A Esposa Perfeita

44 O Fator Tempo


Notas iniciais
💍Minhas leitoras lindas... respirem fundo comigo. ❤️ Porque é oficial: ESTAMOS NO PENÚLTIMO CAPÍTULO DE A ESPOSA PERFEITA. 🥹 Sinceramente? Quando comecei essa história, lá atrás, eu jamais imaginei que ela tomaria proporções tão grandes. O que começou como um simples contrato entre Edward Cullen e Bella Swan acabou se transformando em uma jornada sobre amor, perdão, família, redenção, segundas chances, destino e escolhas. E agora estamos aqui...finalmente o capítulo 44... Faltando apenas UM capítulo para o encerramento dessa aventura. Confesso que estou vivendo um misto enorme de felicidade e nostalgia enquanto escrevo essa reta final. Porque cada comentário, cada voto, cada surto coletivo e cada teoria maluca que vocês criaram ajudaram a construir essa história junto comigo. E pensar que essa fanfic deveria ter terminado lá no capítulo 40... Mas graças ao pedido de uma leitora muito especial, que acompanha e comenta todas as minhas histórias com um carinho que aquece meu coração, nós ganhamos essa extensão maravilhosa e essa reviravolta completamente inesperada do "Edward vindo do futuro". E eu não me arrependo nem por um segundo. ❤️ Agora chega de conversa...Vamos descobrir o que acontece quando Edward Cullen resolve simplesmente conversar com o próprio vilão antes dele virar vilão. 😂 Boa leitura, minhas queridas. E preparem os corações...Porque o último capítulo está chegando.

💍 A ESPOSA PERFEITA

Capítulo 44 — O Fator Tempo

POV — Edward Cullen

— Edward, pelo amor de Deus, desacelera!

A voz de Bella saiu abafada contra o tecido da minha camisa social, mas o tom de urgência era impossível de ignorar. Suas mãos espalmadas empurravam o meu peito com uma força surpreendente para o tamanho dela, tentando criar uma distância de segurança enquanto estávamos no banco de trás do meu carro, estacionado a poucos quarteirões da mansão dos meus pais.

Eu estava praticamente inclinado sobre ela, com as minhas mãos espalmadas no banco de couro, cercando-a. Meus olhos deviam estar brilhando com aquela intensidade quase insana que me dominava desde que acordei daquele desmaio há catorze dias.

— Bella, nós estamos perdendo tempo — argumentei, a voz baixa, o polegar acariciando a linha da mandíbula dela. — Um cartório, duas testemunhas, menos de trinta minutos e nós resolvemos isso.

— Edward! — Ela segurou o meu pulso, os olhos castanhos arregalados em uma mistura de incredulidade e uma diversão genuína que ela simplesmente não conseguia mais esconder. — Eu já aceitei namorar com você... e Deus sabe o quanto isso já desafia todas as leis da física e da psicologia. Por incrível que pareça, eu gosto mesmo de você. Gosto de verdade. Você mudou a minha vida em duas semanas, salvou o meu pai, me trata como se eu fosse uma joia... mas casar? A gente se conhece há duas semanas! Duas semanas, Edward!

Eu soltei uma risada baixa, encostando a minha testa na dela. Ela tinha toda a razão do mundo na linha do tempo real. Para Isabella Swan, garçonete e fotógrafa aspirante de Seattle, o CEO do Cullen Group havia surgido como um furacão na vida dela há exatos catorze dias. Mas para a minha mente, o meu peito sangrava de saudade de uma aliança que eu ainda não tinha colocado no dedo dela nesta realidade.

— Para mim parecem cinco anos — sussurrei contra os lábios dela, roubando um selinho demorado que a fez relaxar os ombros e soltar um suspiro rendido.

— Eu sei, eu sei... o seu bendito sonho premonitório — Bella murmurou, ajeitando o colarinho da minha camisa com um carinho que desarmou qualquer urgência corporativa minha. — E eu prometo que não estou duvidando mais de você. Depois da cara que a Rosalie fez no hospital quando você falou o nome da filha que ela secretamente planejava... eu decidi apenas aceitar que você veio do futuro. Mas o meu coração de vinte e poucos anos ainda precisa de um namoro normal, Cullen. Me dá alguns meses?

