Após uma hora de “viagem”, por assim dizer, Clary cometeu um erro, ele olhou para sua direita, onde estava Percy, montado naquele Pégaso que atendia pelo nome de BlackJack. Clary olhou fixamente para o garoto. Percy teve a impressão de sentir o tempo desacelerar, seria mesmo impressão? Não. Era real. Clary fazia isso involuntariamente quando estava em uma situação de nervos. Com medo de Percy descobrir a verdade, Clary se apavorou, com isso, perdeu o equilíbrio. Agora ela caia em queda livre. 50 metros de altura em direção ao chão. Pensava que seria o fim. E apagou. Ao mesmo tempo, sentiu que um braço a agarrara pela cintura.

Quando Clary acordou, a primeira coisa que viu foi o familiar rosto de Percy. Eles estavam em algum lugar subterrâneo, uma caverna. A parede eram apenas pedras cobertas com lodo, teias de aranha infestavam o local, dando a impressão de muito antigo,não havia luz alguma, exceto pela reluzente espada de bronze de Percy. O teto era baixo, fazendo com que as pessoas fossem forçadas a andarem curvadas, assim como as paredes,era feito de pedra. Clary se levantou. Ela viu, pelo canto do olho, uma sombra, ao perceber isso, se virou. Havia um garoto sentado em um canto, ele olhava as estrelas por um pequeno buraco nas pedras, parecia melancólico, como se acabasse de perder alguém especial. O garoto percebeu a presença de Clary. E se levantou.

O garoto tinha a mesma altura de Clary, era pálido e magricela, seu cabelo era negro e totalmente desgrenhado, o garoto tinha a aparência suja, como se estivesse naquela caverna a muito tempo, por mais quente que estivesse, ele usava uma grossa jaqueta de aviador, sua Mao ficava girando um anel de caveira prateada que ele usava. Ele se aproximou de Clary e estendeu a mão:

-Prazer em conhecê-la, eu sou Nico Di Angelo.