Notas iniciais
No dia 19, A Filha Da Lua fará um ano de postagem e eu queria postar um capítulo bônus para vcs. Então nada mais justo q vcs escolherem, deixem nos comentários oq vcs querem nesse capítulo, algum dos 20 capítulos no POV de outra pessoa, ou spoilers da fic mas nada mt grande obviamente, etc. Vcs escolhem!!!

O dia da coroação finalmente chegou. Pegar no sono até que foi fácil já que eu estava morta de cansaço depois de tocar com Lauren ontem. Admito que choramos a beça o que me tirou um pouco do sono, mas no fim dormi como um anjo.

São 10:20, a coroação é ao 12:00 em ponto. Todos correm de um lado para outro, acho que estamos meio atrasadas.

Já tomei meu banho de banheira e agora estou usando um roupão branco. Não estou em meu quarto como de costume, estou na Sala De Coroação, é como chamamos esse cômodo, todas os reis e rainhas são arrumados aqui.

Aguardo o retorno de minhas criadas com os trajes enquanto isso fico andando pela sala já que nunca pude entrar aqui. Na verdade nunca nem sequer imaginei que fosse entrar aqui.

Em cima da mesa que se localiza no canto da sala, era para estar o cetro e o orbe, os únicos com permissão de toca-los são aqueles que serão coroados, fora isso ninguém deve encostar, nem mesmo o Arcebispo, que me entregará os mesmos durante a coroação. É por isso que eles ficam em uma espécie de almofada vermelha e dourada e em volta uma caixa de vidro trancada. Ela só é aberta durante a coroação e é fechada logo após a mesma. As marcas dos dedos de meu pai ainda devem estar nos objetos, pena que não tive a chance de ve-los pessoalmente.

Próximo a mesa, na parede, vejo algo que me deixa atordoada. Uma pintura. A pintura de meu pai, rei Edward IV segurando o cetro e o orbe em sua coroação. A imagem parte meu coração, saber que ele não estará aqui para ver ele tanto esperou e tanto acreditou, enquanto todos me forçaram a casar com um desconhecido, meu pai me deu a chance de ser livre. E eu jamais poderei agradece-lo da devida forma. Ainda hoje a pintura será retirada daqui e levada para a Sala Dos Grandes. É para lá que levam as pinturas dos reis e rainhas passados. A pintura de meu pai sai e a minha entra.

Uma lágrima me foge escorrendo pelo meu rosto mas logo ergo a cabeça, hoje é dia de felicidade, sei que ele não quer que eu pense em nada triste, nem eu quero.

Logo a porta se abre e as criadas entram.

—Princesa, feche os olhos!!! — Faço o que elas dizem e então elas me mandam abrir e vejo.

O vestido é magnífico, é perfeito, é mais lindo do que o que eu usei no dia de meu aniversário. Ele está reluzente, é como se fosse novo.

Ele é dourado como o sol, ele brilha tanto que chega dói a vista, o volume é perfeito, e pra completar elas entram com o baú que eu sei que está a capa. Uma capa feita Camurça, pele, tudo do mais caro, usar aquela capa significa apenas uma coisa:
"Ta podendo."

Tiro meu roupão e elas me ajudam a colocar aquela roupa toda que deve pesar uns 40kg no mínimo. Elas fazem um coque com meu cabelo deixando apenas dois fios da frente soltos, coloco as luvas transparentes e as sapatilhas. Nada de salto alto, não quero tropeçar.

—Pronta para se ver, princesa? -Pergunta Ray. Concordo com a cabeça e então me vejo naquele espelho enorme.

É simplesmente magnífico, eu mal consigo me reconhecer com esses trajes, sempre achei que Mary os usaria, não eu. Nunca fui de me achar, mas eu estou maravilhosa.

—Ai meu Deus, que orgulho, não consigo vê-la assim!!- Diz uma das criadas, Janu.- Sabe princesa, se me permite dizer, eu me lembro muito bem do dia de seu aniversário, de lhe acordar e você reclamar que não queria se casar. Jamais imaginei que chegaríamos aqui por uma estrada tão diferente.

Ela diz entre as lágrimas, pego um lenço me aproximando dela e seco suas lágrimas erguendo seu rosto fazendo-a me olhar nos olhos.

—As vezes, para conseguir o que queremos, é necessário quê façamos nossos próprios caminhos.

Ela me abraça chorando e noto que as outras criadas também estão meio emotivas.

