A Escolhida
20 Capitulo 20
Notas iniciais
Saio do banheiro e estou com um vestido mais curto que coloquei assim que fomos a festa, não tenho o que dizer, foi tudo tão lindo, Maxon e eu dançando, as pessoas olhando e relatando nossa união, sua mãe ali ao nosso lado todo momento e a vontade que eu estava de ficar ali nos braços dele. Minha mãe estava feito boba me puxando e dizendo como seria o que eu faria, e agora aqui no quarto dele, estou mais que uma pilha de nervos, está escuro e a vontade que eu tenho é de fugir, mas vou encarar isso... Nunca vou esquecer de Maxon entrando em seu quarto comigo em seu colo e me dizendo que eu sempre fui e sempre vou ser sua querida, lembrar disso me acalma.
—América, minha querida... Pode vir, vai dar tudo certo, por favor... — respiro fundo e saio do biombo, meu vestido é branco com alças trançadas e vai até o joelho, de seda e com detalhes nos seios, vou até ele, estou de salto branco, chama escarpam segundo Mary, quando olho a cama está com um véu caindo sob os ferros de cima, velas vermelhas iluminam o local, quando olho o colchão pétalas de rosas também v vermelhas deixam ainda mais romântico, o cheiro é de morango e uma voz de mulher em uma música suave. Ele se aproxima de mim, está apenas de calça e sem camisa, quando me dou por conta estou ofegante só por essa cena, ele entrelaça sua mão direita na minha e a sobe na altura de sua boca beijando levemente. — preciso que confie em mim está bem? — assinto — preciso te falar algo também, algo que eu já deveria ter contado... — olho em seus olhos e a luz das velas batem um contraste com o brilho que tem neles. — Eu não sou virgem— solto sua mão de imediato e o encaro como um cão acuado.
—O que? — eu estou em choque.
—Calma, bom... Para o meu pai um homem, príncipe, precisa saber o que é a vida antes de casar, eu nunca quis mas precisei ir... Então fomos em um...
—Chega, pode parar— fechei os olhos— quantas vezes?
—Duas— eu não sei se isso me deixa mais calma ou mais nervosa— encare pelo lado que eu vou saber o que fazer, desculpa não contar antes mas achei que isso teria que ser contado com calma, minha querida não fique brava por favor.
—Não, não estou brava... A culpa não foi sua mas, eu nunca vou ser sua única— ele sorri.
—América Singer Schreave, você sempre vai ser a minha única— ele se aproximou aos poucos— meu primeiro amor— entrelaça nossos dedos e me puxa delicadamente para perto de si— meu primeiro beijo, sim porque nunca beijei nenhuma mulher que... Fiz algo mais. — chega perto de meus lábios— e a primeira que eu vou fazer amor, e amar para sempre... — sua boca toca a minha e eu entrelaço meus braços em suas costas indo para mais perto de seu peito nu, ele afasta os lábios para poder falar— relaxe, eu pelo menos sei o que fazer, e eu prometo que vou com calma, o que não quiser você me diz está bem? — assinto e ele volta para meus lábios. Minhas mãos descem devagar por suas costas e ele faz o mesmo com as suas, nosso beijo está molhado e tomando intensidade, um calor desconhecido esta tomando conta do meu corpo, não sei ao certo o que é mas é bom. Aproximo-me dele ainda mais e sinto um botão ser desabotoado, em seguida outro, meu estomago dá um nó ao saber que estarei nua em breve, sinto suas mãos encaminharem meu vestido até minha cintura, fecho os olhos e continuo com nosso beijo, estou de espartilho por baixo e mesmo assim me sinto corar. Maxon me ajuda a sair do vestido e em seguida me levanta delicadamente para que eu me desfaça do salto, apenas balançando os pés estou descalça, ele passa o vestido por meu corpo e quando vejo estou apenas de roupas intimas.
