A Família Olimpiano e suas nações - Parte 3
41 1990 - O início de uma próspera amizade
Notas iniciais
Como está começando um novo tempo na Alemanha, Delayoh decidiu mudar o visual e encurtou os cabelos. Ela pediu para Hera chamar Zeus, pois, queria conversar com ele. Ela atendeu o pedido da filha, e chamou Zeus, que se espantou.
Zeus chegou na casa de Hera, que disse que Delayoh estava em uma sala no andar de cima. Ele agradeceu e perguntou para Hera como ela tem passado.
— Eu estou muito bem, estou com o Frizioh. Nós dois estamos felizes e apaixonados. — Respondeu Hera.
— E o Ixião?
— Nós somos grandes amigos, e continuaremos assim. Seremos felizes desse modo.
— E eu?
— Nosso amor foi lindo, maravilhoso. Mas o tempo dele acabou, não fomos feitos um para o outro. Devemos seguir o caminho da felicidade, mesmo não estando juntos. Seremos irmãos.
Zeus demorou a aceitar o que ouviu, amava tanto Hera, que nunca pensou que o amor deles um dia acabaria. Mas acabou compreendendo, pois, percebeu que cometeu muitos erros com ela, atos que o faziam ser indigno do amor dela. Então, melhor que Hera fosse feliz com alguém que a ama e a respeite. Ele e Hera se abraçaram, a paz entre eles foi selada.
...
Ao chegar na sala, Zeus se deparou com Delayoh na cadeira de rodas. Ele não se conteve e deu um abraço apertado nela, disse que estava muito feliz com sua volta, Delayoh agradeceu.
— Tenho certeza que você será uma excelente deusa, vai fazer a Alemanha prosperar, a voltar a ser uma potência. — Disse Zeus. — Não vai endoidar de novo, não é?
— Não. — Delayoh riu. — Dessa vez, não vou fazer nenhuma loucura. Esse tempo que estive em inércia, serviu para que eu refletisse sobre os meus erros, sobre o que fiz de errado, já pedi desculpas para quem invadi o país e mantive preso. Mesmo que eu não tenha me arrependido de ter matado os judeus. Mas fique tranquilo, não farei novamente.
— Delayoh, deverias ter se arrependido do que fez. O que aconteceu foi horrível e traumático. — Disse Zeus, sério.
— Eu nunca irei me arrepender. Tiveram o que mereceram. — Delayoh foi ríspida. — Se veio aqui para me julgar, onkel Zeus, podes ir embora. Não teremos nada a falar.
— Me desculpe, não vim aqui para brigar com você. Estou muito feliz com a sua volta, mas para a minha felicidade ser completa, falta algo. — Zeus segurou a mão de Delayoh. — Delayoh, eu sei que ficou muito chateada comigo, mas não sabia que você tomaria uma atitude tão drástica como não me considerar mais como seu pai. Mesmo quando não me queria como pai, eu te amava como filha e tenho um carinho especial por você, um carinho de pai, desde o dia que te peguei no colo, senti que era minha filha. E quando sua mãe me disse que eu poderia ser seu pai, te dei o máximo de carinho. Lembra de como você adorava andar a cavalo ao meu lado?
— Lembro e depois conversávamos sentados na grama.
— Então, quero ficar perto de você, quero poder te chamar de Lilica de novo, estar do seu lado. Me desculpe por não te ajudar antes e ainda bem que voltou, pois, eu ficaria com remorso para sempre, por você está brigada comigo.
Delayoh não sabia como reagir as palavras de Zeus, mas sabia o que tinha que falar. Ela soltou suas mãos das dele, pousou em seu colo e disse:
— Naquele dia em eu disse que não te considerava como meu pai, eu estava com muita raiva e lhe culpando por tudo de ruim que havia acontecido. Vou lhe contar algo que não contei para ninguém, nem para meine mutter. Eu senti falta de você ser meu pai, você sempre foi carinhoso e atencioso comigo, não que Frizioh e Ixião não foram, eles foram carinhosos comigo, me tratavam bem, mas é que só você tinha esse carinho especial de pai comigo. Então, tudo bem, Vater.
Zeus se espantou ao ouvir Delayoh.
— Do que me chamou?
— Vater. Pai!
