Notas iniciais
"Acho que o amor é o remédio para o ódio" essa é a moral desse capitulo e mais uma lição de vida que Itachi aprendeu.

Hinata tremia todas as vezes que sentia o perfume másculo amadeirado e os toques sensuais pelo seu corpo, uma mão grande e calosa tampava seus olhos, e sentia a virilidade do dono das mãos em sua nádega.

Sabia quem era.

Uchiha Itachi!

Dede de que o conhecera só havia sentido dois tipos de cheiros:

O de suor, depois de um dia inteiro que treinos forçados.

E aquele perfume...

Ela lutava contra ondas de desejos que insistiam em ser liberadas, afinal, sempre quis ser de Itachi, e ali estava ela reprimindo com todas as forças ao desejo de te-lo, nem que se fosse por uma única vez, sua cabeça estava a mil, falando para as emoções carnais que ela deveria se afastar de Itachi antes que fosse tarde de mais.

Uma das regras de sua família era a pureza das mulheres até sua noite de núpcias, e caso essa regra fosse quebrada, a moça deveria casar-se com a pessoa que havia passado a noite.

Itachi a agarrou os seios, com a mão em formato de concha e Hinata permitiu dar um gemido de prazer.

Aquilo era bom, pecaminosamente bom, Itachi era bom!

Mas estava se arriscando, um casamento com Itachi era um sonho antes de tudo aquilo acontecer, mas Itachi ainda a culpava pelo que o destino havia escrito para os dois, mas ela sabia como ninguém que não tinha culpa alguma no que havia acontecido, nesse momento ele a arrastou até a cama e pressionou seu corpo sobre o dela, era uma sensação tão boa, masa fazia se sentir tão fraca ao mesmo tempo.

Kami que a desse forças para se livrar do paraíso.

ela tentou se esquivar, mas Itachi pôs suas mãos em cima de sua cabeça, e apertava contra o colchão, enquanto beijava sua nuca. se mexia o tanto que podia, mas tudo era em vão, não conseguia se livrar das mãos de Itachi.

admirou-se quando ele olhou-a e ela viu que ele sentia exatamente o que ela sentia aquele momento.

ele continuou segurando sua mão, e com a outra ele começava a desabotoar sua camisa.

– você sabia que você é uma tentação Hinata, sempre foi e creio que sempre será. — ele confessou falando brandamente em seu ouvido, o que fez arrepiar-se quando o hálito quente e tremendamente sexy chegou os seus ouvidos.

– Itachi ... — ela falou entre suspiros e ar desacelerado. — por favor, não faça isso.

– não diga isso Hinata, sei que me quer tanto quanto eu te quero.- mas ele sabia que ela estava certa, no inicio era um plano te te-la e tirar-lhe a virgindade, assim, o acordo seria quebrado e Hinata seria forçada a se casar com ele, mas algo havia mudado dentro dele, não sabia o por que e nem por quem... Hinata, não ele sabia exatamente por quem tinha mudado. Aquela pequena morena o tinha nas mãos, se ela soubesse...

ele se afastou dela por alguns momentos, momento suficiente para ela se afastar para perto da porta, Itachi a seguiu percebendo logo seu erro de te-la soltado, mas era o melhor a se fazer, tinha que agir com frieza e naquele momento não estava nenhum pouco com as ideias no lugar, ele mantinha sua atenção nela, ela estava com medo dele, ou estava apenas o evitando, com os ocorridos dos últimos meses não era para tanto, a mudança dele, o noivado forçado... A pequena Hinata era muito forte, sempre fora e sempre iria ser aquela pequena que aparentava ser tão frágil, é mais o que os seus olhos poderiam ver.

Então Itachi começou a se perguntar o que estava acontecendo com ela, ele não sabia dizer, mas sabia que esta perto de Hinata era tão bom, tão confortante, tão especial como sempre fora.

Ele ainda estava com os olhos fixos nela, e ela nele.

Estava encostada na porta mas não saiu. Itachi se manteve também no mesmo lugar, ele estava parado com a mão no bolso.

Depois uma dor no seu coração tomou conta dele, e ele quis morrer ao lembrar de todas as vezes em que ele quis faze-la sofrer, uma mulher tão forte e sensível como Hinata tinha mesmo que sofrer? Ela não merecia nada daquilo.

O que era aquilo o antigo Itachi estava voltando? Aquilo era algo bom?

– Hinata – ele quebrou o silêncio – eu ando tendo sonhos com você novamente.

Ela se manteve calada, até confessar

– eu também Itachi, sempre em um grande salão. – ela começou

– onde eu e você estávamos dançando, e nos olhando...

