A Estrela Solitária
1 Único
Shun andava apressadamente pelo Santuário, estava à procura de seu irmão mais velho, Ikki, mas ele não estava em lugar nenhum, não que não fosse comum Ikki sumir assim, de uma hora para outra sem deixar o mínimo vestígio de onde podia estar. Shun sabia que o irmão precisava disso, sempre precisou, e ele sabia muito bem o porquê, mas não ousava dizer a mais ninguém, Ikki sentia falta de Esmeralda desde o dia de sua morte, pelas mãos do próprio pai, e sabia também que ver os outros cavaleiros reconstruindo suas vidas, montando famílias, deixava Ikki ainda mais chateado.
Ikki estava no lugar que sempre ia quando sentia que ia se desmontar pelo buraco que havia dentro dele, um buraco que a única que podia costurá-lo, as ondas batiam de leve nos rochedos formando uma adorável e relaxante música. Foi quando sentiu a presença de alguém mais lugar, não era nenhum dos outros cavaleiros, então ele se escondeu e esperou a pessoa aparecer.Era uma garota, tinha uns17 anos, assim como ele, cabelos acobreados,olhos castanhos brilhantes e um sorriso luminoso, ele gostou dela assim que a viu.Ela era tão diferente das amazonas, e tão linda e simples.
__Olá.__Sua voz era igualmente encantadora e musical.
__Oi.
__Me chamo Pad e você?
__Ikki.
Ela sorriu ainda mais e deu uma leve risada.
__É um bonito nome, Ikki.
__Obrigada.
E pela primeira vez na sua vida, Ikki sentiu o rosto ficar quente e sabia que isso era um sinal que havia corado, aquela garota conseguia tirara todo seu autocontrole.
Ela sentou-se ao lado dele, e os dois permaneceram, ali, parados apenas na companhia um do outro, como se só precisassem disso para se consolar e viver, Pad quebrou o silencio com uma frase boba, ate infantil, mas, ambos riram e começaram uma conversa que durou horas a fio, até que ele percebeu que era hora de partir.
__Eu tenho que ir.__Ela disse com certa tristeza na voz, não queria deixá-la, afinal tinha muito medo de perdê-la, como havia perdido Esmeralda.
__Até amanhã então. __Ela deu um sorriso, o que foi o suficiente para tirar todo o medo e insegurança que Ikki carregava.
Eles se despediram mais uma vez e foram embora, voltando para o Santuário ele pensava em que desculpa daria essa vez para seu irmão e os outros, já que não queria contar sobre Pad para nenhum deles, iria para a casa de câncer, como todo dia, comeria alguma coisa e iria ficar o resto da noite jogando cartas com alguns dos dourados.
Como ele esperava, seu irmão estava à sua espera na casa de câncer para perguntar-lhe onde ele estivera todo o dia.
__Estava por ai, Shun.
__Isso não é resposta.
A preocupação de Shun era até legal, era bom saber que, mesmo você ficando fora por vários dias haveria alguém esperando você, mas, Às vezes, como agora, irritava Ikki profundamente e ele tinha que se segurar para não dar uma resposta nada agradável ao irmão.
No outro dia, como o combinado, Pad estava lá à sua espera. Os dois novamente passaram horas a fio, hora conversando, hora só desfrutando da companhia um do outro, no fim da tarde, se despediram novamente, mas, ao invés de ir embora, os dois ficaram se encarando um longo tempo, e quando ela iria beijá-lo, ele recuou e foi embora.
Mais uma vez, quando chegou em casa, seu irmão interrogou-o sobre seu dia, mas, ele nada respondeu.
Os dias ao lado de Pad tornaram a dor da perda de Esmeralda mais suportável e fazia vários dias desde que não sentia aquele vazio que o acompanho por anos, ele tinha achado alguém para preenchê-lo, não que não se lembrasse da Esmeralda, mas era agora apenas as lembranças boas, nada daquela antiga dor só de ouvir seu nome. Seus amigos e seu irmão também tinham notado a sua mudança, pois, se antes ele andasse sempre carrancudo e não conversava, agora ele conversava com todos e estava mais feliz.
Ele e ela estavam observando o mar bater violentamente nas rochas, ele se virou para ela, para finalmente dizer o que realmente sentia por ela, e ela, como se já esperasse por isso, se virou de frente para ele. Os dois novamente não conseguiram dizer nada um para o outros, mas, Ikki via a distancia entre os dois encurtar mais e mais a cada segundo e, quando percebeu estava selando os seus lábios nos dela.E suas línguas começaram uma dança carinhosa e apaixonada em suas bocas.
Quando os dois se separaram, porque seus pulmões imploravam por ar, estavam vermelhos, mas sorridentes, não precisavam de declarações, apenas o amor um do outro.
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