A Felicidade é Logo Ali...

10 010- Memória Part. II.


Notas iniciais
Sim é isto mesmo, dois capítulos na mesma semana! Quem me viu, quem me vê! kkkk Não se acostumem, pois este é só um capitulo bônus pela demora em atualizar e sim este capítulo ao contrario dos outros está prometendo revelar algumas coisas, mas não muitas. Nas notas finais eu esclareço melhor! Boa leitura meus doces.

Sai

Ele tinha exatamente 12 anos quando tudo aconteceu. Mas antes disso a vida dele não havia se mostrado fácil, muito antes dos Haruno o adotar. Sai não sabia quem era sua mãe biológica, quando ainda era bebê foi abandonado na frente de uma casa, a família de lá não era muito rica a mãe era amável e o casal já tinha outro filho. Não, ele não foi indesejado lá. O seu primeiro pai botava Sai e o próprio filho, ambos na época com cinco anos, para assistir ele transando com outras mulheres enquanto a mãe saia para trabalhar e passava o dia fora, no dia em que Sai abriu a boca para a mãe e ela acreditou, o homem brigou com a esposa e depois endoidou comprando uma arma para meter bala em todo mundo e depois se matar.

Claro que a vida tem alguns deslizes, como por exemplo, enquanto todos dormiam no meio da noite o homem pegou sua arma com silenciador e foi furtivamente bagunçar a casa para parecer um assalto, após atirar na esposa atirou nas crianças, deitou ao lado de sua mulher e pensando que todos estavam mortos se suicidou da melhor forma que parecesse que alguém armou tudo aquilo.

— Acontece que o homem não tinha nenhuma familiaridade com pessoas mortas. – Sai disse para o psicólogo novo.

— E o que aconteceu depois?

O homem morreu, o filho legítimo do casal morreu, a mulher entrou em um estado de loucura e teve que ser internada e Sai foi para um orfanato já que nenhum parente se mostrou ativo em ficar com o garoto de apenas 6 anos.

— Aí você foi adotado pelos Haruno?

— Sim! A minha vida foi muito tranquila e feliz até meus 11 anos.

— O que aconteceu nesse período?

— Doutor... Você sabia que o diabo gosta de coca zero? — Sai olhou sério para o homem a sua frente.

~*~

Ino

O divórcio dos pais era algo recente, no começo não a incomodou. Ela era madura o suficiente para intender que eles não estavam dando certo. Quando eles se separaram eles estavam morando na Suíça, acontece que a mãe e o pai eram muito apaixonados.

A mãe de Ino veio de uma família pobre a avó materna que não tinha dinheiro para gastar com mimos e lazer para as suas três filhas sempre fora uma pessoa boa de coração, mas guardava dinheiro para pagar os estudos das filhas, às vezes não havia mais do que feijão e arroz no prato. A mãe de Ino conseguiu fazer uma boa faculdade pública e um bom emprego depois disso, mas ela jurou para ela mesma que se um dia tivesse filhos ela não deixaria passar o perrengue que ela passou, nem que para isso ela precisasse ter dois empregos.

O pai de Ino por outro lado era de uma família de classe média alta, estudou sempre em boas escolas e não passou por nenhuma dificuldade financeira, apesar do dinheiro sempre vir fácil ele sempre deu valor a moral e os bons costumes.

Ino cresceu em um lar agradável, os pais brigavam, mas se amavam. O trabalho da mãe como designer de moda levava a família a se mudar constantemente, o marido não se importava muito já que a profissão de relações internacionais se mostrava flexível na maior parte das vezes e a esposa sempre estava junto da família na maioria das vezes. Na Suíça o tempo se mostrou diferente já que ela se distanciou da família e as brigas tomaram outro ar.

Para Ino no começo da separação era tudo flores, mas agora era uma tempestade onde ela não via mais o pai e a mãe. Ela estava sozinha em um mundo de estranhos.

— Terra chamando Ino. – Temari balançou a mão na frente dos seus olhos. – Ino. – A loira olhou pra outra. – Em que mundo você estava menina.

— No mundo de faz de conta. – Ela riu de lado.

— Sei. – Ela falou não acreditando muito. – Vem vamos entrar... A aula de inglês vai começar.

