A Felicidade é Logo Ali...

16 016. Final de Semana da União.


Notas iniciais
Hey, como vocês estão? Sei que eu demorei muito, mas minha vida anda muito de cabeça para baixo. Não vou entrar mais afundo no assunto, mas espero que compreendam a demora. Boa leitura.

Atualmente

— Ah, eu nem acredito que essa foi à última prova.

Naruto falou e se espreguiçou jogando-se sob a mesa de madeira do pátio externo da escola.

— Você acha que foi bem?

Sakura falou escorando sua cabeça no ombro de Sasuke. Estavam ali sentados sobre o sol do fim da manhã, Sasuke, Sakura, Naruto e Shikamaru. Eles haviam acabado o que se denominava a última prova do semestre a poucos minutos e estavam esperando o resto da turma terminar para eles irem todos juntos a um café perto dali e tomar um suco comemorando o final das provas.

Sasuke encaixou a cabeça da rosada mais confortavelmente na dobra de seu pescoço, aquele gesto já havia se tornado comum desde o fatídico “final de semana de união” onde ele fez trio com a rosada e o loiro que haviam se tornado grandes amigos desde então, mas mesmo com aquele final de semana Sasuke ainda tinha um pé atrás com Naruto, isso desde que o moreno ouviu a história que Naruto escondia um passado entranho de Hinata, sua ex-namorada de fundamental. Para Sasuke a história que Sakura contou, era estranhamente questionável.

— Eu acho, estudei pra caramba e vocês?

Shikamaru deu de ombros.

— Deve dá pra passar. – Ele disse calmamente.

— Acho que vou tirar nota baixa. – Sakura disse fechando os olhos.

— Teme?

— Não sei. Vou esperar a nota.

Naruto estava com um xingamento na ponta da língua para dar para ele quando foi surpreendido por Neji.

— Naruto, podemos conversar?

...

Final de Semana da União

3 semanas atrás

— Queridos alunos, bom dia e sejam bem vindos ao Primeiro Final de Semana da União do Colégio e Escola Konoha Senju, espero o que todos vocês gostem desse maravilho final de semana que preparamos para vocês. – Shizune disse ao microfone.

Alguns professores estavam ao redor da quadra interna e outros sabem sei lá onde se meteram, na entrada os alunos haviam sido revistados e confiscados perante comidas, aparelhos eletrônicos e outros tipos de objetos que eles listaram como ilegais naquele final de semana.

— Ultrajante. — Naruto lamentou-se.

— Você sabe o que isso significa? — Sakura parecia um pouco chocada pelo primo utilizar aquela palavra.

— Não, eu ouvi o Shikamaru dizer uma vez.

Sakura negou com a cabeça decepcionada.

— Eles tiraram meus biscoitos. Roubaram.

Ele disse tentando arrancar uma pequena parcela de pêsames da prima.

— Eles não falaram que vão devolver? Então vão devolver. Agora, deixa eu ouvir a vó falar.

Sakura voltou sua atenção para a diretora Tsunade que era a parente mais próxima que ela poderia chamar de “mãe”, já que a mesma era sua avó apesar de não gostar desde rotulo. A diretora estava falando sobre as regras daquele final de semana e onde os aparelhos eletrônicos estavam confiscados e vigiados por pessoas de confiança.

Naruto olhou para os lados e viu uma pequena multidão se dirigir a dois pontos da quadra, olhou para os professores que trocavam palavras sérias nas arquibancadas e mais em cima a diretora e a inspetora com olhares atentos na multidão de alunos. Olhou para o lado e Sakura já não estava mais lá, olhou para o lado, perdido, avistou uma cabeleira rosa com cara de tacho para uma loira, Ino. Foi até elas e chegou tempo suficiente de ouvir.

— Você é muito chata Ino.

— Desculpa você sabe que eu não perco uma oportunidade de te zoar. – A loira disse mais do que risonha.

— O que houve?

Ino trocou um sorriso com o loiro.

— Sua prima que é muito idiota! – Ela envolveu o braço direito em torno do pescoço da amiga. – Você sabia que ela está cheia de admiradores?

— Admiradores? – Ele estava confuso. – Que tipo de admiradores?

— Os tipos românticos e platônicos, claro. – Ino falou como se fosse óbvio e soltou uma risada alta e aguda.

Alguns olhares viraram em sua direção e a rosada sentiu sua bochecha esquentar, cheia de vergonha por si mesma e pela amiga.

