Notas iniciais
Tenho um novo capítulo favorito, por motivos de...

⌘ Virginia ⌘



Não sei explicar como tudo se desenrolou, mas num momento eu estava me defendendo do invasor com um spray de pimenta e algumas horas e whiskies depois eu só queria me perder nos braços dele.

O meu juízo foi recobrado com a entrada da Zoey em meu quarto, e então ela bateu a cabeça, Tony e eu, claro, paramos o que estávamos fazendo para socorrê-la e agora estamos na sala de espera do pronto socorro tentando nos justificar.

—Ele foi em casa pra te oferecer seu emprego de volta, estávamos falando sobre seu futuro…

—Isso foi antes ou depois de você levar ele pro quarto?— minha filha pergunta.

—Foi antes.— Tony responde.

—Não foi nada demais, nós nem…— eu ia dizer que apesar dos torsos nus, nós nem havíamos saído das preliminares, mas ela me interrompeu.

—Não tem justificativa!

—Nós ainda estávamos nas preliminares.— Tony sussurrou. Será que ele leu meu pensamento?

—Oi, Homem de Ferro.— uma garotinha na sala de espera sorriu e acenou pra ele. E embora o personagem não exista fora dos filmes, Tony foi um fofo em retribuir.

—Como se atreve a confirmar que pretendia mesmo transar com a minha mãe?— Zoey pergunta entre dentes —Você ainda tá usando a camiseta dela?!— ele foi obrigado a vestir a camiseta do Blondie que eu usava quando ele chegou em casa esta tarde.

—Ela rasgou minha Shahtoosh.— ele justifica.

—Essa situação só piora, como pode?

—Zoey, não vou ficar me justificando pra você, somos adultos e olha pra ele.— eu digo. Ele é lindo e muito gostoso, esse pensamento guardo apenas pra mim.

—Olha pra ela.— ela diz olhando diretamente no fundo dos meus olhos, um calor intenso me percorre.

—Credo.— ela rosna —Tony, porque você ainda tá aqui?

—Pra me certificar de que você ficará bem.— ele responde claramente preocupado.



Somos chamados, é um consultório pediátrico, porque trouxe Zoey para a clínica onde meu irmão, Carl, trabalha.

—Ele não sai com ninguém da sua idade, mãe.— Zoey dispara sem olhar pra mim, me sinto ofendida —Todas sempre tiveram a metade da idade dele.

—Quem disse que quero sair com ele?— rebato —Eu queria sexo, sabe há quanto tempo ninguém me olhava daquela forma?

—Que nojo.— ela sussurra.

—Sei que não é fácil, e que você está magoada, mas… Lembra quando você colocou aquele piercing? Foi uma péssima decisão, mas no calor do momento fez sentido, não é?

—Péssima analogia.— ela disse —E me lembro de termos brigado bastante por causa daquele piercing…

—Como vai a minha paciente favorita?— Dr. Carl, meu irmão, entra no consultório e interrompe nossa discussão.

—Ela tá meio caidinha.— repondo após ele me cumprimentar com um beijo em meu rosto.

—Não por um cafajeste.— ela rebate pra me atingir.

—Está sentindo dor?— Carl pergunta ao analisar a testa de Zoey.

—Tanto que não sei nem descrever…

—Oi, desculpa.— de repente Tony entra no consultório —A sala de espera está cheia de fãs.

—Tony Stark no meu consultório?— meu irmão parece deslumbrado —Tony Stark!— ele repete. Ok, Carl sempre foi fã de quadrinhos, as revistas que emprestei ao Tony eram uma coisa dele, mas ainda assim isso é estranho —Você está com elas?



—Mais ou menos.— Tony responde, sobre o meu sim e o não da Zoey.

—Eu só queria dizer que adorei a sua escolha pro papel do Homem de Ferro, mas podia ser mais fiel aos quadrinhos.— Tony me olha ao ouvir a opinião de Carl, dou de ombros —Tem uma sequência de ação no segundo filme…



—Ô, fãzoca, pode me dar atenção aqui?— Zoey reclama, Carl a examina, prescreve analgésicos, tira fotos com Tony e então deixamos a clínica.

