A Felicidade Bate A Sua Porta.
4 Sementinhas hormonais de amor?
Notas iniciais
- Como...? – Gabriela olhava para ele enxugando suas lágrimas, um pouco tardio, ele já havia as notado.
— Gabi, por favor, me desculpa. – disse enquanto caminhava até próximo à bancada. – Eu sei que é difícil pra você falar da Amanda, mas, eu me esqueci.
— É, esquecer é fácil, muito fácil. Pedir desculpa então, mais fácil ainda. Você... você não sabe como é ruim. – falava com a cabeça baixa, não dirigia seu olhar à Kendall de forma alguma.
— Eu sei... mas eu... eu errei, admito, não quero que fique triste com isso, é só que... não tinha me tocado de quem estava falando. – Kendall se abaixou, sentando ao lado de Gabriela.
— Não vou ficar brava contigo por isso, mas, por hora, estou magoada. Me deixa sozinha um pouco.
— Não vou fazer isso, você sabe, olha pra mim e me diz que não está brava, porque da forma que fala, é difícil acreditar. – ela levantou a cabeça e o olhou, estava com os olhos levemente borrados de maquiagem, por um instante não disseram nada, apenas se olharam, olho no olho, olhares sinceros e intensos.
— Pronto, viu, não estou brava. – disse voltando sua cabeça para baixo novamente.
— É tão bom.
— O que?
— Quando fazemos isso, de se entender, sem precisar falar.
Gabriela o olhou de novo.
— Ken...
— Fala.
— Faz bolo?
— Bolo? Agora? – questionou enrugando o cenho.
— É, fiquei com uma vontadinha... – deu um sorriso leve e apontou para um armário – A farinha e o chocolate estão ali, o resto ta na geladeira.
Kendall riu, se levantou e foi até o armário, em seguida se virou, fitou Gabriela que ainda estava sentada e disse:
— Não vai vir me ajudar? Não farei tudo sozinho...
— Ah, mas, mas... ta bom. – se levantou e foi até a geladeira.
- Nossa, é, as coisas aqui são bem... intensas. – Anna disse enquanto apertava o botão do elevador.
— É, nem sempre é assim, foi apenas um momento desagradável. – Explicou Logan. O elevador chegou, eles entraram.
— Eu não sei, tudo aqui parece ser diferente, sabe? A dimensão que as coisas tomam... No meu pais é tudo tão mais simples.
— Entendo, mas... não sei explicar, não é que tem grandes proporções, só acho que são os hormônios.
— Mas isso não muda pela nacionalidade da pessoa, por exemplo, teus hormônios te determinam a ser atraído por certas pessoas, não importa sua nacionalidade, tem com muita ou pouca atração independente do lugar.
— Sim, eu sei, estou dizendo que isso que aconteceu hoje foi causado pelos hormônios, não que tem a ver com o pais. – A porta do elevador se abriu, eles saíram rapidamente. – Mas falando em hormônios, os seus te atacam muito? Como na forma de atração... – questionou.
— Não acho que meus hormônios me determinem muita coisa não... Mas as vezes me dá algum sentimento por alguns caras. E você? — Eles já haviam chegado na porta do quarto de Anna. Ela procurava seu cartão.
— Ah, os meus também são bem calmos, mas quando me sinto atraído é muito atraído mesmo... – Anna já abrira a porta.
— Bom, agora vou entrar, antes que utilizemos mais nossos conhecimentos científicos. – ambos riram. — foi ótimo conhecer você, vi que é realmente legal. – Ela o abraçou, de inicio ele ficou surpreso, mas logo fechou seus braços entorno dela. Ficaram assim por alguns segundos, talvez até por quase um minuto. Até que, enfim, se soltaram. – Ah... boa noite. – disse sem jeito entrando no quarto e fechando a porta.
— Como por você. – Disse Logan virando-se a caminho do elevador. – Mas que porcaria.
- Nossa. – Anna tateou a parede em busca do interruptor, o ligou. Andou até a cama de Carol, a cutucou.
— Que que há? – disse sonolenta. – To com sono. – Carol sentou-se na cama. Anna sentou em uma poltrona no canto do quarto e tirou seus sapatos.
— La em baixo, a Gabi disse algo sobre alguma amiga dela, e o Ken fez um comentário, ai ela saiu com o James chateada e ele foi atrás, parece que foi grave... Eu subi com o Logan, ele é... muito legal...
— Nossa, como assim esse lance da Gabriela e do Ken? E, quanto ao Logan... é mesmo? Nem desconfiava... – disse em tom irônico.
— Então, não sei bem, o Lo diz que são os hormônios deles atacados, mas não sei...
— Ah sim, espero que fique tudo bem, a Gabi parece ser muito gente boa... Então, é, o Carlos e a Claire também são dois amores, eles ficaram um pouco aqui conversando, quase nada, mas ficaram. Agora posso dormir?
— Claro. – Gabriela virou-se e se aninhou no travesseiro. Anna se dirigiu ao banheiro para se preparar para ir dormir.
Kendall e Gabriela se divertiram muito fazendo o bolo, que estava no forno, enquanto Kendall lavava a louça, Gabriela à secava e guardava. A tensão já havia passado, agora conversavam normalmente, riam, etc.
— Sabia que eu te acho muito legal? – disse Gabriela verificando o bolo no forno.
— Sabia... eu sou muito legal. – ambos riram.
— Mas falando sério, você, quase sempre, é uma pessoa muito legal... Hm, o bolo está quase pronto.
— Também gosto muito de você, é uma das pessoas com quem mais gosto de passar o tempo... – Gabriela caminhou até ele.
— Tem farinha na sua sobrancelha. – abriu a torneira, colocou sua mão sob a água, fechou e em seguida passou levemente nas sobrancelhas de Kendall, limpando o resquício de farinha. – Pronto.
— Obrigada, tem farinha em você também...
— Onde? – Nesse momento, Kendall pegou o saco de farinha, quando ia o aproximando de Gabriela para vira-lo, ela o parou, segurou seus braços firmemente, ele fitou os olhos dela e ela os dele...
CONTINUA
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