Ele me vira delicadamente e sobe suas mãos para meu penteado, sem pressa alguma ele tira grampo por grampo e joga no chão, devagar ele solta meus cachos e eu sinto meu cabelo pender em meus ombros, suas mãos descem por meus braços e eu sinto um arrepio de imediato.
—Já te disse que te amo? — ele fala perto de meu pescoço e eu arrepio assentindo.
—Mas quero ouvir mais. — minha voz está rouca de tanta agonia.
—Eu te amo. Eu te amo muito. — ele começa a desamarrar o espartilho e eu pego meus cabelos para colocar na frente facilitando o trabalho dele, assim que ele retira um frio me percorre, estou quase nua na frente do príncipe de Illéa. Ainda sem me virar ele joga o espartilho no chão e delicadamente passa os dedos por meu corpo, delicadamente, fazendo que cada pedacinho de pele arrepie com seu toque, para em minha calcinha e delicadamente a tira descendo delicadamente até eu estar completamente nua. — quis fazer isso na noite que achei que você fosse em bora— ele beija meu ombro— Mas você não era minha. — ele pega minha mão e me vira delicadamente fazendo com que eu fique frente a frente com ele, quero esconder meu corpo, mas ele não para de me olhar.
—Maxon, eu...
—Você é linda minha princesa, cada detalhe de seu corpo... Calma, quero que sinta calma... Só vou fazer quando estiver pronta está bem? — assinto e ele me puxa para si, devagar senta na cama e me ajeita em seu colo, a vergonha que eu sinto é terrível, coloco meus cabelos ruivos e cumpridos para frente e ele sorri ao me ajeitar em seu colo de frente para ele. — Para de esconder, sou seu marido, isso vai ser normal para mim, e para você... América, tenha calma está bem?
—Sim, claro! Estou nua no colo de um homem, prestes a... Eu— engulo seco e desvio o olhar— eu— antes que eu possa falar Maxon me puxa para um beijo apertando delicadamente minhas costas, desenha devagar círculos nos nós de meus ossos, fecho os olhos e tento relaxar, sua mão direita sobe até meu seio e eu quero tirar ela dali mas quando toma meu seio para si eu não tenho controle da situação, meu corpo esquenta e minhas mãos relaxam indo para seu pescoço, acaricio suas costas delicadamente e ele sorri ao perceber que estou mais calma, suas mãos tocam meu corpo e param em meus seios massageando me fazendo soltar um gemido em sua boca, isso me deixa com vergonha mas é bom.
—Maxon, estou pronta— quero muito, mas quero adiar também.
—Tem certeza? — ele me olha e eu encaro assentindo.
—Está bem... — Ele me deita e se levanta para retirar a calça, me arrasto até a ponta da cama e me sento o encarando.
—Me deixe retirar sua calça? — ele sorri e assente, me levanto e beijando sua boca retiro com as mãos tremulas e desajeitadas seu cinto, em seguida desabotoou sua calça, não quero olhar, devagar a peça desliza até o chão e ele se livra dela, minhas mãos voltam aos seus braços e ele sorri, Maxon tira sua peça intima e quando percebo ele está nu, não quero olhar seu membro mas quando ele me deita na cama sinto ele tocar em minha perna, me ajeito nos travesseiros e estou ofegante ao perceber o quão duro está, ele se afasta para se ajeitar e eu olho, quase tenho um ataque ao ver o tamanho, minhas mãos soam e eu não sei o que dizer. — Maxon, tem certeza que cabe? — falo o encarando e ele solta uma gargalhada, vem devagar engatinhando para cima de mim e sem soltar seu peso beija a ponta do meu nariz.
—Claro que cabe, minha querida, abre bem suas pernas e apenas relaxe está bem?
—Sim— sorrio forçadamente e faço o que ele pediu, Maxon se deita devagar e começa a me beijar, sinto algo parar em minha intimidade, mesmo ela estando um tanto que, diferente, tenho medo, entra mais um pouco e ele aumenta a intensidade do beijo, nossas línguas se entrelaçam e o incomodo toma conta quando ele força mais um pouco, dói um tanto mas não é o que imaginava. Mais um pouco e eu estou começando a querer que ele entre de uma vez, quando ele força um pouco mais grito porque sinto uma espécie de beliscão, como se fosse rasgada.
