A Família Olimpiano e suas nações - Parte 3

26 Segunda Guerra- Um deus sem sentimentos.


Notas iniciais
Olá! Nihon sofre as consequencias por insistir com a guerra. Último capítulo sobre a segunda guerra. Boa leitura!!!

— Pensaram que só porque Delayoh foi presa, eu iria me entregar, como a covarde da Ivana e essa guerra ia terminar? Estão muito enganados. O império japonês ainda está na guerra. Eu estou na guerra e farei de tudo para vencer, o mundo conhecerá a força do Japão. Aliás, o Stanley sabe muito bem disso. — Disse Nihon, com uma pequena risada de sarcasmo.

— Devo lhe agradecer, Nihon. Pois, graças a sua incrível ação em Pearl Harbor, eu pude entrar na guerra e libertar o mundo de ameaças como líderes maníacos e principalmente, de deuses loucos, como Delayoh e você. — Disse Stanley.

— Estou emocionado com sua fala, Stanley. Verdade, seu discurso é inspirador, porém não me fez mudar de ideia. Seguirei nessa guerra até o fim, ou seja, até que você, Francine, Elisabeth e Sarah, estejam de joelhos perante a mim.

— Ah, não! Eu já estava comemorando o fim da guerra e agora teremos que permanecer nela por mais um tempo. Quando isto irá acabar? — Lamentou Elisabeth.

— Vai depender da insistência de vocês, querida itoko. — Disse Nihon.

— Nihon, meu filho, não faça isso. Eu te peço, não continue com essa guerra, que trouxe tanto sofrimento. Sua irmã está internada, já sofro por isso, não quero ver o meu filho sendo preso, irei sofrer ainda mais. — Implorou Héstia. — Não soube o que aconteceu com Delayoh? Ela fez o que fez e acabou presa, vai ser julgada e será condenada, não quero vê-lo com o mesmo destino, meu filho. Pelo seu bem e de seus japoneses, desista dessa guerra e se entregue.

— Agora lembrou que existo, mãe? Eu passei a guerra toda sozinho, sem o seu apoio e soube me virar muito bem sem a senhora, pois, preferiu se preocupar com a Polyana e não comigo. Então, pode continuar a dar a sua atenção para a minha irmãzinha e me deixe sozinho, pois, ficarei muito melhor sem a senhora. E podem se preparar primos, a guerra continua até quando eu quiser.

As palavras de Nihon feriram tanto o coração de Héstia, que a deusa ficou sem reação, parecia que havia perdido o chão. Arrasada e amparada por Atlas, ela foi para a Polônia. Nihon encerrou a mensagem austral e os outros deuses voltaram cada um para o seu país, agora teriam que se preparar para uma longa batalha, como lamentou Elisabeth, a guerra ainda não acabou. Assim que todos saíram, Hera foi para o hospital de Apolo para ver Delayoh.

...

Uma imagem e um som eram recorrentes no sono de Stanley: Delayoh sendo atingida por um raio dele e gritando de dor. Ele sempre acordava sobressaltado, com a respiração ofegante e chorava um pouco, apesar de terem se passado dias, seu coração se quebra a cada vez que se lembra daquela cena.

Desde então, Stanley se tornou mais frio e rígido, concentra toda a sua atenção em ajudar o exército americano a derrotar os japoneses. Haviam muitas contradições, alguns queriam usar uma arma potente e muito letal, para que os japoneses se rendessem. Outros queriam uma abordagem menos agressiva, queriam fazer os inimigos enxergarem seus próprios erros e se renderem. Stanley era a favor do uso de uma arma, mesmo que ela causasse um grande estrago. Para ele, nada mais importa, depois que feriu Delayoh, o amor de sua vida, um estrago causado por uma bomba atômica, não faria a menor a diferença para ele. Entretanto, Métis e Zeus não concordavam com a atitude do filho, Francine e Elisabeth tinham a mesma opinião que eles.

