A Felicidade é Logo Ali...

6 006. Parte da família.


Notas iniciais
Hey pedrinhas em lapidação, como estão? Agradecimentos especiais para: Sunny hinatju Misaki Uzumaki por seus comentários um beijo com gosto de caramelo. Amados lindos mais um cap para vocês... Saiu bem diferente do imaginado, mas em geral ficou bom. Não... Não tem treta ele, mas... tem a apresentação da irmã da Tenten.

Final de semana, como que ela amava. Assim que saiu da escola na sexta-feira ligou para os seus tios falando de suas notas e de seu desempenho acadêmico na semana e isso lhe rendeu três horas com sua amada irmã.

A irmã de Tenten era apenas cerca de dois anos mais nova que ela. Tenten puxou a mãe em seus cabelos e o pai nos olhos, já Kathy – sua irmã – tinha os olhos negros e os cabelos chocolates da mãe. Tenten se recordava de sua mãe, não só vendo a irmã que era a copia mais jovem da figura materna, mas toda vez que ia fazer terapia... Isso somava quatro vezes ao mês e quarenta e oito vezes ao ano.

Quarenta e oito vezes que ela repassava a única lembrança que sempre quis apagar de sua cabeça, mas isso foi nos dois primeiros anos que foram posteriores a morte dos pais. Porque hoje em dia Tenten não tinha mais tempo para terapias e muito menos para falar da morte dos pais. Morte da qual ela assistiu de camarote no banco de trás do carro, morte da qual ela sobreviveu, morte na qual...

— Tenten. – A tia pareceu na soleira da porta.

Ela se aproximou do sofá vermelho que a garota chocolate estava sentada, sentou-se ao seu lado e passou os braços por cima de seus ombros como se aquilo fosse real e fizesse alguma diferença para alguma das duas. O meio abraço não possuía sentimento, aquele abraço de longe era parecido com o de sua mãe ou o de seu pai, mas ela já havia o recebido muitas vezes ao longo da vida e já era acostumada com ele.

— Ela esta dormindo, mas assim que ela acordar pode entrar.

Ela estava na casa luxuosa dos tios, esperando sua irmã acordar. Sendo de propósito ou não seus tios sempre falavam que Kathy estava dormindo quando Tenten chegava e isso lhe custava alguns minutos e uma hora do tempo de visita.

~*~

A campainha soou pela casa e o garoto a atravessou como se fosse um foguete, descendo as escadas e chegando à porta em tempo recorde.

—Vamos, temos exatamente... – Olhou o relógio de pulso. – Sete horas antes de a minha mãe chegar do chá com as amigas. – Sasuke falou com a adrenalina no sangue.

— Parece que foge da polícia. – Naruto entrou na casa rindo e caçoando o amigo.

— Foge é dos militares. – Shikamaru constatou. – O pai dele é um que ele foge.

— Vamos parar com essa queimação de sardinha e vamos começar a disputa logo. – Falou fechando a porta, incomodado.

— Certo. O tempo urge e a Sapucaí é grande. – Naruto olhou para todos os lados da sala. – Cadê o FIFA Sasuke? – Naruto pareceu indignado.

— Está na TV de lá de cima, para caso alguém chegue...

— Estamos estudando, já sei. – Shikamaru fez movimentos com as mãos. – Bando de amigos problemáticos esses os meus.

— Eu não sou problemático. – Naruto se defendeu.

— Nem meu amigo. – Naruto fechou a cara e Shikamaru começou a rir. – Brincadeira. Você é sim, mas estava falando do Sasuke emo que esperou a mãe sair para o chá.

— Sasuke emo? – O loiro começou a rir.

Sasuke revirou os olhos e começou a subir as escadas deixando os amigos abandonados na sala de sua própria casa. Ainda bem que não veria o pai por mais duas semanas.

~*~

Ino ainda não sabia ao certo onde estava seu celular e sinceramente não tinha nenhuma pressa em acha-lo por meio das caixas ainda amontoadas em seu apartamento. Ela geralmente esperava um mês e meio antes de começar a desfazer algo. Isso porque ela aprendeu a não ser precipitada.

Sua mãe não almoçou com ela e muito menos iria lanchar com ela, mas isso já era de se esperar então decidiu fazer uma coisa da qual fazia quando pequena e sentia sozinha, foi para casa da avó.

Ela entendia porque suas amigas não poderiam passar o final de semana com ela, elas tinham suas próprias vidas e seus próprios problemas e “dane-se a Ino”, mas quem não tinha cão caçava com lobo e era isso que Ino pensava toda vez que ia para a casa da avó materna por esses motivos. Tocou a campainha da casa verde água que aparentemente não havia mudado em nada. A avó tinha lá seus cinquenta e oito anos e tinha espírito de uma garotinha de dezoito e mente de trinta.

