A Esposa Perfeita

6 A primeira mentira pública...


Notas iniciais
Oi, meus amores 🖤✨ Antes de tudo… me contem: como foi a Páscoa de vocês? 🐰💐 Espero que tenha sido cheia de momentos bons, descanso (e muito chocolate 👀🍫). Agora sobre o capítulo… Aqui acontece algo muito importante: a primeira mentira pública. É o momento em que tudo deixa de ser um acordo entre quatro paredes… e passa a existir diante de outras pessoas, com olhares, julgamentos e expectativas reais. A Bella está entrando em um mundo que não é o dela. E o mais perigoso de tudo…é o quanto ela começa a se encaixar nele. Leiam com calma, sintam os detalhes… porque esse capítulo tem muitas entrelinhas 👀💔 Boa leitura 💍✨

A casa de Bella Swan era silenciosa demais para alguém que vivia com tanto peso nos ombros. O pequeno espaço, simples e funcional, carregava marcas sutis de uma vida que havia sido construída com esforço e renúncia, desde os móveis modestos até os objetos organizados com cuidado quase meticuloso, como se cada coisa tivesse um lugar definido para impedir que o caos tomasse conta do restante. A luz da manhã atravessava a janela da sala com delicadeza, iluminando partículas de poeira suspensas no ar, e por um breve momento tudo parecia tranquilo demais… quase enganoso.

Bella estava parada diante do espelho do quarto, observando a própria imagem com um olhar mais crítico do que o habitual. O vestido que Edward havia escolhido na noite anterior repousava sobre seu corpo com um caimento perfeito, moldando suas curvas de forma elegante sem parecer exagerado. Era simples à primeira vista, mas carregava um tipo de sofisticação silenciosa que ela nunca havia usado antes. Seus cabelos estavam soltos, caindo em ondas suaves pelos ombros, e a maquiagem era leve, quase imperceptível, mas suficiente para destacar seus traços naturais.

Ainda assim… algo parecia fora do lugar,ou talvez fosse ela.

— Você não precisa parecer outra pessoa… — murmurou para si mesma, passando os dedos levemente pela lateral do rosto, como se tentasse se reconhecer ali — só… não pode estragar tudo.

O som de um carro parando em frente à casa quebrou o silêncio.

Bella fechou os olhos por um segundo.

Respirou fundo e saiu.

Edward Cullen não parecia pertencer àquela rua, e isso era evidente.

O carro escuro, elegante e silencioso contrastava com o restante das casas, simples e discretas, como se tivesse sido colocado ali por engano. Mas não era o carro que chamava atenção, era ele. De pé ao lado da porta, com a postura ereta e o olhar atento, Edward parecia completamente deslocado daquele ambiente, e ao mesmo tempo… perfeitamente confortável dentro da própria pele.

Quando Bella saiu, ele já estava olhando e por um segundo…parou.

Não havia surpresa evidente em sua expressão, mas houve algo.

Algo que ele não demonstrava facilmente.

Seus olhos percorreram cada detalhe dela com precisão, o vestido, o cabelo, a postura, mas demoraram um pouco mais no rosto, como se estivesse tentando identificar algo que não estava ali na noite anterior.

— Você está pronta — disse ele, finalmente, a voz baixa e controlada.

Não foi uma pergunta.

— Eu acho que sim.—Bella cruzou os braços levemente, inclinando a cabeça e respondeu.

Edward abriu a porta do carro para ela.

— Hoje não é sobre achar, precisa ser perfeito.

Ela passou por ele, murmurando:

— Ótimo. Sem pressão nenhuma.

E ele fechou a porta com um leve traço de algo próximo a um sorriso.


A casa dos Cullen não era apenas grande.

Era… viva.

Havia uma diferença clara entre riqueza e acolhimento, e aquele lugar conseguia ser os dois ao mesmo tempo. A arquitetura elegante se misturava com elementos mais suaves, mais humanos, criando um ambiente que não parecia frio ou impessoal como Bella havia imaginado. Havia luz natural entrando pelas grandes janelas, plantas cuidadosamente posicionadas, detalhes que demonstravam cuidado, não apenas estética.

— Minha mãe gosta de fazer o lugar parecer… confortável — comentou Edward, como se tivesse lido os pensamentos dela.

Bella olhou ao redor mais uma vez antes de responder.

— Funciona.

E antes que pudesse dizer mais alguma coisa, a porta se abriu.

Esme Cullen apareceu primeiro e tudo mudou.

Havia algo nela que não podia ser explicado apenas com aparência. Sim, ela era elegante, delicada, com traços suaves e um sorriso que parecia genuíno, mas era mais do que isso. Era a forma como olhava, como se enxergasse além da superfície, como se estivesse verdadeiramente interessada na pessoa à sua frente.

