Notas iniciais
Espero que gostem!!!❤️

A ronda daquela noite havia sido concluída com êxito. Os Dragões Roxos, que assaltaram o Banco Central, foram derrotados com facilidade e, naquele momento, os quatro heróis de New York voltavam para casa saltando sobre prédios e casas, cada um por seu próprio caminho.

Poucos edifícios se passaram desde que se despediu de seus irmãos. Michelangelo, perdido em seus mais loucos e inusitados pensamentos, brincava com seus nunchakus como se estivesse a acertar violões por todos os lados.

— Ah! Toma essa cara mal!

Ele rodava e girava, dando socos e chutes, fazendo acrobácias no ar e pousando no chão com suavidade e leveza, como um verdadeiro ninja, entretanto, uma presença que lhe era familiarmente ameaçadora foi sentida pelo mesmo, que logo entrou em modo furtivo, se escondendo, em seguida, nas sombras que as curvas e elevações do prédio em que se encontrava forneciam, esperando que o ser reagisse. Assim que o individuo se aproxima um pouco mais, expondo sua face sob as luzes dos postes das ruas, Mikey o reconheceu, sendo ele o Garra de Tigre, um dos antigos capangas do Destruidor.

— A-Ajude-me p-por favor...

Disse ele, caindo em seguida, inexplicávelmente, logo uma poça da cor vermelho carmesim começara a se formar por baixo do mesmo, assustando assim o mais novo dos irmãos, não pelo líquido em si, mas pelo fato de que alguém finalmente havia conseguido a façanha de derrotar o grande felino.

Mesmo desconfiado de que aquilo fosse uma armadilha, a tartaruga de bandana laranja, de forma cautelosa, se aproxima, lentamente, com pena do pobre "animal" e, com a ajuda de suas armas, ele o vira de barriga para cima, vendo então finalmente o grande buraco feito no abdomem da fera de duas patas, de onde uma quantidade exorbitante de sangue vertia-se. Neste momento Mikey percebeu que Garra de Tigre balbuciava algumas poucas palavras de forma inaudível, por isso, curioso como era, aproximou-se da boca do tigre para ouvir o que o mesmo tinha a dizer:

— P-Por favor... Salve minha f-filinha... Ela foi raptada pelos Kraang e... e eu não consegui ajuda-la... Protejam na tartarugas e diga a ela que eu... que eu a amo...

Após, sua respiração e batimentos cardiácos sessaram, e sua vida enfim se extinguiu, como se apenas estivesse a esperar que aquela missão que lhe custou a vida fosse passada a alguém que Garra de Tigre soubesse que nunca negaria ajuda a quem quer que precisasse. Neste momento, os grandes e expressivos olhos azuis brilhantes e o rosto fofo e esverdeado de Michelangelo estavam banhados em suas quentes e salgadas lágrimas, não que não estivesse contente por finalmente as ruas daquela cidade terem um criminoso a menos para se preocupar, mas seu coração era bondoso demais para não sentir compaixão pelo felino, que morreu tentando proteger sua cria, que provavelmente agora era órfã, além disso, mesmo que lutasse contra o crime todos o dias, não gostava quando vidas eram tiradas, e a sua inocência o impedia de ver o por quê de tanta violência no mundo. Sem saber o que fazer e precisando urgentemente de consolo, o mesmo se senta ao lado do corpo sem vida do mamífero e liga para seus irmãos que já haviam chegado ao esconderijo a algum tempo e estavam preocupados com a demora do menor, contando a eles todo o ocorrido. Poucos minutos se passaram e logo Rafael, Donatello e Leonardo chegaram ao local e seus corações,mesmo desconfiados, se compadeceram pela morte honrada de Garra de Tigre e pela tristeza que seu irmão sentia. Donnie foi o primeiro a se aproximar, tocou o ombro do menor lhe dando apoio e seguiu, juntamente com Raph, para levarem o corpo, logo atrás veio Leo, que abraçou seu irmãozinho tentando ao máximo lhe passar algum tipo de conforto. O menor então se apoiou no ombro do mais velho e todos seguiram rumo ao seu lar.

Andaram por pouco tempo até chegarem em uma tampa de bueiro, onde adentraram e caminharam por mais alguns minutos, logo estavam em casa. Na sala de estar, mestre Splinter os esperava e, assim que viu o cadáver e a situação de seu filho mais novo, sua mente o traiu, imaginando assim, o pior, e sua expressão facial denunciava os seus pensamentos.