— Ino que bom que você não se esqueceu dessa sua caveira ambulante. – Falou referindo-se a si mesma. – Venha, entre meu doce. Chegou bem a tempo de pegar o brigadeiro em panela bem geladinho.

Sempre havia algo para se empanturrar na casa da avó.

Entrou, fez um reconhecimento do jardim enquanto dava um abraço apertado e cheio de saudades na senhora de cabelos brancos platinados de loiro.

— E sua mãe como ela está? – Falou arrastando a loira mais nova para dentro de casa.

— Não sei exatamente. Faz uns dias que não a vejo.

— Quantas semanas? – Ela sabia ler a neta.

— Desde que nos mudamos.

— Eu já falei para a minha filha parar com isso. Sente-se querida. – Falou quando adentraram a sala. – Não quero que ela continue assim.

— Como assim vó? – Perguntou meio confusa seguindo a avó para a cozinha.

— Bom... – Ela abriu o congelador. – Não quero que sua mãe perceba tarde de mais. – Ela se virou e tomou um susto com Ino que a olhava séria. – UI. – Ela soltou um riso fraco e colocou a panela na mão da mesma. Virou-se e pegou uma colher e apontou para a loira mais nova. – Quer granulado colorido?

Ela afirmou com a cabeça. A avó era ótima, porém seus maiores defeitos eram começar um assunto e virar esse assunto para um rumo nada bom ou ainda tinha quando ela simplesmente parava os assuntos ou as frases do meio e deixava tudo no ar e por isso mesmo. Foi isso que ela fez naquele dia. Ela desconversou e voltou a falar sobre o brigadeiro ou falar como Ino havia crescido nesses anos fora. Ino não se incomodou porque ela verdadeiramente amava sua avó acima de tudo e estava acostumada com seus meios assuntos desconexos.

~*~

Tenten deveria agradecer muitas pessoas por sua irmã, claro que poderia contar essas pessoas nos dedos, mas na maioria das vezes ela não contava. Trazia lembranças ruins aquilo. Sua mente se tornou um véu branco quando viu o rosto da irmã depois de muito tempo, a mais nova tinha olheiras pouco profundas em baixo dos olhos e seus cabelos eram rebeldemente soltos.

— Kathy.

— Tenten.

— Como você se sente hoje?

— Melhor que em muitos dias.

Tenten sentou-se do lado da irmã e pegou sua mão.

— Como foi sua semana?

— Nada de mais. Meus professores particulares estão começando a me dar nos nervos.

— Eles passaram muito dever?

— Não. – Ela revirou os olhos. – Não ligo para isso, você sabe.

— Então...? – Tenten a incentivou com curiosidade.

— Então que eles estão começando a me tratar como se eu estivesse perto de morrer.

— Mas isso nunca te incomodou tanto.

— Porque ninguém nunca fez isso comigo enquanto eu estava realmente doente.

Tenten olhou para a irmã.

— Quero dizer... Todo bem... Eu sempre estou doente, mas você me entendeu.

— Eles sempre te trataram normal quando você estava de cama. – Tenten concluiu pela irmã.

— Isso.

— Só por isso?

A irmã ficou em silêncio, não eram exatamente as atitudes dos professores particulares que seus tios pagavam que a incomodava, era na verdade a única pergunta que sempre estava em sua mente e ninguém a deixava esquecer. Suspirou certa de que a irmã mais velha não gostaria da pergunta, mas como sempre foi sincera com ela não viu menção em não perguntar a ela:

— Tenten... Posso te fazer uma pergunta?

— Pode. – Ela sorriu.

— Você acha que desta vez eu morro?

Tenten apertou a mão da irmã e respondeu com sinceridade.

— Não desta vez Kathy, você ainda vai ver seus sobrinhos nascerem.

— Então eu vou viver até os 100 anos. – Brincou com a irmã rindo.

~*~

Seu celular tocou bem na hora em que a partida acabou. Deligou o som da TV e fez sinal de silêncio para os amigos.

— Alô? Mamãe.

Viu Naruto o remedando e rindo sem som, Shikamaru deu um tapa nas costas dele. Sasuke revirou os olhos e colocou o celular no viva-voz.

— Sasuke querido, estou de saída já daqui. Quer algo da rua?

— Não obrigada mãe. – Viu os amigos gesticularem com ele e fazerem movimentos com as mãos.

— Então tá estou...

— AH MÃE. – Praticamente gritou. – Espera, quero sim, você pode me trazer aquelas balas de caramelo?

— Mas elas só vendem no outro lado da cidade Sasuke, não é caminho para casa.

