A Física Dos Teus Olhos
1 A física dos teus olhos
A física dos teus olhos
A sala, o corredor, o sofá sem cor.
Vazios, inertes, sem graça.
Ah sim, ainda há a dor.
A minha dor que ocupa meus olhos,
Que comprime meus sentimentos; asfixiando-os,
Que grita teu nome quando tento esquecer
Mente, mãos, boca.
Falta-me alguma coisa para tocar,
Faltava-me ódio para te culpar
Não irei colocar nada sobre mim,
Sem remorsos, não sou barreira para te manter
― Mesmo que eu queira.
E é minha, toda minha; a dor.
Não me importo em me afogar em lágrimas,
Estou tentando não manter o gosto de nosso clichê vívido
Eu ainda mastigo os pedaços de carinhos que deixou,
Quando disse “eu” na frase você me deu o último.
Sem mas, toda minha; a dor
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