A Escolhida.
3 Capitulo 3 - Reencontros.
Notas iniciais
Subimos a colina e chegamos ao Pinheiro no qual minha madrinha Thalia se transformara. Tudo estava como sempre esteve, tirando o fato de agora ter mais chalés para homenagear os outros Deuses. Grover me conduziu primeiro a Casa Grande, onde Quirón me esperava. Ele estava em sua forma humana, por mais que reclame eu ainda acho que gosta dela, na varanda lendo um livro. Quando cheguei perto ele parou de ler, repousou o livro na mesinha a sua frente e fez o gesto para que Grover saísse. O sátiro não questionou.
– Olá Zoe. – Disse ele apontando para uma cadeira. – Como você está enorme e se parece com seus pais.
– Olá Quíron, bom te ver. – Disse olhando ao horizonte.
– Ainda preocupada com seus pais e a relação deles? – Perguntou ele, como se lesse a minha mente.
– Um pouco, isso tudo me lembra como o amor deles é, ou era.- As últimas duas palavras saíram como sussurros.
– Calma criança. – Agora ele também olhava para o horizonte. – Não é fácil ter uma família quando é um semideus e ainda mais difícil ter uma criança da segunda geração.
– Eu sei mas em parte me sinto a culpa de tudo. – Finalmente o encarei.
– É, devo imaginar.
–Uh hum.
– Bom, se aloje em um dos quartos da Casa Grande e então pode começar o que quiser fazer. – Disse Quíron pegando o livro.
– Hoje eu pensei em fazer nada. Eu só quero um pouco de paz e serenidade. – Disse olhando minhas mãos.
– Como queira minha criança. – Ele disse voltando a sua leitura.
Depois desta calorosa conversa com ele, eu me dirigi para dentro da Casa e me alojei em um dos quartos como Quíron dissera. Não havia muita coisa que me animasse ali. Eu estava nunca depre chata, como sempre acontecia quando ia pra lá. O acampamento foi durante muito tempo, a casa dos meus pais e eu estava lá. Apenas olhando o que eu poderia destruir ou o que eu já tinha destruído: O amor impossível entre dois semideuses.
Não queria chorar, não era de chorar. Então fui para um lugar onde sempre me acalmava. O lago. Ele era imenso e limpo. A água estava transparente, então eu conseguia ver o fundo e as criaturas que ali viviam.
Não sei quanto tempo eu fiquei ali, só observando o sol e a água. Talvez minutos, horas, segundos. Eu nem me lembrava direito. Estava tudo calmo quando de repente uma mão tocou meus ombros. Dei um pulo. Então me virei e vi Léo. Ele estava mais velho do que antes mas continuava um gato.
– Você me assustou, sabia? – Disse enquanto ele se sentava no píer ao meu lado.
– Bom te ver também, criança. – Ele disse sorrindo.
– Não sou mais uma criança sabia? – Eu odiava que me chamassem sempre de criança, de vez em quando tudo bem mas sabe irrita.
– Ok, quer que eu te chame de que? – Ele disse ironicamente.
– Sério você veio aqui pra isso? – Ele era gato demais pra ficar irritado. Se ele fosse mais novo eu pegava, com certeza.
– Não, só pra ver se estava tudo bem e como você tinha mudado. – Ele olhou o horizonte. – Grover desceu da Casa Grande gritando para nós, conhecidos, que você tinha chegado e tal.
– Ele é um fofoqueiro. – Disse rindo.
– Bem, isso foi um bom sinal. Agora posso ir. – Ele se levantou e caminhou até os chalés. Foi bom ter reencontrado ele. Eu gostava muito dele como amigo.
Depois disso, voltei ao meu quarto para me arrumar quando entrei e me deparei com um monte de meninas no quarto rindo e cochichando. Quando me viram correram para me abraçar. Típico do chalé de Afrodite. Eu as tinha conhecido nos primeiros meses que fiquei no acampamento, elas me fizeram conhecer a amizade e me ensinaram a cuidar de minha aparência. Eu conhecia a maioria, exceto pelas novatas e as mais velhas que estavam em missão ou de férias.
– Oi meninas. – Disse saindo do abraço coletivo.
– Como você cresceu e está linda! – Disse Milena, ela é loura de olhos verdes claros algumas vezes. Sim, ela tem o poder de assumir a aparência que desejar. Umas das poucas que consegue fazer isso.
– Obrigada. – Olhei o grupo. – Por que estão todas aqui?
– Viemos te informar das novidades do acampamento sua besta.- Disse Gabriela. Uma menina morena de cabelos cacheados e olhos negros. Linda de morrer. Ela sempre fora minha amiga assim como Milena. – Há um grupo novo de garotos. Dois são chalé de Hermes, um é do chalé de Poseidon e um é do chalé de Hades. E você não vai acreditar. Há um garoto no chalé de Iris que meus Deuses, é gato demais.
– Quem está de olho nele? – Eu olhei mas nenhuma dela apresentou alguma diferença de humor.
– Só via saber mais tarde no jantar. – Disse Milena acabando com o silencio. – Agora vai se arrumar porque não vai conhece los assim.
– Só vocês. – Disse pegando uma blusa preta e shorts jeans. Depois de um banho demorado eu vesti a roupa e coloquei meu All Star e sai.
Todas falaram que agora sim eu estava pronta, terminaram de pentear e secar meus cabelos e fomos. Nem me ligara que estava escurecendo, eu nem me dera conta do tempo e tudo. Finalmente por algum tempo a minha preocupação se fora.
Ao chegar ao refeitório, avistei Thalia. Ela também me viu e correu pra me abraçar, ela parecia ter minha idade. Se não a conhecesse eu diria que é uma adolescente comum mas ela é imortal e mais velha que minha mãe. Depois do longo abraço ela me analisou e disse:
– Está cada vez mais linda. Zoe, seu senti sua falta sabia? – Mesmo ao mencionar meu nome, Thalia sorriu. Eu sabia que Zoe fora o nome de uma caçadora que morreu salvando a deusa Artemis e meus pais.
– Também estou feliz em te ver. – Ri. – Não mudou nada.
Nisso rimos, ela se despediu e voltou para sua mesa. Me sentei com o chalé de Afrodite. Mas o ruim era que elas falavam alto demais e apontavam para um monte de lugares e pessoas. Constrangedor mas foi só isso depois fui direto pro meu quarto, amanhã o dia seria longo e exaustivo.
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