— Stanley, temos que agir com calma. Pense bem, meu irmão, se houver mais um ataque violento, haverá retaliação por parte de Nihon. E um ciclo de revides se iniciará, a guerra nunca terminará. — Disse Francine.

— Francine está certa, provocar Nihon a essa altura dos fatos, é loucura, só o deixará ainda mais irritado e com sede de vingança. — Disse Elisabeth. — Temos que arrumar um jeito de acabar com essa guerra de uma vez por todas, mas tem que ser feito com muita cautela, para não prejudicar ninguém.

— Nihon pensou nisso quando atacou Pearl Harbor? Pensou em quantos americanos iriam morrer naquele ataque? A resposta para essas perguntas é única: Não. Por isso quero fazer um ataque muito maior do que Nihon provocou, para ele aprender o que é sofrimento, qual é a punição para quem fere o povo americano. — Stanley falou tão rispidamente, que assustou Francine. — Concordo em parte com Elisabeth, temos que encerrar essa guerra sim, mas tem que ser de uma forma em que o Nihon não pense em fazer outra guerra. Já tenho uma ideia do que será feito.

— E o que você pretende fazer para parar o Nihon? — Perguntou Sarah.

— Lançar uma bomba atômica sobre o Japão.

Sarah ficou impressionada com a fala de Stanley, Francine e Elisabeth ficaram aterrorizadas.

— Está brincando, não é, Stanley? Jogar uma bomba atômica sobre um país é radical demais, é cruel demais. — Disse Elisabeth pasma. — Nós somos deuses protetores, protegemos nossos países, não causamos a destruição de outros.

— Pensa bem, Stanley, se fizer isso, será uma loucura. Sei que quer atingir Nihon, mas um ataque como esse pode fazer mais estrago do que ferir o nosso primo, pense no quanto ele irá sofrer, pois, será o povo dele que será atingido. — Disse Francine. — Como disse Elisabeth, nosso dever é proteger e não destruir, já vimos tanta destruição na Europa, não cause mais, por favor.

— Nihon não teve piedade com o povo americano, não pensou nas consequências. Não mudarei de ideia, me reunirei com os americanos que são favoráveis a bomba e traçaremos uma estratégia. Nihon não quer conversa, se é uma guerra que ele quer, é o final de uma que ele vai ter.

— Nossos pais vão ficar bravos comigo, pelo que vou fazer. Eles também não concordam com o que pretende fazer, mas eu desisto, se você acha que jogar uma bomba em cima do Japão é uma solução, vá em frente, porém, faça isso sozinho, não terá o meu apoio.

— O quê? — Perguntou Stanley surpreso.

— Isso mesmo, Stanley, também não te ajudarei a fazer essa loucura, se quiser fazer, faça sozinho. Eu espero que com as nossas recusas, você entenda que é errado e mude de ideia. — Disse Elisabeth.

— E você, Sarah, vai me apoiar ou não? — Perguntou Stanley.

Sara ficou pensativa e minutos depois, respondeu:

— Não irei te apoiar, Stanley, tenho assuntos mais importantes para resolver.

— Está bem, eu só peço a vocês que não interfiram nos meus planos. Queiram, por favor, sair do meu país.

Sarah, Francine e Elisabeth atenderam o pedido de Stanley e foram embora, a deusa francesa estava triste por seu irmão, já a deusa inglesa quis dar um recado para o deus americano antes de ir.

— Stanley, gosto muito de você, mas com essa atitude, está agindo como um louco igual a Delayoh e ao Nihon.

...

Mesmo sendo rejeitada pelo filho, Héstia insistia em ficar perto dele, ainda mais nesse momento, em que Nihon se recusa a acabar com a guerra. Polyana acordou e apresentou uma leve melhora, essa notícia deixou Atlas e Héstia felizes e aliviados, a filha deles vai sobreviver. Com isso, a deusa decidiu ir para o Japão cuidar de seu outro filho. Héstia chegou ao país e logo que entrou em casa, Nihon a recebeu, mas foi com a rigidez de sempre.