Ainda com Garra de Tigre sobre os ombros, Donnie e Raph seguiram para uma parte mais afastada do local para começarem os preparativos do cadáver, iriam embalsama-lo até decidirem o que fazer. Leo levou o mais novo até o banheiro para que assim pudesse tirar o cheiro de sangue do corpo, indo, em seguida, até a sala para que pudesse explicar toda a situação para seu pai. Após contar tudo o que sabia, seus outros três irmãos chegaram ao local, se sentaram no sofá em um silêncio sepulcral e esperaram até seu sensei dizer-lhes o que achava de todo o ocorrido e agraciar-lhes com sua grande sabedoria.

— Meus filhos, sei que Garra de Tigre era um inimigo, entretanto, os devo dizer que o mais correto a ser feito, neste momento, é salvar sua filha...

— Mas sensei, e se ela for do Clã do Pé?! E se tudo isso não passar de um plano?! E se...

— Chega de "se's" Rafael! Compreendo e compartilho da preocupação de vocês meus filhos, entretanto, como pai, sei como o Garra de Tigre se sentiu ao ver sua cria em perigo, pois é deste mesmo modo que me sinto sempre que vocês saem para a superfície, além disso, não acho que ele entregaria sua própria vida apenas para armar uma emboscada, mas posso lhe afirmar meu filho , a sua ira contra essa moça que nem ao menos conhece não irá lhe levar a lugar nem um, nunca se esqueça: okoru kawari ni warau hito ga tsuneni saikyōdesu ( Aquele que ri ao invés de enfurecer-se é sempre o mais forte).

— Hi sensei.

— Agora diga-me Leonardo, o que você acha que deve ser feito?

— Mestre Splinter, com todo respeito, acho que desta vez o Mikey é quem deve responder a esta pergunta, afinal, foi a ele quem o Garra de Tigre procurou primeiro.

— Entendo... Michelangelo..?

— Aam... E-Eu acho que devemos procura-la, já que ela não fez nada de errado...

— Ainda...

— Rafael..!

— Gomen'nasai sensei (desculpa sensei).

— Além disso, o pai dela acabou de morrer, isso significa que ela não deve ter ninguém para cuidar dela e, talvez, nem um lugar para morar...

— Então está decidido! Vamos a uma missão de resgate!

— Ok sabichões, mas como vamos saber onde ela está? Essa cidade é grande demais para procurarmos em cada canto dela!

— Eu tenho uma ideia! O Garra de Tigre disse que ela foi sequestrada pelos Krangs certo? Então é simples, tudo o que tenho que fazer é raquear as câmeras de segurança do caminho por onde ele passou e saberemos de onde ele veio, além disso, tem noventa e três porcento de chances deste distrito ter uma movimentação maior de homens de termos pretos com rostos iguais do que no resto da cidade.

— É um ótimo plano Donnie.

— Obrigada Leo. Vou agora mesmo para o laboratório começar. Volto em um instante. Liwake sensei (com licença sensei).

Donatello faz uma breve venia em sinal de respeito para com seu mestre e se retira a passos largos até outro cômodo da casa, onde se senta em sua cadeira e começa a trabalhar. Na sala, mestre Splinter logo se despede de seus outros filhos e retira para o dojo onde pretendia meditar sobre a atual situação, pois entendia que, a partir do momento em que seus filhos vissem a garota pela primeira vez, as coisas nunca mais seriam as mesmas, já Rafael e Leonardo continuaram conversando e debatendo sobre o plano, juntamente com Michelangelo que, apesar de ainda estar um pouco assustado, já não se encontrava mais tão abatido, na verdade estava até um pouco esperançoso em poder ajudar sua possível nova amiga.

— É, excelente plano o do gênio, mas como vamos entrar na base dos krangs e sairmos todos vivos de lá com uma refém deles?

— Simples Raph, entraremos em modo furtivo, depois vamos espalhar bombas em volta da base, invadiremos o local, resgatamos a menina e explodimos tudo quando sairmos.

— Aee Leo! Gostei do plano!

— Não acredito que vou dizer isso mas... eu concordo com o Mikey, além disso vou poder esmagar os cérebros de chiclete que encontrarmos pelo caminho!

— É isso aí Raph! Espera aí... Ei! O que você quis dizer com isso??!

— Nada Mikey!

— Mas..!

— Aí galera! Venham ver isso!

— O que foi Donnie? Encontrou o lugar?

— Sim Mikey. A base Kraang está localizada a alguns quilômetros daqui, não é longe, mas o melhor a se fazer é ir no furgão, sabe... só para previnir...

— Bom, então o que estamos esperando?

— Calma Raph, só vou mandar as coordenadas para o furgão e... Pronto!

— Vamos para o Tartaruga Móvel!!!

— Cala boca Mikey!!!

— Nossa..! Não precisam gritar os três de uma vez..!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.