A Filha da Magia

26 Hotel e Cassino Jatos


Notas iniciais
Heeeyyyy pudins!!! Como foi o carnaval de vcs??? Bem, as duas escolas para qual torço não venceram ;-; Buttt, aqui estou eu com mais um cap um pouco atrasado ^^ Espero que gostem

Hotel e Cassino Jatos

P.O.V. Thaís

O céu brilhava em púrpura. Parreiras cresciam em todos os cantos. Vários boy magiame encaravam apaixonados. Lá estava eu, The Queen of Bitches. E então, ele se aproximou. Seus cabelos loiros e olhos azuis, seu tanquinho e....

TRIIIMMM!!!!!!

– Eita penga!- me sentei sonolenta no beliche e passei a mão no galo novo. Respirei fundo e me levantei. Que bosta, queria esperar o final do sonho.

É, se tem uma coisa da qual eu mais amo em ser semideusa, é que a maioria dos sonhos se tornam realidade.

Amarrei direito meu roupão e fui ver se nenhum dos meninos estavam ali. Dei três passos e PUF!!!

– Cof cof T-Thaís Cof cof m-meu p-pâncreas ....- disse Maria rolando no chão tossindo

– Maus Maria, eu não vi que tu tava aí- ajudei ela se levantar; ela foi se sentar com a mão na barriga e cara de dor, afinal ser pisada não é nada agradável- Mas por que raios você estava no chão?

– Eu tava dormindo até você destruir minha parede estomacal!

– No chão?! Pera, tu tava dormindo no chão minha filha?!

– Sim, eu estava dormindo no chão

– MAS POR QUE?!

– Bem, porque...- ouvimos um barulho vindo do beliche da Maria e eu já preparei o ataque, então ficamos esperando e esperando e esperando até....!!!!!

– Ai!- e na minha frente estava uma menina, parecia ter uns treze anos, pele clara, olhos e cabelos escuros e parecia gritar algo como socorro. Nunca tinha visto em todo minha diva vida

– Thaís!- disse Maria me repreendendo e desenrolando as parreiras da menina

– Mas por que tu ta tirando a garota daí?! Faz logo suas magias e vamos mandar ela para o Tártaro de vez

– Não vou fazer isso...- ela terminou de desenrolá-la- Thaís essa é Nina, filha de Apolo. Nina, essa é Thaís, filha de Dioneso

– Hã, não é Dioniso não?- perguntou a tal “Nina”

– Tanto faz- disse Maria desembaraçando o cabelo

– Então ela não é um monstro?

– Nope

– Não vai nos matar?

– Nope

– E você deixou ela dormir na sua cama e você dormiu no chão?

– Yep!

Olhei para a garota, que me observava ainda meio assustada ou sei lá, e para Maria que tentava, em vão, desembaraçar a juba

– Tá, e como você encontrou ela?- Maria me observou e sorriu, depois começou a contar o que tinha acontecido

Maria me contara tudo e Nina ficou menos pé atrás comigo. Fizemos rodízio para usar o banheiro e logo depois Jake e o caveirudo chegaram com uns pãezinhos e café, que acabou rapidinho (Lê-se Maria bebendo café até cair). Nina até que se deu bem com Jake, mas quase matou o Nico quando o mesmo chegou.

Quando deu meio dia em ponto o trem parou e descemos com nossas mochilas. Ficamos discutindo o que fazer com a Nina e nem percebemos quando Maria saiu e depois voltou com uma passagem de trem para NY.

– Aqui Nina, eu disse que você iria para NY

– Mas Maria eu não posso aceitar!

– Pode e vai! O trem sai daqui à meia hora!- ela me olhou e sorriu, assenti

– É isso mesmo, enquanto ele não sai, vamos ficar aqui com você

E ficamos. Na hora da despedida não teve choro nem vela, só um abraço para cada um, tirando o Nico que só deu um aceno de cabeça. Ficamos lá até depois do trem sair só para ter certeza que nenhum monstro a atacaria agora, para o resto da viagem demos umas dicas e Jake a emprestou uma pequena adaga de prata mortal e bronze celestial que ela chamou de Pena.

– Tá, o que fazemos agora?- Jake

– Temos que ir para Salém, oras!- eu

– Mas como garota do vinho?- Jake

– Eu é que pergunto Firmim!

