A Filha Do Velho Morcego
35 Capítulo 35
Notas iniciais
Boa Leitura! ~~º-º~~
Durante toda manhã ninguém mais apareceu. Eu rolava de um lado para outro na cama, era irritante ter que ficar deitada, o tempo parecia não passar. O professor no entanto estava muito calmo, parecia até que estava dormindo. Eu olhei para ele de forma sapeca com um bela ideia na cabeça. Peguei um travesseiro e joguei nele, acertando em cheio.
- Perdeu o juízo garota? – ele murmurou muito sério.
- Não, só a paciência mesmo. – peguei outro travesseiro e arremessei, que novamente o acertou. – Mas pensando melhor eu acho que nunca tive esse negócio de juízo. – eu ri e pulei da cama para pegar os travesseiros.
- Você deveria estar repousando e não me arremessando coisas.
- Não são coisas. São travesseiros. – disse mostrando-os. Ele revirou os olhos e voltou a fechar os olhos.
- O senhor vai dormir? – perguntei sentando na beirada da cama dele. Faria meu tempo passar irritando.
- Sim. Agora sai da minha cama.
- Mas a cama não é sua. – falei e ele me lançou um olhar mortal depois tornou a fecha-los.
- Professor porque o senhor só usa preto? – ele permaneceu calado, acho que se me ignorasse eu iria parar. Coitado dele estava muito enganado. – Eu fiz um pergunta professor? – disse cutucando sua barriga. E ele se contraiu.
“Num acredito!”
Pensei sorrindo, será mesmo que ele tinha cócegas.
- O que eu uso ou deixo de usar não lhe diz respeito. Agora saia da minha cama. – ele ordenou.
- Relaxa professor! – disse cutucando mais uma vez a sua barriga. Em um movimento rápido ele se sentou e segurou minhas mão.
- Faça isso de novo e passará mais uma semana nessa enfermaria. – ele me ameaçou.
- Desculpa, desculpa! – perdi rindo e voltei para minha cama. Fiquei algum tempo em silencio, mas a necessidade de falar era grande. – Professor, o senhor teria mesmo coragem?
- De quer? – ele perguntou depois de um longo tempo.
- De me machucar. – eu sabia que não, mas queria ouvir ele admitir. Ele passou um bom tempo para responder, mas no final ele admitiu.
- Não! – foi somente o que ele disse. Eu sorri e me sentei novamente na cama.
- Então eu posso fazer cocegas em você? – perguntei com um grande sorriso.
- Não! – ele falou bem sério e com todas as letras.
- Ah! Chato. – disse desanimada e me deitei novamente.
Passamos toda a manhã calados, cada um na sua. Na hora do almoço um elfo apareceu e conjurou uma mesinha para nós dois. Uma jarra de suco, e dois pratos de sopa.
- Sopa? – falamos em coro. E depois nos encaramos com uma sobrancelha arquivada. Um imitando o outro sem querer.
- A madame Pomfrey que mandou. – o elfo respondeu e logo em seguida sumiu.
- Erg! Odeio sopa. – disse fazendo careta. – Se quiser poder ficar com o meu. – disse pegando minha varinha e mudando minha roupa.
- Pra onde você vai? Sabe que não pode sair. – eu sorri e respondi com muita ironia.
- Aonde vou ou deixo de ir, não lhe diz respeito. Professor! – ironizei bastante o professor.
- Garota petulante. – ele falou e me seguiu. – Ei espera.
- Por que estar me seguindo? – perguntei.
- Porque eu não vou ficar com fome. – seguimos para a cozinha pegando todos os atalhos possíveis. Depois de uma devida refeição voltamos para enfermaria e demos de cara com a madame Pomfrey bem irritadinha.
- Onde vocês estavam, eu disse que deveria ficar deitados e não passeando pelo castelo, mas será possível. – ela falava e falava. Eu e o professor não demos a mínima pro que ela falava, passamos por ela e nos deitamos.
