A Filha de Apolo

4 o deus mendigo é o meu pai


Notas iniciais
espero que gostem, refiz esse capítulo 3 vezes e a última é sempre a melhor.

Emma PVO’S

(N/A : desculpem me, eu não lembrava como era a enfermaria, do acampamento meio sangue)

Minha cabeça doí e a dor está forte, mas não tanto quanto eu lembrava que doía por causa daquele incidente, aaaaah! Como eu fui estúpida em achar que tudo seria diferente (o que de fato foi, só que foi um diferente que quase custou minha vida ou custou) eu morri? Acho que provavelmente não, não quero pensar que morri por causa de um garoto, aliás, um monstro, o quê minha mãe vai pensar? Meu Deus seu eu tiver morrido ela vai me matar, de novo, mas eu não estou morta, ouço murmúrios e vozes, e não são da minha cabeça, por que tenho tanto azar no amor? E sempre digo não, mas por algum motivo aceitei sair com Liam? Talvez fosse o destino, porque nada nessa vida ocorre por acaso e eu acredito nisso e sei que é verdade. Faço um esforço para abrir os olhos, lentamente e dolorosamente eles se abrem, a princípio não consigo ver nada só uma luz, mas com o tempo começo a enxergar, estou em uma sala, provavelmente uma enfermaria, ela tem um ambiente agradável, é iluminada com longas janelas enfeitadas, são de vidro límpido e com uma cortina incrivelmente bem feita de renda com lindos detalhes em prata, o chão era de mármore polido que brilhava, ao lado das camas havia uma luminária iguais em todas as diversas que tem aqui, era simples, marrom com leves detalhes em dourado que brilhavam como se fosse ouro, o quê era bem capaz de ser mesmo, a frente da paredes grossas e bem feitas tinha colunas que pareciam realmente sustentar não apenas como decoração, vinham do chão até o teto, como nos antigos templos gregos, o quê me faz perceber que aqui se parece realmente um antigo templo grego, construído perfeitamente, mas aqui também parece uma enfermaria, pelos remédios em uma estante de madeira com verniz perfeitamente pintada, com puxadores de vidro colorido, então percebo que estou deitada em uma cama de madeira escura, simples, vestindo uma camisola hospitalar, coberta com lençóis rosas de pelinhos, eu detesto rosa, mas mesmo assim, no fim do quarto tem um garoto sentado na cadeira, está escuro, achei que fosse a única do quarto, mas ele estava lá, provavelmente dormindo, cabelos negros como o universo sem estrelas, com pele bem branca , isso é o que consigo ver nele.

Nesse momento entra uma menina de cabelos pretos, de estatura mediana, e foi falar com o garoto quando sem querer eu espirrei, COMO TINHA POEIRA nesse quarto tão limpo?, falta de sorte, talvez não, mas isso era comum, acho que estraguei o clima entre eles, argh! Como sou inútil, ela correu para fora, e eu fiquei a pensar se não era uma estranha ali, se eu devia correr, mas como? Era melhor eu ficar, pelo menos assim eu saberia o quê aconteceu comigo.

O garoto de cabelos negros e olhos da mesma cor, veio até mim e ficou a me olhar, meu rosto ficou vermelho e ele desviou o olhar, eu já tinha visto ele, há alguns verões eu tive um sonho estranho enquanto eu estava fazendo intercâmbio, esse sonho foi um dos mais estranhos que eu já tive, eu tenho tipo umas visões as vezes elas se realizam quando o destino concorda, causa um pouco de dor de cabeça e tontura, mas já estou acostumada geralmente quando tenho algo grande acontece, infelizmente, nenhuma com as respostas das provas, uma noite eu estava dormindo no colégio interno e tive um sonho que me chamava para a luta, dizendo:

-Eles precisam de você minha filha, sua mãe quer te proteger, mas ela sabe que você é poderosa e precisa batalhar, lute, você é minha filha mais poderosa.