—Vossa majestade fala que nem o rei, ele teria muito orgulho em vê-la aqui hoje. — Ela diz me arrancando uma lágrima. — Ai meu Deus, que horas são?
—1 hora para 12:00.
—É tarde, é tarde!!! Vamos, princesa, está na hora da coroação!!!

Meu coração bate forte, elas seguram a capa para que não arraste no chão e seguem comigo para o andar de baixo. Chegando lá, ao virar o corredor vejo minha mãe ali.

Sua boca se abre em um círculo quase perfeito e suas mãos cobrem seu rosto de tanta surpresa. Seus grandes e verdes olhos ficam vermelhos e ela deixa as lágrimas escorrerem por sua face. Será que todo mundo vai chorar hoje?

—Irina... V-você está deslumbrante filha!! Eu, eu estou tão orgulhosa de você, fico feliz em poder falar com você antes da coroação. — Ela me abraça com força enquanto me observa com aqueles trajes.
—Os outros não podem?
—Não. Eles tiveram que ir para lá de manhã, sabe que tudo está interditado, nada passa pela Inglaterra a não ser a sua carruagem. E pode ficar calma, seus treinadores estão todos sentados na primeira fileira.

Ela ajeita meu vestido e então ouço algo, uma música, o que não é novidade. É o hino da Inglaterra.

—Ouça... — Ela faz silêncio e ouvimos o hino inglês sendo cantado pela população. — É tudo para você!!

Sorrio involuntariamente, é como se um mar de alegria invadisse meu corpo de uma vez só. Como se nada de mal pudesse me atingir.

Ela beija minha testa e então se despede indo em direção a sua carruagem.

Espero uns 30 minutos até que o relógio toca, sinalizando que está na hora de ir.

Olho para os portões do castelo que são abertos pelos guardas, levanto-me e ando lentamente até a carruagem, o cocheiro me ajuda a entrar fechando as portas cobertas por puro ouro.

Aceno para minhas criadas que me desejam boa sorte, e gritam meu nome.

Os cavalos que provavelmente devem ser uns 8 ou mais, começam a galopar arrastando a pesada carruagem por toda a Londres.

Minha mãe estava correta, tudo está completamente obstruído, ninguém está em casa, todos estão nas ruas em volta do caminho da carruagem assistindo. Conforme eu passo a multidão enlouquece, eles gritam, jogam flores, acenam e eu retribuo.

O caminho é longo, devo estar a uns 20 minutos já aqui, mas logo vejo a Abadia se aproximar. Os gritos aumentam, as cornetas são tocadas e as marchas dos soldados é finalizada.

A carruagem faz meia volta e para de frente para a Abadia. Um dos soldados completamente uniformizados com os trajes apropriados para cada classe aparece abrindo a carruagem erguendo-me sua mão como apoio.

Seguro-a e então desço da carruagem, aceno com a cabeça para agradecer e encaro de cima abaixo aquele lugar enorme e intimidante.

Já vim aqui duas vezes, na "coroação" de Lizzie, e quando era criança, meu pai queria mostrar para Lauren como seria o local que ela seria coroada e aproveitou para trazer a família toda.

(Coloquem para tocar a música Horn Of Plenty, a música está na mídia do capítulo- Autora)

Entro na abadia e uma melodia maravilhosa invade meus ouvidos, são os grupos de coral, que começaram a cantar um hino criado por algum deles. O pouco que consigo ouvir da letra faz com que eu note que ela é linda, me sinto honrada em saber que ela foi feita para mim, para a minha coroação. Todos ficam de pé e seus olhos se voltam para mim, uma pressão enorme paira sobre mim, olho para o final da Abadia e vejo minha família ali. Minha avó faz um sinal para mim com as mãos querendo dizer para eu respirar fundo e manter a calma e assim o faço. Respiro todo o oxigênio que meus pulmões conseguem inalar e então o expiro junto a todo o estresse.

Depois de um momento para me concentrar, eu acabo por fim dando o primeiro passo fazendo com que a fileira ao meu lado se reverencie o que me da coragem para continuar, começo a caminhar pelo longo e chamativo tapete vermelho que me leva direto para o trono. A cada fileira que ultrapasso os que se encontram nela se reverenciam. Fileira por fileira, de trás para frente indo em direção ao trono, ao lado dele está o Arcebispo de Cantuária, o clérigo mais graduado da Igreja da Inglaterra.