—Minha querida, o que foi? — ele para de me beijar.
—Doeu um pouco, desculpe.
—Posso continuar minha princesa?
—Sim, por favor— ele sorri e continua, só que dessa vez ele coloca de uma vez e a dor é uma só, parecia que nunca ia acabar.
—Agora vou me mover está bem? — assinto e volto a beijar ele, quando Maxon começa, a dor ainda está ali mas é diferente, é como se fosse necessário, um prazer desconhecido me percorre e eu passo minhas mãos por seu corpo unhando devagar e superficialmente, paro em seu cabelo e sinto que estou gemendo. — Está bom? — ele se move lentamente, fecho meus olhos e sorrio.
—Muito— ele continua e beija meu pescoço delicadamente até chegar em meus seios, beija levemente e volta a minha boca. Sinto que meus gemidos continuam, Maxon aumenta e um calor me percorre, mas parece que ele quer ir embora, é estranho porque está aumentando demais e é como se esse prazer fosse aumentar ainda mais e cessar de uma vez. Ele se move e eu sinto que está no fim, solto gemidos e aperto os lençóis. — Maxon, eu, ah... eu— digo sem forças e afundo minha cabeça no travesseiro sentindo uma coisa muito estranha mas deliciosa, ao perceber Maxon sorri e após ir bem fundo ele sai devagar deitando ao meu lado, estou mole e sinto minhas pernas tremulas, no lençol tem sangue e aquilo me perturba.
—Tudo bem minha querida— ele está ofegante— é normal sair sangue na primeira vez— assinto de olhos fechados aliviada— está tudo bem? — tudo bem? Estou ótima Maxon Schreave.
—Sim— estou quase sem voz, me viro para seu peito— Acho que foi muito rápido, mas estou bem.
—É normal minha querida, na primeira vez é assim... Acho que temos que tomar um banho— assinto mais uma vez— eu amei essa noite.
—Eu também... — beijo seus lábios e ele me pega no colo, sinto uma leve dor em minha intimidade mas isso para mim não é nada.
Me levanto de manhã e Maxon está dormindo, preciso beber algo, não quero chamar uma criada, não quero que ela veja as roupas no chão e nem perceba que o lençol manchado de sangue está no chão, fecho meu robe de cetim branco e saio do quarto de meu marido para ir até a cozinha, quando apareço na ponta da escada vejo que está escuro ainda, desço delicadamente e escuto borburinhos, assim que me aproximo vejo Aspen sair do corredor que dá acesso aos quartos das criadas, Lucy está descabelada e ele ajeita sua farda, não posso acreditar que o mesmo que eu fiz com meu marido eles fizeram agora, isso é proibido, eles seriam presos e... América, teria que passar por você, jamais que algo iria acontecer... Fecho meus olhos e me escondo ao ver que Aspen vai passar por mim.
—Aspen— ela grita e ele olha— Obrigada por me dar uma chance, prometo que vou te fazer o homem mais feliz— ele sorri e volta.
—Acredito em você, mas tenho que ir, e por céus, que não descubram nossa noite— ela sorri— jamais!
—América, que coisa feia— Maxon cochicha no meu ouvido.
—Maxon— me assusto. — Eu ia beber água— cochicho de volta— mas ai eu— sorrio boba— fiquei contente em ver que ele está bem— Maxon me puxa para debaixo da escada e ele passa— Ele merece Maxon.
—Eu sei, mas não devia estar vendo, e além do mais eles são loucos em desrespeitar uma regra de Illéa e— beijo sua boca.
—Uma regra do seu pai, Maxon, deixem eles serem felizes e sentirem na pele o que sentimos... O amor! — ele sorri e me beija delicadamente.
—Você tem razão!
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