A Fúria do Imortal - a Queda dos Deuses
7 07 - A Essência Divina
Após a explosão, os dois foram jogados para longe. Sieghart foi o primeiro a se levantar.
- Isso é tudo que tem?! – gritou ele. Embora parecesse valente, ele estava com muitos machucados pelo corpo inteiro e suas vestes estavam rasgadas em várias partes. O imortal suspirava pesadamente, cansado.
- Você pode ter destruído Hermiendal, mas o meu poder é muito maior que o dele! – falou Albamantis. Sieghart riu e ergueu o braço esquerdo, abrindo a mão e materializando um tipo de esfera marrom escura. Ela brilhava e dançava na mão do Avatar. Parecia tentar dizer algo, estava tentando mostrando seu poder. Era, definitivamente, uma essência dos deuses.
- A essência do deus de Vermécia e da terra, Hermiendal. Acho que meu poder aumenta o suficiente para te derrotar com ela. – disse Sieghart. Os olhos do deus se arregalaram, mostrando seu espanto.
- Impossível... como... como a pegou? – perguntou Albamantis.
- Eu peguei-a após matar Hermiendal, enquanto o vale do juramento desmoronava. Como nós dois sabemos, a essência de um deus é basicamente parte, ou todo poder dele. Existem duas formas de conseguir uma. A primeira é fácil, basta o deus retirá-la de si mesmo. Embora seja a essência, ela não é tão forte quanto a outra, e o deus fica enfraquecido algum tempo após retirar a essência. A segunda forma é matar um deus. O seu corpo se transformará na essência com todo o poder dele. E como você sabe, eu posso, assim como qualquer um que possuir uma essência divina, absorvê-la e ganhar todo o poder divino. – explicou Sieghart, embora o Albamantis já tivesse conhecimento daquilo.
Ele urrou e partiu para cima do Cavaleiro Primordial com todo seu poder. Sieghart desviou de alguns cortes e chutou a barriga do deus, socando seu rosto com a mão direita logo após. Então, esmagou a essência com a mão esquerda. Um som parecido com o de uma corrente quebrando ecoou no oceano e a esfera marrom escura se quebrou, transformando-se em um clarão que foi direto para o corpo do Avatar.
- Vamos começar. – sussurrou ele. Ergueu a Soluna com a mão direita e desferiu um corte no ombro direito de Albamantis. Ele desviou e conseguiu brandir sua espada a ponto de se defender de outros cortes, mas a batalha parecia perdida para ele. Numa última tentativa, explodiu em uma aura azul marinho e afastou Sieghart.
- Eu não perderei para um humano! – gritou o deus. Seus olhos ficaram em uma cor azul e sua armadura peitoral se quebrou, deixando-o com o peito nu. Tatuagens em listras irregulares se estendiam pelo seu tórax e chegavam até a cintura. A aura ainda tomava conta de seu corpo e começou a dominar sua espada. Sieghart riu e a fúria tomou conta do imortal. Albamantis desferiu diversos cortes horizontais, que o Cavaleiro Primordial defendeu. Chutou o rosto do deus e separou Sol de Luna, lançando a lâmina menor (Luna) no peito do senhor dos mares. Sieghart nadou até Albamantis e agarrou Luna, retirando-a do peito do deus e unindo as duas espadas. Então, cravou Soluna no peito de Albamantis com toda sua força.
- Nem os deuses poderão me parar, Albamantis. O destino já está definido quando nascemos. O meu é... promover a queda dos deuses.
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