— Você deve ser a Bella… — disse Esme, aproximando-se com passos tranquilos, o sorriso se ampliando — Eu estava ansiosa para te conhecer.

Bella não teve tempo de responder antes de ser envolvida em um abraço.

E aquilo…

aquilo a desarmou completamente.

Não havia formalidade.

Não havia julgamento.

Apenas calor.

— Eu… também — respondeu Bella, um pouco mais baixa, ainda surpresa com a reação.

Esme se afastou lentamente, segurando as mãos dela por um instante.

— Você é ainda mais bonita do que eu imaginei.

Bella soltou uma pequena risada, sem graça.

— Obrigada…

— Venha, entre — continuou Esme, guiando-a para dentro — Todos estão esperando.

Edward observava tudo em silêncio e algo dentro dele…se moveu.

Alice apareceu como uma explosão de energia.

— Finalmente! — disse ela, praticamente surgindo ao lado de Bella, os olhos brilhando de curiosidade — Eu estava começando a achar que você não existia.

Bella piscou, surpresa com a intensidade.

— Espero não decepcionar.

Alice riu.

— Acredite —Ela segurou o braço de Bella como se já fossem íntimas.— Eu já adorei você.

— Alice… — Edward murmurou, mas sem realmente repreender.

— O quê? — respondeu ela, sem soltar Bella — Eu tenho bom gosto e nós duas vamos ser grandes amigas...

E Bella, sem perceber, começou a relaxar.

O almoço foi… inesperado.

Não pela formalidade, que existia, mas pela leveza que vinha junto. As conversas fluíam com naturalidade, as risadas surgiam sem esforço, e por mais que Bella soubesse que tudo aquilo fazia parte de um cenário onde ela estava sendo observada, avaliada… não parecia assim.

Esme a incluía em tudo.

Perguntava.

Ouvia.

Se interessava.

— E sua família, querida? — perguntou em um momento mais calmo, com um tom gentil.

Bella hesitou por um segundo.

— Minha mãe mora na Flórida… com meu padrasto — respondeu — Eles são… felizes.

E então:

— Meu pai está aqui.

Silêncio.

Curto.

Mas atento.

— Ele está doente — continuou, mais baixa — É… um problema no coração.

Carlisle, que até então observava em silêncio, inclinou levemente a cabeça.

— Que tipo?

Bella respirou fundo.

— Insuficiência cardíaca avançada… — disse, sentindo o peso das palavras — Eles estão tentando um novo tratamento.

E, pela primeira vez…o silêncio foi diferente.

Mais respeitoso.

Mais… humano.

— Sinto muito, querida.—Esme tocou levemente a mão dela.—Vamos ter fé que dará tudo certo...

E Bella sentiu algo apertar no peito.

Porque aquilo…não fazia parte da mentira.

Jasper observava, desde o início sem dizer muito ou demonstrar algo, mas observava escancaradamente e Edward percebeu.

Percebeu na forma como os olhos dele demoravam um segundo a mais, na forma como analisava cada gesto, cada troca, cada detalhe.

Percebeu uma desconfiança sutil, mas presente e aquilo não podia acontecer.

A sacada era silenciosa, mais isolada.

Bella estava ali, tentando respirar um pouco longe de tudo, apoiada no parapeito, olhando o jardim abaixo quando ouviu os passos.

Edward.

Ele se aproximou devagar.

— Está fugindo? — perguntou, em tom baixo.

— Só… respirando — respondeu ela.

Silêncio.

— O Jasper está desconfiado — disse ele, direto.

Bella virou o rosto.

— Já?

— Ele é uma excelente observador e a pessoa que mais quer a minha cabeça rolando.

Ela respirou fundo.

— Então a gente precisa ser mais convincente.

Edward a encarou por um segundo e então se aproximou.

Mais perto.

Mais do que o necessário.

— Concordo.

E antes que ela pudesse reagir…ele segurou o rosto dela com delicadeza e a beijou.

Não foi brusco.

Não foi rápido.

Foi… calculado.

Mas também…foi diferente.

Porque, em algum momento deixou de ser apenas atuação.

Bella sentiu, na forma como ele demorou.

Na forma como não se afastou imediatamente.

Quando finalmente se separaram, o ar parecia diferente.

Mais pesado.

Mais denso..

O silêncio que se instalou após o beijo não foi imediato, mas quando veio, trouxe consigo uma densidade diferente, quase palpável, como se o próprio ar tivesse se tornado mais espesso ao redor dos dois. Bella permaneceu parada por um segundo a mais do que deveria, os olhos ainda presos aos de Edward, tentando entender em que momento aquilo havia deixado de ser apenas parte de um plano cuidadosamente arquitetado para se tornar… algo mais difícil de definir. O toque dele ainda estava ali, presente na memória recente da pele, e havia uma inquietação nova dentro dela, não de rejeição, não de desconforto… mas de algo que ela não queria nomear.

