A Estranha Vida De Beggy
4 Capítulo IV
Notas iniciais
Eu abri meu pulso nao estava aguentando nem mexer a mão e eu nao ia ficar digitando coom uma mao só pq aí eu ia abrir o outro pulso. Bem eu ando com alguns problemas de coluna e estou muito chatiada com isso.
Boa leitura"!
Meu estado quando cheguei em casa era um tanto inusitado. Minha maquiagem borrada devido ao choro horas antes, minhas roupas amassadas pelo inesperado atracamento da parte do Shaka (olha que eu tinha gostado muito dessa parte e veja não estávamos bêbados) e minha inegável cara de felicidade.
Chegava a ser uma situação paradoxal. Nós não estávamos juntos, mas estávamos juntos. Ele não gostava de mulheres, mas ficava comigo (tá certo foram duas vezes, mas vai que ele toma gosto, isso ia ser bom hein). Nós não sabíamos que merda havia nos unido daquela inusitada maneira, um bebê. Quem iria imaginar?
Eu não sabia de muita coisa da vida, mas eu tinha uma certeza absoluta: Shaka não era totalmente gay, bissexual se adequaria melhor. Isso ignorando o fato de que eu era a primeira mulher com quem ele se relacionava.
Graças aos céus Miho estava desmaiada de sono e Eiri também estava nos braços de Morpheus, deus do sono. Então ninguém viu minha chegada. Eu não estava nem um pouco a fim de dar explicações e nem de contar minha peripécia.
E no dia seguinte eu fiz corpo mole. Miho e Eiri tentaram me acordar, mas eu resisti. Bom elas provavelmente devem ter achado que era algum indispor de gravidez. Como cumulo do absurdo Miho, a cidadã mais correta de toda Grécia, ainda me recomendou faltar o serviço. Imagina se eu iria dar motivo para aquelas cobras fofoqueiras especularem os motivos da minha falta.
O dia de trabalho estava sendo como o comum. Isso tirando o fato de que eu estava grávida, não sei se era impressão minha, mas parecia que o mundo estava diferente. Malditos hormônios estranhos de gravidez! Bom, seria bom se esse fosse único ato que tirasse meu dia do comum.
Então meu dia passaria despercebido se eu não recebesse rosas, as mais bonitas de toda Grécia por sinal. O departamento inteiro tinha parado para observar aquelas rosas direcionadas a mim.
E disparei tão rápido para minha sala que o entregador deve ter ficado com cara de tacho. Demorei mais uns dois minutos para raciocinar que as flores deveriam ter cartão. Dito e feito.
"Para a mulher que me levou a tratamento psicológico para rever meus conceito. Essas rosas são agradecimento por me apresentar a novos prazeres na vida.
Shaka Virgens"
Eu não sabia qual reação tomar. Tá aí um remédio que podiam vender em farmácia: Reação. Tome um comprimido e tire sura vida da inércia. Caso os sintomas permaneçam tome vergonha na cara mesmo.
Bom tudo que fiz a seguir foi pegar o celular e discar para um loiro que queria me enlouquecer.
"- Você quer me enlouquecer é isso, não é? — Eu respirava pausadamente do outro lado do telefone e tudo que ouvir foi uma risada baixa.
- Você enlouquece e eu procuro tratamento psicológico. Nossa que irônico. — Além de me enlouquecer ele ainda pretendia me matar de irritação.
- Primeiro os doidos vão ao psiquiatra e segundo como foi que descobriu meu departamento de trabalho? — Bom eu não tinha contado isso a ele, apena tinha dito que trabalhava há três anos na empresa.
- Eu tenho meus contatos. Gostou das rosas? — Era impressão minha ou ele tentava desconversar?
- Ora vamos para com o clichê e com a palhaçada não quer me contar ótimo. A propósito as rosas são lindas, muito obrigada. — Se ele queria assuntos mais leves, eu daria a ele assuntos mais leves.
- Bem que Afrodite disse que você ia gostar, eu pretendia dar outras flores... — Seu discurso morreu ali.
- Eu juro que não te entendo, e você gosta de homens, como isso está acontecendo comigo? — Bom aposto que todos que vissem minha história iriam se perguntar a mesma coisa.
- Olha também não sei o que está acontecendo, mas minha psicóloga disse que todos esses meus anos me recriminando e me auto podando fizeram com que eu agisse com o corpo e não com a mente. Primeiro me rendendo ao prazer de beber e depois obedecendo meus instintos masculinos. — Ótimo ele estava só obedecendo ao pênis dele quanto à questão de me mandar rosas. Ele era um homem discreto, natural que procurasse companhia fixa, assim ele evitaria escândalos na mídia. — Já que estou num estresse, porque não aproveitar corretamente? Jantar as sete? — Realmente a mente de Shaka funcionava de um jeito inusitado. Uma hora me alfinetando, ou ta hora me encantando.
- Onde? — Bom provavelmente seria na casa dele e ele me seduziria e íamos acabar a noite naquele sofá pornográfico.
- No restaurante do Camus, meu amigo francês, mas você deve saber quem é, afinal você trabalha como o cérebro da empresa. Se me der à honra de saber seu endereço posso lhe buscar. — Massageei minhas têmporas e disse o endereço. Miho e Eiri iam surtar com certeza."
Eu podia trabalhar como vidente, Miho e Eiri surtaram. Se preocuparem com meu cabelo, com que roupa eu ia vestir e depois que mostrei as rosas elas se animaram tanto que disseram que eu tinha que usar um lingerie sensual. Segundo elas a noite prometia.
Elas eram umas loucas varridas, isso sim. No mínimo Shaka estaria ali para aproveitar a doce experiência de jantar romanticamente com uma mulher, pela primeira vez, talvez. Vindo de Shaka tudo era uma surpresa. Desde sua opção sexual ate a cor de seus olhos. Definitivamente eu estava grogue, mas infelizmente eu não sabia de que era. Bom, minha teoria inicial seria que eu estava grogue de Shaka Virgens. É ele era pior que o álcool na minha vida. Ele sim me deixou uma ressaca permanente, um bebê.
O tempo agiu contra mim. De repente já eram sete horas. Seria hora da minha tortura psicológica pelas próximas horas e quem sabe ate a manha do dia seguinte? Eu preferi esperar na portaria do meu prédio, evitaria qualquer reação incomum das minhas queridas amigas de casa.
Um carro preto muito chique parou em frente ao prédio. E o vidro da lateral abaixou. Lá dentro um loiro sem sentimentos. Ok, menos drama já sei. Lá dentro estava Shaka, o loiro indiano com cara de europeu. Essa descrição era um saco. Obrigada Eiri, agora não consigo descrever Shaka sem esses adjetivos. Valeu você é uma ótima amiga e descritora (será que isso existe?).
- Achei que não ia entrar nunca? – Shaka me alfinetava. Devia ser porque eu fiquei olhando com cara de babaca para o carro, mas o que ele queria que eu fizesse?
- É perigoso sair por aí entrando em carros pretos com vidros escuros, nunca se sabe quem é... Vai que é algum maníaco que vai me matar e me jogar em uma vala. Até a chegarmos ao restaurante Shaka evitou conversas, então o ambiente foi preenchido por uma musica suave. Se meus ouvidos não me enganavam seria blues ou possivelmente jazz. Shaka possuía um gosto musical muito bom.
Sem dúvida ele era o homem perfeito, só tinha um problema ele gostava do mesmo sexo. Bom no momento ele achava que gostava, mas devido a atual circunstancia ele poderia ser classificado como bi. Soava menos confuso.
Notas finais
Beijos, espero que tenham gostado *-*
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