A Filha De Afrodite Feia
7 Posso entrar?
Notas iniciais
PVO Annie
Eu acordei com um par de braços enrolados em minha cintura, uma enxurrada de lembranças invadiram minha mente e dei um sorriso involuntário:
- Bom dia meu amor – uma voz rouca, sonolenta e sexy falou ao meu ouvido, João me deu um beijo no pescoço e continuou – eu vou ao banheiro.
Ele se desenroscou de mim e levantou, caminhou até o banheiro e fechou a porta, bem na hora em que Sally entrava:
- Annie, eu fui até a cozinha pegar um docinho, cadê o João? – ela me olhou maliciosa.
Apontei para a porta do banheiro, ela sorriu aliviada:
- Ufa, pensei que ele estivesse dormindo com você, acredita?
- Ela só me pediu para usar o banheiro – dei um sorriso amarelado – mas Sally, me conte, essa barriguinha está crescendo não?
Ela sorriu e se sentou ao meu lado na cama:
- Promete que não vai contar a ninguém ainda? – assenti com a cabeça – estou grávida, Paul e eu vamos ter um filhinho ou uma filhinha Annie.
- Meus deuses Sally, que feliz, awn, Percy já sabe?
- Ainda não, devo contar a ele no natal, quando ele e Annabeth estiverem aqui, não sei se ele vai reagir bem – ela respondeu.
- Sally, Percy lutou com Cronos, com Gaia e com milhares de monstros, você acha que ele ficará triste ao saber que vai ganhar um irmão? – sorri.
Ela sorriu também e disse:
- Vou preparar o café da manhã, Paul e eu temos uma surpresa para vocês.
Ela se retirou do quarto no momento que João saia do banheiro, secando os cabelos com uma toalha e enrolado da cintura para baixo com outra:
- Mas o que é isso Sr. João? Vai se trocar! – tampei os olhos com a mão.
- Minha mochila ficou aqui no seu quarto mocinha, continue com os olhos fechados – ouvi passos vindos em minha direção e pararam ao meu lado, ele me deu um beijo na bochecha e agarrou a mochila que estava ao lado da cômoda e ouvi a porta se trancando de novo.
Abri os olhos novamente, deitei-me na cama e voltei a dormir, acordei com um par de olhos me encarando:
- Sua vez de ir tomar banho – ele sorriu e saiu do quarto, me levantei, peguei uma muda de roupa e me tranquei no banheiro, tomei uma ducha rápida e desci para a cozinha, onde todos estavam em volta de uma bancada rindo.
- Bom dia Annie – Paul disse.
- Bom dia Paul – veja bem, eu gostava muito de Paul e de Sally, Sally é minha madrinha e eu já vim muitas vezes passar o natal aqui, Percy sempre me trazia para eu não ficar sozinha no acampamento, eu acabei pegando uma afinidade com eles, para mim, Sally é minha segunda mãe – Qual é a surpresa?
Sally e Paul se entreolharam e me fitaram, sérios:
- Annie, você não tem mesmo a intenção de voltar ao acampamento?
- Só se for realmente necessário, ou seja, acho que não – respondi.
- Eu não posso deixar vocês morando na rua, Paul e eu temos um pequeno apartamento aqui perto, tem três quartos, não é grande coisa, mas acho que serviria bem para os dois, podem estudar na escola em que Paul ensina, basta usar um pouquinho de névoa. Annie, você pode ser minha secretária e João, Paul tem um amigo produtor de moda, você pode ser modelo da grife dele. Juntando o dinheiro, os dois conseguem se sustentar todo o mês – Sally disse.
Minha boca se abriu, Sally era um anjo em minha vida:
- Eu.. to, sem palavras, você faria isso por nós?
- É claro, sou sua madrinha, não se lembra? – ela sorriu – mas só se vocês aceitarem a proposta.
Olhei para João, que sorria também:
- Nós aceitamos – ele disse.
- Ótimo – disse Paul – vamos terminar de comer e iremos levar vocês até o apartamento.
Terminamos de comer rindo e brincando, era como estar em família, eu peguei minha mochila e João a dele, entramos no carro de Paul e alguns minutos depois, estávamos parados na frente de um grande prédio, de no mínimo 20 andares:
- Hey Bob – disse Paul ao porteiro – esses são os novos moradores do 703, certo?
- Pode deixar Paul, bem vindos – ele nos disse sorrindo.
Sorri de volta e entramos no prédio, era luxuoso e bonito, com um grande lustre de cristal, entramos no elevador e Paul apertou o número sete.
- Lar doce lar – disse Sally entrando no apartamento 703, este que era grande, uma sala espaçosa e bonita logo na entrada, a esquerda uma cozinha aconchegante e mais a frente, um corredor com quatro portas.
- Temos que ir crianças, vou deixar 400 dólares para comprarem algumas roupas novas e comida, não se preocupem em pagar, Annie, mais tarde você pode ir até em casa para confirmarmos algumas coisas sobre o trabalho.
Assenti com a cabeça e dei um forte abraço em Sally e outro em Paul, eles se despediram e foram embora.
Olhei ao redor, essa era minha nova casa, minha casa. Suspirei e sorri:
- Vou pegar o melhor quarto.
Saí em disparada em direção ao corredor e entrei na primeira porta, deveria ser o maior quarto, corri e deitei na cama, João deitou logo depois de mim, ao meu lado:
- Melhor quarto? Não senhora, eu vou dormir aqui, junto contigo.
- Mas o que é isso? O quarto é meu, minha propriedade – respondi.
- Você é minha, então esse quarto me pertence também – dei-lhe a língua e ele me deu um beijo.
- Isso está precisando de uma faxina não? – eu disse.
- Dois trabalham mais rápido que um – ele respondeu.
Em duas horas o apartamento estava brilhando, tomei um banho e João também, saímos em busca de roupas e comida, algumas horas depois estávamos lotados de sacolas.
Os meses foram passando, dois, três, quatro, eu e João estudávamos na escola de Paul, eu trabalhava de tarde e João fazia alguns trabalhos em grifes famosas, que nos rendiam um bom dinheiro, uma noite dessas, estávamos os dois deitados no sofá, assistindo um filme sem graça quando a campainha toca, me apressei a ir atende-la.
Meus olhos se arregalaram quando vi a figura a minha frente, roupas rasgadas, alguns cortes, um ar de cansado, e magro, ele deu um sorriso fraco quando me viu:
- Oi Annie, posso entrar?
- Jake?
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