(...)

—Ei, Virginia, eu só queria…— Tony começa a dizer quando estaciono diante de sua casa, ele havia dispensado seu motorista.

—Ai, meu Deus, sai logo desse carro!— Zoey grita do banco de trás como uma criança mimada.

—Se eu te colocar como produtora associada, você volta a trabalhar pra mim?— Tony pergunta pra ela.

—Você tá de sacanagem comigo?— ela tira a bolsa de gelo da testa para olhar pra ele.

—Estou falando sério.— ele responde.

—Hoje foi um dia infernal, ok? E a última coisa que eu quero é levar vantagem porque você decidiu que quer transar com a minha mãe.

—Zoey, eu estou aqui!— a repreendo.

—Não fui até a sua casa pra transar com a sua mãe, ok?— ele diz —Embora tivesse sido muito bom.— essa observação me deixa em êxtase, teria sido ótimo —Mas fui até a sua casa pra te convencer a voltar a trabalhar comigo. Não pra mim, comigo.— ele enfatiza.



—Tá.— ela diz vencida —Mas essa coisa…— ela diz apontando pra nós dois —Esse flerte nojento, essa ficada estranha, acaba aqui.— Zoey determina, nós dois nos olhamos, como posso perceber tamanha cumplicidade no olhar desse homem que acabei de conhecer.

—Ok.— dissemos juntos.

—Nunca mais.— eu concordo.

—Não vai mais acontecer.— ele diz —Ela nem faz meu tipo.— ele reforça quando Zoey o encara desconfiada —Te vejo na segunda?

—Sim.— ela responde.

—Então até segunda.— Tony diz —Tchau.— ele fala pra mim.

—Tchau, boa noite.— digo antes dele descer do meu carro.



Zoey se recusou a mudar de lugar e vir para o banco do carona, então voltamos pra casa como se eu fosse sua motorista. Durante todo o final de semana ela mal falou comigo, na segunda acordou bem cedo e foi pro trabalho. Quando ela voltou quis perguntar como tinha sido, mas eu nunca fui tão curiosa em relação ao seu trabalho, na maior parte das vezes era ela quem começava o assunto, sempre pra reclamar dele. De repente, me peguei pensando se nesses dois anos ela falou alguma vez de mim pra ele, mesmo que fosse pra também reclamar, não deu pra ignorar que Tony pareceu ter ficado surpreso ao me conhecer, talvez ela tivesse o feito pensar que eu fosse mais velha, mais amargurada, que meus livros fossem uma porcaria ou sei lá.

Eu não consegui tirá-lo da cabeça, mesmo depois de passados alguns dias, quando me dei conta tinha pesquisado por Tony Stark na internet. Então entendi que, apesar de querer me ferir ao falar da minha idade, Zoey estava certa, ele não se envolvia com mulheres mais velhas, na sua lista de relacionamentos estão muitas modelos e atrizes jovens. Embora ele ainda seja mais velho que eu, realmente não faço o seu tipo.



Pepper”— a notificação da mensagem surgiu na tela do meu computador quando eu estava sentada em minha cama tentando me concentrar em meu livro, mas pensando naquele bendito remetente.

Acho que você enviou mensagem pra pessoa errada” respondo.

Você é a pessoa certa Virginia ‘Pepper’ Potts” ele escreveu “Janta comigo hoje?”

Não sei” respondo “Talvez outro dia

Quero apenas conversar” ele escreve ”Farei a reserva, para caso mude de ideia”.

A última mensagem que Tony me enviou tinha o horário e local da reserva. Levantei e fui até meu armário pra escolher o que vestir, Armani, Gucci, Prada, nenhuma daquelas grifes, naquele momento, me caía bem, porque não tenho vinte e poucos anos. Pensei em desistir, mas então encontrei o vestido perfeito pra conversar. Quando cheguei ao restaurante e o hostes pegou meu casaco fiquei surpresa em não haver mais clientes no local.