Zeus abraçou Delayoh, tinham voltado a ser pai e filha, Hera também se juntou aos dois, os três estavam abraçados.
...
Stanley era pura ansiedade, mal podia esperar para encontrar Delayoh. Ele respirou fundo e disse, mentalmente: “ Vamos lá, Stanley! Vá com calma e converse com a Delayoh”. Stanley entrou no quarto e viu Delayoh de costas, quando a deusa alemã se virou para ele, o coração de Stanley bateu mais forte, estava encantado com ela, ficou mais bonita com os cabelos curtos na altura dos ombros e como estava linda com o vestido rosa de mangas longas e detalhes da mesma cor. Ficaram se olhando por um tempo, ele sentiu falta de olhar para aqueles cristais azuis. Stanley começou a falar e cordialmente conversaram. Ele falou sobre o casamento com Elisabeth, em como ela é uma boa companheira, que aprendeu a amar e de como gosta de estar com ela. Delayoh não demonstra que está com ciúme, mas Stanley percebeu e até achava engraçado ao vê-la apertando os lábios um contra o outro.
— Soube que você e Elisabeth têm uma filha. — Disse Delayoh, séria.
— Sim, uma linda menina chamada Chelsea. — Falou Stanley. — Já está com três anos.
— Hm.
— Delayoh. Eu vim aqui para conversar com você e dizer que fiquei feliz em saber que você voltou. Jamais desejaria mal para você.
Delayoh arqueou uma sobrancelha e apontou para a marca de queimadura.
— Tudo bem, eu fiz isso. Podes não acreditar, mas doeu em mim te acertar com o raio. — Disse Stanley. — Mas tu sabes que era necessário ou nunca irias parar.
— Está certo.
— Quero dizer também que quero te ajudar e ajudar a Alemanha. — A fala de Stanley, deixou Delayoh espantada.
— Was?
— Eu ajudei em parte da reconstrução das cidades alemãs, pois, eu... — Stanley iria dizer a frase que costuma dizer para Delayoh, ao vê-la o encarando com os seus cristais azuis, mudou de ideia. — Eu gosto muito de você e dos alemães, eles não mereciam viver nas cidades em ruínas.
— Fico grata pelo o que fez. Mas tem cidades que ainda em parte estão em ruínas, pois, estavam em domínio soviético. Como por exemplo, Dresden, que foi arrasada pela sua força aérea. Os habitantes de lá reconstruíram a cidade como podiam, então, não ficou muito bem reconstruída.
— Eu irei ajudar na reconstrução de Dresden, é só dizer o que tem ainda tem que ser feito. — Stanley agachou e se aproximou de Delayoh, ficou tão próximo, que sentiu as respirações aceleradas dele e dela, o coração de Stanley estava acelerado ao olhar nos olhos dela.
— Stanley...tu és casado.
— Me perdoe, Delayoh. — Stanley se afastou e ficou de pé. — A verdade é que eu ainda te amo. Guardei esse amor no meu coração.
— Por favor, Stanley, não diga essa frase para mim, ainda mais agora que não podemos ficar juntos.
— Podemos sim. Não de um jeito romântico, mas como amigos. Antes do seu retorno, Estados Unidos e Alemanha estavam próximos e cooperavam um com o outro. Eu quero manter essa relação, podemos ter uma próspera amizade. Eu quero ser o seu amigo e te ter como amiga. — Stanley estendeu a mão para ela. — Então? Aceita?
Stanley queria ser muito mais do que um amigo para Delayoh, mas tiveram um romance que terminou com uma briga entre eles, além de ele ser casado. Por isso, preferiu fazer a reaproximação com cautela, e nada melhor do que começar com uma amizade. Delayoh olhou para mão de Stanley e ficou pensativa. Podia confiar nele? Essa parceria germano-americano daria certo? Teve receio, mas quis aceitar, colocou sua mão na de Stanley, o que o fez sorrir.
— Celebremos o início de uma próspera amizade. — Disse Delayoh.
As duas águias estavam observando no parapeito da janela, Zeus e Hera também se alegraram, seus filhos voltaram a se entender. Ao ver Stanley e Delayoh de mãos dadas e sorrindo sob a luz do sol, Hera percebeu que algo muito maior entre eles renasceu.
Fale com o autor