— Ino, você é tão chata às vezes, não fique enchendo a cabeça do Naruto com essas merdas falsas.

— Está me chamando de mentirosa, testuda? – Ela fingiu uma voz de magoada. – Não te dou nem até o final do ano para você está apaixonada por um deles.

— Não roga praga não, porca.

— Ei, ei, ei. Meninas. Vamos parar, eu não estou entendendo. Quem são esses “caras” que gostam dela Ino?

Ino deu de ombros e sorriu.

— Estou brincando Naruto.

Ele relaxou os ombros, que ficaram inconscientemente tensos desde o início da conversa. Sakura olhou para ela, os olhos verdes e os azuis se comunicaram por piscadas singelas por um breve momento.

— Quem é o seu trio? – Ino perguntou mudando de assunto e parecendo repentinamente muito interessada no que Naruto tinha para dizer.

— Não sei.

— Você, eu e o Sasuke. – Sakura disse olhando para o primo.

— Ele veio?

— Contra a minha vontade. – Uma voz disse se juntando ao grupo.

...

Os olhos chocolate pareciam ainda mais furiosos de perto, ele pode ver que perto da íris o tom chocolate se fundia em caramelo claro, as pupilas dela eram pretas com um tom de caramelo queimado em volta. Ele percebia seus sentimentos com um simples olhar em seus olhos, ele gostando ou não havia se tornado mais próximo dela, mesmo com ambos fingindo que o fato passado não havia ocorrido.

— E qual é o seu nome, bela dama?

Um menino de cabelo tigela preto falou, tentando quebrar o clima evidentemente.

— Tenten. – Ela disse em um tom que ele nunca havia visto.

— Vocês já se conhecem antes bela dama? – Ele mesmo respondeu sua própria pergunta. – Mas que idiotice minha, nós somos da mesma sala, é claro devemos nos conhecer.

— Quê? – Neji deixou escapar de seus lábios, ele não havia entendido nada do que o garoto estava falando.

— E o seu nome? – Ele foi completamente ignorado.

— Pode me chamar de Lee.

Neji reparou que Lee tinha um sorriso bobo no rosto que não saia em nenhum momento, os dentes enfileirados e muito brancos como se ele os tivesse roubado de um comercial dental, aquilo era tão assustador quando Tenten evitando seu olhar por todos aqueles dias e em especial naquele momento. Mas ele não poderia, e não queria, se sentir abalado por tudo isso.

— Meu nome é Neji.

Ele disse após Lee perguntar seu nome, finalmente haviam prestado atenção nele.

— Por favor, quem já se juntou ao seu trio venha aqui para frente. – Shizune dizia pelo microfone, tentando sem sucesso abafar o som das conversas na quadra.

...

Atualmente

— Gaara, espera. – A voz de Ino ecoou pelo corredor vazio.

Os corredores da escola estavam vazios devido às provas e Ino agradeceu mentalmente por isso, porque por outro lado em um dia comum naquela hora ela não conseguiria nem ver seus próprios pés no chão e com toda certeza o ruivo não a ouviria em meia a multidão.

Gaara, que estava umas dezenas de passos à frente, parou e virou o corpo.

— Hey loira.

— Você anda muito rápido. – Ela riu. – Você vai mais tarde?

— Vou, provavelmente. – Ele coçou a cabeça.

— Vamos ruivo, não vai me deixar sozinha, néh?

Ele colocou suas mãos na cintura curvilínea de Ino a apertando fracamente, olhou para seus próprios pés.

— Claro que não loira.

Ele falou isso, mas ele sabia que iria se arrepender disso, porque tudo o que as pessoas faziam tinha e tem... Consequências.

— Vou falar com a minha irmã.

Ele completou e recebeu um sorriso como resposta.

— Vou devolver um livro na biblioteca, quer vir comigo?

Ele pensou em aceitar, mas por outro lado ele pensou que Temari processaria as coisas melhor se ele mesmo falasse e não se ele mandasse uma mensagem ou ligasse para ela, mas as duas ultimas opções exigiam muito dele e ele estava psicologicamente cansado das coisas.

— Me deixa mandar uma mensagem pra Temari antes.

...

“Vamos hoje mais tarde? Avisa a mamãe.”

“Estou com a Ino devo demorar, te encontro lá.”

Ela leu as mensagens enviadas há poucos minutos, sorriu de canto. Gaara era sem dúvidas um ser estranho, com todo aquele “mi mi mi” de ser mais... Qual era mesmo a palavra?

Corajoso?

