A Fúria do Imortal - a Queda dos Deuses
4 04 - O Abismo Quebrado
A luta começou. Sieghart correu em direção à Hermiendal, que grunhiu e materializou uma espada de quatro metros e meio, feita de pedra esculpida. O deus desviou-se de uma estocada de Sieghart e o chutou, mas Sieghart apenas rolou para a esquerda e pulou na canela esquerda do deus.
- Desgrude, peste! — gritou o deus, remexendo a perna. Sieghart ergueu Soluna e a separou, cravando Luna na caneleira de pedra de Hermiendal.
Rapidamente, Sieghart fez com que Luna lançasse um feixe de chamas sombrias, que derreteram boa parte do equipamento de defesa do deus, que desferiu um corte no local que Sieghart estava. Ele não morreu por cerca de dez centímetros, pois pulou da canela de Hermiendal para o chão e cortou duas das garras do pé de Hermiendal com Sol.
A espada Luna estava cravada na canela do deus, mas ele não notou. Sieghart rolou algumas vezes no chão, esquivando-se de alguns cortes. Num momento certo, Sieghart fez com que Hermiendal cravasse a espada no chão, e então o Avatar agarrou-se à lâmina e a escalou. Hermiendal arrancou a espada do chão e levantou-a num movimento brusco que fez com que Sieghart voasse pelo ar. Por azar dos deuses Sieghart ainda estava empunhando Sol e caiu no elmo de Hermiendal, que pareceu não notar, pois procurava Sieghart.
O Cavaleiro Primordial ergueu Sol e fez com que ela emanasse sombras. Então, cravou-a no elmo de Hermiendal. Uma explosão ecoou pelo templo e Hermiendal caiu no chão, juntamente com Sieghart. O deus se levantou, e seu elmo estava destroçado. Seu rosto estava esfumaçado e machucado, e um de seus olhos estava ensanguentado e vermelho.
- VOCÊ VAI MORRER! — gritou o deus.
- Eu vou te mostrar meu verdadeiro poder! — falou o cavaleiro primordial. Levantou-se fraco e com os braços sangrando. Sieghart mancou em direção à Luna, que estava a cerca de três metros do guerreiro. Ele a pegou e caminhou até Sol, cravada num pedaço do elmo de Hermiendal. Puxou-a do metal e encaixou as duas, formando a espada divina Soluna. Os dois imortais já estavam de pé, prontos para lutar. Pareciam não ligar para os ferimentos.
Hermiendal levantou o braço esquerdo e várias rochas saíram das paredes e do chão. Elas ficaram levitando e o deus cerrou o punho. As pedras foram imediatamente até Sieghart em uma velocidade incrível. O Avatar canalizou sombras em sua Soluna. No momento certo, desferiu um corte da direita para a esquerda, verticalmente. Uma grande explosão de sombras aconteceu e todas as rochas explodiram em milhões de pedaços. Hermiendal grunhiu e foi atacar Sieghart, que baixou a Soluna e correu em direção ao deus.
O Cavaleiro Primordial rolou por baixo das pernas do deus e pulou na perna direita dele. Cravou a Soluna e Hermiendal gemeu. Sieghart subiu pela perna de Hermiendal, manejando com perícia a Soluna e escalando o corpo do seu inimigo. Hermieindal parecia tentar capturar Sieghart com as mãos, mas este era rápido e conseguia fugir.
O deus estava cansado e machucado, por isso não conseguia fazer muita coisa. Sieghart ergueu Soluna e perfurou o estômago do deus. Sangue jorrou, e o deus se ajoelhou no chão, fraco e machucado. Sieghart retalhou o estômago de Hermiendal, e mais sangue jorrou do ferimento. O Avatar pulou do estômago destruído do deus e caiu no chão. Correu em direção à cabeça de Hermiendal e explodiu sua aura de sombras.
O deus foi jogado longe, e quando a poeira baixou, estava em ruínas. Hermiendal se despedaçou e se transformou em pedra. O deus havia morrido. A imortalidade havia sido vencida. As pedras — antes o corpo de Hermiendal — foram puxadas para baixo da terra. Todo o templo tremeu e começou a desmoronar. Sieghart iria morrer se não saísse dali. O deus de Vermecia e da terra havia sido morto e Sieghart corria o perigo de ser soterrado. E então, tudo desabou.
Fale com o autor