A Filha De Afrodite Feia
28 Uma troca de almas. Que tal?
Notas iniciais
Gente, não estou tendo tempo para responder os reviews, sério. Desculpa de verdade. Mas eu leio todinhos, não me abandonem ):
Jake’s POV
Annie havia me contado sobre o “sonho” com o suposto pai dela. E esse era Tay? Que dó dela. Ninguém merecia um pai desses, ele queria matar a própria filha!
Assim que Annie acertou a foice em Tay ela caiu de joelhos e começou a tossir freneticamente. João foi para cima de Tay, o imobilizando. Eu tentava me livrar das cordas que me prendiam.
- Jake, eu tenho uma faca presa aqui atrás, acho que você consegue pegar – Piper sussurrou para mim.
Esforcei-me muito para conseguir alcançar a maldita adaga, mas rapidamente cortei as cordas e corri direto para Annie, passando por uma briga de tapas e socos de Tay e João. Eu nem liguei, eu tinha que salvar minha gordinha.
- Jake – ela forçou um sorriso enquanto eu chegava a ela – eu acho que iremos apressar o processo de morte não?
Eu não podia chorar, eu não podia chorar... Pronto, chorei.
- Não chore por mim, seu gordo. – sorri com aquilo e ela esticou o braço, limpando uma lágrima minha.
- Fique bem quieta aqui, eu vou salvar o mundo, entendeu? – sorri e ela assentiu com a cabeça.
Corri novamente até a luta de Tay e João, que agora não era mais uma luta. Tay estava ajoelhado, Leo e segurava por trás e João tinha uma espada na garganta do deus e Piper murmurava algo como: Não se mova.
- Onde está o vento? – perguntei para João.
Ele parou para pensar um pouco, ele não confiava em mim. Eu não confiava nele, isso era fato. Ele suspirou pesadamente.
- Na sala ao lado, uma caixa azul. Apenas... tome cuidado, a caixa vai testar você, vai iludir você.
Virei as costas e corri para o corredor. Testar-me? Iludir-me? Como se isso já não acontecesse naturalmente não? Andei silenciosamente até o corredor e entrei na primeira porta que vi.
- Jake? – olhei para frente e me vi encarando a mulher mais bonita do mundo.
- Afrodite? – perguntei incrédulo.
Ela sorriu, usava um vestido longo, branco e eu não conseguia distinguir o seu rosto. Estava sentada em uma cadeira segurando uma caixa azul... Epa caixa azul?
- Jake querido, eu sei porque está aqui, mas antes de te entregar essa caixa que salvará o mundo eu preciso saber. Qual é a sua relação com minha filha? – ela perguntou com naturalidade.
Minhas mãos começaram a suar, a deusa do amor me perguntando a relação que eu tinha com sua filha? Ela não deveria saber disso?
- Você sabe...
- Quer ouvir da sua boca – ela disse ainda sorrindo.
Suspirei pesadamente.
- A Annie é... a minha vida, ela é a pessoa que eu mais amo nesse mundo. Eu já fiz coisas ruins para ela, quase bati nela uma vez e nossa amizade nunca foi a mesma depois. Com muito custo eu consegui reconquistar ela, reconquistei sua confiança e acabei caindo num beco sem saída. Eu a amo e ela não viverá por mais de três dias. Talvez não passe de hoje.
- Você aguentaria vê-la com outra pessoa? – ela perguntou, fascinada.
Pensei um pouco, mas a resposta era óbvia.
- Eu a amo tanto que ficaria feliz vendo ela feliz com outro cara – respondi.
- Daria sua vida por ela? – seus olhos faiscaram.
- Com toda certeza – respondi naturalmente.
Ela esbanjou um sorriso sincero e me estendeu a caixa. A peguei com cuidado e ela me olhou curiosa.
- Você é... admirável Jake. Tome cuidado e faça as escolhas certas – ela sorriu e desapareceu em fumaça rosa com cheiro de perfume de grife.
- Sinistro – resmunguei.