Sasuke segurou um grito de nervoso, estava sem ideias. Naruto estava quase se sufocando por prender o riso “balas de caramelo” não parecia má ideia para o estomago do loiro, porém para o seu cérebro era tudo hilário ver seu amigo moreno quase se matando para achar uma desculpa para a mãe ficar mais tempo na rua. Shikamaru por sua vez estava vasculhando o caderno de português de Sasuke atrás de uma folha em branco, pegou a primeira caneta que achou e escreveu algo e cutucou o amigo.

— Sabe o que é mãe... – Ele leu o que Shikamaru havia escrito e balançou a cabeça não acreditando no que ia dizer. – Estou com muito desejo disso.

— Desejo? Você está gravido? Olha Sasuke eu estava lendo uma reportagem um dia desses e eles disseram que tinha que fazer tratamento, você fez tratamento? Quem é seu parceiro?

— Parceiro? – Ele juntou os pontos. – QUE ISSO MÃE. EU NÃO SOU GAY E NÃO ESTOU GRÁVIDO.

— PARA DE GRITAR COMIGO, CADÊ O RESPEITO?

— Desculpa.

— Tá bom. Vou ver o que eu faço por você. Não quero que meu neto nasça com cabeça de caramelo, bem ou mal é meu neto.

Ela desligou antes que ele pudesse dizer algo. Naruto começou a rir.

— AÍ cara... – Levantou e começou a catar as coisas. – Eu estou tão ferrado. – Rio em desgosto.

— Problemático isso. – Levantou e catou as embalagens de biscoito.

— Quero ser o dindinho.

— Você que vai ter algo entrando por trás se não parar de rir e ajudar a arrumar.

Shikamaru revirou os olhos.

~*~

Naruto passou em sua casa quase à noite, obviamente para filar a janta ou algo de comer que alguém daquela casa estivesse comendo. Sakura por sua vez se entediou de ver o primo devorando a segunda taça de sorvete e olhou para a televisão, estava passando um programa sobre animais e seus diferentes tipos de acasalamento.

— Ahm... Não precisa mais se preocupar com o Sasuke?

— Era para mim te me preocupado?

— Você não disse que não era para ela se preocupar? – Sai, o irmão não muito gêmeo de Sakura, falou.

— Disse? Não lembro. A questão é: Sasuke está grávido.

— Você está de brincadeira comigo. – A rosada falou incrédula.

— Sério, ele me falou hoje enquanto ele me fazia de faxineiro de quarto. Saiba que é muito comum isso... Basta você fazer...

— ECCA. – Sai fez sinal de vomito. – Não preciso saber os detalhes.

— Não estou falando de sexo não seu merda, estava falando de tratamentos.

— Como o da mulher que faz quando não consegue engravidar?

Naruto deu de ombros, não sabia realmente nada sobre o assunto.

— Sai, você é um virgem mesmo. Pergunto-me o que você com a Ino no tempo em que vocês eram namorados.

— Sou virgem e me orgulho disso Naruto, agora eu e a Ino somos um caso que você não deve meter o nariz.

— Tá bom. Não está mais aqui quem falou. Só saiba que eu sei que tem caroço nesse angu que vocês chamaram de almoço... Quero dizer... Janta... Não... – Se enrolou nas palavras.

— Namoro. – Sakura deduziu.

— Isso, namoro.

— Que seja. – Sai voltou a prestar a atenção na TV.

~*~

Ela poderia não ser uma pessoa exemplar, mas uma coisa que todos poderiam concordar com ela, era: sábado em família era um saco.

Começando por seu irmão mais velho que sempre se comportava como se tudo estivesse indo as mil maravilhas e seu irmão mais novo que ficava com cara de bunda seguido por sua mãe que tinha uma cara de paisagem igual à dela e depois por último seu pai.

O pai não era de todo ruim, mas não era de todo bom. Somente o fato de ocasionalmente ele bater na mãe já deixa o clima na casa nada legal, mas agora sua mãe tinha o final de um hematoma roxo no pescoço.

— Então como foi à escola? – O irmão mais velho perguntou.

— Bem. – Ela disse. – Gaara conheceu uma amiguinha.

— Ei. Você falou que não iria contar.

— Eu menti.

— Não posso contar nada para você mais.

— Não conta. E eu descubro do mesmo jeito.

— E... Ela é leal? – Interveio a mãe com medo de uma briga mais séria.

— Não sei!

— Como não sabe? – O irmão ficou indignado.

— A gente não conversou muito.

— Entendi. – O irmão riu.

— Qual o nome dela? – A voz do pai quebrou todo o clima feliz da casa.

— Eu não sei.

O pai o olhou e ele encolheu os ombros.

— Insolente.

Notas finais
Hey pessoas. O que acharam? Preciso falar que gosto de comentários? >.< M.M Acho que não neh? Bom... Boa semana e beijinhos doces. Não esqueçam de comentar o que acharam... XoXo