Então começou a mostrar uma imagem de um garoto com uma espada cinza (eu acho), eu reconheceria ele em qualquer lugar, ele devia ter uns 12 anos era branco e muito bonito, eu lembro que voltei a sonhar com ele algumas vezes, ele entrou pelo chão com um exército de esqueletos e um deus grego , literalmente, parecia Hades, houve várias coisas no sonho e eu meio que lembro principalmente disso, eu lembro que acordei no meio da noite e liguei desesperada para minha mãe que disse para eu ignorar aquela voz, que era só um sonho e tudo iria passar, disse que eu deveria não contar a ninguém, eles iriam me achar louca (o que de fato eu também achava), depois de um mês ela me tirou da escola e me fez voltar para casa, e disse que a ameaça tinha acabado e que poderíamos ficar juntas, perguntou se alguém tinha ido atrás de mim, o quê eu achei estranho, mas apenas neguei. Ouço uma voz preocupada e ligeiramente doce e masculina:

-Você está bem? – eu abro os olhos e percebo que minhas mãos estão tremendo, ele repete a pergunta- você está bem? Parece mal.

-sim, só minha cabeça doí, porém acho que ficarei bem- e sorrio timidamente- quem é você?

Ele trás um copo com canudinho- Beba isso- eu olho para a bebida e recuso- não confia em mim? – não leve a mal, mas eu nem sei o quê aconteceu comigo nos últimos dias nem onde estou agora- Desculpe, esqueci disso, meu nome é Nico, Nico di Angelo, prazer, agora beba

-Nossa, que cavalheiro você é- ele sorri- Disponha- sorrio e bebo o quê tem no copo, minha dor de cabeça passa rapidamente, é uma coisa que eu nunca provei na vida, é indescritível, tem gosto de chocolate, com morango, é muito bom, tem textura cremosa.

- O que é isso? Posso beber mais? – faço com uma cara de pidona

-Claro que pode, se quiser virar cinza, isso é ambrosia- e ele faz uma careta, como se negasse que me faz rir, ele sorri, acho que ele sorri tão fofamente, concentre –se você não quer ninguém.

- Então, eu já falei quem sou eu, confia em mim? E quem é você?- ele pergunta

- Meu nome é Emma Summer, e já confiava em você antes de me dizer quem era.

Ele corou rapidamente e depois eu percebi o quê falei, e comecei a corar, mas felizmente, entrou um senhor de meia idade, com barba e cabelos ralos e sorrindo, e com ele a mesma garota de longos cabelos pretos e olhos azuis incríveis, ela era linda, uma garoto baixinho loiro de olhos claros e uma mulher (não sei se era exatamente isso) mas tinha coloração esverdeada e cabelos roxos que vinham até o ombro e tinham pequenas flores espalhadas por ele, e cheirava a rosa, o garoto loiro murmurou:

- Com certeza filha de Afrodite, Amy, ela é sua irmã.

-Ela pode ser filha de Perséfone ou de outras deusas, mas seria uma honra ter uma irmã tão forte. — ela murmurou de volta.

-Filhas de quem? Como assim? – pergunto confusa

Eles respiram fundo, e sorriem, menos Nico, será que fiz alguma coisa errada?, o senhor de barba começa a falar:

-Você não acha que os acontecimentos na sua vida são estranhos, o garoto que lhe perseguiu- eu o interrompo- Acho sim, mas o que aconteceu depois que eu apaguei quem me trouxe até aqui? Onde estou?

- irei já chegar lá, você é uma semideusa, isso quer dizer que seu pai ou sua mãe já saíram com deuses, isso torna você mais forte e mais perigosa que os mortais.

- você fala sério? Isso faz sentido e se encaixa na minha vida- dou de ombros, todos se espantam.

- Foi tão fácil assim? Sem espanto nem nada?- pergunta o loiro que se chama Michael, a de cabelo roxo ri levemente, sua risada é sonora como música é doce e alegre.