—Você está deslumbrante.— ele me disse, eu escolhi Bottega Veneta preto, na altura dos joelhos, justo ao corpo, de ombro único, meus cabelos estão soltos e minha maquiagem é clássica, sem exageros. Ele está lindo também, calça e blazer num tom grafite, a camisa cinza um pouco mais clara que o terno, não usa gravata e usa tênis em vez de sapatos, nas minhas pesquisas descobri que os sneakers são uma marca registrada sua —É assim que você se arruma pra jantar e conversar?

—E você fecha um restaurante pra gente jantar e conversar?— rebato —O que teria feito se eu não viesse?

—Jantaria com eles e os mandaria pra casa, o restaurante é meu.— ele responde com naturalidade.

Tony puxa a cadeira pra que eu me sente, o garçom nos serve um vinho e nossa conversa se desenrola por horas. Ele quis saber do Charlie, de como comecei a escrever, eu perguntei como sua carreira começou e ele me contou sua vida toda, mas não da forma que eu havia lido, era diferente ouvir dele.

Ouvi-lo falar que perdeu os pais muito cedo, que também havia perdido o único irmão e que depois dessa perda mudou-se pra Los Angeles e depois de alguns trabalhos como modelo um agente o levou pra fazer um teste e a câmera pareceu gostar dele, era diferente do que ler sobre narcisismo e arrogância.



—É muito difícil não se encantar por você.— deixei escapar, seu magnétismo era inegável.

—Eu não falo dessa parte da minha vida pra ninguém.— ele revelou —Que feitiço é esse? O que é que você tem?

—Acho que não ser o tipo de mulher com as quais você se relaciona torna o nosso papo mais fácil.— eu digo, ele estava pronto pra replicar, mas não queria ouvi-lo mentir que essa coisa de ter uma preferência por mulheres mais novas não fazia sentido —Embora tenhamos quase cruzado aquela linha, você sabe que podemos ser amigos. E é isso que amigos fazem, conversam abertamente.

—Amigos?— ele pergunta, parece desapontado —Se vamos ser amigos, acho que a Zoey sabe onde você está?

—Ainda não, mas eu vou contar.— revelo.

—Então… Aquela linha, não vamos cruzar…?

—É melhor não.— afirmo.

—Amigos então.— ele repete, talvez querendo aceitar nossa condição —Não tenho nenhum amigo de verdade, sabia?

—Não?— estou surpresa.

—Cheguei aqui com 21 anos, logo fiquei famoso e não dei espaço pra ninguém me conhecer, não de verdade.— ele revela —Na real, acho que ninguém de fato nunca se interessou pelo meu eu que não seja o astro de Hollywood.

—Alguém já conheceu esse seu outro eu?



—É uma boa pergunta.— ele me responde e seus olhos cor de avelã quase são a minha perdição, mas então sou salva pela chegada dos nossos pratos.

—Muito obrigada. Parece uma delícia.— digo para a moça que nos serviu.

—Quer dar uma volta depois do jantar?— ele me pergunta.

—Você me trouxe pra um restaurante sem ninguém pra depois sairmos por aí em Los Angeles?

—Vamos pra Nova York.— ele anúncia.

A Nova York que Tony me levou ficava nos estúdios da distribuidora de seu filme, então tínhamos a cidade só pra nós, pois ninguém estava lá naquele horário. Passeamos pelas ruas da cidade cenográfica, brincamos com os figurinos e adereços de cena, até que ele me levou a uma sala repleta de lustres, era o cenario mais lindo que já vi na vida.

—E então, você não se cansa de estar há tanto tempo interpretando o mesmo personagem?— pergunto, estamos descalços, sentados no chão sobre algumas almofadas diante de uma enorme vidraça. Eu estou usando uma cartola de mágico e ele suspensórios e nariz de palhaço.