– até meu pai me chamar para ir embora...

– incrível Hinata... sempre os mesmos sonhos. Não tem vontade de saber o motivo desses sonhos?

Hinata suspirou, e Itachi percebeu que ela relaxou os musculos, retraídos até então.

– sim Itachi, sempre tento entender e inventar alguma coisa, usando a química, física, matemática.... até história. Uma mais improvável que a outra.

– eu sei. – ele partiu para o lado da janela – Hinata...

Ele a chamou, mas ela já estava olhando- o ainda com o coração batendo acelerado no peito. Ele se virou para olha-la.

Como ele demorou de falar ela quebrou o torturante silencio, parecia que Itachi procurava palavras para falar com ela.

– quer dizer algo Itachi? – ele falou

– bem... – ele começou- amanhã eu vou falar um conhecido meu para ver sobre esses sonhos, espero que você coopere para que tudo dê certo.

– pode contar comigo Itachi – ela falou – é só me dizer onde e quando.

Ele nada disse, uma pergunta martelava a sua cabeça.

– Hinata... – ele chamou-a mais uma vez

– Itachi? – ela se aproximou dele.

– você ainda confia em mim?

Ela se aproximava mais e mais, até Itachi sentir seu calor.

E sentir o halito de Hinata em sua orelha

– confio, sempre confiei e sempre vou confiar – ela virou na outra orelha – mesmo que você me mate, que você me odeie, que você diga e repita maldades e maldições a minha direção, eu sempre vou confiar em você, por que é isso que meu coração pede para fazer, confiar em você.

A resposta o pegou de surpresa, era a exata resposta que ele não queria ouvir.

E todo o seu corpo tremia com a resposta e a aproximação de Hinata, em um momento ele perdeu todo o controle e se virou, a aproximação era tanta que seus labios se tocaram sem que um dos dois notassem.

Hinata ficou corada, mas uma onda de ousadia a fez ficar ali, sendo o alvo dos olhos rubros do desejo de Itachi.

Só tinha uma certeza aquele momento.

Queria ser de Itachi, nem que isso fosse seu pecado e seu declínio.

Ele a segurou pela cintura e a levou atá a cama, apenas olhando aqueles olhos perolados e cheios de vida. Hinata deitou-se na cama sem saber o que fazer, era uma virgem!

E isso a fez sentir raiva, já deveria estar acostumada com um mundo de impotência mas sentir isso com Itachi era outra coisa.

Itachi acariciou o seu rosto. E beijou-lhe a face corada, tão diferente de instantes atrás onde parecia que era apenas sexo, mas e agora?

Fariam amor?

Ela não queria pensar nisso agora, um sorriso surgiu nos lábios de Itachi. E ela o acompanhou.

– o que houve? – ela perguntou curiosa, temendo no fundo uma repulsa por parte de Itachi.

– eu sou um completo idiota Hinata. – ela sabia do que ele estava falando – eu sou um estúpido, um egoísta, e sinto muito por isso.

– você não tem culpa de ser um Uchiha, Itachi, Sasuke me falou o que acontece com os membros de seu clã quando “perdem” um amor. Então na verdade eu estava dividida entre a doce certeza que você me ama, e a maldita dor de ter te perdido sem ao menos nunca te-lo, e agora Itachi, independente se sua escolha eu me entrego a você, por minha própria vontade, por que se você escolher me odiar, quero que você me odeie sabendo que um dia eu fui sua e você meu.

Aquelas palavras por algum motivo o deixava satisfeito, mas já fizera sua escolha.

– Hinata, durante todos esses meses, eu estava aqui te observando, ganhei dinheiro, e sei que quer saber de onde veio esse dinheiro, mas isso vou te contar mais para frente, a unica coisa que te peço é um pouco de paciência. Tudo vai acabar bem, eu te prometo.

Itachi beijou seu pescoço, e depois sua vermelha boca.

– mas por agora, tenho que pensar em alguma coisa para anular seu contrato com Mybu Kyo – san.

Ele se levantou com muita dificuldade.

– Itachi, como fará isso? — Seu plano inicial o fez querer aquela pequena para sempre.

Ele correu para a direção da janela, lugar onde ele tinha entrado.

– logo, logo saberá minha linda. Por agora tenho que pensar em um plano. – ele ia saltando pela janela – eu vou te avisar quando chegar a hora Hinata. Esteja sempre de plantão, vou estar sempre aqui, mas por agora eu realmente preciso pensar, mas faça o que está fazendo aproximando Kyo-san de sua pequena irmã.