- Respondendo a sua pergunta você está no acampamento meio-sangue, é um lugar onde se treina heróis e você foi trazida para cá pelo Nico que lutou com o monstro e o transformou em pó dourado, ele não é corajoso e fofo? – responde e pergunta a garota de cabelos roxos. Percebo Nico corar e ficar vermelho, eu me desaponto, por quê? Eu não sei exatamente o porquê, mas espero não parecer desapontada logo de cara, não costumo ser assim.

- Meu nome é Quíron e se aceitares irei ajuda-la , como Tulipa disse aqui é o acampamento meio-sangue treinamos a maioria dos heróis para terem como lutar se algo de ruim acontecer com eles (vocês)

- Há quanto tempo foi o incidente?

- Há duas semanas, o veneno foi tirado ( bem, pelo menos a maior parte), não se preocupe você está em boas mãos- sorri, nesse momento entra um garoto de cabelos castanhos cacheados de olhos castanhos escuro intenso, dizendo que o chalé de Ares está atacando o de Hécate, ele parece preocupado e saiu com sua cadeira de rodas, enquanto isso ficamos eu e mais 3 semideuses e uma árvore?

Tulipa , a árvore / flor, não faço ideia do quê chama-la, sai puxando o Nico que sai arrastado praticamente, Amy sorri e diz:

- AH! O amor é a coisa mais linda e mais poderosa que se pode existir- ela fala tão apaixonada e pergunta: — não acha Michael?

- ANH? O quê? Oi ? desculpa, é claro, eu tenho que ir, vou verificar meu chalé divirta-se com sua nova irmã. – ela parece desapontada, mas mesmo assim sorri e diz que ele devia fazer isso.

- Você está bem? Parece desapontada, quer dizer eu sei que não é da minha conta, mas você o ama não é? –tentei parecer confiante, mas eu sei como o amor é, ele destrói, quebra, queima e por fim acaba.

- AH! Bobagem, ele provavelmente nem deve ter percebido todos os sinais que eu dou, isso é tão óbvio, e ele parece que não percebe. –e sorri sonhadoramente, ela capta meu olhar longo.

- Você já amou não foi? Como ele era? O quê aconteceu?

- Eu o amava muito, eu tinha doze e ele bem, tinha 14, acho que ele só me via como uma pirralha que ele tinha que tomar conta ou sei lá, até que ele me pediu em namoro, foram os melhores meses da minha escolaridade- eu fecho os olhos para não chorar.

- E o quê aconteceu?-ela pergunta inocentemente.

-- Ele salvou uma garotinha que ia morrer por causa de um monstro, e ela era eu, se tiverem sido justos ele estará no melhor local do submundo, eu nunca percebi que ele era um semideus, até hoje, por isso ele podia fazer coisas incríveis, ele já tinha percebido o quê eu era, ele sempre dizia ‘’ não ligue para eles, você merece alguém melhor, você é especial’’ – eu comecei a chorar desesperadamente, Amy veio e me consolou.

- Eu disse que o amor é algo poderoso, não se preocupe, dará tudo certo no final, você realmente deve ser filha de Afrodite e sorriu.

- Por que vocês acham que eu sou filha de Afrodite? Eu nem bonita sou, nem me apaixono com facilidade.

- Ser filha de Afrodite não é só se apaixonar, é amar alguém, não se preocupe, é uma honra ser filha dela, nem todas nós só pensamos em maquiagem- e sorriu- se você não é bonita, então metade dos meninos que te acharam incrivelmente linda são cegos.

Eu corei com o comentário e então lembrei que eu tenho uma mãe, minha mãe, e se fosse para eu ser filha de uma deusa seria de Artêmis, mas aí lembro que ela é virgem, mas me identifico muito com ela.

- Vamos, escolhi uma roupa para você, ela é minha então vai ficar perfeita em você, venha, vou te levar para conhecer o acampamento, sorriu e saiu me puxando até o final do quarto e me empurrou no banheiro, jogou uma bolsinha que tinha xampu, condicionador, sabonete, desodorante um pequeno perfume de frasco transparente e um pingente de coração.

