A Felicidade Bate A Sua Porta.
6 Carol, a cupido
Notas iniciais
– Ah, Carolina... – disse Logan levantando as sobrancelhas. Carolina também levantou as dela.
– Então? – questionou rapidamente.
– Bem... eu... eu me sinto realmente atraído por sua amiga, não sei exatamente o que sinto, me parece uma daquelas ‘paixões à primeira vista’ que vemos em filmes. Quero te pedir que, por favor, não diga nada à ela, mal nos conhecemos, não quero estragar tudo logo de cara. – Carolina agora estava boquiaberta, não disse nada por uns 2 ou 3 segundos, então sorriu e decidiu se pronunciar.
– MEU DEUS. – disse em português.
– Que? – perguntou Logan.
– Ela disse “meu Deus”. – respondeu Carlos.
– Então quer dizer que... você?... Nossa, é muita informação. – Respondeu Carolina após se sentar frente à bancada.
– Por favor, não diga nada. Sei que passará. – suplicou Logan.
– Claro, claro. Não direi.
Carolina POV’s
“AMIGA O LOGAN DEMONSTRA INTERESSES EM VOCÊ, TIPO, PAIXÃO, ATRAÇÃO, ROMANCE... ROMANCE. OMG” Era exatamente isso o que eu queria dizer, ou melhor, exclamar, mas não podia. Por mais que no calorzinho do momento e na emoção de, pô, um dos nossos divos inspiradores estar gostando da minha BFF, eu não poderia contar.
1º Prometi que não diria.
2º Quero que ela tenha um momento especial com ele, se for pra ser, e eu não quero estragar isso contando.
E 3º achava aquilo fofo, e não gostaria que contassem se fosse ao contrário. Não sei, não era muito de mim, sabe?
Eu estava no quarto, a Anna a alguns metros de mim e eu segurando uma bomba desse porte nas mãos... Era meio que surreal a forma como tudo se desencadeou.
– Acho justo darmos uma volta pela cidade... tomar um sorvetinho... vamos Carolis? – disse me olhando com cara de imbecil.
– Tenho coisas pra fazer amiga. Vê la se algum dos garotos te leva e já te mostra tudo... – na verdade eu não tinha praticamente nada pra fazer e estava louca para conhecer a cidade, mas ela não entra na minha mente, e se o Logan for com ela, será maravilhoso, me sentirei... cupida.
– Eu não, até parece que eles vão me levar. Até parece. Vamos... por favor? – ela estava fazendo cara de choro agora, mas uma cara de choro realmente falsa.
– Vão sim, quer ver, qual o quarto do Carlitos e do Lolo? – questionei disfarçando.
– Sei lá. Não quero mais ir, não quero mais viver. Adeus mundo cruel. – ela se jogou no chão dramaticamente. Eu ignorei segurando o riso. Começou uma musiquinha conhecida, o toque do celular da Anna, nos entreolhamos rapidamente. Eu tentava identificar de onde vinha o som... missão impossível.
– Jesus, ele ta perdido aqui no meio da faixa de gaza. Me ajuda a procurar. – Foi no mínimo uma cena engraçada, duas garotas se jogando em uma pilha de roupas, e olha que mal havíamos chegado pra Anna já fazer uma bagunça dessas. – Achei! – disse ela se levantando rapidamente espalhando umas roupas por ali. – Aloha! Oi mãe. Ta tudo legal, eu e a Carol estamos nos divertindo bastante. Chegamos bem, desculpe não ter te ligado... eu esqueci.
– Manda um beijo pra ela. – pedi.
– A Carol mandou beijo, ta bem, te ligo depois. Te amo. – desligou. – Ufa, é, você já ligou pra sua mãe desde que chegamos? – perguntou.
– Nossa, não, é verdade... preciso ligar. – menti, eu tinha um planinho benéfico e instantâneo à executar. – Vou la em baixo ligar pra ela pelo telefone do hotel, é mais barato. E a senhora... fique e arrume essa bagunça.
– Mas Carol...
– Sem mas. – à essa altura já estava saindo do quarto. Não conseguia me lembrar qual seria o quarto dos garotos... Precisava falar com Logan. Decidi ir até o saguão e ver se o encontrava. Nada. Então fui até o restaurante, encontrei com Ken e Gabi em uma mesa.
– Bom dia.
– Bom dia – respondeu Kendall.
– Oi Carol, quer café? – questionou Gabriela.
– A não, obrigada... é, vocês poderiam me dizer, por favor, qual o quarto do Logan? – perguntei rapidamente.
– Ah sim... é o 72... mas por que? – perguntou Ken enquanto cortava uma maçã.
– Bom, depois vocês vão ficar sabendo. Obrigadão. Bom café pra vocês.
