A Filha da Floresta
2 Capítulo 1
Notas iniciais
O rei encontrava-se sentado em seu trono, olhava fixamente para um ponto vazio, sua protegida, Tauriel havia fugido para floresta há três dias, e Thranduil não pregou os olhos pois gostaria de esperá-la para assim castiga-la. Alguns elfos adentraram o salão, um deles, Elros curvou-se diante de Thranduil e disse:
— Achamos Tauriel meu senhor, Angrod está segurando ela.
Thranduil sentiu seu sangue ferver de raiva, era sempre fora abusada, desrespeitadora e até que corajosa por desacatar as ordens de seu rei. Thranduil pediu para que Elros avisasse a Angrod para levá-la até o salão real, após isso Elros curvou-se e desceu as escadas, alguns minutos depois Thranduil consegui ouvir os dois elfos mandando-a calar a boca. Thranduil sorriu de canto ao ouvir os gritos da elfa, então Angrod e Elros apareceram segurando Tauriel com força.
— Novamente fugindo Tauriel, o que foi? Não aguenta peitar seus problemas — o rei levantou-se de seu trono — Além de desacatar minhas ordem você ainda grita com os meus guardas? — desceu as escadas — Eu já me arrependo de tê-la abrigado em meu castelo, a criei tão bem, para agora se tornar rebelde, você é mal agradecida — o rei aproximou-se da elfa — Estou decepcionado com você.
A elfa nada disse apenas olhou para o chão, como fazia quando criança após o rei a repreender. Thranduil ordenou que Angrod e Elros a soltassem e que os mesmos se retirassem do salão, assim Thanduil e Tauriel ficaram a sós. Thranduil permaneceu em silêncio por alguns minutos, o mesmo lembrava-se quando a elfa atingia os seus sete anos de idade, quando a mesma o obedecia, porém quando a mesma completou seus cem anos rebelou-se ainda mais causando dores de cabeças para o ele. Desde que A Guerra dos Cinco Exércitos acabou, e que o filho de Thranduil e melhor amigo da elfa se foi para Valfenda a mesma não era a mesma. Vivia desrespeitando o rei e fugindo, mas como Thranduil preocupava-se com ela sempre mandava seus guardas a buscarem novamente.
— Acho que perdi as contas de quantas vezes você fugiu do meu reino Tauriel — Thranduil parou há poucos centímetros da mesma — Você anda muito rebelde minha criança, e isso vem me desagradando. — afastou-se — mais uma fuga Tauriel e você se considere expulsa de meu reino!
Tauriel serrou os punhos e perguntou.
— Porque você não me deixa partir?
A pergunta pegou o rei de surpresa, então o mesmo parou para pensar e nem ele mesmo sabia o porquê não a deixava partir como deixou seu filho Legolas. Porém o mesmo não suportava a ideia de deixar que Tauriel se afastasse dele, não cogitava viver um só dia sem observá-la e protegê-la.
— Você é uma ótima capitã de Guarda Tauriel — mentiu.
— Fale a verdade — semicerrou os olhos.
— Com quem acha que está falando para exigir alguma coisa? — bradou — Você se esqueceu de que eu sou o rei? O rei que te acolheu como filha!
— Eu sou grata por isso meu senhor, mas não é por isso que viverei presa nesse reino para sempre — respondeu encarando-o — Eu sinto muito mas se continuar a mandar seus guardas atrás me mim, eu continuarei fugindo e creio que o conselho não aprova-ra sua capitã de guarda fugindo quase todos os dias.
— Retire-se daqui Tauriel.
A elfa curvou-se diante o rei e disse ironicamente:
— Ao seu dispor meu senhor.
Thranduil
Tauriel está me decepcionando a cada dia, a mesma rebelou-se de tal forma que às vezes me pego pensando o porquê não a corrigi ainda. Antes a mesma era menos atrevida e ousada, hoje em dia vive me enfrentando como se tivesse o direito de enfrentar seu rei, serro meu punho ao pensar na mesma passeando pela floresta sombria, sozinha e indefesa. Sacudi minha cabeça em forma daqueles pensamentos ridículos fugirem na minha cabeça. Levantei-me e descei do meu trono, segui para a torre sul onde meu aposento encontrava-se, porém seguindo até lá ouvi uma conversa de Angrod e Elros:
— Tauriel a cada dia fica mais bela — comentou Elros — Porém muitos elfos desse castelo tentaram seduzi-la, mas fracassaram.
Escondi-me atrás de um pilar para que os dois desgraçados não me vessem então continuei a prestar atenção na conversa dos dois:
— Esses dias tentei convidá-la para um passeio no bosque, mas ela o rejeitou, foi tão grossa que meu ego está ferido até agora — disse Androg desapontado.
— Deixe o senhor Legolas saber que estamos de olho em sua amada — comentou Elros.
Meu coração acelerou-se ao ouvir tais palavras vindas de Elros, eu já desconfiava que meu filho tivesse uma apaixonite infantil por Tauriel quando o mesmo tinha dez anos, porém algum tempo depois o interroguei e ele havia me dito que eles não passavam de meros amigos. Legolas sabia que aquela relação não me agradaria, mesmo tendo Tauriel sobre a minha tutela e os criando igualmente não aceitaria que meu filho casasse com ela, afinal ela nunca deixou de ser uma simples elfa.
