A Filha De Sirius Black
6 Capítulo VI
Notas iniciais
P.O.V. Amanda Black
Muita coisa mudou depois que eu me mudei para Hogwarts. Consegui me aproximar de Harry, fazer ele saber um pouco sobre seus pais, e a minha maior missão até agora, e fazer com que ele saiba o que é ter uma família.
Como eu cresci no Brasil longe do meu pai, eu meio que fiquei sozinha, ninguém queria ficar perto de uma doida. Até o dia que meu pai apareceu, ele me tirou daquele orfanato e me deixou no Largo Grimmauld.
Esse pouco tempo foram os melhores, ele realmente me tratou como uma filha, mas precisou me dar uma Poção da Memória. A poção fez tanto efeito, que eu lembro de tudo, desde que eu era um bebê e ainda brincava com Harry.
Eu sabia que Harry não acreditaria em mim logo de cara, mas eu consegui sua confiança.
Saio dos meus pensamentos e vou em direção ao jardim. Só tem alguns alunos quando eu chego lá, olho em volta e encontro uma coisa improvável. Draco Malfoy, sentado em baixo de uma árvore, com a cabeça baixa.
Suspirando, me aproximo dele e me sento ao seu lado, quando ele percebeu minha presença, ele me olhou, seu rosto e olhos estavam vermelhos, ou seja, ele havia chorado.
-Eu... –Ele respirou fundo- Eu quero pedir desculpas pelo que aconteceu aquele dia, eu estava com raiva, e quando vi uma brecha para magoar alguém...
-Tudo bem! –Falei e ele me olhou confuso- Eu te desculpo, pois, querendo ou não, eu sei o que acontece na sua casa... Com seu pai.
Ele me olhou pasmo, mas logo abaixou a cabeça e voltou a chorar. Passei minhas mãos pelos seus cabelos e ele colocou a cabeça em meu ombro.
-Eu vou ter que me tornar “aquilo” um dia? –Ele pergunta quase num sussurro-.
-Par protegermos quem amamos, fazemos qualquer coisa. –Peguei sua mão e ele me olhou ainda com algumas lagrimas descendo seu rosto- Mas se quiser conversar, eu estou aqui!
-Obrigada. –Ele falou dando um sorriso de lado, o qual eu retribui-.
-Mas acho melhor você não abrir sua boca para falar do meu pai, entendido? –Falei e ele concordou com a cabeça-.
-Justo! –Ele colocou a mão no bolso e tirou um pergaminho- A coruja de um tal de Almofadinhas acabou se enganando, e deixou isso comigo.
Num movimento rápido tirei o pergaminho da mão dele e comecei a ler:
“Filha,
Preciso que você dobre a segurança. Eu estava em Hogsmeade esses dias, e tem um monte de Dementadores por lá.
Precisamos nos encontrar logo. Vá ate o nosso lugar durante o próximo passeio a Hogsmeade.
Te amo, Almofadinhas”
-Você leu? –Falei ainda olhando o pergaminho-.
-Queria, mas não li.
-Obrigada, mas tenho que ir! –Me levantei ajeitei minha roupa- E não se esqueça. –Coloquei o dedo na boca em sinal de silencio e ele rio-.
No caminho para o Salão Comunal, queima a carta de meu pai. Ninguém poderia saber que a gente se comunica. Quando estava em um corredor vazio, peguei minha varinha e coloquei a ponta sobre a palma de minha mão.
-Eu juro solenemente não fazer nada de bom, filha de Almofadinhas! –Guardei a varinha nas vestes vendo o mapa de Hogwarts se formar em minha mão-.
Antes de vir para Hogwarts, criei a versão do Mapa do Maroto, apenas para os filhos deles. Dizendo o juramente e de quem você é filho, o Mapa aparece instantaneamente em sua mão.
Encontrei Harry conversando com Rony e Hermione.
Harry.
Dês do selinho que eu dei nele ontem a noite, eu não tive tempo para pensar sobre isso. Eu ainda não estava acreditando no que fiz. Eu já aprontei muito, já fiz muitas loucuras. Mas dar um selinho em alguém, é a primeira vez.
-Malfeito, feito! –Falo e o mapa some-.
Vou para o Salão Comunal, quando passo pela porta, sinto o olhar zangado de Harry sobre mim. Resolvo ignorar e vou para meu dormitório, pego um pedaço de pergaminho, tinta e pena e volto para baixo, me sento na mesa mais afastada de todos e começo a escrever.
“Querido Almofadinhas,
O que você esta fazendo em Hogsmeade?
Você deveria estar o mais longe possível de Hogwarts. Seu cachorro, não me diga que ficou passeando aos lados dos Dementadores?
Depois você pede para eu não aprontar. Mas para mudar seu dia, vou lhe contar as novidades.
Dei um chute no filho dos Malfoy’s;
Fui até a Dedos de Mel;
Ao Três Vassouras (Aquela, sem duvida, e a melhor Cerveja Amanteigada do mundo);
Faltei as aulas;
Fui até os Hipogrifos;
Dei um selinho no Harry;
Mas hoje aconteceu uma coisa surpreendente, quando fui para o jardim, encontrei Draco Malfoy chorando, e fui falar com ele. As coisas estão cada vez mais difíceis na casa dele, e ele esta com medo de ter que se tornar ‘aquilo’.
Até o próximo final de semana,
Beijos, Amanda Evans”
-O que foi aquilo? –Harry bate a mão na mesa estressado-.
-Não estamos na aula da professora Trelawney, então não vou saber o que eu fiz! –Falo rindo enquanto enrolava a minha carta-.
-Você me beija e depois fica de namorico com o Malfoy? –Ele falou e eu comecei a rir-.
-Namorico com o Malfoy? –Eu continuei rindo- Já ouviu a palavra “conversar” ou também “consolar”?
-Depois daquilo que ele te fez? Você ainda vai consolar ele? –Ele me olha pasmo-.
-Todos merecem uma segunda chance Harry! –Eu falo já ficando irritada- Você pode não saber o que acontece com o Draco, mais eu sei, pois querendo ou não, temos o mesmo sangue!
Ele me olha boquiaberto. Eu nunca fui de perder a linha fácil, mas nesse momento, foi preciso. Subi para o Dormitório e bati a porta, entreguei a carta para Buss, minha coruja, fiz um carinho nela e ela me deu uma bicadinha na bochecha como se fosse uma beijoca, por esse motivo o nome.
-Esta tudo bem? –Alguém me pergunta e eu me viro rapidamente-.
-Um pouco Hermione. –Falo me sentando na minha cama e ela se senta na dela-.
-O Harry estava estressado por que te viu conversando com o Malfoy! –Ela me olha calma-.
-E ele esta certo, eu estava conversando com ele. –Falei brava e enfiei a cara no travesseiro-.
-O Harry ficou bravo por que você foi a primeira pessoa da família dele, que o tratou com carinho...
-Dês de que o tio Jay e a tia Ruiva morreram! –Eu solto um grande suspiro- Eu sinto saudades deles.
-Harry também! –Ela fala e eu olho para ela-.
-Das bruxas da sua idade, você e a mais inteligente! –Ela da risada e eu me cubro- Como eu to cansada, eu vou dormir, nos vemos no jantar!
-Nos vemos no jantar! –Ela se levanta e sai do quarto-.
Viro para a parede e fecho os olhos, perdida em pensamentos, acabo cochilando.
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