— Gaara? – Ela ouviu Chouji falar ao seu lado.

Ela havia saído da sala há poucos minutos e ele havia entregado a prova ao mesmo tempo em que ela entregou a dela, eles estavam seguindo para o encontro dos outros colegas no pátio externo da escola quando o celular de Temari começou a tocar com uma mensagem frenética de dentro da sacola lacrada que a professora havia colocado seu aparelho eletrônico.

Primeiro Temari tentou abrir pelas instruções e segundos depois, sem sucesso e já sem muita paciência, tentou abrir com os dentes pontiagudos, com os dentes doendo de tanto puxar o plástico, ela se deu por vencida e entregou para Chouji que abriu com uma tesoura recém-tirada de seu estojo.

— Obrigada. – Ela lembrou-se de dizer.

Olhou para a mensagem novamente, mexeu em algumas funções do celular mais automaticamente do que queria, colocou o celular no ouvido ouvindo os toques do outro lado da linha.

­— Alô?

A mãe não tinha celular, por ordem de seu pai, mas isso não impedia dela te um telefone em casa que ela atendia sempre da mesma forma interrogativa. Temari podia apostar todo o dinheiro que ela tinha no bolso, que era pouco – mas era tudo o que ela tinha -, que a mãe estava do outro lado da linha segurando o telefone entre o ombro e o ouvido para secar as mãos molhadas e ensaboadas de detergente.

— Mãe, é a Temari.

— Oi meu amor, já terminou a prova?

­— Sim, eu e o Ga. A gente pode te pedir uma coisa?

Ela gemeu triste do outro lado da linha.

— Ah Temari, não gosto quando você fala isso.

— Desculpa mãe, mas é que... Você se lembra da Ino?

— Aquela garota que você falou que é sua amiga... A loira também?

­— Aram. Ela nos convidou para irmos a uma lanchonete aqui perto depois das provas.

— Tudo bem. Vou ver o que eu posso fazer por você meu amor.

Karura era a mãe mais compreensível que Temari poderia querer na maioria das vezes, isso claro, porque tirando algumas situações que a “super compreensão” dela foi falho de forma que Temari achasse realmente que precisasse de uma bronca ou coisa do tipo, mas talvez ela fosse assim por causa do marido. Porque, resumidamente, todos que viviam com ele sob o mesmo teto eram estranhamente alinhados como brinquedos postos novamente na prateleira, isso claro, por causa dele que tirava e colocava quem quisesse onde quisesse a hora que quisesse.

— Obrigada mãe.

Ela desligou, percebeu o olhar inconstante de Chouji para si.

— Ela parece ser uma pessoa bem legal.

— E é.

Ela teve vontade de chama-lo para almoçar qualquer dia desses na casa dela, não só Chouji como Ino e quem sabe o Nara, mas isso não seria possível. Ela sorriu descrente com os pensamentos dela mesma, Chouji não era do tipo de pessoa que se precisava contar toda a história com todos os detalhes para ele entender o final, então ele – como se tivesse lido a mente dela – apenas concordou com a cabeça e colocou a mão em seu ombro a incentivando a andar para frente.

...

Final de Semana da União

3 semanas atrás

— FORÇA.

Alguém gritou em seu ouvido.

“Porra” — Sasuke gritou dentro da sua cabeça.

Lá estava ele, realizando – o que deveria ser – o sonho de seu pai para ele no colegial. Sasuke olhou para a camisa branca da escola, suja de terra, e depois olhou para a grande parede de escalada que se fundava no chão como uma velha árvore e era tão grande que tapava o sol em determinado ângulo ao seu redor, Lee – que era de um trio rival ao dele – subiu aquela parede como se lá tivesse o prêmio mais desejado de todo o mundo. Por outro lado, Sasuke segurava o riso ao ver Naruto – o primeiro a subir do seu grupo – escorregar varias vezes ao confundir o lugar dos pés e das mãos na parede feita de sabe sei lá céus o quê.

— NARUTO, NA DIREITA.

Sakura gritou ao seu lado.

— Sakura, meu ouvido. – Ele disse incomodado.

— “Sakura, meu ouvido”. – Ela o remedou com uma voz muitíssimo fina.

— Rá rá. – Extremamente irônico, ele fingiu um riso. — Essa é sua voz natural ou você só fala assim por que é comigo?

— Só porque é com você, baby. – Ela o olhou de canto. – VAMOS NARUTO. – Ela colocou as mãos em torno da boca para amplificar a voz.

