A Filha Da Magia

6 Capítulo 6 - Nico me salva da morte


Notas iniciais
Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Eu to bem! ^^ Esse aqui é o sexto capítulo da fic, espero que gostem!

Voltei para o chalé 11 e me sentei na cama. Como eu sou... sem noção!

Chamas saem da minha mão e eu me preocupo se as músicas, imagens e vídeos ainda vão estar no meu cartão de memória!

Acho melhor esconder esse meu suposto poder dos filhos de Hermes. Não me senti segura também sobre pensar na ideia de contar para Quíron. Não que eu não confiasse nele, Quíron já salvou minha vida, mas... não sei, acho melhor manter minha “habilidade” em segredo.

Guardei o cartão de memória e saí do chalé.

Não sabia que horas eram... Grover havia devorado meu celular.

Dei de cara com os filhos de Hermes, Travis disse:

–Porque está saindo? Já deram o toque de recolher...

–Eu já volto. –eu disse.

–Tudo bem, mas seja rápida, antes que as harpias a encontre e a devore.

Não sabia o que eram harpias e nem perguntei. Fui para o riacho Zéfiro. Como eu consegui chegar lá? Eu não sei. Na verdade... fui seguindo as placas de direção. O lago era incrivelmente límpido, com as árvores rodeando...

Mas eu vim para um lugar onde eu pudesse ficar sozinha, e no caminho, quando eu li nas placas Riacho Zéfiro, bom... imaginei que fosse um lugar silencioso e vim correndo para cá.

Como foi que eu consegui invocar aquele fogo em minhas mãos?

Eu não sabia. Agora queria ele em minhas mãos novamente, mas... como eu faço para que isso aconteça?

Resolvi ir pelo pensamento. Olhei para minha mão e pensei “fogo”, mas nada aconteceu. Estava escuro, ouvi alguns barulhinhos na floresta perto do riacho... isso estava me deixando com um pouco de insegurança, tentei me concentrar no fogo, mas não deu certo.

Porque eu tinha que vir logo para cá?

Concentração... o fogo ainda não havia aparecido em minha mão... de repente, uma mancha alaranjada começou a surgir nela. A mancha ficou maior, até que se tornou uma chama.

–Eu consegui. –sussurrei para mim mesma.

Fechei minha mão em um punho, mas a chama não se extinguiu. Abri e fechei minha mão novamente, e nada aconteceu, a chama continuava. Sacudi minha mão e o fogo foi jogado, caindo direto no tronco de uma árvore. Ao contrário de minha mão, o tronco queimou. Tentei apagar o fogo jogando areia, mas nada aconteceu.

De repente, uma massa escura do tamanho do meu punho foi jogada no fogo, o apagando. Virei-me.

Nico di Angelo estava atrás de mim.

– O que você fez? – ele me perguntou.

– Eu...

– Você tem poderes... de fogo. – ele raciocinou – Uma filha de Hefesto você não é, já que seu pai é mortal, mas também você não poderia ter poder de fogo sendo filha de Hefesto, porque é muito raro e Leo já tem esse poder...

–Okay, Nico. –eu o interrompi. –Eu vou ter que esperar até meia-noite para que minha mãe olimpiana dê as caras e me reclame. Mas... e se ela não me reclamar?

Nico parecia perdido em seus próprios pensamentos, raciocinando sobre qual deusa eu seria filha. Ouvi uma mistura de barulho de pombo e pato ao longe...

Nico despertou de seus devaneios.

–Harpias! – ele exclamou. O barulho de pombos e patos foi ficando mais alto... –Hey! – disse Nico, me pegando pela cintura. –Isso pode causar dor de cabeça, ânsia de vômito e uma vontade enorme de me bater, então... desculpe. – ele correu comigo até a sombra de uma árvore. Mas o que ele queria fazer ali? Lascar minha cara no tronco da árvore? Então eu me lembrei da nossa conversa antes do jantar; ele havia me contado seus poderes como filho de Hades, e entre eles estava incluído viajar nas sombras. No começo, achei que iria bater minha cara na árvore, mas aí minha mão entrou na sombra da árvore, seguida por meu braço, corpo...