A cada passo fico mais e mais próxima do trono, enfim chego a última fileira, a fileira da frente, onde estão Arya, Skyler, Mieko, Athena, Luke e Eddy. Os observo pelo canto de meu olho e noto que eles se reverenciam com gosto e orgulho.

Paro antes de subir os dois degraus que levam para o trono. A música para e o silêncio toma conta da Igreja.

O Arcebispo sai do lado do trono e para em frente a ele, na beira dos dois degraus, acima de mim, o encaro e ele faz o mesmo erguendo sua mão e fazendo o sinal da cruz em si mesmo e depois em mim. Ele beija seu colar com a cruz e então noto que os 4 lordes, os responsáveis por governar e representar as 4 áreas da Inglaterra, se locomovem pela Abadia para o Norte, o Sul, o Leste e o Oeste, as áreas as quais eles representam.

Agora é tudo conforme a tradição. Viro-me de costas para o Arcebispo e fico de frente para a entrada da Abadia, vejo todas os lugares ocupados por representantes de outros países, o clero, meus treinadores, o parlamento, duques, duquesas, barões, baronesas, príncipes, princesas, etc.

—Senhoras e Senhores, eu vós apresento, a vencedora dos Expertus Verus, Irina Targaryen Lannister, futura e inquestionável, Khaleesi da Inglaterra. Portanto vocês estão aqui hoje para prestar sua homenagem e vassalaria, todos estão dispostos a fazer o mesmo? — Ele pronuncia em voz alta e clara fazendo com que a Abadia fique com um clima tenso e pesado, pelo menos para mim, enquanto aguardamos a resposta dos representantes.

—Sim.- Diz o representante do lado norte.
—Sim.- Fala em seguida o representante do lado Sul.
—Sim.- Diz o representante do lado leste e por fim...
—Sim.- Encerra o representante do lado oeste.

Uma calmaria invade meu peito, agora é só seguir o que me foi dito.

Sinto o Arcebispo se locomovendo por trás de mim. Ele abre uma caixa de vidro bem refinada e tira a almofada com o cetro e o orbe em cima. Ele volta para onde estava e então eu me viro de frente para ele, retiro as luvas e então seguro os objetos voltando novamente de frente para o povo. Minhas mãos tremem e suam frio, bem mais do que o nervoso que eu senti ao treinar pela primeira vez com Arya.

A hora do pronunciamento dos votos começou.

—Promete e jura solenemente, governar os povos do Reino Unido, qualquer um de sua posse e outros territórios, todos eles de acordo com suas respectivas leis e costumes?
—Eu prometo.- Digo em alto e bom som.
—Usará seu poder para fazer a Lei e a Justiça, com misericórdia e sabedoria, em todos os seus julgamentos?
—Eu irei.
—Irina Targaryen Lannister, jura honrar a memória de seu pai, honrar seu país e seu povo, lutando pelo mesmo com bravura, nobreza e clemência, até que nosso senhor decida que o trono deva ser digno de outro?
—Eu juro honrar o legado deixado por meu pai, honrar meu povo e lutar por ele com todas as minhas forças, todo o meu sangue e toda a minha coragem, até meu último suspiro.

As palavras saem de minha boca com força e potência, nenhuma delas foi mentira, sinto algo que eu nunca senti antes, é estranho, me faz ficar nervosa, acho que é o peso da responsabilidade em virar uma rainha.

Ao terminar de falar o juramento olho pelo canto do olho para o Arcebispo que no caso não está mais na minha frente, ele está ao lado da segunda caixa de vidro, onde está a coroa. Ela é diferente da coroa usada pela minha mãe, meu pai, ou qualquer outro rei ou rainha. Dizem que a coroa das Khaleesis e dos Khals são diferentes para poder facilitar sua locomoção durante uma possível luta.

Ele molha sua mão com água benta e então pega na coroa trazendo-a em minha direção. Ele ergue a coroa no máximo que seus braços conseguem levantar e pronuncia em latim a frase:

—Pelo poder investido em mim, eu declaro, como herdeira do trono inglês, Khaleesi Irina.

Notas finais
Oiee povo!!! Gente, nem eu to acreditando que esse capítulo chegou, Olha eu sei que eu to meio atrasada então eu resolvi postar no dia: 19/04/2016 um capítulo bônus pq? Pq é o dia que A Filha Da Lua fará um ano de postagem!!! Informações nas notas iniciais Então povo, deixem a estrelinha se vcs gostaram, comentem oq acharam, e até o próximo capítulo!!! Bjsss da autora