— Veio me fazer mais uma visita, mãe? — Perguntou Nihon de forma seca.

— Não, meu filho, eu vim para ficar com você, irei morar aqui. — Respondeu Héstia.

— Ficar comigo? A sua outra filha não precisa mais de você?

— Polyana está se recuperando e muito bem, o Atlas e o Apolo vão cuidar dela. Eu decidi que era hora de cuidar de você.

— Ah! Agora está explicado. Minha irmãzinha melhorou um pouco, então, a senhora se lembrou que tem outro filho. A senhora só se lembra de mim quando a Polyana não precisa de sua ajuda.

— Nihon, não fale assim. Eu sei que errei com você, em te deixar sozinho durante a guerra, mas a Polônia precisava da minha ajuda, Polyana estava desaparecida, o país invadido, não queria deixar os poloneses sozinhos. Porém, percebi que ao fazer isso, acabei te deixando sozinho, não dei minha atenção para o Japão e principalmente, para você. Agora, estou disposta a corrigir esse erro, me deixe cuidar de você, te ajudar, o amo tanto, não quero o ver sofrer.

— Mas eu já sofri. Quando a senhora me deixou de lado. Eu sofria porque a minha mãe se preocupava mais com a minha irmã, que ninguém sabia onde estava e me deixou sozinho, me abandonou no meio de uma guerra, não fez nada para me ajudar. Mas eu aprendi com esse sofrimento, o usei para me fortalecer, eu podia fazer tudo o que quisesse e agora que estou prestes a derrotar os meus inimigos, não preciso de sua compaixão, posso seguir muito bem sozinho. Polyana não é mais importante do que eu? Não merece mais sua atenção? Então, vá cuidar da sua filhinha querida, pois, posso me virar muito bem sem a sua ajuda.

Os olhos de Héstia se encheram lágrimas com as palavras de Nihon, mas ela não deixou que o filho as percebesse, então, respirou fundo e falou:

— Eu sinto que você precisa de ajuda, meu filho, da minha ajuda, mas vejo que seu ressentimento em relação a mim, é tão grande, que está o cegando para isto. Não irei mais insistir, se quiser continuar nesse caminho, pode ir. Vou torcer para tudo dar certo e você ser feliz. Mas ficarei aqui, mesmo que não queira minha presença. Tu disseste que eu o abandonei para me preocupar com Polyana, que eu o convido a ir ao hospital, para ver a sua irmã. Talvez essa visita pode lhe ajudar a enxergar que, ficar nessa guerra, não o fará bem.

...

A noite começou tensa nos Estados Unidos, Métis andava aflita e pensava “Devia ter o impedido, devia ter o impedido”. Zeus tentou a acalmar, mas não adiantou, ela ficou mais nervosa. De repente, Stanley entrou em casa, seus pais o olharam com apreensão e ele respondeu:

— Os pilotos americanos já partiram levando a Little boy, em breve chegarão ao Japão. Está feito.

...

Em Hiroshima, a ensolarada manhã do dia 6 de agosto de 1945, se tornou um lugar escuro e em chamas, a bomba atômica havia acabado de ser lançada sobre a cidade japonesa. Os cidadãos tiveram vários efeitos com a bomba, foram queimados, atingidos pela radiação e teve aqueles que não sentiram nada, apenas foram desintegrados e morreram sem saber o motivo. Além de prédios, que foram destruídos.

Seguindo o que Héstia havia lhe dito, Nihon foi ao hospital de Apolo para ver Polyana. Ele viu a irmã deitada na maca, respirando com o auxílio de uma máscara e sendo fortalecida através de porções. O deus japonês pensava “Ela está tão frágil, parece que irá se quebrar a qualquer momento”. Nihon se aproximou de Polyana, ela, assim que o viu, sorriu, pegou na mão dele, fez um carinho e como a voz rouca, disse:

— Estou feliz em ver você, Nihon, meu irmão. Desejo de coração que seja feliz.