E eu mergulhei nas sombras com Nico. Para onde? Eu não sei.

¨¨¨¨

Aterrissamos em frente à área dos chalés.

Nico caiu em cima de mim, ele bateu sua testa na minha.

–Ai! –eu exclamei.

Nico rolou para o lado e se levantou, oferecendo a mão. Aceitei e ele me deu um puxão que fez meus pés saírem do chão. Eu olhei para ele.

–Você está com vontade de me bater, não está? –ele perguntou.

–Na verdade, não. – respondi – Eu estou apenas processando o fato de que acabei de viajar nas sombras.

Nico suspirou de alívio.

–Por quê? – eu perguntei. – A maioria das pessoas que viajam nas sombras com você tem vontade de te bater?

Ele me deu um sorriso.

–Quando eu faço isso de surpresa, sim.

Eu ri.

–Então... – disse Nico – é melhor você entrar, antes que as harpias cheguem.

–Então tá... tchau. –eu disse, entrei no chalé.

A maioria das luzes do chalé estava apagada, mas havia filhos de Hermes conversando.

Assim que Connor Stoll me viu, perguntou:

–E aí, o passeio com o namoradinho acabou?

Eu dei língua para ele e olhei por uma das janelas do chalé. Nico estava caminhando sozinho em direção ao seu chalé.

–Ele é o único filho de Hades aqui? –perguntei.

–É sim, com uma exceção: Hazel Levesque. Ela é uma filha de Plutão, a forma romana de Hades. Agora, ela está no Acampamento Júpiter, mas sempre que pode, viaja nas sombras até aqui para ver seu irmão. – respondeu Travis, entretido em algum jogo no laptop.

–Espera... você não pode mexer no laptop! – eu exclamei.

–Shh! – disse Travis, com o dedo indicador atravessando o lábio. – Fale mais alto e ponha no New York Times! Se Quíron ou o Sr. D souber disso, vai ser punição das grandes. E eu não quero limpar os estábulos novamente.

Revirei meus olhos.

–Tudo bem, eu vou dormir. Boa noite.

–Boa noite. –todos disseram.

Deitei-me na cama e me cobri com o edredom até o pescoço. Fechei meus olhos e dormi.

¨¨¨¨

Acordei com Quíron me chamando.

Ainda era noite, pude perceber. Eu ainda estava no chalé 11, ainda estava enrolada no edredom...

Todos do chalé 11 estavam à minha volta, me olhando com surpresa.

–O que foi? –perguntei, me espreguiçando.

Quíron olhou para cima de minha cabeça. Seus olhos pararam lá, ele abriu a boca em um “o”. Os outros do chalé 11 também. Eu olhei para cima da minha cabeça. Não é possível.

Tinha uma tocha brilhando lá.

Eu me sentei e me levantei, a tocha continuava no topo da minha cabeça. Ela praticamente flutuava. Fiquei passando a mão por minha cabeça... a tocha continuava lá. Depois de alguns segundos, a tocha começou a desaparecer.

Virei-me e olhei o relógio pregado na parede do chalé. Meia noite.

Olhei para Quíron. Ele recuperou rapidamente sua surpresa.

–Siga-me, Sophie. –ele disse, indo para fora do chalé. Passei a mão pelo meu cabelo e o segui. Estava bastante frio, o céu estava completamente nublado, tive vontade de voltar e pegar algum casaco, mas Quíron estava andando apressadamente. Cruzei os braços por causa do frio e o segui.

Fomos até a Casa Grande. Uma garota de cabelos ruivos estava me esperando na porta, ela tinha o rosto cheio de sardas e seus olhos eram verdes.

Ela me cumprimentou.

–Olá, –ela disse– sou Rachel Elizabeth Dare.

–Eu sou...

–Sophie Makier, eu sei. –disse ela, me interrompendo. Eu sorri.

–Rachel, – disse Quíron– já sabe a profecia, né?