Voltei a sala observando a caixa, ela não tinha abertura nenhuma. Como eu ia tirar o vento aí de dentro?
- Vejo que sobreviveu – João disse sorrindo frio.
- É, não foi tão difícil – respondi frio também – agora como eu abro isso? Não tem abertura nenhuma.
O sorriso frio de João se tornou um sorriso divertido e maldoso.
- Sangue. Sangue de arrependimento.
- Como? – perguntei incrédulo – Não era você que tinha que abrir isso então?
Seu sorriso vacilou.
- Só a pessoa que conseguiu pegar a caixa pode abri-la.
- Temos mais quanto tempo? – Leo perguntou.
- De acordo com meus cálculos? Pouco mais de dez minutos.
Surtei. Ótimo, se eu não soubesse como abrir aquela porcaria de caixa o mundo ia pelos ares em dez minutos.
- Piper, me dê sua adaga – pedi e ela me entregou.
Fiz um corte em minha mão e o sangue jorrou, caindo encima da caixa. Resultado: Nada. Fiz outro corte, outro, outro. Estava parecendo um louco me cortando.
Comecei a ficar irritado, já haviam se passado seis minutos e nada daquela droga abrir, comecei a tacar a caixa de um lado para o outro, eu odiava isso. Não saber o que fazer.
Eu continuei lá, sem saber o que fazer. Leo e Piper me olhavam esperançosos, João tinha um sorriso malicioso no rosto. Eu não vi Tay em lugar algum, Annie estava sentada num canto, encarando o nada.
- Jake – Annie me chamou baixinho – falta menos de dois minutos, venha cá. Se formos morrer, eu quero morrer do seu lado.
Peguei a maldita caixa e me sentei ao lado de Annie, eu queria chorar, queria gritar. Eu não conseguiria salvar o mundo, não hoje. Annie se aninhou em meu peito, ficamos uns 15 segundos em silêncio, Leo e Piper conversavam baixo.
Annie se levantou de meu peito tão rápido que eu quase tive um infarto.
- Eu sei o que fazer, vamos Jake, me dê essa adaga e sua mão agora.
Eu estava confuso, olhei para Leo e ele murmurou: Um minuto.
Annie pegou minha mão e me encarou, com lágrimas nos olhos. Só de vê-la chorar meus olhos marejaram também.
- Eu, Annie, perdoo você Jake, por todo o mal que você já causou a mim. Que o vento se livre dessa maldição, que ele seja livre. Eu perdoo.
Ela cortou minha mão e uma gota de sangue caiu sobre a caixa, que já estava toda encharcada pro tentativas de liberar o vento.
O que aconteceu em seguida eu não consigo entender, a caixa simplesmente explodiu em minhas mãos, eu fui jogado para trás fortemente e bati a cabeça em uma pedra.
Sentei-me ainda zonzo e com dor forte na cabeça. Olhei ao redor, todos estavam envolta de algo deitado, levantei-me com cuidado. Massageando com a mão o lugar da pancada.
Quando me aproximei vi que Annie estava sentada no chão, ela parecia não estar bem. E isso me deu um aperto no coração tão forte.
- Acho que sua hora chegou Annie, temos que ir – eu me virei rapidamente, assustado com a voz estranha.
Todos os outros fizeram o mesmo e eu me vi na frente de Tânatos, o deus da morte. Meu coração parou, ele estava ali para buscar Annie. Havia chegado a hora.
- Já? – Annie perguntou se levantando com dificuldade.
- Sim, está na hora de ir – ela foi andando pesadamente na direção dele, que abriu os braços, como se fosse dar um abraço.
Claro, a profecia! A morte abraçará um deles. Esse era Annie não? Eu a vi chegar mais perto dele, quando...
- Uma troca de almas, a minha pela dela. Você deixa ela viver e eu vou no lugar dela, que tal?
Notas finais
Reviews?
Triste notícia. Se eu não me engano a fic só tem mais dois capítulos, mas estou escrevendo outra já. Espero que acompanhem aquela também. Darei mais notícias sobre a nova fic nos últimos capítulos :D
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