Ao ouvir as palavras da irmã, Nihon ficou um pouco sem graça, mas dentro dele, algo começou a mudar, um sentimento começava a aquecer seu coração.

— Eu desejo que você se recupere logo e que seja feliz...minha irmã. — Disse Nihon.

Nihon deu um beijo na testa de Polyana e pediu para conversar com Héstia. Os dois se afastaram e ele disse:

— Mãe, vendo a Polyana agora, percebo o quão injusto fui com a senhora. Por isso, te peço perdão. — Nihon se ajoelhou e abaixou a cabeça.

Héstia ficou comovida com o filho.

— Se levante, meu Nihon. — Héstia pegou nos braços do filho e levantou sua cabeça. — Não precisa pedir perdão para mim, você não estava racionando direito, eu errei em o deixar sozinho, não me preocupava contigo e por isso, agiu de forma descompensada. Eu te perdoo e sempre irei te perdoar, pois, te amo, meu filho. E isso, é o que mais importa.

Mãe e filho se abraçaram, um momento de perdão e afeto, o abraço uniu Héstia e Nihon, que ficaram tanto tempo separados. Nihon fez um pedido para sua mãe, que continuasse a cuidar de Polyana, e que ele iria visitar a irmã quando pudesse. Héstia se emocionou e disse que iria cumprir. Ela também fez um pedido, que ele se rendesse e saísse da guerra. Nihon fez um carinho no rosto da mãe disse que entendia a preocupação dela, mas que não pode atender ao pedido dela.

Assim que saiu do quarto, o deus japonês recebeu a notícia de que o Japão havia sido atacado. Nihon imediatamente foi para Hiroshima e se deparou com o cenário de horror.

— Quem ousou atacar o meu país? — Perguntou Nihon, transtornado.

— Fui eu.

Nihon se virou e se deparou com Stanley, vestido com uniforme militar azul escuro e face indiferente.

— Gostaste do presente que enviei, Nihon? — Perguntou Stanley.

— Presente? Tu tens coragem de chamar uma bomba, que arrasou uma cidade, de presente? — Indignado, Nihon devolveu a pergunta. — Hiroshima foi devastada, seus habitantes morreram, os meus japoneses morreram. Não pensou que um ataque violento como esse, pudesse resultar em tantas mortes?

— É até irônico ouvir isso de você, Nihon. E tu, quando ordenou o ataque a Pearl Harbor, pensaste em quantos americanos iriam morrer? Não me venha com este ar de indignado, pois, isto é consequência dos teus atos. Se tivesse se rendido, esse ataque não teria acontecido. Então, tens culpa nisso. — Stanley deu um sorriso malicioso. — Sabe, até que está sendo satisfatório ver o teu sofrimento.

Nihon se enfureceu e lançou grandes pedaços de terra na direção de Stanley. O deus americano os fez desaparecer com uma rajada de vento, ele preparou o raio para atingir Nihon, mas ao olhar para o seu instrumento, se lembrou do choque que deu em Delayoh, e paralisou.

— O que foi, Stanley? Perdeu a coragem? — Perguntou Nihon, com sarcasmo.

Stanley desativou o raio e respondeu:

— Pensei melhor, posso te derrotar sem o raio. E cousin, se tem algo que eu nunca perco, é a coragem.

Stanley formou um tufão e o lançou sobre Nihon, que não se intimidou e fez fortes raízes brotarem e aprisionarem o tufão. Uma luz ultravioleta quebrou as raízes, libertando o tufão, que atingiu e derrubou Nihon no chão. O deus japonês fez com que o solo ficasse movediço e à medida que Stanley andava, ficava mais preso, com a face enraivecida, o deus americano insistia e se afundava mais. Até que desapareceu na terra, mas de repente, com um impulso, envolto por luzes, Stanley voltou para a superfície.

