A Espada do Rei Destruído

4 Capítulo 3 - A Caixa


Notas iniciais
Desculpem pela demora do lançamento do capítulo, tudo por conta do lançamento do Kindred e do novo modo de jogo rs... Enfim, me digam o que acharam do novo capítulo.

— Vai ser complicado andar pelo palácio com esses guardas. Eles reforçaram a segurança desde nossa última aparição. — Karthus sussurrou, tentando não ser ouvido e visto pelos guardas.

— Concordo. Precisamos de uma distração... alguma coisa que podemos usar para que eles não nos percebam. — Assim que Kalista terminou sua frase, dois guardas que faziam ronda pelo palácio puderam ser ouvidos, conversando sobre a nova espada do rei. — É isso! A espada do rei.

— O que pretende fazer com a espada do rei?

— Vamos usá-la como distração, é óbvio. Além de distrairmos os guardas com ela, podemos usá-la como isca para atrair o rei.

— Certo, então como pretende pegá-la, estrategista? É óbvio que eles não vão deixá-la numa sala sem segurança.

— Tem razão.. vou precisar da sua ajuda agora. — Ao olhar para Karthus, ela percebe que ele não está mais lá. Ela olha em volta, procurando, mas ele parecia não estar por perto. Pensou em gritar, mas logo alertaria os guardas, e não seria fácil lutar sozinha. — Karthus?

Uma risada alta pode ser ouvida, junto a um som de correntes e uma voz trêmula. Um gancho forte, vindo de trás de uma das colunas, acertou o pescoço de Kalista. Logo, uma criatura estranha se jogou para perto dela. A criatura tinha uma face parecida com uma caveira, com olhos esverdeados e claros, além de um fogo verde e azul saíndo de sua cabeça. Ele usava uma espécie de capuz preto que cobria todo o seu corpo, rasgados na ponta. Uma grande chave estava acorrentada no capuz. Ele segurava uma espécie de lampião, acorrentado junto ao capuz. Numa ponta, o lampião, e na outra, um gancho, que era segurado pela outra mão da criatura. Ao se aproximar de Kalista, ele segurou seu rosto bem forte.

— Vira-latas imundos ficam na coleira! — A criatura logo apertava o rosto dela.

— Quem é você? — Kalista se contorcia para tirar a corrente.

Thresh mostrou a espada do rei que havia ganhado, apontando-a para o rosto de Kalista. Logo, ela se jogou para trás, soltando-se da corrente e observando o que tanto queria: a espada do rei.

— O que pretende fazer com essa espada, criatura?

— Eu sou Thresh, o mais novo dono da espada do rei, e futuramente dono da sua belíssima alma. Aliás, já viu sua alma? Se não, gostaria de vê-la?

— Quieto! — Ela atirou uma das suas lanças em Thresh, que tentou desviar, mas acabou pegando no braço com a lanterna, deixando-a cair e liberando as almas. — Almas? Você é doente?

— Agora você me ofendeu! — Thresh puxou-a novamente com seu gancho, se jogando nela e criando 4 grandes paredes feitas de um material desconhecido azulado. Elas bloqueavam a passagem, queimando qualquer um que passasse por ele.

Kalista já não soube mais o que fazer. Thresh estava com Karthus, e ela não tinha muitas lanças. Ela recorreu a uma atitude mais arriscada – chutou a barriga de Thresh, que soltou o lampião. Ao cair no chão, o lampião liberou diversas almas, distraindo Thresh por alguns instantes. Logo, Kalista puxou a espada de sua mão. Para se defender, Thresh atirou seu gancho na espada, marcando-a com pequenos arranhões feitos pela ponta afiada do gancho.

— Minha espada! — o rei grita, fazendo com que os dois parassem a luta. — Eu permiti que você usasse minha espada, Thresh. Mas não a danifique! Ou você terá de pagar muito caro por isso.

— Seu maldito! — Kalista grita, atirando uma de suas poucas lanças no rei. Porém, ela erra, e ele corre para fugir. Até que, percebendo que não tinha saída, ela teve uma ideia. — Certo, Thresh. Você ganhou. Me mate, e fique com minha alma.

— Ótimo.. parece que foi bem mais fácil do que imaginei. Não se preocupe, ficar apertada junto a mais de um milhão de pequenas almas não deve ser tão ruim, certo? — Ele encravou a espada no estômago de Kalista, que caiu no chão, cortocendo-se de dor.

Ao menos era o que ele pensava. A pele de Kalista caiu de seu corpo, e ele tornou-se apenas uma aura azulada, uma espécie de espírito. A lança em seu corpo se distorceu, tornando-se uma vara comprida, de material indestrutível, completamente azul (mesmo assim, ela continuava fincada em seu peito).

— Essa é minha verdadeira forma, Thresh. Ah, e só para te lembrar.. espectros não tem uma alma. — Logo ela tirou a espada de si mesma.

— Não é possível!

Levantando-se rapidamente, Kalista desferiu um soco forte no queixo de Thresh, que caiu no chão. Ele soltou tudo que tinha em mãos, gritando e chamando a atenção de guardas próximos. Kalista atirou o lampião de Thresh em uma das paredes que ele havia criado, destruindo-a, e abrindo uma passagem para que ela fugisse. Ao sair, ela correu na direção de Karthus, resgatando-o e levando para um local seguro ainda dentro do palácio: um dos depósitos de limpeza.

— Karthus.. você está bem?

— Ahn.. Kalista? — Ao abrir melhor os olhos, ele notou as diferenças na pele de Kalista. — V-Você está.. azul..

— É.. aconteceram algumas coisas enquanto você estava desmaiado. Mas de qualquer forma, conseguimos a espada. É isso que importa.

— Legal. Me sinto um pouco.. estranho. É como se tivesse um vazio dentro de mim.

— Não se preocupe, deve ser só um enjoô por conta de tudo que está acontecendo. Apenas fique tranquilo.

— Ok. Vamos continuar, então.

— Isso é ridículo. Como você perdeu um alvo fácil daqueles? E o pior de tudo, deixou eles levarem a minha espada!

— Não é tão fácil quanto parece, seu idiota. Eu perdi muitas almas que conquistei com meu esforço, e uma delas.. era tão especial quanto sua espada!

— Não me importo com seu sofrimento, criatura ridícula. Traga aquela garota pra mim, AGORA!

— Ridícula? Se você pensa que eu sou ridículo, então vai adorar saber o que eu farei com sua espada ao encontrá-la.

— Eu dispenso os seus serviços, Thresh. Saia imediatamente do meu palácio, ou eu chamarei os meus guardas.

Notas finais
E então, o que acharam do capítulo? Comentem aí ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.