A Favorita
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– Acorde Mell! — Disse minha mãe com um sorriso no rosto.
– O que aconteceu?! — Disse eu desesperada achando que aconteceu alguma coisa.
– Seus avós e seus tios estão ai, venha ver eles. — Disse minha mãe.
Levantei correndo coloquei minha melhor roupa, pois hoje era meu aniversário, estava fazendo 19 anos, e meus avós estavam aqui para me prestigiar, os pais de minha mãe América.
Quando cheguei na sala, estavam meus avós, minha tia May com seu filho Jerry, o tio Gerad com seu filho Luck e sua esposa. Também estava meu pai Seth e minha mãe América. Fiquei muito emocionada e abracei todos. De aniversário ganhei um cordão que foi de minha mãe, um com um pássaro. Achei lindo.
Todos cantaram parabéns, foi mágico. Após o almoço, cada um foi fazer o que achava melhor, meu pai foi conversar com meu avó, meu tio Gerad, Luck, Jerry e a mãe de Luck foram jogar futebol, minha mãe e minha avó foram conversar um pouco. E eu e minha tia May fomos assistir um pouco de tv e conversar.
Tia May perguntou sobre os rapazes de minha província, perguntou se eu gostava de algum, ou se achava algum bonito. Segundo minha mãe tia May sempre foi assim, desde pequena. Na verdade existia um menino bonitinho sim, a mãe dele de vez em quando vinha fazer umas faxinas aqui em casa. Eles eram um seis. Bom, seu filho era Leon. Leon Leger. Ele era lindo. Alto mas não alto de mais, magro mas não magro de mais, com cabelos castanhos e olhos claros, e com um sorriso que fazia você pensar que ele estava esconde alguma coisa. Seu pai era um dos guardas do castelo. Eu achava ele lindo e apenas isso. Mas não vou contar isso há tia May.
– Não tia. Não, ninguém — Disse eu na maior cara de pau.
– Tão tá minha querida. Mas me conta uma coisa Mell...o que acha do filho do rei? O Príncipe Erick? — Disse tia May curiosa.
Ah!!!!! O Príncipe Erick, adoraria ser esposa dele...
– Maravilhoso tia! — Disse sorrindo.
– Então por que não se escreve na Seleção? — Tia May falou dando um sorriso maior que a cara.
– NÃO! — Um grito saiu da cozinha.
– Ela não vai se escrever! Eu não vou deixar! — Disse minha mãe furiosa.
– E por que não América Singer?! — Falou minha vó me defendendo.
– Porque eu não quero! — Minha mãe nervosa ao ponto de matar um.
Ah mãe fala sério! Por que não?
–América, vamos conversar — Disse minha avó apontando para o quarto na maior calma possivel.
O que será que vai rolar?!
– Tia May, você me da licença, preciso ir ao banheiro. — Disse fugindo um pouco, e louca para ouvir a conversa.
– Sim sim minha querida. — Falou tia May
Fui até a porta do quarto dos meus pais, a porta estava encostada, e dava para escutar toda a conversa.
– América, pare de ser tão controladora, ela já tem idade suficiente para fazer suas escolhas. E ao contrario de você na idade dela, ela quer participar da Seleção. Qual o problema? Você já esteve lá! Sabe como é, sabe o que acontece lá dentro, acha que Mellody pode sofrer ou acontecer algo com ela lá? — Disse minha vó.
Como assim minha mãe participou da Seleção? E por que ela nunca me contou?
– Mãe, não acho que Mell vai sofrer lá dentro. Acho que ela sofrerá, após tudo isso. E você não sabe o que aconteceu comigo para que eu odeie tanto esse concurso idiota!
– Não sei porque você não me conta, América Singer!
– E não vou contar! Mãe entenda, não vou deixar ela se escrever nessa porcaria, não vou sofrer de novo, NÃO VOU! — Falou minha mãe com lagrimas nos olhos.
Sofrer de novo? O que aconteceu com ela?
– Ok filha. Não vou mais discutir. Faça o que achar melhor. Mas vamos esquecer tudo isso...é aniversário da minha neta e quero que hoje seja um dia especial para ela. — Minha vó falou enquanto abraçava minha mãe.
As duas voltaram para sala, e continuaram a conversar. Fui para o meu quarto, fui tocar um pouco de piano. Minha avó vei se despedir.
– Tchau minha querida, já vou indo, beijos e Feliz Aniversário!
– Vó, posso te pedir um favor?
– Claro meu amor!
– Vó quarta a senhora pode ir comigo entregar o ficha de inscrição da Seleção? Eu já preenchi a ficha.
– Claro, mas se sua mãe souber...
– O que não vai acontecer né vó! Quando ela souber, vai ser tarde de mais! — Fale sorrindo — Posso te buscar quarta para irmos juntas, então?
– Claro querida, te espero! Beijos, tchau minha pequena Mell. — Disse ela me beijando na bochecha.
– Tchau vó! Até quarta!
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