Anna’s POV
Se tem uma coisa que eu odeio é arrumar minha própria bagunça. Não sei como eu consigo ser tão desorganizada também, cada coisa que eu faço viu. As vezes acho que sou um caso perdido quando o assunto é organização. Até quando vou ao McDonalds com a Carol a diferença é notável, a bandeja dela é organizada, sem papeis e os recipientes todos organizados e em ordem de tamanho... já a minha... prefiro não comentar... tem vezes que até alface e batata ficam perdidas no meu cabelo até alguém tirar, sou um desastre. Posso até ouvir meu coração acelerado de tão preocupada que fico, não... pera, é a porta. Pelo visto a dona Carolina decidiu voltar aqui e ajudar.
– To indo lindona! – Gritei andando até a porta e tentando não pisar em nada possivelmente quebrável. Abri-a e... opa! Meu Deus. Isso parece muito com um sonhos que já tive na minha vida, eu estava fazendo algo que não gostava e me batia à porta um Logan do mundo dos sonhos usando orelhas do Mickey ou algo estranho assim que deixava obvio que estava sonhando, mas dessa vez era ele mesmo, pode agarrar? Ah não? Então beleza. – Oi... Logan...
– Então Anna... é, a Carolina me disse que você quer conhecer a cidade, eu estou com o dia vago, se quiser, eu te levo pra ver tudo. – perguntou sorrindo.
– Leva? Nossa... não... não vou ficar te alugando assim... – disse fazendo uso da educação que mamãe me deu.
– Ah não, que isso. Vou me divertir também, juro que quero ir.
– Então sim, claro, aceito. Que horas podemos sair? – perguntei animada.
– Agora mesmo se quiser.
– Eu quero... entra, vou pegar meu celular. Ah, não liga pra bagunça, por favor. – pedi.
– Meu Deus! – exclamou aparentemente assustado. Eu ri.
– Digamos que eu sou bem desorganizada. – Dessa vez rimos juntos.
– Se quiser depois te ajudo... – disse ele olhando o quarto no geral.
– Ah não, ai já seria demais hein, tu não é minha empregada. – Nós rimos, realmente eu sabia do histórico de bondade dele, só não sabia que era tão aplicado assim, e não queria tirar proveito dele, por mais que tivesse adorado a ideia.
– Ah sim... tudo bem... vamos? – perguntou saindo.
– Claro... – respondi seguindo-o. No elevador foi um silencio até que constrangedor. Ele olhava para baixo, eu o fitava pelo espelho. Pensei em dizer algo, mas nada me vinha à cabeça, nada útil... Quando entramos no carro, não pude deixar de notar que havia um CD do Ed Sheeran em cima do porta-luvas.
– Nossa, você escuta Ed? – perguntei quebrando o silencio.
– Sim... você também? – me perguntou ligando o carro.
– Sempre! É tão... perfeito. Sério, é incrível como ele escreve sobre coisas tão... banais e consegue fazer com que fiquem bonitas...
– Eu gosto também... acho bem calmo, é legal de ouvir. – ai que lindo, ele é tipo, perfeito demais, para, calma Anna, não é pra você... relaxe.
– Eu tenho um fraco por musicas dele, parece que me sinto um pouquinho mais amada, por mais que ele nem saiba que eu existo. – nós rimos.
– E o que acha das musicas que eu canto? – me perguntou.
– São diferentes né, mas amo demais. – disse olhando-o sorrir.
– E você?... O que eu devo saber sobre você?
– Ah, eu gosto de jogar vôlei, faço, ou melhor, fazia curso de teatro, cantar, embora não saiba muito bem... – ele riu. – amo um bom brigadeiro, pão de queijo, temaki, a cor azul, a seleção alemã de vôlei masculino, coalas, lilo e stitch, frio, e ainda mais coisas.
– Agora sinto que te conheço há anos. – nós rimos.
– É, e... você era meu preferido da banda, você e o Carlos... pelo que eu sei de vocês. – naquele momento Logan olhou pra mim pela primeira vez desde que entramos no carro, estava sorrindo.
– É sério isso?
– É... – respondi morrendo de vergonha. Mas nem tanto, porque ainda havia coisa pior à ser levada à tona sobre o quanto eu o adorava... sim, há episódios vergonhosos...
– Você ta engraçada... – disse Logan rindo.
– Como engraçada?
– Ta vermelha, e seu sorriso ta engraçado. – comentou rindo. – Chegamos.
– Que lindo! – mano, eu tava em Hollywood, sim, OMG.
– Ah obrigada, eu sempre estou me cuidando pra ficar bonito, mas lindo... nossa, muito obrigada. – Logan disse arrumando a gola da camisa. Eu ri... ri até demais.
– Não você seu bobo... quer dizer, você também é, mas não me referia à você...
– Então sou lindo?
– Muito lindo... – ta, eu sei, estou sendo assanhada, mas não irei mentir né, sei la.
– É muito bom saber disso... – ele sorriu.
– Bom pra sua alto estima? – perguntei confusa.
– Também.
– Como “também”?
CONTINUA
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