~*~

Hinata

A família dela era rígida, mas nada que afetasse muito ela como afetava seu primo Neji. Ela era uma máquina de primeiras impressões, a postura reta e a habilidade de falar só quando é necessário eram seus melhores atributos ao ver do seu pai. Mas ela não era a filhinha que o papai queria quando ele não estava olhando.

Dos 10 aos 12 anos ela namorou ninguém menos que o loiro chamado Naruto Uzumaki em segredo. Eles eram amigos de infância e desde que se entendia por gente ela gostava do loiro e Naruto por sua vez só percebeu isso quando tinha 10 anos.

“Namoro de infância” as pessoas pensam, mas para Hinata aquilo foi como uma grande bomba. Ela realmente com todas as suas forças gostava do loiro, às vezes se permitia alucinar que eles iram se casar quando se formassem na faculdade, mas a vida não é só flor.

Há uma teoria que diz a cada duas pessoas que você gosta existe uma que você rejeita, ela acreditava nisso com algumas alterações. Da mesma forma que ela gostava de Naruto existia outro amigo de infância chamado Kiba Inuzuka que gostava dela. Kiba sempre fora um amor com ela, sempre a tratando como toda garota queria ser tratada e ele não mudou quando ela começou a namorar o loiro. Mas o tempo passou e ele mudou.

A personalidade amável e gentil se tornou possessiva e brutal. Hinata viu isso muito bem em um dia que eles foram fazer um trabalho juntos na casa do moreno.

— Neji você não quer vir comigo? — Ela se lembrava de que perguntou isso por mensagem ao primo horas mais cedo de tudo acontecer.

— Não, eu tenho prova amanhã. Mas qualquer coisa é só gritar e mandar sinal de fumaça se for preciso, estou do outro lado da rua. O Naruto vai com você não é?

— Vai.

—Fico mais tranquilo.

A casa de Neji era em frente à de Kiba que deixava Hinata mais calma, porém Naruto não foi com ela. Se ele fosse às coisas poderiam ser diferentes.

~*~

Gaara

As coisas não estavam nada calmas em casa, seu pai Rasa não havia mudado, as veias de Gaara se reprimiam quando ele via o pai que um dia tanto admirou se tornar um mostro na frente de seus olhos.

Eram alguns puxões de cabelo e tapas no rosto da esposa, mas ele sabia que aquilo estava ainda muito fraco, o pai era muito mais cruel do que mostrava ser alguns dias. Ele era muito mais cruel quando eles moravam ainda em Suna.

Gaara era um grande covarde em deixar a mãe sozinha enquanto o pai fazia isso, Gaara era um bundão de carteirinha quando ele se escondia no armário em baixo da escada com os irmãos, antes e depois de Suna. Não importava se ele estava longe de sua terra natal ele continuava trazendo a essência covarde de lá para ele.

Ele não tinha muitos amigos seja qual fosse o canto do mundo, só sua eterna amiga lâmina, Larissa, essa sim sabia fazer as coisas. Abriu a mochila dentro de uma das cabines do banheiro masculino da escola, procurou e tirou de lá de dentro sua amiga Larissa.

Olhou seu reflexo reluzir na superfície espelhada dela, ele tinha cara de um covarde. Levantou a manga de um casaco e fez um corte horizontal um pouco a baixo do pulso e acima de alguns cortes se cicatrizando.

É a vida que segue e trás memórias que ele não gostaria de lembrar.

Notas finais
Bom... é o seguinte: As postagens agora tomaram um hábito semanal, estou bem inspirada então os capítulos devem seguir mais ou menos o mesmo tamanho se for preciso escrever mais eu provavelmente quebre em outro capitulo porque eu acho muito ruim de ler de uma vez só muita coisa. Eu não tenho o objetivo de contar toda a verdade sobre determinados personagens de uma vez só (leia-se isso como eu não vou dar a história mastigada), eu escrevo em quebra cabeças que você vai ter que ir juntando as peças! Sim, isso tudo é uma grande bola de neve. Se vocês tiverem preferências com certos personagens ou assuntos podem falar! E eu quero a ajuda de vocês em duas coisas a primeira é para uma possível votação para o nome da mãe da Ino (o quê não tem ao certo) então se vocês tiverem opiniões eu também estou ouvindo e a segunda é que eu queria saber qual a parte que vocês mais gostaram da fic até agora? Obrigada pela leitura, paciência, acompanhamentos e favoritos. Comentem :) XoXo meus caçadores de felicidade.