– Tá legal, por que não vemos alguma passagem de trem para lá?- Maria

– Acho uma boa idéia- Nico

Então seguimos Maria em direção ao balcãozinho de passagens. Jake ficou lá conversando com a moça por uns cinco minutos e depois veio falar com a gente.

– Okay galera, tem uma notícia boa e outra ruim. A boa, mas não tão boa assim é que não tem passagem direto para Salém, mas tem para Boston, que fica a alguns km de lá

– Okay, quanto fica a passagem e quando o trem sai?

– Ai ta a ruim, a passagem para nós quatro fica em torno de 150 pratas e o trem só sai dia 20, ou seja, daqui a três dias e consequentemente...

– Vamos ter que arrumar um lugar para ficar- eu disse, colocando fim a discussão

Já se passava das quatro e continuávamos andando para lá e para cá a procura de um hotel barato e confortável, o que era a coisa mais complicada do mundo. Estávamos andando sem rumo e com uma fome do cão. Parecia que nenhum hotel bom queria dar abrigo para quatro semideuses.

Enfim, chegamos à parte mais badalada de New Haven. Placas de neon brilhantes, pessoas saindo de lojas cheias de sacolas nas mãos, além de vários garotos muito gatos. Andamos da um lado para o outro até pararmos em frente a um edifício grande com uma flor rosa brilhando em neon.

– Hotel e Cassino Jatos?- perguntei, bem eu achava que estava escrito isso, neon é muito ruim para um dislexo- Que raios de nome é esse?

– Você pode para de ficar falando “raios”? To vendo que alguma hora um vai cair nas nossas cabeças!- disse Jake preocupado

– Que foi Firmim, tá com medinho é?

– Só nos seus sonhos garota do vinho!

– Ah, mas você é muito abusa...- eu disse já quase me pendurando em seu pescoço

– Hey, amiguinhos! Vocês parecem com fominha, não querem entrar?- disse uma mulher loira com sorriso um pouco forçado

– Hã, acho melhor não...- disse Nico

–Ah, mas que isso?! Vamos entrem! Tem bastante comida!- olhei para ela, no broche dizia que se chamava Cindy; não parecia ser um monstro e coisa e tal, além do mais, só a menção de comida já fez a Maria lamber os beiços.

– Por que não...- eu disse já entrando e ficando paralisada e Jake disse:

– Wow!

O lugar era incrível! O hall de entrada era todo decorado com cortinas aveludadas e bem no centro se encontrava uma Ferrari Black incrível (acho que já disse isso). Mais no fundo dava para ver uma quantidade infinita de jogos eletrônicos de alta qualidade, um toboágua que serpenteava pelo hotel e uma montanha-russa!

– Oi de novo amiguinhos!Aqui está a chave do seu quarto, número 2177, além de seu cartão Gold que pode ser usado em todos os jogos e brinquedos!- Maria pareceu voltar a realidade

– Ahn, mas... a conta...

– Oh amiguinhos! Já foi paga, agora aproveitem!- e Cindy foi embora, nos deixando sozinhos com um cartão de jogos e milhares de possibilidades.

– Hã...e agora?- Jake sorriu

– Hora do recreio!

A loucura geral se instalou logo depois de Maria ter bebido seis latinhas de Coca de uma só vez. Saímos do quarto e começamos a festa. Jake foi direto para os brinquedos radicais, como a montanha-russa que você viaja só pendurado pelos pés; Nico quase não saiu da Casa dos Horrores e até ajudou um pouco criando alguns zumbis; já Maria se dividia em jogos antigos, FPS’ e jogos de raciocínios... isso sem contar que ficavam distribuindo umas florzinhas chamadas FDL que tinham um gosto simplesmente incrível. Teve uma hora que começaram a tocar Summer do Calvin Harris e a Maria ficou doidona, por que adora essa música, e me puxou para a pista de dança e começou a fazer uns passos muitos loucos e todo mundo imitou.

Acho que já tínhamos passado umas três horas lá quando fui pegar minha décima terceira FDL. Comi ela do mesmo jeito e quando cheguei na metade engasguei e comecei a sentir um gosto ao mesmo tempo estranho e conhecido na boca. Larguei a FDL e fui para um canto mais clamo, perto do Space Invaders. Um garoto estava bem concentrado e percebi suas roupas estranhas e por um momento parei de tossir, mas recomeçou e dessa vez eu desmaiei.