Nihon partiu para uma luta física e acertou um soco no rosto de Stanley, que revidou com um mais forte no rosto do primo, o deus japonês quase caiu, mas se firmou no solo. Se seguiu várias agressões, tapas, chutes, socos, um líquido dourado escorreu dos lábios de Stanley, após ser atingido por um soco na boca. Isso, irritou o deus americano, limpou o líquido e segurou o cinto marrom do uniforme verde pardo de Nihon, o trouxe para perto e envolveu o pescoço do primo com o braço. Nihon se mexia tentando se soltar, enquanto Stanley apertava mais o braço.

— Vai se render, Nihon? — Perguntou Stanley. — Agora, tu sabes do que sou capaz para acabar com esta guerra.

— Nunca! — Falou Nihon, com certa dificuldade. — Eu não me renderei. E tem mais, Hiroshima será vingada. Eu já disse uma vez e torno a repetir, a guerra continua até quando eu quiser.

Stanley soltou o deus japonês, que caiu de joelhos no chão e recuperava a respiração.

— Te darei alguns dias para pensar, Nihon. Irás perceber que será melhor se render. — Disse Stanley, com face indiferente. O deus americano foi embora envolto por uma fumaça branca.

Héstia chegou logo em seguida e ficou horrorizada com o que viu e principalmente, com as sombras daqueles que foram vaporizados, ocasionadas pelas radiação e onda de calor intensa. Ela foi até o filho, que estava se levantando, Nihon disse que faria Stanley pagar pelo o que fez.

— Não, Nihon. — Héstia segurou o braço do filho. — Não é hora de pensar nisso. Temos que cuidar dos japoneses, eles precisam de nós. Não se preocupe com o Stanley, ele terá o castigo dele, também será julgado por isso.

...

— Como teve a coragem de fazer isso, Stanley? — Perguntou Francine, ela estava furiosa com o irmão. — Eu acabo de ver o noticiário, uma bomba atômica sobre Hiroshima, japoneses feridos, queimados, carbonizados. VAPORIZADOS. Prédios destruídos, a cidade foi destruída. O que pretendia com isso?

— Nihon insistia em continuar com a guerra. Agora, espero que ele pare com essa teimosia e se entregue. — Stanley, respondeu friamente.

— Não é assim que se resolve uma questão, Stanley, pessoas morreram, outras podem ter efeitos colaterais terríveis, causados pela radiação. Vou mais além, você acaba de arrumar mais um crime para ser julgado.

— Não me importo.

— Não se importa? — Francine quase chorou ao ouvir aquela frase. — Está bem, Stanley, faça como bem entender. Mas não fale mais comigo, não quero ter contato com um irmão que não se importa com a vida alheia.

Francine saiu triste e chateada com Stanley. Os dois sempre foram tão unidos, agora estão brigados e se depender da deusa francesa, será por um bom tempo. Já o deus americano, também ficou chateado por ter brigado com sua irmã, mas logo passou, nenhum sentimento atingia mais Stanley, tornou-se um deus frio.

...

A demora dos japoneses em se renderem, irritou os americanos. Uma bomba atômica não foi o suficiente para a rendição? Faremos outra mais potente. Assim pensava os militares americanos e principalmente, Stanley, mas essa ideia não agradou seus pais. Métis e Zeus tentaram convencer Stanley a mudar de ideia, já perdeu a amizade de Francine devido a primeira bomba, com uma segunda, além de agravar a crise na família Olimpiano, ganharia anos a mais em uma possível condenação. Mas Stanley, que não ouvia e nem queria ouvir qualquer apelo, seguiu com o plano.

9 de agosto de 1945, três dias depois da bomba atômica sobre Hiroshima, foi a vez de Nagasaki sofrer um ataque e como sofreu. A Fat man era mais potente, possuía plutônio enriquecido e muito mais radiação, a cidade ficou devastada e com incontáveis mortes.

