A Filha De Afrodite Feia
13 Ta doidona? Escola?
Notas iniciais
Boa leitura
Jake’s POV
Ai mamãe, me dê um pouco de autocontrole, porque se me der outra coisa eu agarro a Annie agora mesmo. Onde já se viu isso? A menina ta me provocando com esse vestidinho vermelho e esse salto, ela está simplesmente fantástica.
Annie passou reto e eu fiquei pasmo quando vi que ela tinha saído com meu irmão. Josh Hutcherson é meu irmão sabiam? Pois é, os filhos de Apolo dominam o mundo.
Dei um boa noite baixinho para o João e fui em direção ao meu quarto, eu precisava dormir. Tirei a roupa ficando só de boxer e caí no sono.
[...]
- Acorda Jake – alguém me chacoalhava para eu acordar.
Sentei rapidamente na cama esfregando os olhos para tirar o sono, olhei para cima e vi Annie com o uniforme escolar. Cabelos perfeitos, maquiagem perfeita, um shorts que me dava até calor, mas sem ser muito provocante. Na medida certa, eu diria.
- O que? Me deixa dormir Annie – choraminguei.
- Não senhor – ela me analisou de cima abaixo e eu dei uma risadinha interna – To indo pra escola e você vai junto.
Pirei.
- Mas o que? Tu ta louca mulher? Ta doidona? Escola? – eu reclamei.
- Você acha o que? Que vou te deixar aqui em casa sozinho enquanto eu e João vamos para a escola e trabalhar? Nem pensar – ela me tacou uma blusa e ia saindo – Veste isso logo, você tem cinco minutos pra ficar bonitinho.
Ela riu e saiu. Ótimo, escola, muito engraçado.
Tomei uma ducha rápida, coloquei a camiseta da escola, eu diria que era de João, vesti um shorts e um tênis. Saí do quarto, João estava fechando uma mochila e Annie preparava ovos para o café.
- Bom dia – eu disse ainda esfregando os olhos com sono.
- Toma – do nada, João jogou uma mochila em mim, ela era preta com algumas caveiras, gostei dela – tem algumas coisas escolares que Annie e eu não usamos, eu tenho um caderno sobressalente e ta aí dentro, você tem a minha idade, mas quer ficar na minha sala ou na da Annie?
Passei os olhos pelos dois, Annie nem tirou os olhos dos ovos e João me fitou mal-humorado.
- Annie – respondi por fim.
João bufou e disse:
- Certo, eu te espero depois que a aula acabar do outro lado da rua, Annie vai trabalhar e você vai comigo no ensaio fotográfico que eu tenho que fazer entendeu? – eu assenti — vou indo na frente, estou sem fome.
- Ok – Annie respondeu com indiferença colocando os ovos no prato.
Sentei na bancada e olhei para o relógio, que marcava 6:30. Ela me entregou um prato com ovos e bacon e eu não resisti a curiosidade.
- O que aconteceu entre vocês?
- Quem? – ela perguntou me fitando.
- Você e João, oras. – eu disse, dando uma abocanhada no meu bacon.
Ela abaixou a cabeça triste e eu percebi a burrada que eu tinha feito. É claro que eles tinham brigado, é claro que ela gostava dele, eu sou um anta.
- Ei, ei, não chora não. Olha pra mim – segurei seu queixo gentilmente a fazendo olhar nos meus olhos, ela estava do outro lado da bancada – não importa o que o idiota do João fez, eu sempre vou estar aqui. Sempre.
Ela sorriu e olhou para o lado, seus olhos se arregalaram e ela disse:
- JAKE! ESTAMOS ATRASADOS! – ela agarrou minha mão me puxou em direção a porta. Coloquei minha mochila nas costas e saímos correndo. Para onde eu não sei, ela que me puxava, por sorte a escola ficava a alguns quarteirões do apartamento.
Quando chegamos a porta da escola quase fomos trancados para fora, por sorte conseguimos entrar, ouvi alguns murmurinhos quando chegamos.