Olhei para o rosto dela, para a pele impecável, os olhos castanhos que agora me encaravam com total confiança e sem o medo do início. O Edward calculista e arrogante de antes teria criado um contrato frio; o Edward de hoje só queria protegê-la do mundo.

— Tudo bem — cedi, afastando-me um pouco e sentando-me corretamente no banco, ajustando o meu paletó. — Mas não me peça para tirar os olhos de você hoje.

Bella olhou para o próprio vestido, uma peça azul-marinho simples, mas elegante, que eu fiz questão de mandar entregar no apartamento dela na noite anterior. Ela estava visivelmente nervosa, as mãos entrelaçadas apertando a bolsinha de mão.

— Eu ainda acho uma péssima ideia você me trazer para o almoço de aniversário de quarenta e cinco anos de casamento dos seus pais — ela confessou, olhando pela janela o portão de ferro da propriedade dos Cullen se aproximando. — Eu sou uma garçonete, Edward. Sua mãe vai olhar para mim e...

— Minha mãe vai olhar para você e ver a mulher que salvou o filho dela de se tornar um monstro frio — a interrompi, segurando a mão dela com firmeza, entrelaçando os nossos dedos. — E o Carlisle vai adorar você. Só... tente não se assustar com a Alice. Ela passou as últimas duas semanas me ligando a cada duas horas para perguntar se eu usei alguma droga nova que lê mentes, porque eu adivinhei a decoração de glicínias do almoço.

O motorista estacionou o carro diante da imensa fachada de vidro e pedra da mansão da família Cullen. O jardim estava impecável, decorado com arranjos suntuosos de glicínias roxas e brancas, exatamente como eu havia ditado para a minha irmã pelo telefone.

Respirei fundo. No meu sonho, a apresentação de Bella para a minha família havia sido um jogo de aparências, uma encenação contratual onde todos desconfiavam de tudo. Hoje, eu estava entrando naquela casa de cabeça erguida, segurando a mão da mulher que eu escolheria em qualquer linha do tempo, em qualquer universo.

Abri a portaria do carro, saltando e estendendo a mão para ajudar Bella a descer. Ela respirou fundo, endireitou a postura e me deu um sorriso trêmulo, mas determinado.

— Pronta, senhora... quer dizer, senhorita Swan? — brinquei.

— Vamos logo com isso, Cullen — ela riu, o som cristalino fazendo o meu peito esquentar.

Caminhamos de mãos dadas em direção à entrada principal. Eu sabia exatamente quem estaria atrás daquela porta. Sabia que Carlisle estaria segurando uma taça de champanhe, que Esme estaria emocionada com as flores e que o tabuleiro com o Jasper ainda precisava ser jogado com muito cuidado. Mas, ao olhar para o lado e ver os olhos castanhos de Bella fixos em mim, eu tive a certeza absoluta de que, desta vez, nenhuma tempestade em La Push seria capaz de nos derrubar.

Assim que cruzamos os imensos portões de vidro da mansão, o aroma das glicínias misturado ao perfume suave de baunilha que Esme sempre usava me atingiu em cheio. Senti o aperto da mão de Bella se intensificar contra a minha. Ela estava tensa, a postura rígida de quem esperava entrar em uma arena de leões da alta sociedade de Seattle.

Mas no momento em que meus pais se viraram, o roteiro do passado foi completamente rasgado.

— Edward, querido! — Esme veio ao nosso encontro com passos rápidos e elegantes, os olhos brilhando. Ela nem olhou para o meu terno alinhado; seu olhar acolhedor focou diretamente em Bella. — E você deve ser a Isabella. Meu Deus, o Edward não fala de outra coisa há duas semanas!

— É um prazer imenso, Sra. Cullen — Bella começou, a voz um pouco tímida, estendendo a mão.

Esme simplesmente ignorou a formalidade e a puxou para um abraço caloroso, o tipo de recepção maternal que desarmou Bella no mesmo instante. Carlisle aproximou-se logo atrás, exibindo o mesmo sorriso nobre e compassivo que eu conhecia tão bem.

