A Falha na Animus.

3 Capítulo III – O Ataque ao Forte.


Dois dias depois, aqui estou. Deitada em uma cama esperando esse tal de Ezékio. Não sabia o que esperar. Mas mesmo assim, me sentia segura tendo Ezio e Altair ao meu lado. Logo batem na porta. Connor entra com um homem de sobretudo e cartola preta com uma mala de couro marrom. Ele põe a mala sobre uma mesa próxima a cama e olha para mim.

–Ai está você – Diz ele – Tenho estado muito curioso desde que ouvi sobre o seu caso. Fascinantemente curioso. Bom... Vamos começar logo. Vou ter que pedir que todos saiam.

–NÃO! – O interrompo – Eu... Ah...

–Certo... Apenas um pode ficar.

–Eu fico – Diz Altair.

Olho para Ezio.

–Tudo bem. Altair fica aqui cuidando de você.

Ele dá um beijo em minha testa e vai embora. Começo a ficar mais nervosa. Ezékio injeta algo em mim e eu durmo. Quando acordo, sinto muita dor de cabeça. Olho para os lados e vejo Ezio sentado dormindo em uma cadeira próxima a cama e Altair na janela. Quando ele vê que estou acordada, ele caminha até mim.

–Oláá! Como está se sentindo?

–Muita dor de cabeça.

–Sinto muito por isso. Infelizmente não posso fazer nada. Todos os analgésicos já foram dados a você. Isso é algo relacionado ao chip.

Ezio acorda. Quando me vê acordada, dá um salto da cadeira e me abraça. Ainw esse cheiro misterioso que ele tem... É algo inexplicável.

–Que bom que acordou – Diz ele cochichando em meu ouvido.

Dou-lhe um beijo no rosto e ele se afasta.

–Afinal... O que fizeram comigo?

–Antes – Intervém Altair – Preciso chamar o doutor.

Logo, os dois chegam. Ezékio carrega uma caixa de madeira estranha.

–Ora Ora minha querida. Como se sente?

–Bem... Só com dor de cabeça.

–Bom... Isso vai passar.

–Agora... O que você fez comigo exatamente?

–Tente ativar suas Hidden.

Quando tento nada acontece. Olho para ele assustada.

–O que você fez?!?!?!

–Eu as removi. Elas estavam agredindo de mais seu organismo. Isso ajudava a causar suas tonturas. Mas! – Ele pega a caixa misteriosa e trás até mim. Põem sob a cama e abre. Tente ativa-las.

Quando ativo, vejo as duas lâminas saindo de dentro da caixa. Ele sorri e tira da caixa duas braçadeiras de assassino.

–Aqui estão. Agora você as tem de volta e não precisa se machucar ou agredir a si mesma.

Fico encantada com elas.

–Também tem algumas melhorias. Mas isso você é quem vai descobrir com o tempo. Haverá outra pessoa no futuro para melhora-las também.

Olho para ele estranhando suas palavras.

–Bem, já me vou. Bom dia a todos.

Ele põe a cartola, fecha a mala e vai embora.

Me levanto. Ezio me segura.

–Ei você acha que já consegue andar?

–Sim sim.

Após isso, meses se passaram. Fiz várias missões que foram bem sucedidas e sem qualquer problema com a tontura, só um pouco quando eu usava de mais minha visão. Minha relação com o Ezio estava esquentando. Já estava a pensar se ele seria o homem da minha vida. Talvez... Quem sabe. Edward às vezes dava em cima de mim, mas ele tinha um modo de chegar em mim que me fazia rir. Altair continuou a me treinar e nossa amizade estava cada vez melhor. Connor e eu tínhamos uma relação distante, mais como chefe e empregado. Tudo estava indo bem, mas eu não esquecia o foco de saber o que aconteceu para trazer os assassinos de meio século atrás para os tempos de hoje.

Eu estava dormindo quando meu telefone toca.

–Alô?

–Natasha?

–Sim.

–É o Edward. Preciso de sua ajuda.

Vou até a praia esperar pelo Gralha. Edward me pediu para ajuda-lo com a passagem pelo Atlântico, disse que havia templários daquelas águas.

Estávamos em alto mar a semanas. Tudo parecia tranquilo quando um navio é avistado, suas bandeiras: templárias.

–Todos a seus postos!!! – Grita Kenway para a tripulação – Preparar armas! Carregar canhões! Ao meu comando!

Ele pede para mim dar a ordem para as armas de fogo. Eu estranho o pedido mas faço.

–Homens! Apontar morteiros! FOGO!

Os morteiros acertam o inimigo que se aproxima cada vez mais.

–Vou ataca-los com o aríete, se prepare – Diz Edward.

O Gralha vai de encontro certeiro ao Man o’ War inimigo destruindo quase por completo. Os navios ficam lado a lado.

–Canhões a este bordo FOGO!

O inimigo começa a afundar.

–Vitória! – Grita Kenway.

Depois de muito, muito tempo depois chegamos a Cabo Verde. Ficamos algum tempo lá até que Edward terminasse o que tinha que fazer. No ultimo dia, eu estava no meu quarto como de costume e Edward entrou. Ele veio com uma conversa que não me seduziu. Eu realmente estava apaixonada por Ezio e nenhum outro homem iria mudar isso.

Quando voltamos, estávamos próximo ao Forte quando notamos que ele estava um tanto quieto.

–Isso cheira problema – Diz Kenway.

Eu desço do navio, ativo minha visão e toco no chão. E CORRO, corro o mais depressa o possível em direção ao navio. Na mesma hora a torre principal do forte explode.

–Templários!!!! – Grito para Kenway correndo desesperadamente – Muitos.

–Soltem as velas!

Um exército surge de dentro do forte atirando em direção a nós. Outros batalhões surgiam cada vez mais perto. Até que caio. Tinha levado um tiro na perna. Um soldado vinha com tudo um minha direção com uma lança apontada a mim. Quando recebe uma surpresa de um velho amigo. Altair faz um assassinato aéreo nele. Após isso, Ezio, e Connor também surgem matando os mais próximos. Altair me levanta.

–Temos que sair daqui!!

–FOGO!! – Grita Kenway.

Os canhões disparam contra os templários nos dando uma chance única de fugir. Connor ajuda Altair a me carregar e todos subimos a bordo do Gralha. Os canhões disparam mais uma vez e então partimos. Em seguida, Altair me põe na cabine do capitão e começa a tratar do ferimento. Ezio vem até mim ver como eu estou e fica do meu lado até Altair terminar.
Anoitece bem rápido. Atracamos um pouco longe de lá. Pergunto ao Kenway, como que a policia naval não interfere, ele diz que conseguiu todas as licenças para navegar em todas as águas. Pois é... Malditos piratas.

Já era 00h. Estava sentada sozinha na beira da praia com uma fogueira em minha frente, pensando na vida quando Ezio chega e senta ao meu lado. Nós conversamos. Nos beijamos e lá passamos a noite. Apenas eu, ele e o mar.