Notas iniciais
Aqui está gente, o ultimo capitulo da fic...

Oliver

Hoje? Hoje ela iria pra Grécia e pra fora da minha vida também, algo me dizia que assim que ela fosse eu nunca mais a teria em minha vida. Mas não era isso que eu queria? Ela não me amava, por isso me afastei, então por que eu estava tão triste?

Desde que John me deu a noticia, senti como se o mundo estivesse desabando sobre os meus pés, ela iria embora e eu parecia morrer com aquilo.

Logo eu, Oliver Queen, o todo poderoso, venerado na escola, popular, lindo, rico, filho de um dos homens mais poderosos da cidade, o cara que pegava e não se apegava, estava apaixonado e eu sabia, eu sempre soube, esse tipo de amor não tinha volta, era irreversível, ela sempre estaria em meu coração, eu sempre amaria Felicity Smoak.

John e Nyssa tentaram falar comigo, mas eu disse que queria ficar sozinho então fui pro terraço. Me sentei na ponta do prédio, no mesmo lugar onde eu e Felicity havíamos nos sentado a um tempo atrás e fiquei lá, observando a cidade, o dia estava escuro, o céu parecia triste, acho que estava refletindo o meu estado de espirito.

—Então você está desistindo?

Me virei assustado em direção a voz e lá estava Sara.

—O que faz aqui?

—Vim te lembrar que o seu prazo acaba hoje.

—É, eu sei. Não posso fazer nada a respeito.

—Sabe Oliver, eu poderia ter tornado o processo irreversível de cara, mas eu te dei uma chance por que no fundo eu acreditava em você. Mas será que você acredita em si mesmo?

Quando eu pensei em responder ela já havia sumido. Cara, por que ela faz essas coisas? Aparece, joga as coisas em cima de mim e some. Então ela acreditava em mim? Isso era novidade, mas eu comecei a refletir o que ela quis dizer sobre eu acreditar em mim mesmo.

Quer dizer, eu sou Oliver Queen, é logico que eu acreditava em mim, eu podia fazer qualquer coisa, sempre fui corajoso.

Então, por que tenho tanto medo de falar com Felicity?

Aquela pergunta não saía da minha cabeça, então decidi ir pro quarto tomar uma ducha, entrei no chuveiro e fiquei lá um bom tempo esperando que a agua quente iluminasse os meus pensamentos. Quando saí do box, fiz uma coisa que eu não fazia a muito tempo, me olhei no espelho.

Nessa hora eu entendi.

Eu tinha medo de falar com ela, porque eu não acreditava em mim, eu disse que Oliver Queen podia fazer tudo, mas será que o Jonas podia fazer? Quer dizer, eu sempre me escondi na fachada do cara arrogante, eu era poderoso, tinha tudo o que queria, mas o que o Jonas tinha, a não ser um amor pra dar? Pra muita gente isso não significava nada. Pra muita gente, eu era um nada.

Mas ela era diferente não era? Não foi por isso que eu havia me apaixonado? Ela era especial, era meu pequeno milagre e eu a estava deixando ir.

Ela valia a pena, ela valia o risco, pensei no que Sara disse, se logo ela não tinha desistido de mim, por que eu desistiria? Eu podia tentar, talvez eu quebrasse o meu coração, mas ela era tudo o que eu tinha, não podia perde-la sem ao menos tentar. Eu não tinha nada pra oferecer, somente o meu amor.

Mas talvez, só talvez, isso bastasse pra ela.

Com esse pensamento eu corri pro quarto e me arrumei o mais rápido possível, montei na moto e saí de casa parecendo um piloto de corrida, eu tinha que chegar ao aeroporto a tempo.

Assim que cheguei, corri pra dentro e olhei o painel de informações, o voo dela ainda não tinha saído, mas já estavam chamando os passageiros para a área de embarque, saí correndo e de longe a avistei, ela estava linda com um vestido floral e os cabelos loiros caindo em cascatas nas costas. Corri até ela e no caminho notei as pessoas me olhando com repulsa, eu não havia colocado o capuz, mas eu não me importava, eu só precisava chegar até ela.

—Felicity!

Ela se virou pra mim e pareceu surpresa, veio em minha direção com o cenho franzido.

—Jonas, o que está fazendo aqui?

—Eu precisava te ver.

—Eu não entendo, você me escreveu aquela carta e depois sumiu, não quis falar comigo e agora aparece aqui.”

—Eu estava com medo.

—Medo de que?

Era agora, a hora da verdade. Eu falaria, não me importava com o que ia acontecer depois, agora eu falaria.

—De que você não me amasse e eu não acho que possa, devido a minha aparência.

Nesse momento, Felicity me olhou e sorriu, em seus olhos eu vi ternura, carinho, compreensão e ouso até arriscar, amor.

—Jonas, eu te disse que você era especial e eu falei a verdade, sua aparência nunca foi um empecilho pra mim, naquela noite, naquela primeira noite, você me disse o quanto era feio, e eu disse que já havia visto piores, porque era verdade, sua beleza sempre esteve ai dentro, eu sempre vi, mas você não conseguia enxergar, se prendeu tanto na casca que não percebeu o quão incrível você é.

—Eu não sei se sou isso, mas sei que, quando tô com você, não consigo me sentir feio.