...

— Eu me recuso.

Ino falou olhando o corredor de lama que ela teria que atravessar se arrastando pelo chão, havia a cama de lama e alguns centímetros a cima tinha algumas linhas finas de metal verticais e horizontais que formavam quadrados simétricos perfeitos.

— Mas isso tá com uma cara que foi a professora de matemática que fez. – Shikamaru ouviu Karin reclamar ao seu lado.

A organização era impecável, para não sobrelotar o local, eles foram divididos em trios que de quinze em quinze minutos eram liberados em dois grupos por vez.

Shikamaru olhou para Ino como se obrigasse ela a atravessar aquilo rastejando.

— Torne isso mais fácil para nós Ino. – Ele disse entediado.

Afinal de contas, aquilo era só lama, não é mesmo? Ino suspirou com aquele pensamento. Lama fazia bem para pele, eles diziam. Prendeu o cabelo em um coque alto e abaixou-se indo de encontro ao chão, rastejando por baixo de todas as armadilhas que colocaram. Fechou a boca para não entrar lama e tentando não pensar na situação como um todo, atravessou o caminho lamacento. Logo que se levantou do outro lado viu Shikamaru que estava a centímetros do outro lado.

...

Atualmente

Neji sentou no paralelepípedo em frente ao portão de saída da escola, ele olhou para a rua pensando em tudo o que ele viveu por causa de Naruto.

— Eu deveria te odiar, deveria mesmo... – A voz dele era rouca. – Mas eu não consigo sentir nada por você que não seja pena.

Naruto suspirou e pensou nas palavras que ele ensaiou em frente ao espelho na noite passada, mexeu na cutícula da unha como se pudesse ou tivesse que cortar uma pequena pele recém-descoberta.

— Eu não posso te contar tudo e não espero que você realmente entenda a dimensão disso. – O loiro disse calmamente.

— E o que você pode me contar?

— Que eu entendo o porquê de todo mundo pensar que eu traí a Hinata...

— Você traiu?

— Não. Naquele dia eu estava indo para a casa do Kiba, mas aí a Sakura me ligou do celular da Tenten, e elas estavam desesperadas.

— Tenten? O que ela tem haver com aquela história? – Neji pareceu confuso.

— Acho que você realmente não se lembra dela. – Ele riu. – Nem ela deve se lembrar de você se isso pode melhorar algo.

— Eu não estou entendendo. Tenten? A mesma Tenten que divide a sala conosco?

— Tenten Mitsashi, ou como você preferia chamar, Pucca. – Naruto o olhou.

— Isso é muita informação para mim. – Neji passageou o centro da testa. – Tem mais? – Ele finalmente olhou para o loiro.

— Têm.

— E...?

— Isso eu não posso te contar.

— Porra Naruto, coopera.

— Eu não posso contar, eu prometi para a Tenten que eu não contaria, mas eu não traí a Hinata isso você pode ter certeza.

— Você quer que eu te perdoe baseado em uma coisa que você nem me contou direito?

— Eu não estou pedindo desculpas, até porque se eu pudesse voltar no passado para mudar isso, eu não o faria. Eu estou te contando o que eu posso te contar, para que você tome suas próprias conclusões.

Eles ficaram um tempo em silêncio.

— Como eu faço para saber a história completa?

Naruto sorriu.

— O que foi, porque você está rindo?

— Você já deve saber, a vida da Tenten é um livro aberto. Mas se você não se lembra de ter lido esse livro, o que nós podemos fazer?

Neji não tinha a mania de julgar as pessoas com muita facilidade, e mesmo com todos aqueles históricos de vidas arruinadas por causa de uma atitude de Naruto, ele não conseguia culpar o loiro por nada do que tinha acontecido, mas seu orgulho era grande de mais para dizer que o perdoava sem antes ter ouvido toda a história, mesmo que isso significasse esquecer um pouco do próprio orgulho ou da própria história para reler aquele livro que ele chamava de Tenten.

...

— Eu posso contar com você?

— É claro que sim Orochimaru.

O homem moreno de olhos claros olhou para o outro de cabelos grisalhos e óculos redondos.

— Eu garanto que você será bem recompensado pela sua lealdade ao Fundador, e é claro a mim.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Seu comentário é muito importante, pois é assim que eu vejo se vocês estão gostando. Prometo me dedicar mais a essa fanfic e desenvolver mais os assuntos dela. Muito obrigado por ler, acompanhar e favoritar essa humilde fanfic.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.