A Filha da Magia

4 Ninguém me explica nada!


Notas iniciais
Bem, para as pessoas que estão lendo só quero agradecer e dizer que são vcs q me inspiram a postar! Boa leitura!

Ninguém me explica nada!

Ao chegar em casa, vi minha mãe sentada no sofá e parecia que tinha chorado, minha irmã estava vendo Adventure Time e meu pai estava sentado à mesa, mexendo no computador, eu tinha parado de chorar mas ainda estava vermelha. Quando notaram a minha presença, meu pai logo se levantou e veio em minha direção, depois começou com o sermão.

– Onde você estava?? Viu que horas são?!- gritou ele- Você sabe que não pode ficar até tarde na rua, e mesmo assim me desobedeceu! Você fica saindo com aquelas suas amiguinhas e....- nessa hora eu comecei a chorar, e me lembrei da Thaís e da Bea e em como eu havia as abandonado, pensei na Ami-chan, na Camile, na Bianca e na Ronie e como eu não sabia se elas haviam chegado em casa em segurança, e como isso tudo, de alguma forma que eu não sabia, foi minha culpa.

Meu pai ficou atônito, minha mãe se levantou e me conduziu ao sofá, enquanto a minha irmã foi buscar um copo d’agua para mim. Quando ela chegou com a água eu bebi um pouco e comecei a falar, falar não, gaguejar.

– T-Thaís......B-B-Bea.....L-lua- respirei fundo- Mi-minotau-tau-ro- quando eu disse Minotauro minha irmã gritou, minha mãe quase desmaiou e meu pai continuou parado.

– Filha, como assim “Minotauro”?- perguntou minha mãe, com medo na voz

– Q-quando a L-lua aparece-ceu, um Mi-minotau-tauro saiu das árvores e começou a nos perse-se-seguir.

– Maria- pareceu que meu pai saiu daquele transe- você está bem? E o que suas amigas tem a ver com essa história?

– Eu estava com elas quando isso aconteceu! E a Thaís e a Bea ficaram para me proteger e lutar contra aquela coisa- esperei a reação deles, não pareciam confusos e sim preocupados, achei estranho- Elas tinham espadas e me mandaram entregar isso a vocês- entreguei o envelope para o meu pai.

Ele começou a ler, junto com a minha mãe. Quando terminaram, não sabia definir suas expressões, não sabia se era medo, preocupação ou, até mesmo, raiva.

– Clarie, pegue a mala que está de baixo da sua cama e leve sua irmã para te ajudar a arrumá-la – gritou minha mãe, às presas- Vão, vão- disse ela, enquanto pegava as chaves do carro e meu pai pegava um casaco.

Saímos de casa o mais rápido possível, e quando meu pai pôs o pé no acelerador, eu tive certeza que não voltaria a ver minha casa tão cedo.

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No carro.

– Alguém pode me explicar o que está acontecendo aqui?- perguntei pela décima vez para aquelas três criaturas que estavam me deixando louca.

– Mah, você pode calar a boca só um pouquinho?- disse minha irmã.

– Cala a boca você, Clarie! Ninguém me explica o que está acontecendo, caramba!

Já era mais de onze da noite e estávamos no carro em alta velocidade, em direção a algum lugar do qual eu não fazia ideia, ótimo jeito de passar uma terça à noite!

– André, acho que já as despistamos, não?- disse minha mãe.

– Despistar quem?- perguntei

– É, acho que sim- disse meu pai, não respondendo a minha pergunta.

– Despistar quem?- insisti

– Bem, temos que contar para ela- disse minha mãe. “Já vi que ninguém vai me responder” pensei

– Eu não sei...- respondeu meu pai

– Ela vai saber logo que chegar ao acampamento, mas eu prefiro que a gente conte a ela.

– Hum, é melhor mesmo.

– Filha, temos que te explicar algumas coisas- disse minha mãe

– Não diga!- falei irônica

– Maria, não te contamos antes porque não sabíamos como te explicar!- disse meu pai

– Explicar o que, pai! Me digam logo o que está acontecendo, senão eu...

– Senão você o que, mocinha?- perguntou minha mãe, irritada

– Nada, mãe, nada, mas eu quero que me expliquem o que esta acontecendo! Por que o Minotauro me atacou? Por que a Thaís e a Bea me protegeram? E que acampamento é esse, para o qual vocês estão me levando?

– Bem, filha, o motivo certo do Minotauro ter te atacado não sabemos, mas provavelmente foi por causa do que você é.

– Ta bom, e o que eu sou?

– Então filha.... é....Anne?

– Bem, Maria, você é.....

– Sou o que?

– Então, você é....

– Caramba!- gritou Clarie- Vocês podem parar de enrolar? Mah, você é uma semideusa, OK?- disse a criança, que até agora não havia se pronunciado

– Clarie!- disse minha mãe em tom de reprovação

– Uma semideusa? Tipo Héracles e Perseu?- perguntei

– É, tipo eles...- respondeu meu pai

– Então, eu sou filha de Zeus?- perguntei animada

– Não!- responderam os dois juntos

– Mas então quem.....- fui interrompida pela minha irmã- Chegamos pai!

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Paramos o carro no acostamento, descemos todos e adentramos na “floresta”. De repente paramos e minha irmã apontou alguma coisa, quando eu olhei, fiquei de queixo caído! Primeiro, um pinheiro enorme em que um dragão, um dragão muito grande, dormia enroscado e segundo, um arco de pedra todo trabalhado com algumas palavras, em um língua que eu não conhecia, mas depois de alguns bons segundo eu consegui ler o que estava escrito: Acampamento Meio-Sangue. Eu ia perguntar ao meu pai se era esse o acampamento do qual eles haviam falado mais cedo, quando uma bola de fogo atingiu um arbusto bem do meu lado, e eu caí e ralei o joelho. “Droga, droga, droga! Que droga que me atingiu?” pensei. Estava me levantando, quando duas monstrengas apareceram na minha frente, tinham cabelos de fogo, presas, asas e o mais estranho, uma de suas pernas era de algum animal- acho que uma cabra — e outra de metal, como bronze, ou seja, elas eram “feias pra burro”

– Você, Filha da Magia, finalmente te achamos!- uma das monstras falou

– Depois de tanto tempo perdido em sua busca! — a outra monstra riu feito uma louca

– Exato, Julie! Finalmente achamos aquela que pode nos derrotar!- acho que a primeira monstra é tipo a chefe!

– Sim, sim mestra!- hipótese confirmada!- Agora, Filha da Magia, lute conosco e prove seu valor, antes de te matarmos!- disse a tal Julie

– Mas o que? Filha da Magia? Me matar? Do que vocês estão falando, suas feias?- perguntei

– Feias?- perguntou a "Chefa", indignada- Olha aqui, sua...

De repente notei minha família, minha mãe e minha irmã estavam atrás de uma pedra, enquanto meu pai estava no chão, desacordado. “Não, não, não. Meu pai não”.

– Pai....- eu disse, e uma lágrima rolou

– Olhe mestra, a semideusa já está chorando, bem não importa, prepare-se para morrer!- gritou Julie enquanto pulava em cima de mim, mas eu me toquei e me esquivei então a monstra bateu a cabeça numa pedra e caiu desacordada, mas eu mesma não pude comemorar, porque eu também caí e bati a cabeça.

Tudo começou a ficar preto! Só vi lampejos do que aconteceu. Um menino de preto. Uma espada negra. A outra monstra virando pó. Olhos tão negros como a noite. E, por fim eu desmaiei.

Notas finais
Só isso! bjs de cupcakes^^