A Excluída
40 PARTE 5 A volta
A primeira pessoa que encontrei depois de voltar foi minha irmã. Lana estava exatamente como eu me lembrava de tê-la deixado. Com toda a expectativa e ansiedade do que iria nos acontecer.
—Lilian? – ela se aproximou me chamando – Lilian, por que está chorando? Deu tudo errado?
—Não – eu solucei e sorri ao poder ouvir sua voz de novo – ao contrário, deu tudo certo, nós fomos ao passado e... voltamos exatamente para onde tínhamos planejado.
—Então – Lana ainda não estava me entendendo – por que está triste?
—É uma longa história Lana – David disse por mim – só dê um tempo à sua irmã, nós passamos por muita coisa lá e quando voltamos, perdemos alguém muito querido.
—Quem? – Lana ainda perguntou.
David me olhou de um jeito que perguntava se podia contar sobre Melissa. Eu apenas assenti.
—Sabe Lana – David começou a história – lá onde estávamos, no século 20, passou-se 20 anos e nesse tempo, eu descobri que gostava muito da sua irmã e ela gostava muito de mim e por isso nós nos casamos e tivemos uma filha.
—Mesmo? – Lana ficou maravilhada – eu sou muito criança pra ser tia.
Eu não consegui não sorrir ao ver minha irmã entretida na história. Mas em pensar e Melissa ainda era doloroso.
—Bom, nós tentamos trazer nossa filha conosco – continuou David – mas algo aconteceu, eu acho que foi porque... nós éramos adultos lá e agora nós somos adolescentes. Tecnicamente ainda não tivemos uma filha e ela desapareceu de repente.
—Eu sinto muito – Lana lamentou e nos abraçou para nos confortar – eu estou feliz que vocês voltaram.
—Obrigada minha irmãzinha – beijei a testa de Lana – tentando ganhar força para os desafios que vinham pela frente, por voltar ao ambiente hostil que eu conhecia muito bem.
—Lilian eu vou pra casa agora mas... – David não conseguiu terminar a frase.
—Nos vemos mais tarde — eu o abracei e o levei até a porta.
No caminho até a saída, minha mãe nos avistou.
—Esse é quem mesmo? – perguntou ela se referindo a David.
—Meu... amigo David – eu respondi – ele estudou os últimos anos da escola comigo.
—Ah sim — minha mãe replicou satisfeita.
—Eu... – disse ele antes de sair – venho conversar com seu pai, sobre nós, depois. Fique bem minha querida.
—Você também – desejou ele e foi para sua casa.
A realidade agora era aquela e aos poucos eu deveria começar a me acostumar com ela novamente.
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