- OPS! Eu fico com isso, é ótimo para pregar peças- soltou um risinho- relaxa, não farei isso com você, só faço com meninos, vai termina logo o banho.

~~/////////////////////////15 minutos depois/////////////////////////////////////////////~

Terminei o banho, Amy estava lá fora e me jogou uma roupa, era uma camisa laranja escrito ‘’camp half blood’’ como todos (menos o Nico ) usavam quando vi, combinava perfeitamente com o short jeans e com o sneakers pretos de cadarço.

- Terminou? Estou entrando, nossa ficou lindo tudo isso em você, e para completar eu achei seu colar, ele é lindo, e é ouro grego sabia disso?

- Não, na verdade eu ganhei de um mendigo, foi depois de que David morreu, exatamente um dia depois, de manhã, um mendigo apareceu e disse que eu precisava estar protegida e me deu esse colar, esse é um resumo foi toda uma história.

- Temos tempo enquanto eu seco seu cabelo, comecei a amar suas histórias, e chorar por elas também.

Eu contei como foi, eu estava voltando de casa quando de repente eu e minha mãe passamos em uma rua vazia, só tinha uma pessoa, um mendigo de pele morena, barba cinzenta até o ombro, rugas, faltando dentes, com roupas esfarrapadas, minha mãe tentou fugir dele, o que ela nunca faz, ela sempre os ajuda não importando como, e daquele ela fugiu, como se estivesse ressentida com ele.

-olá minha jovem-ele disse com uma voz por incrível que pareça linda- aconteceu alguma coisa com você?

Era meio óbvio meus olhos ainda estavam vermelhos de tanto chorar, e minha roupa molhada com minhas lágrimas

- Não precisa contar, eu já sei o que houve, eu sempre soube não é?- e olhou para minha mãe com indagação- eu tenho uma coisa que a deixará segura.

- Vá embora, você sabe que não precisamos de você, desde que você sabe quando- ele sorriu docemente, seus olhos revelavam que ele se preocupava e amava minha mãe, na época achei isso estranho, mas agora eu percebo o mendigo era um deus.

- Por que faz isso? Por que és orgulhosa? Eu quebrei leis e juramentos, foi a única vez que não manti minha palavra, você sabe disso – falou preocupado- vamos tenho pouco tempo, o sol vai se por, não queres que noss.. quer dizer sua filha tenha MINHA ajuda? – o erro na época fora estranho, mas não me importei, minha mãe não sairia com um mendigo e meu pai tinha morrido, mas agora tudo mudou, ele estava comigo o tempo todo e eu sempre fui ingrata com meu pai por ter morrido quando pulou de paraquedas e os DOIS paraquedas não abriram, mas voltando.

Minha mãe olhou para ele e revirou os olhos e sorriu falsamente, eu percebi na hora, mas nunca a questionei por aquilo.

- Pegue, ele me entregou uma linda caixinha dourada de papel e dentro tinha um colar de ouro, a corrente era curta , o coração era lindo, era dourado como o sol, era simples, mas era incrivelmente bonito. Quando sentir medo lembre-se que nunca estará só, e seja forte e corajosa custe o que custar, amigos vão e vem, não se preocupe, tudo dará certo, talvez não entenda agora, mas entenderá em breve, mais presentes virão, mas com o tempo não agora.

Ele sumiu como se tivesse evaporado, o sol começou a se por e minha mãe disse para irmos, disse para guardar o colar e ter cuidado com ele.

- Então quer dizer que você não é minha irmã?- ela perguntou surpresa- e sim de um deus, não de deusa, poxa, queria você como irmã.

Nós nos abraçamos, fico feliz por ter Amy como amiga, já me sinto tão próxima dela.

- A pergunta é: Quem é meu pai? – interrogo a

— isso nós descobriremos hoje à noite na fogueira.

Notas finais
comentem por favor, estou pensando em começar outra fic e parar com essa nem sei, obrigado aos que leem :) significa muito