Durante a tarde tive um bom sono que até babei. Quando acordei olhei para o lado e o professor também parecia que estava dormindo, mas eu desconfiei, ele poderia estar só fingindo.
Me sentei na cama e comecei a ler um livro que eu havia encontrado ali. Dez minutos depois a Rarvanne entrou na enfermaria.
- Oi! – ela disse baixinho. Achando que o professor estava dormindo. – Como estar?
- Estou sentada e você? – disse rindo. Ela balançou a cabeça e sentou na ponta da cama. – Estou bem.
- E ele? – perguntou apontando para cama ao lado.
- Infelizmente continua o mesmo morcegão. – nós duas rimos e eu mais ainda porque sabia que ele estava escutando.
- Você não deveria dizer isso dele. – ele falou rindo.
- Porque não? – perguntei com uma sobrancelha levantada.
- Porque se ele é um morcegão você é uma morceguinha. – ela riu muito e eu a fuzilei com um olhar. Olhei para o professor e ele estava com um discreto sorriso no rosto, quase imperceptível.
“Idiota!”
- Mas e então, quando você vai sair daqui? Tá lembrada né que sábado vai rolar um festinha.
- Shiii! — fiz com o dedo na boca. E sussurrei dizendo que ele estava acordado, mas ela nem ligou.
- Ai é, esqueci. Agora você precisa da autorização do papai. – ela debochou de mim.
- Garota se você não fosse minha amiga, agora você estaria morta. – disse séria e com os olhos semicerrados.
- Nossa, quando você quer, parece até seu pai. – ela disse horrorizada, eu apenas revirei os olhos. – Mas mudando de assunto, como vai o gatinho do Harry.
- Tu tá pedindo para morrer, né. – disse rindo. – Ainda não tive um tempo a sós com ele. O papaizinho ai não aprova o nosso namoro. – disse com zombaria.
- Vixe! Coitado do moreno... – eu coloquei o dedo novamente na boca para ela se calar, mas ela continuou a falar. – Mas também né, foi amarar o hipogrifo justo na filha do velho morcego.
- Menos dez pontos da grifinória! – o professor falou vibrante. A garota perdeu a cor, olhou para ele e depois para mim, eu segurei um riso e depois disse.
- Eu falei que ele estava acordado.
- Me d-desculpe p-professor! – ela pediu sem jeito olhando pro chão. – Ló depois a gente se fala. – ela me deu um rápido abraço e depois saiu correndo. Ela morria de medo do professor.
- Grifinóriazinha insolente, deveria ter a colocado de detenção.
- Só porque ela te chamou de velho? – disse brincando. – Ou foi porque ela te chamou de morcego. – ri abertamente.
- E você Morceguinha! – ele zuo da minha cara.
- Cala boca seu idiota! – revirei os olhos e deitei.
- E posso saber que história é essa de festa? – eu permaneci calada. — Estou falando com você.
- Mas eu não estou. – respondi.
- Você deveria me respeitar mais menina, sou seu pai sabia?!
- Me deculpa papaizinho, pometo que vou me compotar melhor, tá ceto?! – disse imitando uma voz de criancinha e fazendo um positivo com a mão. Ele ficou com muito ódio.
- Arg! Garota como você me irrita!
- Oh! Papaizinho diz isso não! – disse com a mesma vozinha fazendo carinha de choro. Ele bufou de raiva e se virou por outro lado. Eu sorri e também me virei por outro lado. Apenas rindo da cara dele.
“A paizinho que eu amo te irritar!”
Notas finais
PS. Lembrando galera ainda estou recebendo as ideias de vocês. São muito importantes para mim, pois me dão novas ideias. Quem quiser mandar um cap. sobre a Ló e Harry, fiquem a vontade!
Bjss minhas lindas!
PS. Existe algum garoto lendo a fic? O.o
Fale com o autor