—Às vezes canso. Mas também sou muito grato, porque ele é o principal motivo de muitas pessoas gostarem de mim.— ele confessa.



—Não eu.— sorrio, ele fica sem graça e remove seus aderecos.

—Mas e você…— ele tira a cartola da minha cabeça e põe na sua —O que a grande Pepper Potts vai escrever agora?

—Esse apelido, Pepper, surgiu porque mesmo…?

—Por causa do seu spray, claro.— já desconfiava, porém sua revelação me arranca uma gargalhada —Mas você não sabe se eu sou grande, nunca leu nada do que escrevi.

—”Ela era uma ilha só, depois de devolver todos os barcos para o mar”— Tony narra a frase do meu primeiro romance, Aurora.

—Ok, estou impressionada.— verbalizo.

—Isso é muito bonito. E eu não sei quem é o cara que a impulsionou naquela jornada, mas eu tenho pena dele. Era sobre alguém ou sobre você?— ele é a primeira pessoa que me pergunta isso.

—É sobre todos nós.— respondo —Todo mundo já foi barco ou já foi ilha em algum momento, e no final a vida é essa dança constante pra não sermos nenhum dos dois.— Tony tira a cartola, se aproxima, ajoelhando diante de mim, então ele me beija de maneira suave.

—Foi muito difícil não te procurar no dia seguinte pra terminarmos o que a gente começou.— ele disse correndo beijos em meu pescoço aumentando a urgência do contato.

—Precisamos estabelecer algumas coisas…

—Ok.— ele concorda sem parar de me beijar.

—É sério, me escuta…— me afasto e seguro seu rosto em minhas mãos —Você não pode partir meu coração, não pode me fazer acreditar que isso pode se tornar algo maior do que realmente é, também não pode mentir pra mim, eu não vou me diminuir pra caber onde quer que você queira me colocar…— estava concluindo minhas ponderações quando o beijei, seu lábios cálidos e convidativos me fizeram agarrar a isca. Ele correu sua mão para a minha cintura e me puxou pra mais perto. Abri as minhas pernas pra que ele se encaixasse, aprofundei nosso contato de forma deliberada, intensa. Tinha sentido saudade disso, descobrir novas sensações ao lado de um novo alguém. Ele se afastou, com um sorriso estampado naquele rosto maravilhoso.

—Entao…— ele subia a sua mão pelo interior da minha coxa —Pronta pra ultrapassar aquela barreira?— ele perguntou de forma muito sacana, eu ri.

—A única barreira nesse momento é minha calcinha.— falei ao sentir seu dedo em meu sexo sobre o fino tecido que ele logo transpos me fazendo gemer.Tony afundou dois dedos em mim repetidas vezes enquanto com o polegar massageava o meu clitóris, minha excitação melou toda a sua mão, então ele parou o que estava fazendo e levou seus dedos até sua boca.

—Pepper…— ele disse lascivo —Apesar do seu gosto ser muito doce, de hoje em diante, quando estivermos sozinhos eu vou te chamar assim, minha Pepper.

Tony me deitou sobre as almofadas, levantou meu vestido, tirou minha calcinha e baixou a cabeça em direção ao meio das minhas pernas, a ideia de tê-lo ali era surreal. Houve muitas antes de mim, e, provavelmente, haverá muitas depois, mas nesse instante, sou a única. Seus lábios corriam pela parte interna das minhas coxas, sua língua traçando círculos demorados, os movimentos eram lentos e enlouquecedores, mas eu ansiava por sua boca em mim.

—Pra alguém que queria ser apenas minha amiga você está muito ansiosa.— ele disse pra me provocar, quando puxei seus cabelos um pouco forte demais.

—So queria ter certeza de que você não se perdeu aí embaixo.

—Quer fazer um mapa pra mim?— ele sorriu e seus olhos brilharam.

