Minutos se passaram depois que o Vale do Juramento inteiro rompeu. Nenhum sinal de Sieghart. Toda aquela região rochosa havia desmoronado e no lugar, apenas um abismo colossal havia restado. O Vale do Juramento não existia mais. Muitas pessoas haviam se reunido para olhar a catástrofe, e pareciam não acreditar no que viam. Toda aquela vasta região havia sido destruída. Nada restava.

Então, um grande clarão iluminou o abismo. De lá, um tipo de esfera, roxa escura, feita de sombras, saltou e aterrissou em terra firme. Então, uma pequena explosão aconteceu e a esfera desapareceu. Em pé, com cortes por todo o corpo, estava Sieghart, exausto e suspirando.

- Ah cara, fazia tempo que eu não tomava uma surra de rochas... — sussurrou ele para si mesmo. O imortal foi em direção ao porto fantasma de Irion, localizado à leste do Vale do Juramento. Passou cerca de quatro horas caminhando, até que chegou. O antigo porto era usado duzentos anos atrás.

Sieghart entrou em um pequeno barco e usou seus poderes para se impulsionar. Canalizou chamas sombrias nas mãos e lançou um tipo de onda de chamas em espiral, fazendo o barco andar à setecentos quilômetros por hora. Passaram-se três horas e Sieghart estava no mar de Patusei.

Então, uma criatura colossal pulou do mar e atingiu o barco do imortal. Sieghart caiu na água e teve que utilizar uma antiga magia. Em setecentos anos, ele havia aprendido tudo que se possa imaginar.

O Avatar fez uma magia que o possibilitou de respirar e enxergar em água salgada sem problemas. Ao conseguir focar a visão, a criatura veio em direção ao garoto de setecentos anos.

- A hidra?! — gritou Sieghart. O monstro media oitenta metros e era uma grande serpente marinha azul, com espinhos por todo lado, com a boca de um dragão e olhos vermelhos intensos. A boca media dois metros de altura e de largura. Realmente uma criatura colossal. Sieghart, por sorte, tinha Soluna na mão esquerda.

A serpente tentou comê-lo, mas o Cavaleiro Primordial ergueu a Soluna e dilacerou um pedaço da garganta do monstro. Sieghart conseguiu nadar para fora da boca da criatura enquanto ela gemia de dor, mas então o monstro lançou uma rajada de água no imortal. Ele voou e deixou Soluna cair em um abismo.

- NÃO! — gritou ele. O Avatar explodiu em uma aura sombria e nadou em um turbilhão até a Soluna. Ele agarrou-a e separou Luna de Sol, erguendo as duas e disparando ondas de sombras.

Mesmo dentro da água, Sieghart era feroz. Se impulsionou na água e retalhou uma barbatana da hidra.

O monstro gemeu e se virou, tentando abocanhar Sieghart. Ele conseguiu desviar, mas teve o braço direito cortado. O imortal estava muito fraco para vencer aquela hidra. Com suas últimas forças, ele uniu Sol e Luna e nadou em direção à boca do monstro.

- Você vai morrer, garota!

A hidra abocanhou o Avatar e então o momento perfeito apareceu. O Avatar explodiu sua aura e desferiu um grande número de cortes na garganta do monstro. Então, o imortal apagou.