–Dã, –disse Rachel – eu sou o Oráculo...

–Ok. –Quíron se virou para mim– Sophie há alguns meses, depois da derrota de Gaia, Rachel nos apresentou mais uma profecia... e como sua mãe olimpiana se revelou, agora temos certeza de que você é a garota dessa profecia. Rachel...

Quíron assentiu para Rachel, que encheu os pulmões e recitou a profecia:

“Uma meio-sangue, filha da deusa menor

filha da Magia, para se expressar melhor.

A filha da Magia e o filho do Mundo Inferior se juntarão nesta jornada,

para resgatar a deusa da Magia aprisionada.

Enfrentarão dificuldades, pois nada é fácil,

a filha da Magia precisará ser esperta e ágil.

Mas uma surpresa os aguardará, ao final da missão:

eles decidirão, de serão a desgraça do Olimpo, ou não.”

Quando Rachel acabou, Quíron olhou para mim.

–Você Sophie, é uma filha de Hécate. Sua mãe, a deusa da magia, está aprisionada. Aonde? Eu não sei. Essa é a profecia mais estranha que já tivemos. Você e Nico buscarão a deusa aprisionada.

–Nico... Nico já sabe disso? –eu perguntei.

–Não, ele ainda não sabe. – disse Quíron.

Rachel se espreguiçou.

–Eu vou dormir. Boa noite. – E com isso, Rachel foi até uma pequena tenda e entrou.

–Amanhã mesmo, vocês partirão. – Quíron disse.

–O quê? Como assim, partiremos amanhã? Eu ainda nem sei empunhar uma espada direito.

–Não importa, –ele disse– se a profecia diz que vocês decidirão se serão a desgraça do Olimpo ou não, vocês precisam cumpri-la o mais rápido possível.

–Mas Quíron... como eu vou cumprir esta missão se eu nem sei me defender com uma espada?

Quíron parecia perdido nos próprios pensamentos.

–Como assim eles serão a desgraça do Olimpo? –ele perguntou para si mesmo.

–Hey, talvez nós sejamos a desgraça do Olimpo. –eu o corrigi.

Quíron não ligou.

–Sophie, vá dormir. Amanhã será um longo dia.

Franzi o cenho.

–Mas eu durmo no chalé 11 ou no chalé 17?

–Continue no chalé 11, –ele disse– amanhã você vai partir com Nico. Vou passar o resto da madrugada procurando uma pista para a possível localização de Hécate. –Quíron voltou para a Casa Grande, me deixando sozinha, com meus próprios pensamentos.

Na volta para o chalé, encontrei Nico encostado numa árvore.

–Porque não vai dormir? –perguntei.

–Você é a filha de Hécate da profecia, não é? –ele me perguntou.

Eu assenti.

–Sabia. –ele disse– Quando você me contou que seu pai era mortal, e você não sabia quem era sua mãe olimpiana, comecei a desconfiar; mas depois quando vi você com o fogo nas mãos... minhas suspeitas foram confirmadas.

–Você... tá chateado? –eu perguntei, receosa.

–E porque eu ficaria chateado?

–Bem... porque você vai comigo amanhã para uma missão que não sabemos se voltaremos vivos... e Quíron me disse que você ainda não sabia que íamos para a missão amanhã.

–Eu não sabia, mas você me contou agora. –disse Nico. –Vá dormir, amanhã será um longo dia.

“Duas vezes que me dizem isso hoje”, pensei.

–Tudo bem, boa noite.

–Boa madrugada. –ele me corrigiu.

Sorri e subi as escadas do chalé. Quando minha mão estava na maçaneta da porta, ouvi Nico me chamar:

–Hey!

Eu me virei e olhei para ele.

–Feliz aniversário. –ele disse.

Eu sorri para ele, e ele sorriu para mim. Entrei no chalé. Deitei-me na cama e me enrolei no edredom. Minhas pálpebras pesaram e eu dormi.

Notas finais
E então, o que acharam? Comentem, por favor. É importante pra mim