— Seja muito bem-vinda à nossa casa, Isabella — Carlisle disse, apertando a mão dela com carinho. — O Dr. Gerandy me ligou ontem para falar sobre a evolução do seu pai. Fique tranquila, o Charlie está em ótimas mãos e respondendo muito bem ao novo protocolo.

Bella olhou para Carlisle, depois para mim, e seus olhos castanhos marejaram de gratidão. Alice surgiu de trás de um dos arranjos de flores, segurando uma taça de champanhe, estreitando os olhos pretos para mim de um jeito terrivelmente desconfiado.

— Ela é linda, Edward. Você tem bom gosto para quem enlouqueceu de repente — Alice alfinetou brincalhona, vindo abraçar Bella. — E as glicínias ficaram perfeitas, seu esquisito. Ainda vou descobrir como você adivinhou meu projeto de decoração.

Ver todos eles ali, rindo, conversando com Bella sem as amarras de um contrato de aparências ou a desconfiança de um casamento arranjado, fez um peso monumental deixar o meu peito. A minha família estava aceitando a minha mulher pelo que ela era: o meu início, meio e fim.

Vinte minutos depois, enquanto Esme e Alice levavam Bella para conhecer o jardim de inverno, avistei uma silhueta familiar de pé perto do parapeito da varanda dos fundos, observando o lago.

Jasper Whitlock.

Ele usava um terno cinza sob medida, segurando um copo de uísque com gelo. No meu sonho, aquele homem havia se tornado um monstro psicótico, movido pela ganância corporativa e por um surto delirante que quase tirara a vida de Bella e da minha filha Charlotte. Olhar para ele agora, na realidade, vestindo a fachada de um jovem executivo comum, fez meu sangue correr um pouco mais frio. Mas eu precisava jogar aquela peça. Eu precisava desarmar a bomba antes que o cronômetro começasse a rodar.

Caminhei até a varanda, parando ao lado dele e apoiando as mãos no parapeito.

— Bela festa, não é? — comentei, olhando para o reflexo do sol na água.

— Sim, a Alice se superou como sempre — Jasper respondeu, dando um gole no uísque e se virando para mim com um sorriso amigável. — E parabéns pela namorada, Edward. O Emmett me ligou rindo outro dia, dizendo que você foi atingido por um raio de amor bíblico no meio do hospital. É bom ver você desacelerar um pouco do Cullen Group.

Respirei fundo. Olhei bem nos olhos azuis de Jasper. Não havia ali a loucura que vi no galpão de Forks. Não havia o ódio gélido. Na linha do tempo real, o veneno da ambição desmedida ainda não havia corrompido a mente dele.

— Jasper, eu preciso te falar uma coisa. E preciso que você me escute sem me achar completamente demente — comecei, o tom de voz caindo para uma gravidade que o fez arquear as sobrancelhas. — Há duas semanas, eu tive um sonho. Um delírio de poucas horas em que vivi cinco anos. E nesse sonho, o Cullen Group passava por uma fusão agressiva e o poder subia à sua cabeça de uma forma doentia. Você se tornava um monstro, Jasper. Você desviava dinheiro, tentava dar um golpe na empresa e, no ápice do seu surto psicótico, você sequestrava a Bella, que estava grávida de sete meses, e a espancava em um galpão.

Jasper travou com o copo de uísque a centímetros da boca. O sorriso dele sumiu. Ele me encarou por longos segundos, processando o absurdo daquelas palavras.

— Edward... do que você está falando? — ele perguntou, a voz misturando confusão e uma ponta de choque.

— No meu sonho, a Alice descobria quem você era de verdade e te dava um tiro no ombro para salvar a Bella. E o seu fim era em uma clínica psiquiátrica de alta segurança, interditado e trancado entre quatro paredes brancas — continuei, encarando-o com firmeza. — Eu acordei sabendo que a ganância e a pressão corporativa destruiriam a sua mente. E eu não vou deixar isso acontecer. É por isso que amanhã, na primeira hora, eu vou redigir a reestruturação do conselho. Eu vou dividir a presidência do Cullen Group com você, Jasper. Cinquenta por cento para cada um. Você não vai precisar lutar por espaço, e nós vamos gerenciar isso juntos, como parceiros.