Nihon visitava Polyana, quando recebeu a notícia de que Nagasaki foi atingida por uma bomba atômica, lançada pelos Estados Unidos. O deus japonês se enfureceu novamente e partiu para a cidade. Quando chegou, a fúria se transformou em tristeza, Nihon começou a chorar com o que via, a cidade destruída, japoneses gritando de dor ou chorando pela perda de seus mortos e mais sombras daqueles que foram vaporizados pela radiação.

Cambaleando, Nihon se sentou em uma pedra e deixou o choro tomar contar dele, ele estava arrasado, não tinha forças para reagir. Héstia se aproximou, abraçou o filho e chorou junto com ele.

...

Um tempo depois, o Japão se rendeu. O governo japonês assinou uma carta de rendição e Nihon concordou. Com dois episódios terríveis, a segunda guerra, finalmente, terminou.

Héstia foi enfurecida para os Estados Unidos, assim que viu Stanley, lhe bateu fortemente no rosto.

— COVARDE! — Gritou Héstia. — Está feliz com o que fez?

— Calma, Héstia. — Pediu Zeus.

— Calma? — Héstia disse com toda a sua raiva. — Seu filho arrasa duas cidades japonesas com bombas atômicas e você me pede calma?

— Deixa, pai. Tia Héstia está nervosa, não consegue enxergar a verdade. — Disse Stanley.

— E que verdade eu não estaria enxergando, Stanley? — Perguntou Héstia.

— A culpa disso tudo é do Nihon. Seu filho não queria terminar com a guerra, eu tive que fazer algo para fazê-lo mudar de ideia.

— Ah! Então, você pensou que ataques nucleares, resolveriam tudo. Não passa de um deus arrogante, frio, sem sentimentos e que não pensou que ataques como esses, pudessem causar tantas mortes e graves consequências para aqueles que sobreviveram. Alguns não sentiram que morreram, pois, foram simplesmente vaporizados, apenas suas sombras ficaram.

— Héstia, eu sei que você está nervosa e com razão, eu também fui contra a utilização de bombas atômicas contra o Japão. Mas peço que não julgue meu filho dessa forma. Desde que deu aquele choque em Delayoh, Stanley tem sofrido muito e não pensa direito no que faz. — Métis tentou amenizar a situação.

— Stanley estava sofrendo e por isso resolveu jogar duas bombas atômicas em um país, para curar a dor que sentia? Ora, Métis, tenha paciência. — Disse Héstia, indignada. — Eu faço um convite para vocês três, vão para Hiroshima e Nagasaki e vejam o que a tentativa de curar uma dor fez com os meus japoneses. Pode festejar, Stanley, Nihon se entregou, a guerra acabou, mas fique sabendo que ao comemorar essa vitória, você e os americanos estarão ovacionando uma tragédia.

— Vamos comemorar e muito sim, tia Héstia. Nós nos livramos de uma possível invasão japonesa e terminamos uma guerra. Não há o que discutir. — Disse Stanley, rispidamente.

— Vou dizer algo, que talvez, o faça pensar. Depois da bomba de Hiroshima, eu, Nihon e o governo japonês, estávamos buscando formas de levantar a cidade, mas você pensou que um ataque estava sendo planejado e atacou outra cidade. Mais um pensamento equivocado. Então, meu sobrinho, eu espero que, no julgamento, você pague por todo mal que causou, fique preso por um longo tempo, para refletir sobre os seus erros. Torço muito para que seja condenado.

Assim que Héstia saiu, um clima tenso ficou no ar, Stanley fingiu que as palavras da tia não o afetaram, mas, no fundo, ele sentiu cada palavra dita por Héstia. Métis chorava, não queria ver o filho ser condenado, mas ele tinha que pagar pelo o que fez, era o certo, mesmo que doesse para ela.