—Mapa eu não sei, mas posso te escrever um poema indicando o ca…— parei de falar quando ele se mergulhou entre minhas pernas e sugou meu clitóris, bem devagar, enquanto olhava pra mim, então eu soube que ele faria tudo no seu tempo. Sua língua foi até lá embaixo, quase na minha bunda, e depois subiu com um movimento fluido, passando pelos grandes lábios até chegar ao clitóris, ele fez esse movimento repetidas vezes e cada uma delas era tão inacreditavelmente maravilhosa, tão perfeita, que senti que todos os meus segredos estavam sendo revelados. Aquela boca, seu dedos… Gozei tão intenso que achei que iria colapsar —Deus, Tony…

—Eu sei, sou muito bom nisso.— ele disse convencido ao chegar perto do meu rosto, com o seu completamente lambuzado de mim, o beijei provando o meu gosto. O volume que senti quando ele soltou um pouco do peso de seu corpo sobre o meu me deixou espantada, acho que o fato dele estar usando jeans aquele dia em casa deixou a surpresa muito bem guardada —Oooi.— ele disse quando o toquei sobre a calça.

Inverti nossas posições o deixando sob mim. Desci as alças dos suspensorios, abri sua camisa, beijei seu peitoral seguindo o caminho em direção ao cós da calça, abri o botão e o zíper e desci aquela peça de roupa inconveniente junto com sua cueca.

—Sr Stark, você tem um pau e tanto!

—Pepper, sua safada, vai me deixar envergonhado.— ele riu movendo a cabeça para trás. O peguei em minhas mãos e não demorei para levá-lo em minha boca, passei minha língua por sua glande e o ouvi sibilar o apelido que ganhei —Porra, Pepper.— ele segurou meus cabelos quando envolvi seu pênis com minha boca. Era bom exercer esse tipo de poder, ver a respiração dele sair em arquejos, sentir as mãos envolvendo minha cabeça, ouvir os gemidos profundos de tempos em tempos. Era maravilhoso perceber que eu estava causando tudo isso, particularmente porque já fazia muito tempo desde a última vez.

—Eu não estava esperando por isso, então espero que você tenha trazido ao menos uma camisinha para esse jantar onde apenas conversaríamos.

—Duas.— ele informa, eu rio, essa nossa amizade promete ser bastante promissora —No bolso interno do blazer.

Encontrei os preservativos abri um e desenrolei sobre toda sua extensão, o encaixei em minha entrada e deslizei devagar me sentindo ser preenchida pouco a pouco —Você é muito gostosa, puta que pariu.— ele declara após eu abrir o zíper na lateral do meu vestido e o remover por completo revelando meus seios, o olhar fixo ao meu, os dentes mordiscando o lábio inferior, os quadris se elevando. Suas mãos passearam pelos meus peitos, desceram pela lateral do meu corpo até os quadris e seguraram em minha bunda.

Me movo devagar e inclino meu torso chegando mais perto para poder beija-lo enquanto o cavalgo languidamente, completamente inebriada por seu cheiro, seu gosto e seu toque. Queria gozar com ele, não me lembrava da última vez que tinha gozado na companhia de outra pessoa. Eu havia me negado esse prazer por muito tempo. Acelerei o ritmo, nós dois gozamos e eu caí exausta sobre seu peito.

—Uau.— exclamei.



—É.— ele beijou meus cabelos, e mesmo que tivéssemos acabado de fazer sexo, isso foi muito mais íntimo —Quando vamos contar pra Zoey?

—Eu vou contar pra ela que jantamos, isso é tudo o que ela precisa saber.— eu olho pra ele —Pelo menos por enquanto.

—Ok, mas isso não entra na sua regra de não mentir?

—Isso é entre você e eu.— determino —Com a minha filha me acerto depois.

—Eu só quero…

—Eu só quero que você esteja disposto a usar aquela segunda camisinha.— o calo com um beijo.

Notas finais
Temos Pepperony ❤ Quem amou?