Edward foi o primeiro a se afastar.

Não de forma abrupta, nem fria como normalmente fazia, mas com um controle que parecia mais calculado do que natural. Seus dedos ainda permaneceram por um instante próximo ao rosto dela, como se o gesto não tivesse terminado completamente, e então ele recuou, endireitando a postura, recompondo a expressão com a mesma precisão de sempre. Mas havia um detalhe que não passou despercebido, o olhar demorou meio segundo a mais.

— Isso deve ser suficiente… — disse ele, a voz baixa, mas agora com uma leve rouquidão quase imperceptível.

Bella cruzou os braços levemente, tentando recuperar algum tipo de equilíbrio.

— Você sempre ensaia esse tipo de coisa ou foi improviso?

A pergunta veio carregada de ironia, mas também de algo mais sutil.

Edward inclinou a cabeça, analisando-a.

— Você prefere ensaiado?

— Prefiro saber no que estou me metendo.

Ele deu um passo mais próximo novamente, não o suficiente para invadir, mas o bastante para manter a tensão entre eles.

— Então se acostume — murmurou — Porque a partir de agora… isso vai acontecer com frequência.

Bella sustentou o olhar.

— Tenta avisar da próxima vez.

— Não teria o mesmo efeito.

E, por um breve instante…ela quase sorriu.

Quando voltaram para dentro, a mudança foi imediata.

Era como atravessar uma linha invisível.

Edward não apenas segurou a mão de Bella, ele entrelaçou os dedos com os dela de forma firme, natural, como se aquele gesto fosse automático, como se não houvesse qualquer esforço por trás. E dessa vez, não havia hesitação no contato. Seu polegar deslizou suavemente sobre a pele dela em um movimento quase distraído, mas cuidadosamente visível para quem estivesse observando.

E estavam.

Todos.

Esme foi a primeira a notar, um sorriso suave surgindo imediatamente em seus lábios, como se aquele pequeno detalhe fosse suficiente para confirmar tudo o que ela queria acreditar. Alice praticamente brilhou, os olhos atentos captando cada nuance, cada troca silenciosa entre os dois. Carlisle manteve a postura serena, mas havia um leve sinal de aprovação no olhar. E Jasper…

Jasper não sorriu, mas também não desviou o olhar.

Ele observava.

E Edward sabia.

— Estávamos procurando vocês — disse Alice, aproximando-se com energia renovada — Sumiram juntos e não avisaram nada.

Bella sentiu o leve aperto da mão de Edward antes que ele respondesse.

— Precisávamos de um momento — disse ele, naturalmente.

Alice arqueou uma sobrancelha, divertida.

— Ah, precisavam?

Bella respirou fundo, mas dessa vez não recuou.

— É… acontece quando você gosta de alguém — respondeu, inclinando levemente a cabeça na direção de Edward, como se aquilo fosse óbvio.

O silêncio que se seguiu foi breve, mas carregado.

E então Alice abriu um sorriso ainda maior.

— Eu gosto muito dela.

— Você já disse isso, querida— respondeu Esme, com leveza.—Umas trezentas vezes...

Edward olhou de lado para Bella.

E, dessa vez…houve algo diferente.

Não era apenas aprovação.

Era… curiosidade.

A tarde seguiu com uma leveza que Bella não esperava encontrar. Aos poucos, a tensão inicial começou a se dissolver, não completamente ,porque ela ainda estava consciente de cada gesto, cada palavra, mas o suficiente para permitir que algo mais natural surgisse. Esme a convidou para conhecer o restante da casa, e Bella aceitou, quase instintivamente, permitindo-se ser guiada por aquela presença acolhedora que parecia envolver tudo ao redor.

— Eu gosto de espaços que tenham vida — explicou Esme enquanto caminhavam por um dos corredores amplos, a luz do sol entrando pelas janelas e iluminando detalhes que Bella não teria percebido sozinha — Não apenas bonitos… mas que façam sentido para quem está neles.

Bella passou os dedos levemente por uma das superfícies de madeira, sentindo a textura.

— Dá pra perceber… — disse, com sinceridade — Não parece… impessoal.

Esme sorriu.

— Isso é importante para mim.

Houve uma pausa breve, confortável.

— Edward não era assim… — continuou ela, mais suave agora — Ele sempre foi mais… reservado.

Bella olhou de lado, atenta.

— Ele ainda é.

— Sim… — concordou Esme — Mas você…

Ela parou.

Virou-se completamente para Bella.

— Você muda isso nele.

Bella ficou em silêncio por um instante.

— Eu acho que ele só está fingindo bem — respondeu, tentando manter o tom leve.

