A Filha Da Sabedoria

21 Prefere um tapa ou um soco?!


Notas iniciais
Mais um capítulos.

Boa leitura!

Passamos pelas pessoas e entramos no museu.

Como não conhecíamos o museu fomos pedir informações para um homem que estava com um colete escrito: 'VOCÊ PRECISA DE AJUDA?'

- Licença senhor, você pode nos dizer aonde fica a parte da exposição de mitologia grega? — Beta falo educadamente, o que não é normal.

- Claro! Levo vocês lá.

Seguimos ele e Beta veio para o meu lado.

- Tome cuidado com esse cara, ele tem um cheiro estranho.

Concordei, sabia que todo cuidado era pouco.

Ele nos levou até uma sala, que parecia a de mitologia, mas não tinha absolutamente ninguém lá dentro (o que era estranho já que o museu estava lotado de gente) e ficou nos olhando. Seus olhos começaram a mudar de cor, juntamente com seu corpo. Seus dentes começaram a ficar pontudos e sua pele preta, ele criou asas e logo soube em que se transformara, o mesmo monstro que me atacara quando estava na escola e descobrira que era uma semideusa: uma fúria.

- Não pensem que vão pegar esse amuleto tão fácil semideuses — Dizendo isso, ou melhor, sibilou, atacou.

Nos desviamos, fazendo com que ela batesse na parede e derrubasse algumas armas que estavam em uma exposição.

Não deu bola para isso e atacou Beta. Se desviando dos ataques me mandou um olhar, e sabia muito bem o que isso significava: ela distraia a fúria em quanto nós a atacávamos por traz... Esse era sempre o nosso método.

Uma voz grossa falou na minha cabeça para pegar alguma coisa e atirar na fúria, logo soube que era Ares. Nunca tinha feito isso, não saberia se iria dar certo, e se acertasse Beta em vez da fúria, mas tinha que tentar, já que algum ser não se mexia, vulgo Nico.

Peguei uma adaga que estava no chão e num movimento rápido e ágil joguei ela com uma tamanha força. A adaga foi direto para as costas da fúria e a mesma se transformou em pó.

Beta, que estava cansada de tanto se defender, se jogou do chão e deu um breve obrigada.

Fui até ela.

- Você está bem?

- Eu estou — disse ainda ofegante -, mas o que houve com ele?

Olhei para direção que ela estava me falando e lá estava Nico paralisado. Devia estar se perguntando porque o pai dele tinha mandado uma fúria atrás de nós.

Fui até lá, chamei ele, nada, estralei meus dedos, nada, sacudi ele, nada, mas vai a mãe que o parta! Dei um tapa em sua cara. A sim aquela coisa acordou! Tenho meus métodos! (sqn)

Nico levantou com a mão no rosto (sim pessoas, eu dei um tapa forte e como ele estava dormindo ele caiu) e atordoado, não sabendo o que tinha acontecido.

- O que houve? Porque eu levei um tapa?

- Primeiro: eu e Beta tivemos que lutar sozinha com uma fúria enquanto você ficava aí, parado que nem uma estátua e segundo: você não queria acordar do transe de jeito nenhum, você preferia um soco?

- Não, não, um tapa na cara ta de bom tamanho — disse bufando e saindo. Garoto ingrato! Salvo a vida dele e ele faz isso! Vai para o tártaro com o seu pai!

Fui batendo o pé até Beta.

- Vamos pegar esse amuleto de uma vez.

Nesse meio tempo que Beta procurava a caixa aonde ficava o amuleto fiquei murmurando como Nico era ingrato e devia dar uns socos na cara dele.

- ACHEI! — gritou Beta.

Fui até ela, que se encontrava com m colar lindo na mão. O seu cordão era feito com caules de diferentes plantas, o que lhe dava um contraste lindo, em vem de um pingente normal havia uma folha de verdade, mas ela era diferente, brilhava. Queria um assim para mim.

Beta guardou ele com todo o cuidado em sua bolsa (que até agora não tinha percebido que estava com ela) e fomos em direção a saída, onde estava aquele garoto irritante e horroroso (a quem eu quero enganar, ele é lindo!).

Assim que nos viu levantou e nos seguiu.

Eu e Nico andamos calados em quanto Beta tagarelava em como o Conselho dos Anciões de Casco Fendido ficaria orgulhosa dela por ter conseguido recuperar o Amuleto de Pan.

Chegamos a estação, compramos as passagens e embarcamos. Dessa vez iríamos direto a Long Island, o que para mim significava mais tempo para dormir. Obs.: Beta disse que eu tenho benção de Hypnos, o que não é verdade.

Dormi a viajem inteira, e o melhor: não tive sonhos!

Descemos do trem e fomos pegar um táxi para irmos até o Acampamento, mentindo como sempre para os taxisistas, que se perguntavam porque adolescentes queriam ficar ali.

Descendo do táxi me lembrei do dia em que cheguei no Acampamento, assutada com todas as coisas novas que entraram na minha vida tudo de uma vez.

Subimos a colina e encontramos Peleu, como sempre cuidando do pinheiro com o velocino.

Quando chegamos lá em cima, os campistas nos viram e correram em nossa direção.

"Nós tínhamos conseguido voltar de uma missão"

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado.

Kisses e Boa Noite!