A Feiticeira
6 Sonho
Notas iniciais
Alex estava indo em direção ao chalé de Hermes quando encontrou Nico. Ele já estava preparado para ir embora, mesmo tendo dito que iria só no dia seguinte.
– Nico?
– Ah, oi Alex! Tudo bem? — ele disse isso meio apreensivo, pois percebeu os olhos inchados da garota.
– Sim. Está indo embora?
– É, vou fazer uma viagem ao mundo inferior. Assim quem sabe eu consigo finalmente traze-la de volta.
– Sua irmã? – em uma das conversas deles no Acampamento, Nico revelou seu maior desejo, que era trazer Bianca de volta a vida – E tem como trazer os mortos de volta? Eu achei que era impossível, até para seu pai.
– Sim, mas não é meu pai que vai trazê-la de volta, é um outro jeito, não sei se vai dar, mas acho que vai dar certo. Finalmente tenho um jeito de ter minha irmã de volta.
– Ok então, até mais Nico, a gente se vê!
– Ei, espera! Você viu a Clare? Quero falar com ela antes de ir.
– Ela estava na floresta, acho que daqui a pouco ela aparece.
– Valeu! Tchau Alex!
Ela foi para o chalé de Hermes, deitou-se e dormiu.
Em seu sonho se viu em uma enorme sala de mármore, estava muito escuro, dificultando a visão.
Uma figura masculina apareceu ao fundo da sala, ela não soube dizer quem era devido a escuridão do local. O homem começou a se aproximar e Alex viu quem era.
– Ares? O que é que você quer?
– Nossa! Vejo que sou bem vindo, hein! Mas o que quero é lhe dizer que uma das portas foi aberta, e talvez a mais importante. Assim que sua mãe morreu arrombaram a porta devido à quebra temporária do feitiço. — Disse ele com ironia na voz.
– Mas já? Ela morreu há tão pouco tempo e — Alex parou quando a expressão de Ares mudou — Quando ela morreu exatamente?
– Faz umas duas semanas.
– E vocês só vêm me falar isso agora?
– Nós tínhamos e temos coisas mais importantes a fazer, mas enfim, eu sei que você não gosta da espada mas você vai ter que aprender a usa-la, estamos em momentos difíceis, e nesta guerra você não pode sair no meio dela como da outra vez. — ele dizia tudo com frieza, como se estivesse odiando estar ali, o que de fato, estava.
– A culpa não foi minha e você sabe muito bem disso Ares.
– Não estou dizendo que foi, estou apenas falando que sua posição hoje requer que você esteja bem e pronta para lutar, você agora é nossa peça principal. Por enquanto eu, nós precisamos que você treine,l e muito! Você não vai ser uma Sapphira da vida, assim como ela nunca seria como você, mas quero que você saiba ao menos como se proteger e não ser morta, ok?
– Ok... — ela disse receosa- Espera, você disse que uma porta foi aberta, qual foi aberta?
– Você irá descobrir logo, se for tão inteligente quanto diz ser. Meu trabalho está feito, adeus e espero que demoremos a nos ver novamente.
– Assim espero.
A cena tremeluziu e tudo ficou preto. Alex acordou com mil duvidas em sua mente. Estava sozinha no chalé, a maioria estava se divertindo do lado de fora. Os filhos de Apolo tocavam suas flautas e atiravam suas flechas. As filhas de Afrodite ficavam seduzindo cada garoto bonito que passava em sua frente. Os filhos de Hermes davam risada toda vez que suas brincadeiras davam certo. Os de Atena liam e conversavam entre si sobre o que viesse a mente, que era sempre algo bem mais inteligente do que se espera ouvir em uma conversa de adolescente de 15-17 anos. E Alex estava ali, quebrando a cabeça sobre qual poderia ser a porta que Ares estava falando.
Tentou juntar o que sabia com os acontecimentos recentes. Fenrir, que havia escapado do seu Mundo da Sombra há alguns meses, não lhe dava muita pista. Hécate não disse quase nada. Depois disso ela conversou com Clare e Nico, aí ela foi para – espera! Nico! Ele havia dito que descobriu um jeito de trazer sua irmã de volta, e para isso apenas passando pelas Portas da Morte, que é muito bem guardada e protegida, a qual sua mãe havia dedicado tempos e tempos para proteger, pois abrir as Portas da Morte significava sem mortes, e isso definitivamente não é bom.
Era isso. Tinha que ser essa, mas o que Alex não entendia era conseguiram fazer isso. Sua mãe morreu e sim, ela era a principal protetora daquele lugar, mas não a única. E Thanatos? Onde ele estava? Lembrou — se então da 2ª Grande Profecia, sobre os sete meio sangues e inimigos armados às Portas da Morte. Queria falar com Quíron sobre isso, mas será que seria uma boa ideia? Se ele tivesse que saber saberia, os Deuses não esconderiam isso dele se eles precisassem que ele soubesse. Por tal motivo Alex decidiu ficar quieta e fazer o que Ares lhe pediu.
Ela se levantou e foi para o chalé de Ares, afinal, precisaria de um instrutor.
Chegou ao chalé e bateu na porta. Estava tocando rock como sempre, mas sem a gritaria que normalmente havia. Olhou pela janela e viu que estava praticamente vazio, só havia alguns garotos lá dentro brincando de jogar coisas uns nos outros. Um deles abriu a porta, era Jack. Aquele garoto vivia sempre dando risada, Alex não sabia se ria dos outros ou se apenas era um cara feliz. Mas não era exatamente bem educado.
– O que quer aqui?
– Vim saber se tem como algum de vocês me ajudar no treinamento com a espada.
– Acho que George não teria problema com isso não é pessoal? — ele disse olhando para seus amigos e dando uma boa risada.
– Estou falando sério, eu preciso de alguém para me ajudar!
– Eu também, se bem que eu não entendo porque você quer aprender com um de nós. Por que não escolhe o Percy, hein? Ele é o melhor esgrimista do acampamento e você pode pegar pesado e atacar sem dó! Ele não de machuca mesmo! — ele riu de novo.
– Algum de vocês vai me ajudar ou não?
– Ajudar em quê, Alex? — Era Clarisse chegava no chalé.
– Ela está querendo uma ajuda com espadas.
– Será que George não poderia fazer isso? — Ela fez a mesma piada que Jack e ambos riram, deveria ser alguma piada interna que Alex não queria entender.
– Pode ser, é o garoto com quem eu falei no primeiro dia né?
– Sim!
– Onde ele está agora? Quero falar com falar com ele.
– Na arena, num mano a mano com Chris.
– Obrigada Clarisse.
Alex foi atrás de George. Ela não o encontrou na arena, mas quando de virou para ir embora, ele estava bem atrás dela.
– Procurando alguma coisa?
– Ah, oi George, na verdade eu estava procurando você.
– Sério? — ele disse com um sorriso — E por quê?
– É que eu queria alguém para me ajudar a lutar com a espada, e me disseram que você poderia fazer isso!
– Sim, claro que posso! Começamos amanhã pode ser?
– Ta! Quanto mais rápido melhor!
– Ok, te vejo no jantar!
Ele se virou e foi embora, deixando ela sozinha na arena, e imaginando quando chegaria a hora de usar suas habilidades, ainda por criar, em batalha. Ou melhor, quando a guerra finalmente estouraria. Mas sabia que até lá, deveria estar pronta para qualquer coisa.
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