— Por favor, Elros, pouco sabe de Legolas, ele há alguns anos saiu deste reino para algum lugar que nenhum de nós exceto o nosso rei sabe. Então isso não nos impede se tentar ganhar o coração da tão bela Tauriel — o elfo piscou para o amigo.
Meus punhos cerraram-se, a minha vontade era surrar os dois e os trancafiarem nas masmorras por tamanha ousadia, porém me controrei e continuei atento a conversa dos dois.
— E o anão, pelo qual ela se apaixonou? — perguntou Androg.
— As vezes a encontro no jardim, ela olhava para uma pedra algumas lágrimas percorriam seu rosto e as vezes ela sussurrava o nome do anão... Kili. — respondeu Elros.
Eu não acredito que mesmo depois de anos ela continuava mantendo sua afeição pelo falecido anão que morreu na batalha dos cinco exércitos. Francamente pensei que Tauriel seria mais forte e que seguiria sua vida normalmente após a fatalidade, mas parece que me enganei a mesma continua a mesma criança de sempre, presa em seu passado, antes chorava pela morte de seus pais, e agora chora pela morte do anão. Não sei se a compreendo, perdi minha esposa em um incidente que nem posso me lembrar, porém após isso fechei o meu coração para qualquer tipo de sentimento, como por exemplo, a saudade. Saí de trás do pilar e surpreendi os dois elfos fofoqueiros:
— Já que palpitavam sobre a vida da sua Capitã de Guarda, vocês a viram? — perguntei severamente.
— Vi seguindo para o lado norte do castelo, creio que estava indo para o quarto. — respondeu Elros enquanto Androg engolia seco.
— Voltem aos seus respectivos serviços e parem de comentar sobre a vida alheia, antes que eu os castigue. — bradei virando-me para o corredor que dava acesso ao lado norte do castelo. Alguns minutos depois cheguei ao corredor dos quartos dos guardas e fui até o quarto de Tauriel, parei em frente a sua porta e bati algumas vezes.
— Espere! — ouvi uma voz rouca vinda lá de dentro, deduzi que a mesma havia chorado descontroladamente, e isso me sensibilizou de certo modo, porém me irou, odiava esse lado sentimental de Tauriel, como odiava seu lado corajoso e rebelde.
Tauriel abriu a porta do quarto e surpreendeu-se ao me ver, eu me divertia ao observar seu espanto, sem pedir permissão adentrei o quarto da mesma.
— Posso ajuda-lo meu senhor? — Tauriel fechou a porta.
Observava cada canto do seu quarto, cortinas verde clara, um pequeno armário marrom e uma pequena cama de solteiro. Havia entrado no quarto de Tauriel poucas vezes durante toda a vida dela, e a maioria delas era para bronquear a mesma.
— Eu queria certificar-se que você não estaria chorando pelo anão novamente — me aproximei dela — mas de fato você estava.
Tauriel a fim de disfarçar seus olhos inchados olhou para o chão, porém segurei seu queixo e a forcei a olhar em meus olhos. Seus orbes verdes me cativavam com intensidade, sua boca rósea entreaberta chama minha atenção e despertava meu desejo, me aproximei mais de seu rosto com a intenção de beijá-la, eu não estava em sã consciência, e fora ali que havia percebido que meus sentimentos pela pequena Elfa haviam mudado, aquele amor que outrora o julgava fraternal, agora se tornou um amor cheio de desejo e de paixão. Tauriel afastou-se de mim. Minha ira possuiu o meu corpo então segurei bruscamente em seu braço e a empurrei sobre o pequeno armário marrom.
— Porque ainda chora pelo pobre e falecido anão? — grunhi — quando há outro a sua frente lhe amando e desejando com todas as forças?
Tauriel arregalou os olhos, me diverti ao ver suas feições pasmas, segurei seu queixo com força e me aproximei de seu rosto. Por alguns momentos fiquei admirando casa detalhe da mesma, sua pele alva, suas sardas e sua bochecha corada, não me contive e me aproximei mais de Tauriel, e calmamente depositei um beijo em seus lábios. Aos poucos esse beijo se tornou o mais voraz que havia dado em alguém, Tauriel tentava se desvencilhar de meu corpo, porém todas as suas tentativas foram falhas, ela poderia ser habilidosa e inteligente, mas eu que tinha a força. Após o fôlego de ambos acabarem Tauriel ofegante perguntou:
— Porque disso senhor?
Sorri para a mesma e que logo me retribuiu com seu esplendoroso sorrido pelo qual me apaixonei, cheguei a pensar que ela não aceitaria o meu amor, mas para a minha surpresa o que sentíamos era recíproco.
— Senhor! — alguém batia no quarto.
Tauriel me olha espantada, tento dizer alguma coisa, mas minha voz some, junto a imagem da mesma. Então tudo fica escuro e quando me dou conta...
Tudo era apenas um sonho.
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