—Porque você não é.

Nesse momento ela se aproximou e eu me aproximei também, nossas bocas se encostaram e meu coração parou, a abracei pela cintura e pedi passagem com a língua, ela prontamente cedeu e começamos um beijo cheio de amor e promessas não ditas. Nesse momento escutamos o ultimo chamado para o voo dela, nos separamos e ela me olhou aflita. Eu entendi, ela queria ir, mas não queria me deixar. Eu sorri pra ela e percebi que isso era amar, eu ficaria assim pra sempre, mas ela seria feliz agora. E só isso me importava, eu queria que ela fosse feliz.

—Vai!

—Não.

Ela me abraçou e me apertou forte, eu a abracei de volta, mas logo em seguida a afastei.

—Vai, nada vai ter mudado quando você voltar.

Ela sorriu de forma triste, mas pegou as malas e começou a andar, sempre olhando pra mim, ela acenou uma ultima vez e se virou pro portão de embarque. Eu olhei pro meu braço e pelo que podia ver, faltavam apenas alguns minutos pra ultima flor nascer e o feitiço se concretizar, mas eu não me importava, eu estava feliz, ela estava feliz, ela me amava e eu percebi que isso era o que importava, então virei as costas e comecei a seguir em direção a saída do aeroporto. Estava começando a me afastar do portão de embarque quando a escutei gritar.

—Jonas!

Me virei pra trás e a encontrei sorrindo.

—Eu te amo.

Dito isso, ela finalmente entrou no portão de embarque e sumiu de vista. Eu sorri, ela tinha dito. Saí, sem nem sequer prestar atenção no caminho, quando cheguei à parte de fora do aeroporto, olhei meu reflexo no vidro e vi a transformação, em um segundo eu voltei a ser Oliver Queen, peguei em meu rosto sem acreditar, eu era eu mesmo de novo.

Ainda estava observando meu reflexo, quando uma Felicity nervosa esbarrou em mim.

—Oliver?

Felicity

Eu estava dentro dos portões de embarque, estava quase chegando no avião, mas meu coração estava pesado, eu o amava, ter dito em voz alta havia feito tudo ficar mais real. Eu queria muito viajar, era o meu sonho, mas eu o amava. O que tinha mais importância, a Grécia ou Jonas? Já sabendo da resposta, sai correndo em direção à saída do aeroporto, ao longe escutei uma moça gritar falando que eu perderia o voo, mas eu não me importei.

Estava correndo tanto que acabei trombando em alguém, rapidamente me preparei pra pedir desculpas, mas levei um choque ao constatar em quem eu havia esbarrado.

—Oliver?

—Hey Felicity.

Ele parecia querer falar algo, mas eu fui logo o cortando, precisava achar Jonas.

—É, me desculpe, mas eu preciso achar alguém.

Dizendo isso comecei a andar em direção a rua e ele começou a me seguir.

—Eu te ajudo.

—Obrigado, é muita gentileza da sua parte, então você estava na reabilitação né, que bom que voltou. Se alguém me dissesse que eu esbarraria com você em um aeroporto, eu não acreditaria.

—Bom, talvez você acredite na minha historia, tem uma bruxa e ela coloca um feitiço nesse cara, mas o amor muda tudo, o amor muda ele.

—Ah, tomo mundo conhece essa.

—Mas e se não fosse uma historia? E se fosse verdade?

—Que?

Nesse momento olho pra ele confusa, mas não tenho tempo pra isso, preciso achar o Jonas, pego meu celular e disco o seu numero, fico olhando pra todos os cantos em busca dele e de repente, começo a escutar o toque do seu celular, começo a procurar de onde o som vem e percebo que vem de Oliver, ele está me olhando de um jeito estranho e espera, aquela não era a roupa que o Jonas estava usando? Não, não era possível, não pode ser.

Desligo o telefone e o som do celular para, eu o encaro sem saber o que fazer.

—Você consegue Felicity, imaginar um amor assim?

Era essa a pergunta que Jonas havia me feito naquele dia na biblioteca e eu havia dito que não, pois não acreditava que aquele tipo de amor pudesse acontecer comigo, mas aconteceu.

—Sim!

Ele sorriu e se aproximou. E nesse momento eu entendi.

—Meu Deus, é você.

Ele se aproximou e me beijou, eu o beijei de volta e o abracei com todas as minhas forças, Oliver me ergueu do chão e começou a me rodar e dizer que me amava. Todo esse tempo era ele, desde o começo, sempre foi ele. As semelhanças que eu via entre os dois, meu deus como isso era possível?

Eu não sabia, eu não fazia ideia, mas naquele momento, eu era a pessoa mais feliz do mundo.

—Eu te amo Felicity Smoak.

—Eu te amo Oliver Queen.

Ele me beijou de novo, e ficamos assim por muito tempo, mas isso não importava. Eu sempre me perguntei se casa podia ser uma pessoa e não um lugar e agora eu tinha a resposta. Eu estava em casa.

Notas finais
Calma que tem epilogo povo, vocês acham que eu esqueci da viagem da Felicity? Do John e da Nyssa? E ate da Sara? Não mesmo... Aguardem que logo o epilogo sai e aí sim o meu chororo vai começar... Beijooos!!!