“Quem é aquele casal ali?” “Será que são novos?” “Uau, o garoto é um gato” “Aquela ali é a Annie?” “Olha o corpo da menina, que inveja” eu escutava isso de algumas pessoas no corredor, até perceber que eu e Annie ainda estávamos de mãos dadas.
Largamos rapidamente e ela disse:
- Vou ali falar com Paul e jogar uma névoa aqui, fique aqui e tente não explodir a escola.
Ela sorriu e saiu.
Eu fiquei parado ali no meio do corredor, sozinho. Encostaram em mim duas líderes de torcida dizendo:
- Novato é? – acenei com a cabeça – venha cá, vamos te mostrar a escola.
Elas agarraram meu pulso e me puxaram pelos corredores. Chegamos a uma sala mais afastada, completamente fazia. Uma delas se aproximou se mim, bem perto e disse:
- Docinho, docinho, quem roubou?
- Hein? – perguntei.
- Não se faça de Santo filho de Apolo, onde está? – a outra gritou.
As duas começaram a se transformar, uma coisa que eu completamente não sei o nome, uma veio me atacar mas desviei, dentro de meu bolso eu segurava uma miniatura de arco-e-flecha, lanceia para cima e quando ela voltou para minha mão eu estava segurando um arco em tamanho normal.
- Ah Kelly, ele tem um arco, vamos brincar com ele? – um dos monstros falou.
Lancei uma flecha em Kally, acertei sua perna direita mas ela desintegrou, lancei outra flecha e acertei a outra no braço, que explodiu em poeira amarela.
Guardei o arco e voltei ao corredor, Annie estava passando gritando meu nome.
- Estou aqui. – eu disse.
- Graças a Zeus, venha, você está na minha sala.
Seguimos para a sala e as aulas eram chatíssimas, acabei cochilando em quase todas, após o término fui encontrar João e fomos para a sessão de fotos dele, até consegui um trabalho por lá, com um cachê bem gordinho.
Um mês depois.
- Você acha que eu vou conseguir Annie?
- Não Jake, acho que você vai se cagar lá na frente – eu ri e ela também – é claro que vai, é só fazer o que combinamos.
Deixe-me explicar, hoje era dia de entregar um trabalho e eu tinha que ler o poema na frente de toda a classe, o poema estava bom, mas o nervosismo está me matando. E outra: Annie e eu nos aproximamos muito desde que cheguei, João quase nunca fica em casa, está sempre distante, então sobra eu e ela. Ela virou minha melhor amiga.
Entramos na sala e nos assentamos, ela era a última da fileira da janela e eu na frente dela.
- Jake Carter – o professor gritou lá da frente e todos se aquietaram.
Annie piscou para mim e eu levantei, parei na frente da classe e repeti, as palavras cortando minha garganta:
Sou como as folhas ao vento
Esvoaçando pelo ar
Que a qualquer momento
Ao chão elas vêm parar
Queria ser uma folha
Que no ar pairava
Admirando o teu rosto
No teu regaço poisar
Beijar o teu rosto
Os lábios como ia amar
Cheirar o teu odor
Queria ser essa folha
No teu regaço pousar
Mostrar como te amo.
Me senti aliviado quando falei os últimos versos, falei todo o poema olhando para Annie, eu fiz o poema inspirado nela, pensando nela. Mas ela nem sequer olhou para mim, ela olhava pela janela.
A classe aplaudiu e o professor me mandou sentar e logo chamou outra pessoa, olhei para onde Annie olhava, eu via João quase engolindo uma loira do outro lado do pátio. Ótimo.
- Ei, olhe pra mim Annie – ela voltou sua atenção para mim, os olhos lacrimejando – eu estou aqui pequena, eu estou aqui contigo, não olhe para lá. Olhe pra mim ok?
Ela assentiu e ficamos conversando até as aulas acabarem, ela foi para o trabalho e eu fui para a casa, almocei e dormi.
Acordei tempo depois com barulhos incansáveis de batidas na porta, fui abrir sonolento. Quando eu a abri meu sorriso se desfez. Os dois me encararam por um longo tempo e disseram em uníssono:
- O que faz aqui Jake? Onde está Annie.
Suspirei e disse:
- Oi Piper, olá Leo, querem entrar?
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