Notas iniciais
Oi gente, espero que gostem e se divirta. Boa leitura ♥

O conselheiro é um homem velho, mas muito sábio. Gosta que nossos encontros sejam em sua casa dentro do reino, insiste que é o único jeito para que eu veja a realidade do meu povo.

Assim que minha carruagem passa pelos portões do jardim do Palácio, as pessoas já começam a observar, não tem a admiração que costumavam ter com meu pai, comigo eles variam entre “O pobre órfão” e “O cruel príncipe”.

Assim que chegamos a casa simples do conselheiro, desço.

Os guardas me acompanham o tempo inteiro, não vejo a necessidade disso, gostaria de ter vindo sozinho com meu cavalo. Infelizmente, ainda não sou o rei, não posso ter uma decisão absoluta. Ainda.

A porta de madeira se abre e a linda jovem de vestido simples sorri para mim.

– Sempre bem acompanhado. – Bela brinca ao ver os guardas que me cercam.

Eu não consigo evitar sorrir com ela. Nossa amizade sempre foi algo que me fez sentir uma alegria infantil e boba.

– Preciso garantir que as pessoas por aqui não me matem. – Digo enquanto passo pela porta.

– Então eu terei problemas em breve.

Meus guardas sabem que devem aguardar do lado de fora quando vou me reunir com o conselheiro real, somente ele e, eventualmente sua filha, podem permanecer.

– Por que não foi a festa ontem? – Tento não demonstrar minha tristeza, procurei por ela a noite toda.

Ela põe a mão no braço, insegura.

– Você sabe que não era uma festa para meu tipo de pessoa. – Seu olhar fita o chão.

Antes que eu consiga questionar, John entra na sala.

– Está no horário certo dessa vez. – Ele comenta.

– Um rei precisa ser pontual. – Demonstro confiança na minha voz.

Ele bufa e gesticula para a filha preparar algo para bebermos.

– Veremos.

Ele senta no velho sofá na sala e se aconchega, me convidando a sentar na poltrona em sua frente. A casa inteira é simples, em tons de marrom e com móveis rústicos. Apesar de ser um conselheiro real, John prefere uma vida simples, junto com o povo.

– Então, meu jovem, o que faz você pensar que está pronto para ser um rei? – Seus olhos azuis me analisam.

John é um homem de 62 anos, serve a realeza desde seus 12 anos, seguido por seu pai, que era o antigo conselheiro, passos que ele tenta repetir com sua filha.

Ele coça seus cabelos grisalhos enquanto aguarda minha resposta.

– Eu trouxe vários documentos que podem demonstrar minha evolução. – Digo enquanto pego eles.

Ele assente lentamente.

– Imagino que sejam ótimos, você sempre foi bom com a escrita, mas – Ele fita o fundo dos meus olhos – O que você acha disso?

O que eu acho?

Ele me pegou de surpresa.

– Eu tenho cuidado do reino desde a morte dos meus pais, com sua ajuda, é claro, mas creio que estou apto a ser um rei.

Ele nega.

– Um rei não deve apenas saber tomar decisões. Suas festas extravagantes – Sua pausa indica que ele está realmente me reprovando nesse teste – Seus encontros com todo tipo de garota, seu temperamento. Você não evoluiu em nada disso.

– Estou tomando minhas ervas, os chás, meu temperamento está se mantendo estável, quanto às festas e as garotas, digo que é algo que podem acabar.

– Você nunca teve uma namorada, não consegue se comprometer em relacionamentos, como poderia cuidar de um reino?

– O reino é algo que eu me importo, aquelas garotas não.

Ele suspira.

– Você ainda é imaturo.

Me levanto, não conseguindo segurar minha raiva.

– Imaturo? Você está sendo injusto! Não pode julgar minha maturidade pelo modo como me comporto com mulheres! – Grito.

Bela entra e coloca o café em cima da mesa de centro, fingindo não perceber a clara briga que se repete toda a vez que sou recusado.

– Você já tem 23 anos, precisa começar a se comportar ou nunca será um rei.

Já obtive minha resposta, hora de ir.

Notas finais
Oi, segundo capítulo postado. E aí, o que acharam? O que acharam que vai acontecer? Espero que tenham gostado ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.