Acordei num botequim escuro e sujo. Ele estava vazio, com exceção de um homenzinho gordo que usava uma camisa extravagante de gatinhos com óculos.

– Ah, que droga Blink!- gritava o conhecido- Você sempre me ferra! Joguinho estúpido!- cheguei mais perto

– Sério? Você não consegue nem passar da fase mais simples do Pac-Man?

– E você não consegue nem reconhecer o gosto de vinho? Nem de um Berço do Infante, 2006?

– Óbvio que não! Não posso beber vinho ainda!

– Mas é muito insolente essa garota!

– Chega! O que você quer pai? Estou no meio de uma festa!- Dioniso me olhou com os olhos queimando em roxo

– Essa insolência você só pode ter aprendido com aquela carrapatinha

– Na verdade eu ensinei tudo que ela sabe!

– Que seja! Mas você tem que sair daquele hotel agora- disse ele continuando o jogo

– Ué, mas por quê?

– Sério que você não sabe mesmo, Tania?

– Thaís!

– Saúde! Bem, vamos lá. O que significa FDL?

– Sei lá, Fuck Deal Life? – ele me olhou sério

– Okay, vamos ilustrar- e numa nuvem roxa, uma FDL apareceu em sua mão- O que é isso? E não diga que é FDL!

– Hã, uma flor

– Tá, uma flor de...- observei atentamente a flor. Rosinha, várias pétalas...

– Uma flor de lótus! Então não é Jatos e sim lótus... Meu Zeus!Entramos num covil de Comedores de Lótus

– Exato, por isso é melhor tirar aquelas pragas de lá antes que a missão vá para o fosso. Afinal, não quero que a primeira filha minha a sair em missão faça com que não completem o objetivo

– Primeira filha?

– É, primeira filha minha a sair em sei lá quanto tempo e blá, blá, blá, blá... pergunta para a Anabell quando voltar

– Annabeth!

– Deus ti crie!- um trovão explodiu no céu- Okay! Zeus ti crie!

– Mas...- vi que eu já estava desaparecendo- Obrigada, pai!- a imagem já estava bem ruim

– Não há de que Tania!- sorri

– É Thaís!

Acordei de sobressalto, ainda meio tonta. Eu tinha que tira-los dali! Por sorte ou azar, bem ao meu lado jogando Space Invaders, Maria estava vidrada.

– Maria. Maria! MARIA!- ela não me escutava então fiz uma uva e espirrei em sua boca

– Ugh! Thaís que uva azeda!- disse ela arregalando os olhos- O-o que aconteceu?

– Explico depois, precisamos achar os meninos!- ela assentiu e foi para a montanha-russa e eu para a casa dos Horrores

Nico estava parado em frente a casa sem fazer aparentemente nada, mas por precaução e simplesmente lhe dei um murro na cabeça, o deixando desacordado. Comecei a arrasta-lo e garças a qualquer deus, um carrinho de bagagem estava na minha frente, então joguei o caveirudo lá e fui achar o Jake e a Maria.

Eles estavam conversando, mas Jake parecia...não, estava muito bêbado. Ele abraça Maria e lhe fazia elogios, a deixando vermelha. Fui bem quietinha atrás dele e lhe dei um murro na cabeça também, deixando mais um desacordado.

– Thaís!

– Que se dane eles!-disparei- Temos que sair daqui!

Fomos em direção às portas e estavam trancadas. Olhei para todos os lados e só vi a Ferrari Black. Sorri feito uma psicopata e joguei todo mundo dentro da bagaça.

– Thaís... ah, não!- disse Maria se prendendo ao cinto

– Ah, sim!- girei a chave, que por uma sorte estava na ignição, e acelerei.

As portas de vidro do cassino de estilhaçaram e segui a mais de cem por hora pelas ruas de New Haven. Não lembro muito bem do que aconteceu depois, sei que paramos em frente a uma casinha velha de cor verde limão. Olhei para trás e não vi nenhum rastro de destruição, acho que graças a Maria que me olhava com lágrimas nos olhos.

– Que merda que fizemos!- e depois ela se pôs a chorar.

Notas finais
Eai? O que acharam do POV da divonica Thaís???? Bem, como não tenho mais nada para falar, é só isso por hj criançada Bjs de cupcakes ^^ PS: Reviews please ^^