Esme sorriu novamente, mas dessa vez havia algo mais profundo ali.

— Talvez… — disse — Mas, às vezes, a gente começa fingindo… e quando percebe… já não é mais.

E aquilo…ficou com Bella.

Quando voltaram para a sala principal, Alice já estava com o celular em mãos, claramente esperando por algo.

— Agora ninguém foge — anunciou, animada — Eu quero uma foto.

Bella soltou uma pequena risada.

— Agora?

— Agora.

Edward suspirou discretamente, mas não soltou a mão dela.

— Rápido.

Alice já estava posicionando os dois.

— Mais perto — disse, ajustando — Edward, segura ela direito.

Ele olhou para Bella.

E então…a puxou.

Aproximando-a do corpo com firmeza, uma mão repousando na cintura dela, a outra ainda entrelaçada à dela. Bella sentiu o calor dele imediatamente, a proximidade sendo mais intensa do que antes, e por um segundo seu corpo reagiu antes da mente, ajustando-se àquele contato como se fosse natural.

— Assim? — perguntou ele, sem tirar os olhos dela.

— Assim — respondeu Alice, satisfeita.

Bella levantou o olhar e encontrou o dele.

Próximo demais.

Silencioso demais.

E, sem que ninguém pedisse…

ele inclinou levemente o rosto.

Encostando a testa na dela por um breve instante.

— Sorri — murmurou.

E ela sorriu.

Não porque precisava.

Mas porque… aconteceu.

O clique da foto veio logo em seguida.

Alice olhou para a tela.

E parou.

— Uau…

Todos se aproximaram.

Edward estendeu a mão.

Pegou o celular.

E ficou em silêncio.

Seus olhos analisaram a imagem com atenção incomum, como se estivesse procurando algo além do que era visível. Na foto, eles pareciam exatamente o que deveriam parecer: próximos, conectados, confortáveis um com o outro. O toque, o olhar, a leve inclinação dos rostos… tudo estava ali.

Perfeito.

Mas não era só isso.

Havia algo mais.

Algo que não fazia parte do plano.

— Está perfeita… — disse ele, em voz mais baixa, quase para si mesmo.

Alice sorriu, satisfeita.

— Eu sei.

Mas Edward ainda não havia desviado o olhar.

— Eu vou imprimir — completou.

Bella virou o rosto na direção dele, surpresa.

— Pra quê?

Ele finalmente a olhou.

— Porque eu quero colocar na mesa do meu escritório.

Simples, direto e completamente inesperado.

Mais tarde, quando estavam se despedindo, Esme a abraçou novamente, dessa vez com mais força, mais carinho.

— Volte sempre, querida — disse, suave — Essa casa também é sua.

E Bella…sentiu.

De verdade.

— Obrigada… — respondeu, mais baixa.

Edward observava.

E aquilo…mexeu com ele de uma forma que não estava no plano.

No caminho de volta, o silêncio dentro do carro não era desconfortável, mas também não era leve. Havia algo ali, não dito, pairando entre os dois como uma consequência inevitável do que havia acontecido naquela tarde. Bella mantinha o olhar fixo pela janela, observando a cidade passar, mas sua mente estava em outro lugar , no toque, nas palavras, nos olhares.

E Edward…dirigia.

Mas não estava focado apenas na estrada.

— Você foi bem — disse, por fim.

Bella não olhou para ele.

— Eu sei.

Pausa.

— Você também — acrescentou.

Silêncio.

— Aquilo na sacada… — começou ela, virando levemente o rosto — Foi parte do plano?

Edward não respondeu imediatamente.

E isso…já era uma resposta.

— Foi necessário — disse, por fim.

Bella sustentou o olhar por um segundo.

— Nem tudo que é necessário parece daquele jeito.

Silêncio.

E dessa vez…Edward não teve resposta.

E pela primeira vez desde que tudo aquilo começou…

ele não tinha certeza se ainda estava apenas fingindo.

Notas finais
E então… 😮‍🔥 A mentira foi colocada à prova pela primeira vez e, de certa forma, ela funcionou bem demais. A Bella encantou,a família aceitou e o Edward… começou a sentir. Mas me contem: 💭 Vocês confiaram nesse “Edward apaixonado”… ou já sentiram que tem algo saindo do controle? 💭 O que acharam da Esme e da relação com a Bella? (eu tô apaixonada por elas 🥹) 💭 E o Jasper… vocês também sentiram a tensão ali? 👀 E a pergunta mais importante: até quando essa mentira vai parecer real? Comentem MUITO, quero saber tudo , teorias, surtos, palpites 😮‍🔥 Isso ajuda demais no desafio! Até o próximo capítulo 💔✨ (e cuidado… porque quando a mentira fica perfeita demais, a queda é inevitável)