– hai. Volte logo, Itachi... – ele a olhou antes de saltar – agora sim você é o Itachi.

Ele riu, e se foi.

Hinata observou ele passar de telhado em telhado, até entrar por uma janela, não muito distante da casa dela, demorou um pouco mais e as luzes da casa se apagou, por algum motivo ela viu a casa vizinha e um arrepio passou por seu corpo quando viu que Madara a observava, e quando notou que ela o tinha visto ele fez uma mesura majestosa e entrou, fechando a janela.

Madara era um homem de pouco mais de trinta e três anos de idade, e muito atraente, pelos boatos que circulavam por aí ele era um homem infiel e que já provara maior parte das mulheres de todas (ou quase todas) idades, ainda se lembrava do dia em que ele a surpreendeu dizendo que ela seria sua amante fixa. Por que coisas desse tipo tinha que acontecer com ela? E se Tsunade- sama soubesse daquilo? Seria mais um escândalo para a família Hyuuga, por que atualmente o boato era que Hinata havia sido repelida pelo noivo, que não queria se casar com uma mulher “sonsa” como ela.

Na rua tinha que aturar comentários maldosos de algumas das meninas que eram apaixonadas pelos irmãos ou pelos homens do clã Uchiha.

Santa paciência!

Duas vozes a chamou a atenção para o portão da entrada principal do clã Hyuuga, sua curiosidade falou mais alto, mas conhecia umas das vozes.

Hanabi havia voltado de seu treinamento com Mybu Kyo, o homem a quem todos conheciam como “olhos de demônios se não os conhecesse diria que ele era um Uchiha. Os olhos eram vermelhos e os cabelos longos e espetados pretos como os dos Uchihas. Era muito maior que Hanabi, que ria com alguma coisa que ele havia dito. A ideia original de Kyo era treinar a Hinata, mas sabia que o seu casamento com Kyo não aconteceria, ora pelos olhares que Kyo e sua irmã trocavam na sua festa ( o que era um alívio para Hinata) ora por ela mesma que não queria magoar mais Itachi.

Hinata observava os dois e se decepcionou quando eles não deram um beijo de despedida.

Quando Hanabi atravessou o portão, Hinata decidiu que já era hora de dormir, o que não foi uma ideia valida, já que sua porta escancarou dando passagem para Hanabi que estava eufórica de felicidade.

– Hinata? Está acordada?

– sim – ela respondeu de pronto – por que tanta euforia desse jeito?

Hinata a fez sentar na cama, e a recebeu com um lindo sorriso.

– Não aconteceu nada, por que ele ainda é um homem comprometido – uma súbita tristeza fez com que Hanabi olhasse o chão e reprimir algumas lagrimas. – tenho uma confissão a fazer Hinata, e temo que não possa me perdoar.

– diga e depois lhe digo se te perdoo ou não. – Hinata estava inquieta com a revelação que sua irmã iria fazer – diga Hanabi.

A garota não tinha coragem de encara-la

– eu e o Kyo andamos nos encontrando algumas vezes as escondidas, desde o seu noivado com ele, mas eu juro Hina que não aconteceu nada, nem mesmo um beijo.

Hinata suspirou aliviada

– pensei que fosse algo entre você e Itachi, mas não vejo motivos para você ficar com toda essa culpa, uma vez que é você quem esta interessada em Kyo- san e parece que ele em você. – Hinata pegou na mão da irmã menor – eu estou muito feliz hoje Hana... e acho que você também ficara depois que ouvir o que me aconteceu hoje.

Um brilho de esperança acendeu nos olhos perolados idênticos aos de Hinata.

– desembucha logo Hina... – ela disse sem paciência.

– recebi uma visita inesperada hoje, quando cheguei nesse quarto, e não faz muito tempo que ele foi embora...

– Itachi Uchiha? – ela cortou a irmã, que riu e balançou a cabeça afirmando que sim.

– o próprio, e ele foi tão ríspido e indiferente no começo de nossa conversa, mas em um piscar de olhos ele mudou totalmente, e se você quer saber Hana, quase me entreguei para ele essa noite. E ele disse que iria pensar em uma forma de anular esse contrato, por que quer se casar comigo.

– ele disse isso?- Hanabi parecia não acreditar no que estava ouvindo – você ...

– o caminho fica livre para nos duas nichan.

– então com isso devo afirmar que Itachi voltou? – ela correu abraçar a irmã.

– tenho certeza...Meu Itachi voltou.

Notas finais
Parece que esta tudo bem... mas vem mais por aí.