A Filha De Apolo
19 Perco um grande amigo
Eu estava assustada com o que eu tinha feito, fiquei um momento parada em pé olhando para o corpo, eu acabara de matar um homem e o pior sem usar as mãos. Então me toquei do perigo que eu estava correndo de estar lá, então sai o correndo e fui para casa. Chegando lá arrumei minhas coisas o mais rápido possível, estava chorando e com medo, precisava sair de lá depressa. Fui para estação do metro e peguei o trem mais rápido para Long Island, quando subi no ônibus me senti como se todos me observassem e soubessem o que eu tinha acabado de fazer, era um dos piores sentimentos que eu já senti, a culpa. Me sentei na minha poltrona, a tristeza e a culpa me dominaram e eu desabei em lagrimas até dormir. Quando cheguei, fiz uma grande caminhada até o acampamento, o céu estava nublado e quase não dava pra ver o sol, o que dificultou muito, pois eu estava fraca. Chegando lá, todos começaram a me olhar com tristeza, e então eu avistei Annabeth.
— Maria, eu sinto muito... – disse ela com tristeza.
Eu dei de ombros e continuei andando. Entrei no meu chalé e joguei minha mochila na cama. Fui para o único lugar que me acalmava, a praia. Sentei e fiquei olhando o horizonte, já tinha parado de chorar desde a hora no trem, era como se tivesse doído tanto que agora já não fazia mais diferença.
— Maria? – ouço uma voz familiar.
— Silena. – disse eu forçando um sorriso.
Ela olhou pra mim e começou a chorar e me abraçou.
— Eu sinto muito, o que eu puder fazer por você eu farei.
A ultima coisa que eu queria era que os outros tivessem pena de mim.
— Silena, tem uma coisa que eu preciso te conta.
— Eu... eu também preciso te contar uma – disse ela enquanto limpava as lagrimas. – mas eu não sei como você vai reagir, talvez eu deva contar pra você... Oh deuses! Não sei o que eu faço...
— Eu matei um cara.
Ela demorou pra entender, e quando entendeu me olhou assutada
—Você ficou louca? Ah deuses, como assim? Porque...
— Eu não sabia o que fazer, queria vingar minha mãe...
— Tem noção da gravidade disso? Sabe o risco que vai correr tanto na vida mortal, quanto na imortal?
— Silena! Eu sei tá. Eu sei que o que eu fiz foi errado, eu agi por impulso, e o modo como eu fiz isso, bem... não foi literalmente eu.
— O que esta querendo dizer?
— Eu usei a luz do sol pra entrar na cabeça dele, e ele mesmo se matar.
Ela olhou assustada.
— Eu não sabia que podia fazer isso. – disse ela cabisbaixa com medo.
— É eu também não.
Ficamos no vácuo por alguns minutos.
— E agora, você sabe o que vai fazer?
— Vou esquecer, vou esquecer tudo que aconteceu, temos uma batalha pela frente e eu não posso lutar desse jeito, tenho que ser forte e tentar esquecer tudo isso, antes fria e forte, do que fraca e sem sentimentos.
— Faça o que você achar que é melhor, vou estar do seu lado independente do que seja.
Eu consigui sorrir.
— E o que você queria me falar?
Silena ficou em silencio e engoliu em seco.
— Ahnn...
E foi salva pelo gongo. Alguns campistas que estavam na praia, levantaram correndo em direção ao pavilhão.
— Charles! – Silena sorriu como se nada tivesse acontecido.
Ela levantou correndo, eu tentei alcança-la mas ela foi mais rápida. Chegando lá, havia uma amontuado de pessoas em volta, Silena foi empurrando abrindo espaço para passar, e eu fui logo atrás, quando ela parou eu avistei Percy, Quíron e Annabeth, porem Beckendorf não estava lá.
— Onde está Charlie? – Silena procurou em volta como se ele pudesse ter se escondido.
Na mesma hora minha ficha havia caído.
— Silena, minha querida, vamos falar sobre isso na Casa Grande... – disse Quíron.
— Não. – ela murmurou – Não. Não.
Ela começou a chorar e todos que estavam ali ficaram quietos e assustados, então Clarisse abraçou Silena.
— Vamos, garota – ela disse. – Vamos para a Casa Grande. Eu farei um chocolate quente para você. – ela me chamou com a mão.
— Vamos. – disse enquanto ia ao lado de Silena.
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