A Filha Do Medo
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Agora vou fazer um plano para me vingar, e vou ser mais compreensivel com ele. Sou bem dramatica e sei atuar muito bem. Então, largo a espada no chão e me desabo a chorar, tudo bem, não foi totalmente enganação, porque eu estava cansada de ser fria e sem medos ou sentimentos, eu não queria que as pessoas recuassem quando eu chegasse perto, mas minha aura de medo faz isso. Eu queria apenas uma vida normal.
__ Me desculpa, é muita coisa de uma vez só. — falo com voz de choro
__ Tudo bem, mas porque você quiz me atacar?
__ Eu... Eu não sei... Meu pai, medo, deuses — ele ficou confuso com o que eu disse.
__ Vamos, vou te levar para o seu chalé. Quem é seu pai ou sua mãe?
__ Phobos.
Ele me olhou assustado e recuou um pouco. Acho que ele se lembrou do que fez pra mim.
__ O que foi? — pergunto inocentemente.
__ Nada. — ele responde frio, se afastando com uma aurea negra que fez meus poderes ficarem estranhos, me deixando assustada. — Bem, não construimos um chalé para você ainda, por que ele não tem muitos filhos... Mas vou ver o que posso fazer.
Ele vira as costas e vai para a porta.
__ Espera, e eu?
__ Isso não é problema meu. — fico com uma cara de choque com o tamanho da frieza dele.
PDV. Nico Di Angelo
"Isso, agora vá para o seu chalé até que eu pense em alguma coisa." - a voz de meu pai fala em minha cabeça.
Meu pai é muito controlador, ele me fez se afastar de uma garota linda por nada, mas foi estranho ela me atacar... E ela é filha de Phobos. Justo ele? Ele que é rival de meu pai e quase me matou, ele precisava ter uma filha tão linda??
"Já sei o que fazer: mate-a" - meu pai de novo --'
__ É O QUE? — berro e todos olham pra mim.
"Como você quer que eu a mate?" — grito mentalmente.
"Com uma adaga, espada, uma pedra... Sei lá, do jeito que quiser"
"Por que?"
"Porque ela, junto com o pai dela, tentou matar você" — ele falou em um tom que deu para entender que a conversa tinha terminado.
Eu me lembrava que Phobos tinha me atacado quando eu tinha uns 14 anos, porque estava com muita raiva.
Bati a porta do meu chalé com frustação. Eu não quero fazer isso, atacar alguém e matar... Eu só matei monstros! E alguns mortos... Mas isso não conta, porque eles já tinham morrido. Mas tem uma coisa: talvez ela também queria me matar, por isso me atacou. Isso pode complicar um pouco, se ela ficar me atacando toda hora eu vou precisar me defender. Mas o pior de tudo é o meu pai, ninguém pode desafiar ou recusar um favor à um deus. Vou ao olimpo falar com os deuses depois de amanhã para resolver isso e vou tentar me aproximar dela para leva-la junto comigo.
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