Jasper deu um passo atrás, batendo com o copo na mureta de pedra. Seus olhos azuis arregalaram-se de uma forma misturada entre o pavor de ver o melhor amigo falando termos tão pesados e o absurdo da situação. Ele soltou uma risada nervosa, limpando o suor frio que brotou em sua testa.

— Cara... meu Deus, Edward! Que surto louco foi esse seu?! — Jasper exclamou, a voz trêmula de puro espanto, levando a mão livre ao peito. — Dividir a presidência? Você enlouqueceu? Cara, você e o Emmett são meus melhores amigos de infância! Nós crescemos juntos nessa cidade! Eu nunca... eu nunca faria uma atrocidade dessas com vocês! Eu nunca sequestraria alguém, principalmente uma mulher grávida... bater nela? Fazer a Alice sofrer? Meu Deus, eu amo a sua irmã, Edward! Eu sou completamente louco por ela!

O desespero na voz de Jasper era cem por cento genuíno. Naquela realidade, ele não era o vilão. Ele era apenas o menino que crescera comigo, horrorizado com a mera menção de se tornar o monstro que a minha mente havia projetado.

— Eu sei, Jazz. Eu sei que você nunca faria isso agora — dei um tapinha no ombro dele, sentindo uma onda de alívio genuíno ao ver que a prevenção havia funcionado. O destino havia sido alterado antes mesmo de dar o primeiro passo. — Mas o poder faz coisas estranhas com os homens. Considere a divisão da presidência como o meu seguro para que o meu melhor amigo de infância continue sendo exatamente o cara que está aqui na minha frente hoje. Sem pressões. Sem disputas.

Jasper olhou para o próprio copo, engolindo em seco, ainda tentando digerir o impacto psicológico daquela conversa.

— Você me assustou de verdade, Cullen — ele murmurou, soltando o ar, mas assentindo com a cabeça, aceitando o aperto de mão que estendi. — Mas se o preço para acalmar os seus demônios do futuro for eu aceitar metade do império... acho que posso lidar com esse fardo.

Girei o corpo de volta para o jardim e vi Bella caminhando na nossa direção. Ela trazia um sorriso leve no rosto, segurando uma flor que Esme lhe dera. Ao me ver, seus olhos castanhos brilharam com aquela mesma cumplicidade que atravessara dimensões e sonhos.

O tabuleiro estava limpo. O passado imbecil fora apagado, o vilão fora salvo de si mesmo antes de nascer, e a minha família estava unida. O lado bom da vida não era mais uma projeção distante no papel de La Push. Era o aqui e o agora. E o futuro brilhava mais forte do que nunca.

Notas finais
E EU SIMPLESMENTE NÃO CONSIGO PARAR DE RIR. 😭😂 Edward passou cinco anos sofrendo, lutando, construindo impérios, enfrentando sequestros, partos em galpões, crises corporativas e guerras familiares... Para chegar no passado e resolver tudo com: "Vou dividir a presidência com você." e "Não vire psicopata, por favor." 😭😂😭😂😭😂 Pobre Jasper. O homem foi convidado para as bodas dos sogros e saiu convencido de que o melhor amigo teve um colapso nervoso completo. Mas falando sério...Esse capítulo foi muito importante para mim, porque pela primeira vez vemos o que acontece quando alguém recebe uma segunda chance antes da tragédia acontecer. Edward não está tentando derrotar ninguém, ele está tentando salvar todo mundo. Inclusive aqueles que, em outra realidade, acabaram se perdendo pelo caminho e talvez essa sempre tenha sido a verdadeira mensagem desta história. Nem sempre o amor muda apenas quem amamos, as vezes ele muda quem nós escolhemos ser.❤️ E agora... Chegamos ao momento que eu estava evitando admitir: Falta apenas UM capítulo! O último. O encerramento definitivo de A Esposa Perfeita. Ou pelo menos... é isso que vocês acham. 👀 Porque se tem uma coisa que esta história me ensinou é que o destino adora pregar peças.E eu não garanto absolutamente nada. 😂 Nos vemos no capítulo 45. Obrigada por estarem aqui...