A Fera da Lua
4 Capítulo 2 - Investigação
Lillie foi dormir no sofá da casa. O Conde conduziu o grupo que agora estava reduzido a dois, saindo da casa dele e seguindo para a fazenda, ambos sentiram a onda fria chegar, é um clima que não ajuda muito para quem não está acostumado com ele. Porém ambos passam por esse frio, o Elfo um pouco mais arrepiado, mas ainda aguentou. então Romerio questiona — Vocês não vão vestir os manto de lã?
— Esse clima me lembra do exército quando eu era apenas um recruta e tinha que treinar em noites geladas. — Dizia Jorgun, que enquanto vestia o manto pensava: “Espero que isso não atraía nenhum bicho”. Damkrit também vestiu o manto dele.
“Mas são cabra macho mesmo, devem ser os homens certos pro serviço” — Romerio pensou. Começando a guiá-los até a fazenda. O frio do lado de fora é como uma brisa gélida que vem da montanha ao lado, não é forte para congelar os pés ou leve para ser considerado uma brisa. Ao passar pela cidade novamente continuam a observar alguns rostos assustados.
Após uns minutos de caminhada, eles chegam na fazenda. Nesta fazenda há uma casa grande, um celeiro e um campo com pasto e uma cerca. Jorgun começa a olhar pelo o celeiro em busca de sinais deixados pela criatura e Damkrit o acompanha.
— Aqui é a cada da senhora Morgana e seu marido Willians. Receberam o último ataque ontem a noite. — Romerio diz. No celeiro há bastantes marcas agressivas como se tivessem passado machadadas fortes por ali e segue pelo pasto algumas madeiras destruídas.
Damkrit consegue ouvir algumas risadinhas, porém olhando em volta, ninguém parece estar rindo. Ele acha que pode estar ouvindo coisas.
Jorgun analisa as marcas no celeiro e realmente, quando se olha essas marcas é como o Conde disse, é uma criatura grande e essas garras parecem ter sido feitas por um Lobo, ou ao menos um que tinha mais de dois metros. Buracos no celeiro podem ser vistos e também nota a fuligem da madeira que parou de cair no momento que você bateu o olho. “Aquilo parece ter sido mais recente do que imaginado”.
— Damkrit venha ver isso daqui. — O anão chama o Elfo.
— Tá bom
— Essas marcas são muito recentes.
— Talvez a criatura esteja próxima, eu ouvi risadas ali atrás, ou eu estou ficando louco.
— Algo passou aqui a pouco tempo, talvez seja a criatura ou talvez sejam esses risos que você escutou.
Ele adentra no local para analisar a situação. Considerando o tempo que já estava tardezinha, encontra-se uma senhora sentada do outro lado do celeiro e havia várias marcas em volta de dentro do mesmo. A senhora olha para você Jorgun assustada, mas logo se acalma quando vê que é um anão e um outro um elfo.
— Não se preocupe comigo, não estou aqui para ter ferir. — Jorgun explicava
— Q-quem são vocês? — A senhora pergunta, enquanto se levanta.
— Estamos aqui para caçar a criatura que fez isso daqui. Eu sou Jorgun segundo, filho de Jorgun primeiro ex-paladino do reino.
— Eu sou o Damkrit e esse é o Nataniel.
— Então vocês são amigos da Elfa que entrou na floresta? — perguntava ao anão e quando a senhora olha pro Nataniel, acha ele fofo — Posso acariciar ele?
— Pode — O elfo permite.
— Então ela veio para cá. Ela estava um passo à nossa frente.
Acariciando o ratinho enquanto respondia. — Sou Morgana Fiel e vocês são amigas daquela Elfa? Ela foi pra floresta já faz quase três horas.
— 3 horas? Hmm... — Pensativo o anão ficava.
— E-ela deve ter ido caçar a Fera da Lua sozinha... — A senhora pensa e o elfo complementa — Ou tropeçou em uma pedra no caminho, quebrou uma perna e tá pedindo por ajuda no meio da floresta.
— Deveríamos procurar ela. Porém, já está ficando tarde e a criatura deve começar a caçar em breve. — Diz o Jorgun.
— Vocês vão caçar-lá também? Ah Sarah Maria... — Morgana junta as mãos em sinal de reza.
— Sim. — palavras de Jorgun.
— E-entendo... A sua amiga seguiu pela Floresta sozinha — A senhora aponta a direção e os dois conseguem notar a cerca bem arrastada e umas marcas fortes no chão com marca de lobo, porém contra as expectativas da senhora, uma Elfa aparece por detrás das árvores.
— Me procurando, senhores? — Katen aproxima-se do resto do grupo.
O anão analisa a Katen para ver se ela não está ferida. A senhora fecha os olhos e começa a rezar “Santa Sarah Maria, fé das nossas sagradas tradições, me deem a sabedoria de uma elfa, por vaga na floresta sem temor…”
— Onde você foi? — O elfo, Damkrit, pergunta a elfa.
— Fazer minha procura de informações. Descobriram algo?
— Descobrimos que na realidade é a dona Morgana Fiel que está sabotando o rebanho dos fazendeiros — diz num tom sarcástico.
— Acredito que estejamos lidando com algo parecido com um lobo. — Jorgun assume.
— O que o Romerio disse sobre esse tal "lobo"?
Jorgun diz para ela tudo o que Romerio falou enquanto estavam na casa dele. Uma leve brisa gelada passa e a elfa pensa: “Frio? Porque existe frio? Sequer isso existiu? sei que quando se tem névoa fina é quando se está frio, mas está realmente frio? Acho que não.”
— Vocês estão com frio? — Elfa nota os casacos dos dois.
— Não, mas o Nataniel está. — Diz o elfo.
— Estou bem, porém seria rude da minha parte negar o agasalho. — Becaabis
— Bem com base no que você falou e no que eu achei, acho que sei o que estamos diante de nós. Bom pelo menos uma das coisas.
— O que descobriu na floresta? Vo-você não foi seguida...? — A senhora Morgana questiona, aproximando-se da elfa da floretsa.
— Parece que seu lobo é um lobisomem aparentemente. Eu achei ele na floresta com uma metade do gado na boca. Parecia estar ferido.
— Hmmm, faz sentido. — O anão se faz de entendido. — São marcas arranhões de lobo na parede, porém a criatura é maior que um humano. Boa — Faz um joinha para Katen.
— O que me faz pensar em outra coisa. — Katen continua — Algo me diz que os ataques não são propriamente ditos e sim vocês estão sendo usados como suprimento para ele. Nosso homem-lobo está lutando contra alguém. Ele estava ferido quando o achei e está usando o gado para se alimentar e regenerar, enquanto seguia seus rastros eu encontrei escritas élficas. Algo falando sobre sobre esse tormento acabar quando ela ou seja lá quem for, for morta. Suponho que tenha mais que esse lobisomem para enfrentarmos.
— Lobisomem? acho que o Nataniel mata ele facilmente — comenta Damkrit sobre seu rato.
— Achei também o possível covil dele quando o encontrei.
— O que me incomoda é: alguém viu ou sabe se tem algo diferente do lobisomem? — A elfa da floresta Katen, questiona.
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