párei pio grí̱gora sto stratópedo Half- Blood
De alguma forma Mateus entendeu o que ele disse, “Ele é um semideus e precisa chegar rápido ao acampamento meio sangue.” Isso era grego antigo. Como Mateus conseguiu entender grego antigo? E como seu amigo sátiro sabia falar grego antigo?
– Irei providenciar agora Sr.Rafael.
Quinze minutos depois a moça voltou com duas passagens para New York. O voo até que foi tranquilo, tiveram só uma ou duas turbulências. Em cerca de poucas horas eles já estavam eu New York. O aeroporto de lá era lindo, mas Mateus estava com uma dúvida bem séria na cabeça:
–Como nós vamos pegar um carro?
–Vamos roubar outro.
Desde o começo Mateus sabia que teria que quebrar algumas leis, mas roubar um carro duas vezes em UM dia, aí era de mais.
O carro que eles roubaram foi um Volkswagen azul escuro, Rafael tinha uma mania bem grande de “pisar na tábua”. Em cerca de minutos eles chegaram ao tal Acampamento Meio-Sangue. E, logo atrás deles vinham mais duas semideusas, uma era alta, com um olhar cruel nos olhos e um óculos roxo, a outra tinha a altura de Mateus, com olhos marrons, e um cabelo castanho bem escura a ponto de parecer preto, linda e emanava uma aura que poderia fazer qualquer um se apaixonar por ela. O acampamento era enorme, mas Mateus primeiro foi cumprimentar e conhecer as duas novas semideusas, a alta se chamava Ana Clara e a outra Samantha. Lá tinha uma quantidade enorme de chalés cada um dedicado à um deus ou deusa.
Primeiro colocaram ele no chalé de Hermes e disseram que ficaria ali até que seu pai ou mãe divino(a) o reclamasse. Já estava escurecendo e então Mateus foi dormir.
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